PESCANDO NO BODOSAL

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Garota Errada(!?)


Ainda dizem que perco tempo, enfurnado aqui na casa onde estou hospedado. Tenho feito o trabalho deles, tenho ficado de vigia da sua casa, tenho lavado os pratos, copos e talheres, hoje pela manhã lavei minhas roupas, varri o piso do quarto improvisado, lavei o banheiro, passei uma vassoura e um pano no piso da cozinha e do pátio – na parte onde há cerâmica... me diga, conhece algum hóspede que trabalha na casa dos seus anfitriões?! Pois é, também não conheço, não. E realmente, estou perdendo tempo... o MEU tempo!
Ontem, o tempo foi melhor aproveitado. Fiz bem menos, mas aproveitei bem mais. Caminhei daqui até os shoppings, na avenida Djalma Batista. Passei a tarde e parte da noite nos três shopping centers, escrevi pelo menos uns dois textos, que espero aproveitar mais tarde. Aqui, não consigo terminar um, tenho mais privacidade na rua, que aqui na casa. Anotação mental: da próxima vez que vir a Manaus – se é que virei – ficar num hotel. Pelo menos, terei privacidade, que me falta. Sinto que ta enfraquecendo a amizade... de quem realmente importa, ter menos um na minha aba, querendo se fingir de amigão pra ganhar alguma beira, tentando falar mal de mim pra quem já me conhece faz uma cara... isso não pode ser tão mal assim!
Enfim, a utilidade do shopping, pra mim, é climática, acho que já falei disso. Ontem, o calor na rua, debaixo do sol forte, estava cruel, e dentro dos shoppings estava uma friaca de dar gosto. Simplesmente uândeful. De qualquer forma, vou aos shoppings de Manaus por outro motivo, pra saber das novidades e lançamentos fonográficos do momento, em particular dos que sei que vou curtir. Tem vez que saio frustrado por encontrar tanta coisa legal e não ter dinheiro suficiente para adquiri-las. Não é bem um lançamento, mas ontem, numa das lojas dos Benchimol, encontrei o último cd da banda escocesa Belle and Sebastian, do fim do ano passado. Esse último álbum é chamado “Writing about Love”, ou alguma coisa assim. Descobri Belle and Sebastian lá no comecinho dos anos 2000, ouvindo a uma música que tocava em uma rádio universitária do Rio Grande do Sul. Assim que pude, busquei tudo o que pudesse encontrar do grupo. É raro gostar de cantores, músicos e grupos pop, só quando não fazem parte do mainstream global, como é o caso dessa banda escocesa. Seus clipes todos são bacaninhas e suas músicas, a grande maioria, pelo menos, fala de amor, relacionamentos, etc. Apesar disso, gosto muito deles. Havia uma música, chamada “Funny Little Frog”, que escutava sem cansar, quando estava apaixonado por uma menina aí... teve um dado momento em que não podia mais ouvir a música sem chorar. Um dia conto essa história... ou não!
Ontem, escutando os trechos de um minuto das músicas do cd, lembre de uma das músicas mais antiguinhas, falando dessa coisa de conhecer uma garota, se apaixonar, relacionamentos que não dão certo, sonhos e decepções. É “The Wrong Girl”...
“The wrong girl
The wrong kind
The wrong hand to be holding
The wrong eyes to go searching behind
The wrong dream to have on my mind”
A garota errada, o tipo errado, a mão errada para segurar, os olhos errados para buscar algo atrás, o sonho errado para ter na minha cabeça...
Certas palavras soam erradas, estranhas, para mim. “Coleguinha” é uma dessas palavras. Sei lá por quê, acho que alguém usou essa palavra num tom meio sarcástico, ao falar comigo, desde então penso em “coleguinha” como uma palavra pejorativa. Um termo pra ser usado quando você não quer xingar a outra pessoa com alguma expressão chula. É, eu sei que parece – e é! – uma grande bobagem, mas sinto que ser taxado de “coleguinha” é pra acabar... pode notar, colega, não gosto nem de falar essa palavra! Será um problema arranjar uma expressão para falar dos colegas de escola dos meus filhos, quando, e se vier a tê-los, algum dia. Enfim. Voltando àquela música...
Sinto igualmente, em certos momentos, que só me apaixono, só gosto, amo, adoro, me envolvo, me relaciono – raramente – com a garota errada. Mesmo agora, quando penso na menina que é minha musa, minha mais recente paixão platônica... imagino se também é a garota errada. Têm dias que minha filha por adoção parece ser a garota errada... mas, no caso dela, trata-se de uma pré-adolescente, ela está recém começando aquela fase complicada, e desconfio que as flutuações de humor tenham alguma coisa a ver com determinados ciclos mensais...
Minhas paixões anteriores, meus amores, pra toda vida e para as próximas, sempre pareceram fazer questão de mostrarem-se como a garota errada. A futilidade de uma dessas antigas paixões só me deu a certeza desse fato. Está tudo bem, sempre foi assim...ah, não, essa é uma outra música! Nem preciso de uma Amanda – personagem da série global “A Mulher Invisível” - as versões idealizadas das garotas erradas que passaram por minha vida me assombram nos sonhos, de vez em quando.
Cheguei a pensar que conseguiria usar o que aprendi com esses relacionamentos, mas acho que continuo fazendo errado, procurando a garota certa no lugar errado... talvez deva fazer como o cara do clipe dessa música, que só encontrou a sua garota, a certa, no final, depois de muito procurar. Só não vou dizer onde, que é pra não estragar a surpresa, caso você ainda não o tenha visto...

