Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Mereceremos Mais 7x1 Ainda! (Sobre Humildade...)
Se fosse Neymar, seria um "mero prêmio de consolação" para o "craque"? Se o Neymar Futebol Clube tivesse passado para a final da Copa América e perdesse pro Chile, seria uma "justa indignação" do "menino craque que resolve o jogo sozinho"? Agora, Messi demonstrar que preferia, claramente, o troféu e a medalha de campeão, é "ressentimento bobo"? E quem aí vai falar: "Bom seria se Neymar e os outros jogadores demonstrassem querer ganhar, não se contentando com um prêmio de consolação como 'melhor jogador' do torneio"?? NINGUÉM??? Ok, teremos mais uns belos 7x1 pra 'lamentar', até aprender... vocês, "isentos e imparciais" cronistas esportivos, principalmente! Pra mais "opiniões corretíssimas, isentas e imparciais", leia aqui
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Indignação Seletiva e Retroativa
Ele continua sendo a sua Geni, e por que? Porque tá fora das grandes redes de tevê aberta, todas em crise, enxugando custos pagos com as verbas de publicidade governamental, que este ano faltaram? Porque é periférico, assim como eu, como você? Porque não é do Grande Eixo do Mal, que, pras grandes empresas midiáticas representa o "Brazil que Vale, o resto é periferia"? Por conta de um antissemitismo ainda inato na cultura popular? Porque ele não bate abertamente nos políticos e na torcida da agremiação que traz uma bandeira com uma estrela? Porque tem um outro mil vezes mais "polemicozinho" que, por ser do Eixo e estar numa grande rede de tv aberta, aparentemente pode muito mais, e ninguém nem compartilha vídeos antigos pra xingar... indignação seletiva e retroativa não é humor, nem é engraçada.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Não Pode C, Não Deve C, Não Dá Pra C
Eu posto uma imagem, compartilho, querendo te marcar... sei que não dá, sei que não posso, sei que não devo! Tô pensando em você, tô desejando teu corpo nu, tô querendo te encontrar, tô imaginando a gente junto, tô te querendo pra mim. E não posso, não devo. Tô com medo de te querer demais, de pensar demais em você e me decepcionar, me frustrar, ou sei lá mais o quê. De repente, quem sabe, talvez, eu devesse te marcar, te falar o que sinto, que tô afim de ti, te dizer que tô pensando em você desde a hora que eu acordo até quando eu deito... mas tem algo que me diz, melhor não, melhor pra te preservar, pra preservar a mim mesmo... porque, na verdade, eu não posso, eu não devo. Tô tentando, tô pensando, tô querendo te querer sem pensar muito em você, em ter você, sem imaginar, sem viajar muito numa história que não pode, não deve, não dá... não quero citar teu nome, pra não te envolver, pra não me envolver demais... porque do outro jeito, não deve, não pode, não dá!
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Indeciso Nº 1#
Eu não sei ainda
Não tenho bem certeza
Não tenho elementos suficientes
Para decidir
'Inda' estou indeciso
Se aquilo é o que sinto
Se dirijo sem cinto
O quê que é
Não sei se é paixão
Ou se já é amor
[antigo
Se é só desejo
Se é só o teu olhar
Se apenas me encantei com teu sorriso
Ou se o teu corpo lindo
Me hipnotizou
Não sei o que quero
Não sei o como e nem o porquê
Não sei se te quero só por uma noite
Por uma transa, ou pra sempre
[por um prazer fugaz
Não sei se te quero
Pra um romance, um caso, um namoro
Ou um lance
Não sei se imagino
Eu, você, dois filhos
Um cachorro, um gato
Uma periquita e um sauim de coleira
[Cê topa?!
Não sei se te quero pra um fim de semana
Ou pra vida inteira
Ou na chuva
Na rua, na fazenda
Numa casinha de sapê...
Acho, até, que
Tô gostando muito de você
Mas tô indeciso...
quarta-feira, 11 de março de 2015
O Brasileiro Médio
A dona presidenta Dilma disse que a inflação tá pequena e totalmente sob controle. Dona Dilma disse que a Petrobras não está quebrada, que é um problema pequeno e de fácil solução. Dona Dilma disse que o país não está estagnado, só deu uma paradinha momentânea, foi só um período sabático, porque o mundo todo está atravessando uma grave crise -- o Brasil, não, o Brasil, nunca! -- veja só, a China está projetando um crescimento pífio, de míseros 7%, um ponto a menos que no ano passado...!
