O que você não faz pra chamar a minha atenção,
do que é capaz, ainda, pra se manter em meus pensamentos? Às vezes parece que não
importa muito a qualidade de meus pensamentos, você quer estar neles. Mesmo às
vezes não sendo lá muito cristãos, parece que mesmo assim, você quer estar
neles. Desde que nos conhecemos, há oito anos, em 2003, você continua, de
alguma forma, mexendo comigo, com meus pensamentos, meus sentimentos... é
estranho! É engraçado. Já tá superada, é página virada, mas toda vez que te
vejo, sinto-me balançar. Teus menores atos, teus menores gestos, tuas atitudes
mais intempestivas, ou mais calculistas, qualquer coisinha de negativa, ou
positiva, ainda mexe comigo, ainda ganha proporções imensas, gigantescas, a
meus olhos.
Fui besta lesado, fui perdidamente
apaixonado por você, que fez de um tudo pra me afastar, repelir, pra me fazer
desapaixonar, porque eu não era o cara certo, porque haviam melhores, mais
bonitos, mais interessantes... você conseguiu, desapaixonei. E parece que,
enfim, não era bem isso que você queria. Quando eu quis me afastar, achando que
te faria bem, que me faria um bem ainda maior, você quis se reaproximar. Ok, eu
aceitei, você se retraiu, parece que não sabe bem qual distância é perto o
bastante, se a do aconchego de um abraço, ou se a de um afetuoso aperto de mãos.
Ou se te basta me manter por perto, ao teu redor, como um satélite que segue
sua vida girando em torno de um planeta!
Às vezes, tenho a impressão de que você está
esperando-me avançar o sinal, sair da minha órbita e me aproximar perigosamente
de um choque entre nossos astros. Não sei mais como lidar com isso. Não sei
mais avançar o sinal. Parece que realmente se arrependeu, mas você é teimosa
demais pra voltar atrás. Isso é o que você diz. Nesses momentos, não sei o que
pensar. Não sei o que quero de você. Ou se ainda quero você. Também sou
teimoso, ainda lembro do que te falei, que você iria se arrepender, que reveria
teus conceitos, mas que eu não estaria mais disposto a tentar. Não sei mais nem
o que tentar. Nem mesmo sei o que sentir.
Você não é assim tão espetacular, você não é
assim tão especial... penso em você, lembro daquela música da banda Franz
Ferdinand. “She’s not so special, so look what you done, boy!” Pois é… você não é
tudo isso… e mesmo assim... tanto tempo depois... acho que sou o único leso que,
até hoje, fica assim, mexido, por tua causa!

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