sábado, 25 de junho de 2011

Do Outro Lado do Rio


Ultimamente nada que tenho esquematizado tem dado certo. Poderia dizer que desde que vim a Manaus, isso tem acontecido. Mas não é bem assim. Algumas coisas deram-se como foi esquematizado, ou mais ou menos como o planejado. Hoje, não havia planejado nada. Por isso, nem houve problemas, por assim dizer. Porém, agora há pouco consegui esquematizar a vinda a uma lan house, com meu celular, meu MP5 e um pendrive, que comprei ontem, para passar as fotos dos outros dois para este. E do que fui esquecer?? Do cabo USB! E agora, José?!
Esta semana já tem sido um tanto esquisita, o único dia em que o esquema deu mais ou menos certo foi a segunda-feira – veja você, uma segunda-feira! – quando dei um pulo até o outro lado do rio, para conhecer Manacapuru, logo ali, pouco depois de Iranduba. Mais ou menos porque tirei menos fotos do que gostaria, andei menos pela cidade do que gostaria... mas paciência, fui pra voltar no mesmo dia, são 80 Km, saindo do porto da vila do Cacau Pirera. E não adiantou muito sair cedo de casa, cheguei quase meio-dia do lado de lá do rio Negro. Mas não foi culpa da balsa, ela saiu no horário certo! O problema mesmo são esses ônibus daqui de Manaus.
De vez em quando, penso que deveria ter nascido europeu. Não tenho nada contra automóveis, até curto sonhar com uma Ferrari, Lamborghini, Porsche, etc. Mas sei lá, não me vejo parado, no trânsito caótico de Manaus, ou de Porto Alegre, ou de qualquer outro lugar, ao volante de um carrinho popular seminovo. Curto pacas aquelas reportagens de programas de viagens, tipo o 50 por 1, onde os caras andam de trem, de ônibus, de metrô, BRT, VLT... enfim, transportes coletivos rápidos, seguros e eficientes. Queria muito, mesmo, que aqui no Brasil também fosse assim...
Lá pro outro lado do rio tem isso de transporte urbano, não. Não tem serviço regular de ônibus urbano, no Cacau, em Iranduba e Manacapuru. Pra lá, é só duas rodas. Moto-táxi tem é muito. Mas lá não precisa ter esse serviço de transporte público, não. Basta ter ônibus intermunicipal. Esses não atrasam, não têm – quase – superlotação nos horários de pico, têm de hora em hora, são rápidos, limpos, novos e bem cuidados. Salvo uns que fazem a linha Cacau Pirera – Iranduba. Têm a ver com aquilo lá. Gosto de Iranduba não, eu! Cidadezinha pequena e parada, parece até morta. Cacau Pirera é uma vila, pertence ao município de Iranduba, mas é melhor, mais desenvolvida, mais agitada que a sede propriamente dita. Mais um motivo pra eu não gostar daquela ponte que estão finalizando, além daqueles todos que já falaram por aí: aquela bendita ponte vai facilitar pra quem precisa ir seguidamente a Manacapuru, Novo Ayrão e outras localidades do outro lado do rio, em compensação, vai matar o Cacau Pirera. Ninguém mais vai desembarcar no porto das balsas, a vila vai morrer à míngua, muita gente que vive e trabalha ali vai perder o sustento. Bem que Dudu Braga podia ter puxado essa ponte praquele lado, né!?
Pra você que é daqui e já não curte Manaus, só vê os defeitos e queria fugir praquelas cidades do Eixo do Mal, nem adianta muito eu falar que gosto daqueles lugares ali do outro lado do rio Negro! Mas gostei de Manacá, passeando pela cidade, cogitei de morar pros lados de lá. Até anotei o telefone de uma placa, anunciando apartamentos pra alugar, ali bem próximo da rodoviária da cidade e do parque onde ocorrem os principais eventos, como o festival de cirandas. Achei interessantes as estátuas de cirandeiros, na entrada de Manacapuru. Do outro lado da rodoviária, tem a sede do grupo de ciranda Flor Matizada. Fiquei de voltar a Manacapuru. Não vou voltar ao Rio Grande do Sul antes de ir lá mais uma vez! Gostei de lá, do pouco que conheci. Quero conhecer um pouco mais, levar fotos e lembranças. Tomara que esse esquema ainda dê certo: passar um final de semana, pelo menos, que seja, lá do outro lado do rio! Se em Manacá for caro, passo a noite no Cacau, ou em Iranduba, talvez possa até dar uma esticada até Novo Ayrão... enfim, nem é bom esquematizar muito, vai que... né!?
Tenho me deprimido demais por esses dias. Nem consegui ver a estréia do Garantido no Festival de Parintins deste ano. Pois é, fiquei falando um bom pedaço da cidade da ciranda... e minha paixão, e interesse são pelo festival folclórico de Parintins, pelas toadas e pelos bois bumbás, principalmente o boi do povão, o Garantido. Ano passado até escrevi um texto sobre a transição, meio conturbada, da saída bem mal-explicada do rei David Assayag e sua substituição pelo uirapuru Sebastião Jr. Meu coração tem me parecido meio apertado. Dores de amor. Tenho tido algumas idéias. Tenho sentido saudades dela, da menina a quem vi numa noite de sexta aí. Não temos mais tido encontros fortuitos, não sei se ela tem me visto à distância, sei que eu não a tenho visto... e que queria vê-la mais vezes. Tudo depende dos esquemas, no nosso caso, dependemos dos esquemas do tempo. Que, no momento, não está muito do meu lado...