Mas ok, dona Dilma reconhece, você tem todo o direito de se indignar com os últimos escândalos de corrupção, de se irritar com a escassez de água, de reclamar contra os altos preços dos combustíveis, da tarifa de energia e dos alimentos nos supermercados. Toda manifestação e todo protesto têm uma razão de ser. Não adianta você vir me dizer que não é bem assim, foi ela quem disse, ela que falou! Lembre-se de quem é a sua amada e idolatrada líder... "ain, maix ela pediu um pokinhu de paciência!" Sim, uma hora dessas tudo irá se resolver, como que num passe de mágica...
Ok, mas enfim, dona presidenta falou que o brasileiro médio está certo em ficar chateado, por ela ter prometido uma coisa, na campanha eleitoral, e estar fazendo outra, agora, que o brasileiro médio tem todo direito de protestar, portanto, alguns combinaram, via whatsapp (eu não tenho esse troço, então não recebi a convocação, e se recebesse, não tenho bem certeza de que tomaria parte) e vários fizeram barulho, numa manifestação, num panelaço, direto de suas janelas, varandas e sacadas, durante o instigante pronunciamento da dona presidenta Dilma.
Aí, então, o brasileiro médio disse que o brasileiro médio não poderia promover panelaços, que é feio protestar das janelas de condomínios de alto padrão e sacadas gourmet (mas que caraio, memo, gourmetizaram o trailer de lanche, agora as sacadas também?!). Do alto de suas sacadas gourmet, o brasileiro médio desqualifica o panelaço, fala em golpe, que foi orquestrado e patrocinado pelos partidos de oposição. Sim, é verdade, vi o FHC comprando dúzias e mais dúzias de conjuntos de panelas tramontina, ali no Tropical Multi Loja, agora tudo faz sentido...
Uma dona indignada com a carestia para se abastecer o seu carrinho 1.0, entra em parafuso, surta, sai feito louca pelo posto de combustíveis, abortando outros motoristas e tentando demovê-los da ideia de abastecer seus carros populares, a fim de "pressionar" pela queda dos preços: "é a lei da oferta e da procura", dizia a pobre... mas o brasileiro médio é zuera, é gaiato, tira onda, não ia perder a chance de fazer piada com a tiazinha... "e como vamos ridicularizá-la?!" Falando que ela surtou, que foi acometida de uma leseira baré, que desembestou, que endoideceu, que se desvairou, que se emputeceu, que despirocou de vez, talvez, de vez?!? "Não, muito melhor: vamos zoar a tia por ela usar boas roupas de grife, por ter carrinho do ano, não importando se é 1.0 bosta, por ter um iPhone, que talvez nem seja do modelo mais novo, ou esteja pagando em 24 vezes, na "promoção" daquela operadora lá, mas enfim, pouco importa, o que interessa é zoar essa tiazinha louca por ser coxinha, burguesa e alienada! É claro que diretamente do seu galaxy S5, ou windowsphone, ou nokia lúmia, senão, não é uma zuera de esquerda legítima!
O brasileiro médio diz que, se você tem smartphone, um carro do ano e compra nas lojas Renner, você não pode protestar! Você é coxinha, você é burguês! O brasileiro médio reclama da alta na tarifa de energia, na tarifa da passagem de ônibus, metrô, trem urbano, VLT, or whatever, nos combustíveis, nos alimentos, reclama que tá caro tudo... mas diz acreditar naquela informação, que nem sabe de onde veio, e que números usaram pra chegar a essa conclusão, que diz que o ganho real do salário mínimo nunca foi tão grande na história deste país! O brasileiro médio se indigna com os políticos, com os governos, com o congresso, com as prefeituras, mas defende a dona presidenta, com mais ardor do que se fosse sua própria mãe. O brasileiro médio, pra xingar e ofender a dona presidenta, usa palavras com as quais tem pudor até quando vai xingar o torcedor do time, da escola de samba, do boi rival, porque aí é muito pesado, aí já é desrespeito!