sábado, 18 de junho de 2011

O meu Nirvana, o meu Umbral


Ontem, estava quase eufórico. Estava no Nirvana, no meu lugar, no meu Shangrilá, apesar de não ter sabido dizer muito mais do que disse... era um estado de graça, uma experiência transcendental, encontrá-la duas vezes no mesmo dia, ouvir-lhe a voz, sentir a sua mão apertando-se na minha, fitar aquele sorriso, aquele olhar... Deus, meu coração palpita só de lembrar!
Hoje, desço do Éden ao Umbral, subi na varanda, me sentei, olhei para o teto, olhei para os lados, olhei para o sol, olhei para o chão... e comecei a chorar e a soluçar. Tentei esconder o som dos suspiros e soluços, tentei abafar o choro, tudo em vão. O coração parecia novamente arrasado por uma daquelas tempestades por que passei, dias atrás. Senti-me só, como antes, solitário em meio a uma casa cheia de gente. A dor, eu a sinto agora, neste exato momento, enquanto escrevo. Uma dor lancinante, no peito, como se uma estaca estivesse sendo enfiada, lentamente, em meu coração.
Ontem vim para cá para falar da linda sexta-feira que tive. Hoje, vim com meu MP3, com minha tristeza e amargura, curtir fossa, curtir tristeza. Daqui, não tem pra onde eu ir. Não sei o que fazer. O que era pra eu fazer, saindo daqui?! Iria pra onde, pra algum shopping center?? Fazer o quê?? Nada vezes nada, mais nada sobre nada, menos nada, igual a nada! Senti-me, de repente, isolado, como não me sentira pela manhã... à tarde, senti-me assim.
Entrar na internet não ajudou, não me sinto menos isolado. Boa parte dos meus “amigos” estão offline, nesse momento. Sinto falta de sair num sábado à noite, mas pra fazer o quê? Talvez devesse ir num forrozinho na Zona Leste, sozinho, pra ver se corro o risco de ser assaltado, ou de pegar logo uma facada de algum galerito que achou que dei em cima da “mina” dele... seria lindo! Não sei mesmo o que fazer... não faço a menor idéia... não tenho vontade de nada... nem de me embebedar...
Acho que sei o que me faz falta... tenho certeza... meu coração sente falta disso. Meu corpo sente falta disso! Não precisaria mais nada, só ter uma cabecinha encostada em meu ombro... só isso... talvez bastasse vê-la novamente, hoje. Apenas vê-la... já estou sentindo sua falta. Me sinto só, por dentro e por fora. Sinto-me vazio. Não sinto falta de alimentos para o corpo... sinto é falta de alguém pra me alimentar a alma. Mas e daí, né?! Vou curtir essa fossa em casa, agora, vou tentar pensar nelas, nas minhas paixões... e sei que a noite toda vai ser pra eu chorar!

Everybody Hates Me


Me senti no Everybody Hates Chris... não estou mais acostumado, não sei mais o que dizer, quando a gente encontra alguém que queríamos muito encontrar. Além do mais, como estava me sentindo dentro de um episódio de Todo Mundo Odeia o Chris, logo esperei por algo não tão bom, já esperei pelo tombo que me arrancaria do estado de quase graça em que me encontrava. É isso aí, é assim mesmo. Se você já assistiu ao seriado, na tv aberta, ou a cabo, sabe que, mesmo quando as coisas parecem acabar bem, algo termina mal.
Então, foi mais ou menos o que aconteceu comigo. De manhã, a vi... estava esperando a lotérica abrir, para pagar uma conta, que me pediram para pagar, num dia que achei que não ia ser lá grandes coisas. Minhas sextas-feiras não são lá grandes coisas, já faz é tempo! Enfim, esperando a tal da lotérica abrir, já atrasada, ali, parado à porta, a vi passar. Parecendo séria, talvez o cenho franzido... tava meio longe, e ainda meus óculos não estão muito bons, a reconheci, sim, mas quanto a detalhes, meus olhos podem ter me enganado. Senti meu coração disparar, ao vê-la olhar para mim e seu sorriso, tímido, lindo, iluminou seu rosto. E eu, com que cara estava?! Não tinha espelho por perto, mas desconfio que com uma larga cara de tonto abobalhado! Pensei em fazer algum gesto, além do sorriso besta nos meus lábios, que lhe enderecei, algo que demonstrasse a ela tê-la reconhecido. Pensei em dizer alguma coisa... e é engraçado como as palavras somem e a coragem desvanece! Fiquei ali, feito leso, com um sorriso besta, apenas observando o seu caminhar pela avenida, fitando seu olhar e seu sorriso tímido, mas quase divertido.
Sei que, depois de vê-la naquele breve instante, o dia foi bem mais colorido. Só tê-la visto, de manhã cedo, rapidinho, tava valendo todo o meu dia. Mesmo não tendo feito muita coisa, essa sexta-feira estava sendo o meu melhor dia desde que voltei a Manaus. Não tinha nada que pudesse estragar esse dia, poderia ser o bode expiatório de qualquer problema banal lá do pessoal, nada disso iria estragar um momento tão lindo!
Aí é que veio o momento “todo mundo odeia o Chris”: à tardinha saí para uma lan house na avenida, aqui perto, depois fui ao supermercado, aí, voltando do Veneza, a reencontro, ela e uma colega. Deus, e agora, o que eu faço, o que eu digo?! Não restou dúvidas, everibody hates Chris feelings, fiquei ali, pertinho dela, sorrindo feito bocó – como já tinha sido pela manhã – o coração disparado, a cabeça num turbilhão, buscando a coisa certa pra se dizer, as palavras saindo por um fio de voz, querendo dizer-lhe mais, querendo segurá-la um pouco mais, ter um pouco mais da sua presença, para o resto do fim de semana... não adiantou. Senti-me na pele do meu funcionário gigante, branquelo e buxudo, mal-vestido e com cara de imbecil.
Quando fomos cada um pro seu lado, fiquei pensando que poderia estar mais vestido – em vez de exibindo minhas lindas pernas brancas e cabeludas – poderia dizer algo mais, poderia ter sido mais simpático – algo difícil pra alguém tão pouco simpático, como me acho... sei lá, podia ser mais articulado, feito um boneco dos Comandos em Ação, podia parecer tão inteligente quanto devo parecer na internet... não sei, talvez pudesse parecer bonito, elegante e mais magro! Estou emagrecendo, já emagreci oito, ou nove kilos, no último mês... podia bem ter emagrecido uns 20, que não fariam falta! Adorei uma coisa que minha “filha” disse, outro dia... que eu emagreceria tanto, aqui em Manaus, que quando voltasse para o Rio Grande do Sul, não me reconheceriam, pois eu ficaria parecendo com Brad Pitt! Vixe, ri muito... quem dera, minha filhotinha, quem dera...
Pois é, poderia vê-la, minha paixão platônica, quando ficasse assim, parecendo Brad Pitt! Porque o funcionário gigante, branquelo e desengonçado, todo mundo odeia, até eu...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

3 Paixões


Há alguns dias, estava pensando que, se for obrigado a ir-me embora, não seria de se lamentar, eu iria, e não voltaria mais. Tal foi a recepção que eu tivera. Não me foi tão agradável quanto o esperado... hoje, parece, está mais próximo do esperado. Em todos os sentidos. Ah, sim, meu ex-amor só foi mais amável e agradável no mês passado, antes de viajar de férias, depois voltou ao seu normal. Acho que era TPM reversa. Enfim, por conta disso, já estou repensando. Se tiver de ir, voltarei. Isso, sem sombra de dúvida. Só espero que antes da Copa de 2014 – portanto, menos de quatro anos. Ah, não é por nada não... mas espero também poder ficar por meios próprios, na cidade. Sei que hospedar alguém na casa da gente é complicado, e ser hóspede também não é nada fácil!
Em verdade, em verdade, vos digo: queria mermo é não ter mais que ir embora! Ficar por aqui... por Manaus! Não nessa casa... já falei anteriormente, do quanto me doeu ficar longe da minha filha de coração e perder nada menos que quatro anos de convívio. Hoje, a gente ta pertinho, mas ainda pensar nela, tem dia que me leva às lágrimas. Muito doido isso, mas to nem aí, não sou normal mermo... e nem faço questão de ser. Não sei, não importa, não quero mais perder esse contato que a gente tem. Quero ficar por perto.
Falei anteriormente, também, das minhas paixões, que são duas... bem, na verdade, são três, se contarmos Manaus como também uma paixão. Minha anfitriã e amiga, de tempos em tempos, me pergunta o que vi aqui, o que me faz gostar tanto daqui. Melhor seria perguntar o que não vi. Eu sei do que me faz amar esta cidade do jeito que amo. Só que pra você, meus motivos serão todos subjetivos. Desconfio que as pessoas não vão entender... pelo menos, a maioria não consegue entender! Sou de um lugar onde ninguém quer deixar sua terra para morar no Eixo do Mal. Que consegue ver belezas e peculiaridades na sua cidade, que a amam e orgulham-se de serem de lá. Não compreendo isso que o amazonense médio tem, de só ver os defeitos de sua cidade, das pessoas que aqui vivem... são raros os que conheço, que amam e orgulham-se de serem daqui, de Manaus. Não digo pra deixar de ver e apontar os defeitos, digo apenas pra você ver que tua terra, tua gente, têm, sim, qualidades!
Dos manauenses que efetivamente gostam daqui, pelo que pude observar, somos os “de fora”, os imigrantes, ou filhos de imigrantes, que dão mais valor a este chão. Certo, conheço imigrantes que estão aqui, querendo estar em outro lugar, que detestam e não valorizam a cidade, o povo, a cultura... minha musa e paixão platônica mora aqui, desde menininha... e parece que é aqui por perto! E gosta de Manaus. E de nascimento, é maranhense. Ou seja!
Você deve estar pensando que sou louco por querer ficar justo aqui, em Manaus... mas é fato, aqui me encontrei, me senti, de alguma forma, pertencendo a um povo, uma cultura, um lugar. É fato, não faço a menor questão de voltar a ir embora daqui. Caso não tenha sorte, não pretendo demorar a voltar. O que é, afinal, que me prende a Manaus, e ao Amazonas?? Bom, há aí três verdadeiras paixões que explicam direitinho isso daí!