O brasileiro médio diz que quem defende o governo federal, recebe bolsa família, ou um por fora, pra ser blogueiro chapa branca. O brasileiro médio diz que quem reclama do governo federal é coxinha, pequeno burguês, elitista e tem horror a pobre. Sendo que AMBOS só têm contato com pobre quando dão esmola no trensurb, ou cumprimentam o porteiro e a faxineira. O brasileiro médio acha que é tudo culpa da presidenta Dilma, dos petralhas e da esquerda tirana. O brasileiro médio diz que a raiz de todos os males vem do FHC, da mídia e da direita golpista. Sendo que o brasileiro médio não manja nem o que é direita, nem o que é esquerda. O brasileiro médio se lamenta porque não se pode mais emitir opinião sem que alguém venha lhe ofender e desqualificar suas ideias. O brasileiro médio não suporta quem tem opinião contrária a sua, tem sempre uma resposta sarcástica, irônica, ou cheia de bons argumentos ("seu coxinha!" "seu esquerdinha caviar!") para rebater os "equívocos" opinativos alheios. O brasileiro médio não se toca que usuário de bolsa família tem smartpeba xing-ling só pra ver a Ana Maria na tv, enquanto anda no busão lotado, indo pra escola/faculdade particular EAD/trabalho. O brasileiro médio não se manca que os Matarazzo não saem por aí criticando esses coxinhas alienados da classe média, nem o Chiquinho Scarpa se abala a bater panelas e gritar da varanda de sua mansão "FORA DILMA!!!". O brasileiro médio briga mesmo é contra o brasileiro médio. O brasileiro médio corre atrás do próprio rabo. Brasil é o único país no mundo (que se saiba) onde existe uma subdivisão da classe média em três, a classe média baixa, a classe média média e a classe média alta. E eu sou o classe média baixa, o classe média alta pode muito bem ser você, MAS!, a verdade é que o brasileiro médio é você, e o brasileiro médio também sou eu!
O brasileiro médio ataca as pessoas erradas pelos motivos certos. O brasileiro médio ataca as pessoas certas pelos motivos errados. O brasileiro médio já tem 30 anos de liberdade e democracia, já teve ótimas oportunidades de aprender com seus erros, mas, até agora, só aprendeu a cometer mais erros! O brasileiro médio tem é de aprender a parar de morder o próprio rabo, de bancar o caranguejo no balde, puxando pra baixo quem chega na borda e começar a se unir, lutar contra quem se pretende estar lutando, se quiser, mesmo, de fato, e de direito, uma vida e um país melhores!
Mas ok, dona Dilma reconhece, você tem todo o direito de se indignar com os últimos escândalos de corrupção, de se irritar com a escassez de água, de reclamar contra os altos preços dos combustíveis, da tarifa de energia e dos alimentos nos supermercados. Toda manifestação e todo protesto têm uma razão de ser. Não adianta você vir me dizer que não é bem assim, foi ela quem disse, ela que falou! Lembre-se de quem é a sua amada e idolatrada líder... "ain, maix ela pediu um pokinhu de paciência!" Sim, uma hora dessas tudo irá se resolver, como que num passe de mágica...
Ok, mas enfim, dona presidenta falou que o brasileiro médio está certo em ficar chateado, por ela ter prometido uma coisa, na campanha eleitoral, e estar fazendo outra, agora, que o brasileiro médio tem todo direito de protestar, portanto, alguns combinaram, via whatsapp (eu não tenho esse troço, então não recebi a convocação, e se recebesse, não tenho bem certeza de que tomaria parte) e vários fizeram barulho, numa manifestação, num panelaço, direto de suas janelas, varandas e sacadas, durante o instigante pronunciamento da dona presidenta Dilma.
Aí, então, o brasileiro médio disse que o brasileiro médio não poderia promover panelaços, que é feio protestar das janelas de condomínios de alto padrão e sacadas gourmet (mas que caraio, memo, gourmetizaram o trailer de lanche, agora as sacadas também?!). Do alto de suas sacadas gourmet, o brasileiro médio desqualifica o panelaço, fala em golpe, que foi orquestrado e patrocinado pelos partidos de oposição. Sim, é verdade, vi o FHC comprando dúzias e mais dúzias de conjuntos de panelas tramontina, ali no Tropical Multi Loja, agora tudo faz sentido...
Uma dona indignada com a carestia para se abastecer o seu carrinho 1.0, entra em parafuso, surta, sai feito louca pelo posto de combustíveis, abortando outros motoristas e tentando demovê-los da ideia de abastecer seus carros populares, a fim de "pressionar" pela queda dos preços: "é a lei da oferta e da procura", dizia a pobre... mas o brasileiro médio é zuera, é gaiato, tira onda, não ia perder a chance de fazer piada com a tiazinha... "e como vamos ridicularizá-la?!" Falando que ela surtou, que foi acometida de uma leseira baré, que desembestou, que endoideceu, que se desvairou, que se emputeceu, que despirocou de vez, talvez, de vez?!? "Não, muito melhor: vamos zoar a tia por ela usar boas roupas de grife, por ter carrinho do ano, não importando se é 1.0 bosta, por ter um iPhone, que talvez nem seja do modelo mais novo, ou esteja pagando em 24 vezes, na "promoção" daquela operadora lá, mas enfim, pouco importa, o que interessa é zoar essa tiazinha louca por ser coxinha, burguesa e alienada! É claro que diretamente do seu galaxy S5, ou windowsphone, ou nokia lúmia, senão, não é uma zuera de esquerda legítima!