Tempestades e Paixões


Tenho tido uma tempestade dentro de mim, por esses dias. Uma tempestade que vem e arrasa com tudo, que inunda de lágrimas e destrói tudo por onde passa. Nos dias que se seguiram, senti-me triste, abatido, infeliz e sozinho demais... mesmo estando numa casa com mais seis pessoas. Senti-me isolado, enjeitado, etc. Raiva e depressão tomaram conta dos meus dias, uma mente triste e mesquinha procurou manter-se em meus pensamentos, mesmo que de uma forma pouco cristã, fazendo-me esquecer, por vários dias, do que – e de quem – realmente importava.
Tenho tido duas paixões. Duas paixões as quais, era minha intenção, quando chegasse, iria procurá-las de todo jeito. Minha filha, que não é de sangue, mas tenho como se fosse uma filha do coração. Sou apaixonado, perdidamente, por ela, do jeito que creio certo um pai muito coruja é apaixonado por seus filhos. Lamento ter perdido quatro anos de convívio, ela agora já é uma adolescente, tem 14 anos e completará 15 este ano, no mês que vem.
Não sei se aqui ainda estarei, queria ficar para seu aniversário, gostaria de dar-lhe algum bom presente, de estar presente, enfim, queria mesmo ser como um pai para ela... não quero perder mais quatro ou cinco anos de convívio com minha filha, quero vê-la crescer, quem sabe ajudá-la, dar-lhe uns toques, ou qualquer coisa assim... isso, presumindo que minha filhinha ainda me queira pra paizinho do seu coração! Saudades de quando ela era mais nova, tinha 8, ou 9 anos e dizia que eu era o “pai” de quem ela mais gostava... dentre os outros todos; desde o pai que ela conheceu, ex-marido de sua mãe, minha ex-futura sogra, passando pelo seu pai biológico, seu padrasto – o atual marido de sua mãe – até todos os pretensos substitutos que meu querido ex-amor tentou, nesses últimos anos, inutilmente, fazer com que gostassem de sua irmãzinha mais nova, talvez... quem sabe... da mesma forma que eu gosto – modéstia à parte!
Tive várias paixões platônicas. Mas, ela é diferente! Ela é info-platônica! Me apaixonei ao vê-la, pela primeira vez, num fotolog, fiquei encantado pelo seu olhar, seu sorriso, seus longos cabelos... favoritei o fotolog e, sempre que queria, e podia, ficava lhe admirando, através da foto. Logo comecei a segui-la nas redes sociais, a ler o que dizia... apaixonei-me ainda mais! Sem conhecê-la pessoalmente, mas conhecendo algumas opiniões, idéias e ideais dela... me apaixonei mais um tanto! Até uma essa confusão toda me dar um nó na cabeça, eu pensava todo o tempo nela, imaginava como seria, como me sentiria, quando a visse, idealizava e planejava, quem sabe, um encontro... é. Quero, ainda, encontrá-la. Ainda estou apaixonado. Uma paixão platônica. E as paixões platônicas não têm obrigação de se realizarem. Não devia sentir ciúmes por uma garota muito linda, inteligente e espirituosa, que além de tudo escreve muito bem. Um dia, fui ler um texto recente dela. Ela tem um blog. Comecei a lê-lo assiduamente. Puxa, e eu também tenho um blog! E ela também tem lido meus textos com alguma regularidade! Estou mais apaixonado a cada dia! Enfim, o referido texto... não li até o final. Resolvi que não me dizia respeito. Na verdade, achei que não ia agüentar lê-lo... bobagem, mas enfim. Ela falava de um rapaz, de quem gosta, ou por quem tem uma quedinha, aparentemente. Senti uma pontada de ciúmes. Ora poxa, ela é minha garota virtual!! Deus, que coisa mais NERD e mais triste de se ler/dizer/ouvir... enfim, ela é minha primeira paixão info-platônica, é minha musa inspiradora... já cheguei a sonhar com ela... nada “proibido”, garanto! Num sonho, sonhei com minhas duas paixões, juntas, a meu lado... sei que é improvável, não sei se não é impossível... mas esperaria jamais delas desapaixonar-me!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Eu me preocupar??!


Por que perco meu tempo?! Por que ainda me preocupo? Quanto mais você se importa, menos te valorizam. Foi uma frase que li ontem. E é a mais pura verdade. Pra quê ainda me importo?! Será que, no final, minha mãe tinha razão?! Aqueles que morriam de amores enquanto eu estava longe, agora demonstram outra coisa totalmente diferente.
Lembro de queixarem-se por ficar-se muito tempo só, sem ninguém para olhar por si, para levá-la aos lugares, ajudar-lhe com as tarefas escolares... quem disse que têm lembrado de mim, agora?? Em momento algum me neguei a porra nenhuma, estou à disposição, como sempre estive! E aí?? Agora que estou aqui, minha filha, cadê a desculpa para você não almoçar, não fazer suas refeições direito e no horário certo?! Cadê que você me pediu pra fazer algo para comer?! Por que não aceita quando me ofereço para fazer-lhe algo, ajudar-lhe com suas tarefas, levá-la a passear??
Lembram-se de mim pra quê?? Pra me perguntar cadê fulano, onde foi sicrano, se beltrano está... alguma sujeira, uma pia que começa a entupir, alguém que sofre de distúrbios de sono... sou o bode expiatório perfeito! Têm a cara de pau de dizer-me que “sou de casa”... mas nunca é um deles, a culpa tem de ser minha, do “cara de fora”... tem como entender uma merda dessas?!
Sou seu confessor e seu psiquiatra, todas frustrações, todas angústias, todas as dúvidas, eles trazem a mim. A mãe desabafa que não agüenta mais os filhos, que eles só lhe trazem perturbação e problemas. Que não passam de uns irresponsáveis... então, quando uma pia principia a entupir, como é que os irresponsáveis deseducados conseguem ter plena consciência de que não podem colocar todo tipo de sujeira que, sim, eles colocam lá?? Por que a culpa deve recair nos ombros já sobrecarregados do confessor e bode expiatório, só porque é “forasteiro”??! Não tem a menor lógica, porra!!
É claro que me sinto só e solitário, numa casa – se é que dá pra chamar assim – tão cheia de gente, é óbvio que sinto-me triste, deprimido, amargurado. E isso lá é engraçado?? Você acha certo fazer graça com isso?! Se não está realmente interessada, ou preocupada... o que quer de mim, afinal??? Que eu me sinta melhor, com certeza não é. E agora, o que faço aqui?! O que estou fazendo aqui, desperdiçando meu tempo? Preocupo-me com uma casa onde trabalha gente estranha, numa reforma ainda mais estranha, cujos donos, aparentemente, não estão muito interessados em vigiar e pajear, preocupo-me com uma aborrecente que, sem eu por aqui, ficaria completamente sozinha, à mercê desses caras estranhos! Mas e daí, né...?! Estou aqui como um objeto, ou móvel, sem serventia, só ocupando espaço. Por quê me importar??

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Not so Special...


Não Tenho Sorte no Amor


Não tenho nenhuma “sorte” no amor... nesse amor aí... exclusivista, egoísta, romantizado, idealizado, carnal, físico... tive tão pouco dele. Namoradas, pra valer, que pelo menos possa chamar assim... foram duas. Apenas duas, em pouco mais de três décadas, apenas e tão-somente duas. Nem mais, nem menos. Nenhuma da minha cidade, e tampouco do meu Estado. Amores platônicos, ficadas, one night only, isso até rolou por lá, por aqui, etc. Namoro, ou pelo menos o que se subentende por namoro... isso, só por aqui. Ou seja...
Dia dos namorados está chegando. Só me lembro de estar namorando por essa época do ano uma vez. Comprei um kit, um par de brincos com uma gargantilha. Folheados em prata. Com pequenas estrelas. Escrevi um bilhete: “Para a estrela mais brilhante do meu firmamento... te amo!”, e lhe dei. Eu ainda estava namorando. Ela já estava “ficando com outras pessoas”. Primeiro e único dia dos namorados, primeiro e único presente de dia dos namorados. Diga lá se isso não é falta de sorte! Ok, talvez vá dizer que não é... tento aplicar o pensamento espírita, crer que passei por isso para aprender, para passar por uma provação, sofrer alguma expiação... confesso que não é nada fácil!
É difícil de você não se revoltar com tanta “sorte”. Têm horas que não consigo entender, nem consigo aceitar, que falte algo em mim, que não seja de ordem estritamente material, para até agora ter tido tanta falta de sorte... tento não enlouquecer (mais!!), procuro abstrair, pois não quero crer, mas sinto como se esse tipo de amor... entre um homem e uma mulher... particular, exclusivo... isso não fosse pra mim! Poder esperar de quem se ama, se não exatamente o mesmo sentimento, a mesma dedicação, porque há casais que não se dedicam um mais que o outro, apenas a dedicação é diferente... que pudesse esperar, pelo menos, os mesmos gestos de carinho, de afeto, que pelo menos o outro estivesse aberto aos seus gestos de carinho... isso, eu não tenho podido esperar. Querer ser exclusivo de alguém, pensar nesse alguém, ter um centro para minha atenção, querer estar ao lado e todas aquelas bobagens tragicomicamente românticas que poderia vir a querer com, e de alguém... eu não posso. Não posso!! Não me é permitido!! É assim que parece ser, é assim que me sinto...
Como sou legal, inteligente e até, sob certo ponto de vista, bonito – como já ouvi de alguém, uma vez – mas... ah, sei lá... ou seja, sou interessante, como amizade, qualquer coisa além é leseira da minha cabeça! Tento colocar em segundo plano o Eros, o amor carnal, físico, exclusivo, ciumento, exigente, romântico...e tento exercitar o Ágape, que é o amor fraterno, desinteressado, incondicional, aquele amor que você dá, sem esperar nada em troca, nem mesmo amor... a gente se preocupa, realmente, com o bem-estar e com a vida da pessoa, mas a deixa livre, sem dar palpites nos seus rumos, queremos-lhe bem, que seja feliz, e não fazemos pouco caso, fingindo nos condoer, quando percebemos sua tristeza e solidão.
É tão difícil colocar isso em prática, nada te prepara para cruzar com aquela pessoa, quando ela está prestes a sair no carro de um cretino qualquer, de gosto musical duvidoso – bem como sentimentos em relação a ela. Ok, você reconhece que ainda tem sentimentos fortes demais por aquela pessoa, você tenta manter o autocontrole, tenta exercitar o ágape com ela, amá-la, gostar dela incondicionalmente, sem esperança em recompensas ilusórias. Ok, mas e aquela onda de raiva, de ciúme, aquele peso no peito, aquele arder por detrás dos olhos? Quem te prepara pra NÃO sentir isso, esse turbilhão de sensações? O que fazer com tudo isso?! Como não se deixar dominar?! Tenho pensado nisso desde ontem à noite.
E quando a paixão é platônica?! Eu devo tê-la visto mesmo, só uma vez, ela me viu duas, pelo que disse. Fico encantado com ela, fico pensando nela, feito bobo. Mais uma oportunidade de, digamos, me aprimorar moralmente, de exercitar o amor e a admiração desinteressados e incondicionais... até que leio um texto dela, dedicado a um “menino” aí... ciúmes?! Por quê?! Não é correto sentir ciúmes... não é justo com ela... nem justo comigo mesmo! Às vezes é difícil. Outras vezes, é muito difícil! Mas agora, não tenho para onde correr...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Você não é tão especial...


O que você não faz pra chamar a minha atenção, do que é capaz, ainda, pra se manter em meus pensamentos? Às vezes parece que não importa muito a qualidade de meus pensamentos, você quer estar neles. Mesmo às vezes não sendo lá muito cristãos, parece que mesmo assim, você quer estar neles. Desde que nos conhecemos, há oito anos, em 2003, você continua, de alguma forma, mexendo comigo, com meus pensamentos, meus sentimentos... é estranho! É engraçado. Já tá superada, é página virada, mas toda vez que te vejo, sinto-me balançar. Teus menores atos, teus menores gestos, tuas atitudes mais intempestivas, ou mais calculistas, qualquer coisinha de negativa, ou positiva, ainda mexe comigo, ainda ganha proporções imensas, gigantescas, a meus olhos.
Fui besta lesado, fui perdidamente apaixonado por você, que fez de um tudo pra me afastar, repelir, pra me fazer desapaixonar, porque eu não era o cara certo, porque haviam melhores, mais bonitos, mais interessantes... você conseguiu, desapaixonei. E parece que, enfim, não era bem isso que você queria. Quando eu quis me afastar, achando que te faria bem, que me faria um bem ainda maior, você quis se reaproximar. Ok, eu aceitei, você se retraiu, parece que não sabe bem qual distância é perto o bastante, se a do aconchego de um abraço, ou se a de um afetuoso aperto de mãos. Ou se te basta me manter por perto, ao teu redor, como um satélite que segue sua vida girando em torno de um planeta!
Às vezes, tenho a impressão de que você está esperando-me avançar o sinal, sair da minha órbita e me aproximar perigosamente de um choque entre nossos astros. Não sei mais como lidar com isso. Não sei mais avançar o sinal. Parece que realmente se arrependeu, mas você é teimosa demais pra voltar atrás. Isso é o que você diz. Nesses momentos, não sei o que pensar. Não sei o que quero de você. Ou se ainda quero você. Também sou teimoso, ainda lembro do que te falei, que você iria se arrepender, que reveria teus conceitos, mas que eu não estaria mais disposto a tentar. Não sei mais nem o que tentar. Nem mesmo sei o que sentir.
Você não é assim tão espetacular, você não é assim tão especial... penso em você, lembro daquela música da banda Franz Ferdinand. “She’s not so special, so look what you done, boy!” Pois é… você não é tudo isso… e mesmo assim... tanto tempo depois... acho que sou o único leso que, até hoje, fica assim, mexido, por tua causa!