O brasileiro médio diz que, se você tem smartphone, um carro do ano e compra nas lojas Renner, você não pode protestar! Você é coxinha, você é burguês! O brasileiro médio reclama da alta na tarifa de energia, na tarifa da passagem de ônibus, metrô, trem urbano, VLT, or whatever, nos combustíveis, nos alimentos, reclama que tá caro tudo... mas diz acreditar naquela informação, que nem sabe de onde veio, e que números usaram pra chegar a essa conclusão, que diz que o ganho real do salário mínimo nunca foi tão grande na história deste país! O brasileiro médio se indigna com os políticos, com os governos, com o congresso, com as prefeituras, mas defende a dona presidenta, com mais ardor do que se fosse sua própria mãe. O brasileiro médio, pra xingar e ofender a dona presidenta, usa palavras com as quais tem pudor até quando vai xingar o torcedor do time, da escola de samba, do boi rival, porque aí é muito pesado, aí já é desrespeito!
O brasileiro médio diz que quem defende o governo federal, recebe bolsa família, ou um por fora, pra ser blogueiro chapa branca. O brasileiro médio diz que quem reclama do governo federal é coxinha, pequeno burguês, elitista e tem horror a pobre. Sendo que AMBOS só têm contato com pobre quando dão esmola no trensurb, ou cumprimentam o porteiro e a faxineira. O brasileiro médio acha que é tudo culpa da presidenta Dilma, dos petralhas e da esquerda tirana. O brasileiro médio diz que a raiz de todos os males vem do FHC, da mídia e da direita golpista. Sendo que o brasileiro médio não manja nem o que é direita, nem o que é esquerda. O brasileiro médio se lamenta porque não se pode mais emitir opinião sem que alguém venha lhe ofender e desqualificar suas ideias. O brasileiro médio não suporta quem tem opinião contrária a sua, tem sempre uma resposta sarcástica, irônica, ou cheia de bons argumentos ("seu coxinha!" "seu esquerdinha caviar!") para rebater os "equívocos" opinativos alheios. O brasileiro médio não se toca que usuário de bolsa família tem smartpeba xing-ling só pra ver a Ana Maria na tv, enquanto anda no busão lotado, indo pra escola/faculdade particular EAD/trabalho. O brasileiro médio não se manca que os Matarazzo não saem por aí criticando esses coxinhas alienados da classe média, nem o Chiquinho Scarpa se abala a bater panelas e gritar da varanda de sua mansão "FORA DILMA!!!". O brasileiro médio briga mesmo é contra o brasileiro médio. O brasileiro médio corre atrás do próprio rabo. Brasil é o único país no mundo (que se saiba) onde existe uma subdivisão da classe média em três, a classe média baixa, a classe média média e a classe média alta. E eu sou o classe média baixa, o classe média alta pode muito bem ser você, MAS!, a verdade é que o brasileiro médio é você, e o brasileiro médio também sou eu!
O brasileiro médio ataca as pessoas erradas pelos motivos certos. O brasileiro médio ataca as pessoas certas pelos motivos errados. O brasileiro médio já tem 30 anos de liberdade e democracia, já teve ótimas oportunidades de aprender com seus erros, mas, até agora, só aprendeu a cometer mais erros! O brasileiro médio tem é de aprender a parar de morder o próprio rabo, de bancar o caranguejo no balde, puxando pra baixo quem chega na borda e começar a se unir, lutar contra quem se pretende estar lutando, se quiser, mesmo, de fato, e de direito, uma vida e um país melhores!
terça-feira, 10 de março de 2015
Viva o Lugar
Dia desse, acho até que foi ontem, você disse algo interessante... que me pareceu um pouco equivocado, mas mesmo assim, interessante. Era algo como "não há coisa melhor que ouvir o 'seu falar'", o jeito, o sotaque, as gírias, as expressões, que você "só" ouve na terra em que nasceu. Várias dessas gírias e expressões, que você conhece tão bem, sobre as quais, diz que, se debruçou a pesquisar profundamente e eu, que nunca pesquisei nada a respeito, conheço desde piá/curumim/moleque, quer dizer... e você sabe, nem nascemos na mesma região, que dirá lugar!