sábado, 4 de junho de 2011

Vou... e não volto


Eu tive um sonho, há uns tempos atrás, há uns anos: nesse sonho, só conseguiria voltar a Manaus quando minha “filha” estivesse prestes a fazer quinze anos de idade. Nele, meu ex-amor estaria mais amorável comigo, estaria querendo voltar a ser mais agradável a meus olhos, estaria insinuando-se com palavras cheias de mel. E eu reagiria com desconfiança, afinal foram cinco, seis anos em que ela me repeliu, ou me ignorou, ou fez pouco de mim e do que tivéramos... de repente estaria repensando, revendo conceitos e pré-conceitos? Só num sonho, mesmo! Pelo menos, foi o que pensei, na época. Me pareceu bastante plausível que, estando eu há tanto tempo sozinho e solitário, passando as semanas indo de casa para o trabalho, do trabalho pra casa, e os finais de semana em casa, com saídas esporádicas, para visitar o santuário, fazer fezinha nas loterias, ou fazer compras no supermercado, quer dizer, sem nenhuma vida social, que estaria voltando a pensar, com um certo carinho, em alguém por quem, um dia, já fui absurdamente apaixonado.
Enfim, num outro sonho, tempos depois, me vi numa situação que eu mais temia ver acontecer, em que perderia minha filha do coração, por conta da distância e de outros fatores. Com o passar do tempo, sendo constantemente indagado sobre quando voltaria, sendo diversas vezes pressionado e intimado para voltar aqui à cidade a todo custo, tentei apagar a impressão negativa desse sonho, acreditando que tudo se resolveria quando aqui chegasse. Por quatro anos, pelo tempo em que ficamos longo – muito longe! – fui intimado e pressionado a voltar e fui levado a crer que seria bastante bem-recebido, por quem julguei ser – e eles mesmos chegaram a dizer-me isto! – minha segunda família.
Curiosamente, de fato, a oportunidade e a possibilidade que me surgiram, para, enfim, voltar à cidade, ocorre exatamente no período predito pelo sonho. Faltando pouco mais de dois meses para minha “filha” completar quinze anos, aqui cheguei, após a viagem mais atribulada que já tive, até hoje. E aparentemente, não é só isso que tem se plasmado na realidade como aparecera nos sonhos! Realmente, ela, minha primeira ex-namorada manauara, parece estar querendo, ao menos, ganhar de volta minha atenção e afeição que lhe dediquei certa vez. Minha “filha” está, realmente, afastando-se e isolando-se de mim, tendo aparentemente gostado de me rever só no primeiro dia, desde então dando a entender que não passo de parte da paisagem do seu cotidiano – como se não esteja prestes a deixar de compô-la, em breve!
Da pessoa de quem eu esperava até mesmo uma certa animosidade, daquela que menos poderia esperar, é dela que tenho sentido receber mais acolhimento e deferência! E de quem eu esperaria, quase que naturalmente, maiores acolhimento, deferência, amabilidade... estes é que têm sido menos amistosos para comigo! Tenho recebido, de sua parte, o stress acumulado, tenho recebido agressões gratuitas, por conta de picuinhas diárias que dizem respeito a eles, e não a mim. Tenho sentido o ambiente um tanto carregado de negatividade, ultimamente, têm me envolvido nas suas desavenças pessoais, têm me usado de pára-raios para todas suas frustrações, quando não isolam-me, ou não resolvem de divertirem-se às minhas custas.
Alguns dias tenho dormido demais, outros dias, de menos, tenho tido sono desregulado e agitado, desde que cheguei. Depois de uns bons dois anos em que isso não acontecia, senti um aperto e uma dor no peito, como se algo estivesse pressionando meu coração. Uma tristeza que às vezes nem parece minha, uma depressão, um desânimo, têm me afligido... tenho sentido, às vezes, que vou explodir, algum dia, mandando toda essa cambada bem longe, tomar caju, sinto, por vezes, um profundo arrependimento de ter vindo para cá. Desde o primeiro dia, sendo questionado sobre quando vou partir... sendo sistematicamente ridicularizado, alimentando aquela gente com o meu dinheiro, dos meus passeios e compromissos na cidade, servindo de motivo de piadas sempre sem graça e de gosto absolutamente duvidoso... suportando o que, tenho certeza, hóspede nenhum é obrigado a suportar, só por estar em alguma “casa de família”. Enfim... nem se preocupem em saber quando eu vou, ou como eu partirei... seja como for! Eu vou! E não volto!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Verdades Insinceras

Ela não o quer mais... ficou mesmo foi só a amizade entre eles... ele já tem outra namoradinha... sim, todas essas acertivas se referem a você! E sim, isso se trata de um eufemismo. Porque nenhuma dessas afirmações acima condiz inteiramente com a realidade. Está vendo!? É no que dá você ainda querer manter boas relações com sua ex-sogra! Ou ex-futura sogra, já que você não chegou a se casar, de papel passado, no civil e/ou no religioso, com a filhinha dela. Ainda mais quando você se encontra com parentes de sua ex-sogra, que provocativamente – ou não, pelo menos não pra você – lhe perguntam se você e ela, a ex-namorada, voltaram, ou voltarão, reataram, ou reatarão, ou enfim casarão e darão neto(a)s a suas respectivas mães.
Como dito anteriormente, nenhuma das acertivas encontra-se correta. Primeiro: amizade?! Não, sua relação com a ex-namorada sempre pareceu mais com a de um casal divorciado, com brigas freqüentes, desavenças, disputas pela “guarda” da “filha” e alfinetadas de lado a lado, causando, de vez em quando, ainda mais discussões e desavenças. E ainda muitas, muitas mágoas. Vamos falar disso mais tarde. Amizade, mesmo, de fato, pra você, era o que se tinha, ou se tem, com sua ex-sogra. Que tanto, ou mais o valorizou quanto a sua filha o esnobou... enquanto o esnobou! Amizade era o que podia se dizer que tenha com o companheiro da ex-sogra, ou com seu ex-cunhado, ou sua “filha”, no caso, a irmã mais nova de sua ex.
Segundo: você não tem nenhuma outra “namoradinha”! Nem caso, cacho, amante, ficante, transa, ou a nomenclatura que se queira dar. Não que lhe tenha faltado vontade de tentar, ainda... mas você apenas saiu, uma vez, uma única vez, num sábado, para encontrar, em um local neutro, um shopping center que fica entre as avenidas Darcy Vargas e Djalma Batista, uma amiga antiga, com quem você conversava virtualmente há uns cinco ou seis anos já, e que só te usa para desabafar sobre suas desilusões amorosas e relacionamentos frustrados com homens “problemáticos” – cafajestes, na verdade – para as quais, algumas vezes, você tem de fazer ouvidos de mercador, pois, enfim, algumas histórias já se repetem, mudando só o nome dos envolvidos, não mudando nem sequer um ínfimo detalhe, seguem sempre o mesmo padrão cíclico. Você já sabe, não lhe interessam suas opiniões, não importa o que você diga, ela volta a cometer, sempre, os mesmos erros. Nem mesmo lhe importa se você também tem problemas, às vezes, se também precisa desabafar, se algumas vezes você também quer um ombro pra encostar sua cabeça e chorar, se também tem momentos em que precisa de um abraço. É egoísta e egocêntrica, e você aí, perdendo tempo com semelhante criatura... que tipo de amizade é essa, onde não há diálogo, nem cumplicidade, nem coisa alguma? O que está fazendo, e por que ainda se esforça por manter tal amizade??
Bom, enfim, por fim, em terceiro... por que você está com aquela impressão de que sua ex-sogra tem sido menos amável para consigo? Por que lhe pareceu, assim que chegou, que ela estaria tentando fazer com que sua relação com a menina que o adotou como “pai” azedasse, que inventasse histórias sobre um pretenso ciúme desta pela irmã mais velha, que procurasse evitar que você e as duas filhas, a “filha” e a ex-namorada se vissem mais? Que quase deu certo, ao que parece. Por que, no último final de semana, pareceu a você que os parentes de sua ex sabiam alguma coisa que sua ex-sogra queria esconder e queria negar, mais para si do que para você? Isso tudo é mesmo necessário, se ela não está, definitivamente, mais afim de você? Bem, a resposta óbvia é que não...
Experiência própria: você já sabe que as ex-sogras costumam dar algum valor apenas quando você já não está mais namorando suas filhas. Ou se separou, delas, depois de um bom tempo casados, como aconteceu com meu irmão mais novo. Aparentemente, você passa a ser visto com outros olhos pelas mães de suas ex-namoradas/noivas/esposas, parece que elas passam a simpatizar com você, até mesmo a vê-lo como o cara certo pra suas filhas, o melhor partido, o cara que poderia, realmente, fazer sua filha feliz. Agora, sabe-se lá porquê, sua ex-sogra parece ter dado uns dez passos para trás, no tempo, voltando alguns vários anos, quando você veio da primeira vez para conhecer sua ex-namorada, e teve a mais absoluta certeza de que a havia encontrado, de que poderia fazê-la feliz, e ser feliz ao lado dela, todas aquelas bobagens românticas, que pra você sempre fazem todo sentido. De repente, sua ex-namorada tornou-se a melhor filha do mundo, a garota perfeita, a mais dedicada filha que uma mãe poderia ter no mundo. Alguém de quem, portanto, você não pode nem sonhar em chegar perto, certo?! Mesmo ela não sendo mais exatamente uma menininha, e tampouco você um moleque.
Sua ex não lhe quer mais mesmo? Você acredita?? E isso, por acaso, importa??? Bom, você sabe, eles sabem, ela sabe, que tanto faz, que não tem nenhuma importância. Efetivamente, foi ela que decidiu que não queria mais, que não daria certo mesmo, que vocês dois juntos não tinham a menor compatibilidade. Ela te disse que você nem imaginava, mas que já tinha terminado com você, já estaria em outra, tinha encontrado tantos caras tão melhores que você... numa alfinetada que você lhe deu, dizendo que ficaria “pra titia”, insinuando que sua “filha” casaria antes dela, ela tentou rebater, dizendo que já havia recebido proposta de casamento, a qual, você a lembrou, tinha sido feita por... você! É... você era tão lento, tão ridiculamente romântico, os outros caras eram tão mais legais... chegou a negar que vocês tenham namorado, teve coragem de dizer que você cruzou o país para nada mais que beijos e amassos, para nada além de uma ficada! Não fora nada demais, ela insinuou... sabendo que, tanto do ponto de vista material, quanto do ponto de vista emocional, não podia dizer isso! Agora sua ex está revendo seus conceitos? Bom pra ela...
Ela ainda não lhe quer mais? Pode ser que não... pode ser que apenas esteja testando, pra ver se você ainda a quer. Só joguinhos, brincadeiras, coisas do tipo. Para ver se você tentaria novamente se reaproximar dela. Provavelmente nem ela saiba mais o que quer, direito. Não sabe se você ainda a quer, ou se poderia voltar a querê-la. Se o quer ainda, ou novamente, ela não sabe o que fazer, para demonstrá-lo sem “dar o braço a torcer” – como ela mesma lhe disse, certa vez! Bem, e você já engoliu o orgulho uma vez e viu qual foi a recompensa que sua ex lhe destinou... fez pouco de você, te machucou, te magoou o quanto pôde. Você é quem vai dar o braço a torcer?!