Ontem mesmo, só que à noite, estava assistindo a um programa, que, infelizmente, peguei no finalzinho. Um rapaz, que saiu do seu país, para morar em um outro, um desses paraísos tropicais, do oceano Pacífico, ou do Caribe, enfim, pouco importa, era um belo lugar, e ele estava sendo entrevistado. E disse algo que também achei interessante. Me identifiquei muito com o que foi dito! Ele estava comentando sobre outros que foram pr'aquele mesmo paraíso tropical e lá construíram suas casas, mas, segundo ele, continuavam sendo meros turistas. Acho que compreendi bem o que ele disse, logo em seguida: "você não deve querer viver NO lugar, mas sim querer viver O lugar!"
Sei o que dizem, meu padrasto também dizia muito isso: "com dinheiro, se vive bem em qualquer lugar"... sim, não discordo totalmente dessa assertiva, tendo-se dinheiro, quer dizer, uma boa quantidade, pra garantir o conforto e segurança, onde quer que seja, se vive bem até no frio do inverno na Groenlândia. Mas eu não quero viver bem na Groenlândia, nem no verão, que dirá no inverno!
Ok, você quer viver em Campinas, em Florianópolis, em Miami, em Paris, em Brasília, eu entendi, mas veja, você vai pensando em viver NO lugar, porque, enfim, por vários motivos, que não vou ficar elencando aqui, mas vai continuar sendo do lugar que você vivia, apenas sendo "eterno(a) turista" do lugar EM QUE decidiu viver, é seu sonho de consumo, etc.
"Ok, mas como você entendeu aquele cara, provavelmente saído de um país rico do Ocidente, pra viver do outro lado do mundo?" É simples, quando saí daqui, fui para o Norte, para a Metrópole da Amazônia, digamos que minha experiência, como turista, foi bem curta. Me entranhei no lugar, me deixei entranhar pelo lugar, fundi o meu 'jeito de falar' ao jeito dos que circulavam a minha volta, queimei minha pele ao sol até ficar com a sua cor, comi o jaraqui, pois, quem come desse peixe, "nunca mais sai daqui(daí!)"... tenho síndromes de abstinência de tucumã, de cupuaçu e guaraná Baré. Eu compreendi o que aquele rapaz disse, porque foi o que vivenciei, o que quero voltar a vivenciar, voltei para onde nasci, voltei pra casa, mas não voltei ao lar, pelo contrário, saí. Sinto saudades, meus ouvidos se apuram, quando ouço um falar, no mínimo, parecido com o de lá, ouço certas músicas e quase choro... e nem são pra tanto. Vivi o lugar, continuo vivendo, me interessam as notícias que me vêm de lá, quero saber de tudo. Você pode, e volta, uma vez por ano, lá onde você diz querer ficar. Mas você não vive lá. Talvez não me compreenda, mas não se culpe, é que não é só questão de linguística, é algo mais holístico; é minha língua, meu espírito, meu ser, meu estar!
Ontem mesmo, só que à noite, estava assistindo a um programa, que, infelizmente, peguei no finalzinho. Um rapaz, que saiu do seu país, para morar em um outro, um desses paraísos tropicais, do oceano Pacífico, ou do Caribe, enfim, pouco importa, era um belo lugar, e ele estava sendo entrevistado. E disse algo que também achei interessante. Me identifiquei muito com o que foi dito! Ele estava comentando sobre outros que foram pr'aquele mesmo paraíso tropical e lá construíram suas casas, mas, segundo ele, continuavam sendo meros turistas. Acho que compreendi bem o que ele disse, logo em seguida: "você não deve querer viver NO lugar, mas sim querer viver O lugar!"
Sei o que dizem, meu padrasto também dizia muito isso: "com dinheiro, se vive bem em qualquer lugar"... sim, não discordo totalmente dessa assertiva, tendo-se dinheiro, quer dizer, uma boa quantidade, pra garantir o conforto e segurança, onde quer que seja, se vive bem até no frio do inverno na Groenlândia. Mas eu não quero viver bem na Groenlândia, nem no verão, que dirá no inverno!
Ok, você quer viver em Campinas, em Florianópolis, em Miami, em Paris, em Brasília, eu entendi, mas veja, você vai pensando em viver NO lugar, porque, enfim, por vários motivos, que não vou ficar elencando aqui, mas vai continuar sendo do lugar que você vivia, apenas sendo "eterno(a) turista" do lugar EM QUE decidiu viver, é seu sonho de consumo, etc.
"Ok, mas como você entendeu aquele cara, provavelmente saído de um país rico do Ocidente, pra viver do outro lado do mundo?" É simples, quando saí daqui, fui para o Norte, para a Metrópole da Amazônia, digamos que minha experiência, como turista, foi bem curta. Me entranhei no lugar, me deixei entranhar pelo lugar, fundi o meu 'jeito de falar' ao jeito dos que circulavam a minha volta, queimei minha pele ao sol até ficar com a sua cor, comi o jaraqui, pois, quem come desse peixe, "nunca mais sai daqui(daí!)"... tenho síndromes de abstinência de tucumã, de cupuaçu e guaraná Baré. Eu compreendi o que aquele rapaz disse, porque foi o que vivenciei, o que quero voltar a vivenciar, voltei para onde nasci, voltei pra casa, mas não voltei ao lar, pelo contrário, saí. Sinto saudades, meus ouvidos se apuram, quando ouço um falar, no mínimo, parecido com o de lá, ouço certas músicas e quase choro... e nem são pra tanto. Vivi o lugar, continuo vivendo, me interessam as notícias que me vêm de lá, quero saber de tudo. Você pode, e volta, uma vez por ano, lá onde você diz querer ficar. Mas você não vive lá. Talvez não me compreenda, mas não se culpe, é que não é só questão de linguística, é algo mais holístico; é minha língua, meu espírito, meu ser, meu estar!
segunda-feira, 2 de março de 2015
Por quê insistir?!
Reclamou que eu não ligava, pois bem, tentei lhe ligar, na semana, duas vezes. Em uma, me atende com uma voz de trêbada e logo dá um jeito de despachar. Em outra, nem sequer se dignou a atender. Não tenho enviado mensagens, porque o meu cotidiano não lhe parece mais, de qualquer forma, importante. Cansei de mandar mensagens efusivas e receber respostas protocolares e frias, como se fosse uma pesada obrigação. Cansei de sentir a falta de alguém pra quem eu não tenho feito falta nenhuma. Cansei de "incomodar" com meu "papinho desinteressante" e meus "problemas pequenos e banais" a quem tem "problemas demais, realmente importantes com que se preocupar". Não temos mais nenhum assunto em comum. Não temos mais agendas coordenadas. Não consigo mais pensar nela com o mesmo afeto, ou o mesmo desejo, or whatever. Não tenho nem mais nos visto em futuras viagens, não tenho mais visto futuro neste relacionamento. Estou procurando evitar pensar em mágoas, rejeições e tristezas. Não estou vendo mais sentido, nem bons motivos, nessa relação. Cansei de procurar 'melhorar', de uma forma que lhe pareça agradável, sem que a recíproca seja verdadeira. Não tenho mais visto os sentimentos pelos quais valesse a pena continuarmos a relação. Quanto mais procuro um bom motivo pra continuar, menos encontro e nenhum é demonstrado. Cobranças de um 'aporte' e um 'investimento' materiais na relação, que deixei bem claro, desde o início, não ter ainda. Agressões gratuitas e acusações sem razão, somente pelo fato de não ter a 'politização correta', leia-se, não TORCER para o mesmo partido, nem REZAR por sua cartilha, como se este fosse um time de futebol, ou uma congregação religiosa, coisa que, também desde o início, deixei bem claro, não faço por partido algum!
Pra quê continuar? Pra quê insistir no que parece já ter acabado? Só pra ter mais estresse, só pra dizer que tem um alguém, mesmo que somente mais alguém de quem reclamar? Isso não vale a pena, não...
Pra quê continuar? Pra quê insistir no que parece já ter acabado? Só pra ter mais estresse, só pra dizer que tem um alguém, mesmo que somente mais alguém de quem reclamar? Isso não vale a pena, não...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Aí depende!
Cê não entende as pessoas que discordavam daquilo e agora estão defendendo isto. Isso que você faz parte, que está inserido(a) dentro desse ciclo, que considera normal o funcionamento da máquina, desse jeito que é... as reivindicações dos caminhoneiros, agora, são exageradas, despropositadas, quando não inválidas, tal como o seu modo de manifestação. Mas antes, em outras tantas paralisações semelhantes, não era! Danava-me eu, danava-se você, mas o mecanismo era válido, para pressionar aos "poderosos", antigamente, apenas antes, não agora, tão insensíveis aos clamores dos desvalidos! De outro lado, num Estado da União, que não sabemos qual seja, só que é onde nenhum governante, até hoje, conseguiu reeleição, os professores, outros membros do funcionalismo e parte das Polícias, falam em mobilizarem-se, depois de um período sabático de quatro anos... e o mecanismo de pressão, mesmo dos motoristas de trucks, é saudado como válido e imprescindível. AGORA, sim, nos últimos quatro anos, não! No Paraná, a mobilização dos funcionários, docentes e polícias é justa e válida. Em Brasília, o caos generalizado é noticiado com estardalhaço, como se tivesse começado agora, não fosse a evolução de um quadro que já vinha se desenhando nos últimos 8, ou 12, ou 16 anos... o que se defendia até ontem, hoje se renega... e vice-versa. Tudo na dependência de quem está no poder, e a qual sigla pertence!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Avante, Defensores!
Sindicatos, uniões estudantis, movimentos de trabalhadores rurais e
urbanos, sem alguma coisa, e outras parcelas da sociedade
(des)organizada vão lá e fazem um manifesto "em defesa da Petrobras",
que é nossa, e muito nossa, xaus gente, um beijo, até quin... não, opa,
pera! Mas, tirando a parcela das pessoas interessadas na defesa da
sexagenária empresa, os que tinham bandeiras, queriam 'defendê-la' de
quem?? Da mídia golpista, dos magistrados, procuradores, MPs e
investigadores da PF, que 'teimam' em
escarafunchar os maus feitos de uma 'meia dúzia' muito bem relacionada
com os meandros do poder. Quando TODOS que lá estavam manifestar-se em
defesa da Petrobras contra os diretores, gerentes, conselheiros,
doleiros e empreiteiros que cometeram os tais maus feitos, que
continuaram cometendo, com inquérito já em estágio avançado e pessoas já
sendo detidas e intimadas. Uns 'ousados' pediram pela saída do PT, uns
sindicalistas 'bem-intencionados' 'argumentaram' na porrada e acabou
manifestação séria e digna. Tudo isso é culpa de quem? Do FHC, é claro!
Pois alguém, que não sei o partido, nem que cargo ocupa, disse que, se
na época dele tivessem começado a investigar e divulgar os maus feitos,
agora eles não teriam roubado TANTO! Oh, injustiça, viu...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Esperando Godot
Nunca vi, sei que é uma peça, essa galera da
agitação cultural curte muito e fala muito bem. Não sei muito bem do que
se trata, parece que é sobre dois caras que vão a um lugar, um bar, um
pub, uma pizzaria, uma estação de trem, o terminal de
ônibus da Cachoeirinha, ou um troço assim, que se põem a esperar uma
terceira pessoa, que teima em não chegar. Parece que, enquanto esperam,
os dois outros começam a conversar e descobrem, a uma certa altura, que
ambos esperam pela mesma pessoa. Que não vem! Quer dizer, não vi, pra
saber, quem sabe, lá no finzinho do último ato da peça, o terceiro
sujeito vem, chama os outros dois, que aí se levantam e saem, os três
juntos, por algum lado do palco... se fosse eu o autor, acho que era
assim que terminaria, me pareceria um modo interessante de finalizar a
peça.
Parece que é "Esperando Godot", o nome da tal peça. Por esses dias, foi como eu estive me sentindo. Como alguém, em algum lugar, esperando Godot. Passei as duas últimas semanas, o último carnaval, todinho, socado em casa, comendo, dormindo e esperando por este final de semana que passou. Esperando ansiosamente esse último sábado, para, enfim, reencontrar 'Godot'. À toa. Debalde! Não sei na peça, mas, pra mim, pelo menos, 'Godot' mandou avisar que não viria. O que não foi lá muito melhor... fiquei só com a impressão de que a ansiedade era só minha, toda minha. E agora, continuo esperando 'Godot'. Esperando pelo seu "bom dia", esperando por um beijo de "boa noite", esperando que tenha percebido que senti sua falta, que, ao menos, diga um "também sinto"... estou esperando 'Godot' decidir que quer me ver. E me chamar. E me dizer o que, afinal, quer de mim, por que evita tudo de mim e lança indiretas. Na peça, eu não sei como é, mas e aqui, será que, desta vez, Godot vem?!
Parece que é "Esperando Godot", o nome da tal peça. Por esses dias, foi como eu estive me sentindo. Como alguém, em algum lugar, esperando Godot. Passei as duas últimas semanas, o último carnaval, todinho, socado em casa, comendo, dormindo e esperando por este final de semana que passou. Esperando ansiosamente esse último sábado, para, enfim, reencontrar 'Godot'. À toa. Debalde! Não sei na peça, mas, pra mim, pelo menos, 'Godot' mandou avisar que não viria. O que não foi lá muito melhor... fiquei só com a impressão de que a ansiedade era só minha, toda minha. E agora, continuo esperando 'Godot'. Esperando pelo seu "bom dia", esperando por um beijo de "boa noite", esperando que tenha percebido que senti sua falta, que, ao menos, diga um "também sinto"... estou esperando 'Godot' decidir que quer me ver. E me chamar. E me dizer o que, afinal, quer de mim, por que evita tudo de mim e lança indiretas. Na peça, eu não sei como é, mas e aqui, será que, desta vez, Godot vem?!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Prato Requentado
Na falta de "algo novo pra esfregar na cara desses tucanalhas", veja aí se neste grupo não se encontra você, pois, quem anda se indignando, hoje em dia, independente de ter votado na 'galerinha do bem', nas últimas eleições, se não está gostando do que vê, já é tucanalha também. A turminha que manja muito dos paranauês, na falta, até, dos velhos veículos "alternativos" de informação, com manchetes mais auspiciosas, por assim dizer, anda requentando matéria velha, que, antes de ser informativa, reflete a opinião de um colunista de importante jornal do umbigo do Brazil -- há uns meses, é verdade, talvez o próprio colunista já tenha mudado de ideia, pois os zilhões que andam aparecendo a cada novo dia no noticiário de escândalos -- ou então, posts panfletários, de origem duvidosa e sem confirmação alguma, nem mesmo dentro dos antigos veículos alternativos, já supra insinuados, estes também requentados, de meses atrás, do período eleitoral, onde a "sadia discussão política" é ainda mais rasteira que o normal. O discurso tem que ser frequentemente adaptado, as ideias tem de ser frequentemente "ajeitadas", para que o que, obviamente, está fora de lugar, continue fora do olhar. Não tem assunto novo, não tem problema, aquele post supimpa vai TER de permanecer atual, pelo menos mais este mês, pelo menos até o Carnaval... aí, a "galerinha do mal" vai deixar de prestar atenção no que descobrem lá na delegacia da Polícia Federal. E a galerinha esperta e transante vai poder se 'desalienar', assistindo à Portela desfilar na Sapucaí, sem susto e sem culpa!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
COPO (DE PLÁSTICO FURADO) CHEIO
"Nossa, Elvis, como cê é amargo, ain, ur pulíticus estão fazendo algo por nossa felicidade, dê um crédito pra felicidade..." tamanho homem adulto, amigo, tu inda não entendeu que a nossa felicidade AINDA não depende dos políticos?! E dê graças ao Todo Poderoso por isso, meua migo! Que, a partir do momento em que nossa felicidade depender 100% do resultado das urnas, ou das ações, legislações e administrações dos políticos "de carreira", aí estaremos todos, todinhos, lesados, ferrados e mal-pagos!
Porque não dou crédito a tudo que órgãos da administração pública, significa que não dou crédito à felicidade, amg? Sério mermo?! Não, não significa... mas vejo que te dói saber disso. A cada 'informação' oficial divulgada, como se fosse notícia, pelos veículos midiáticos, eu fico com o pé atrás porque, veja bem, nossos políticos 'de carreira', governantes, legisladores, diplomatas et cetera, têm o mau hábito de divulgar alguns números e fatos que não se relacionam diretamente com a realidade. "AH, VÁ, vai me dizer que eles mentem!?" Sim, amg, e você está cansado de saber... mas prefere ser "do contra" sendo a favor, seja lá do que for, desde que a sigla esteja "correta"... ok! Isso te faz feliz, com isso cê vibra, como se fosse gol do teu time, como se o Ayrton Senna, redivivo, vencesse o GP do Brasil... mas sim, não convém ter um pé atrás com essa 'galerinha do bem'? Só com uma outra, que pertence à mesma classe, não por acaso?! Não, prefiro dar oportunidade de me alegrar com outras coisas, com meu trabalho, com meuza migos, com um bom livro, uma boa música, um churrasquinho em família... essas coisas às quais tu NEM PRECISA "dar crédito à felicidade" pra se sentir feliz... chato, né?! Ah, esse copinho de plástico furado, mas sempre cheio...
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