PESCANDO NO BODOSAL

sábado, 18 de junho de 2011

O meu Nirvana, o meu Umbral


Ontem, estava quase eufórico. Estava no Nirvana, no meu lugar, no meu Shangrilá, apesar de não ter sabido dizer muito mais do que disse... era um estado de graça, uma experiência transcendental, encontrá-la duas vezes no mesmo dia, ouvir-lhe a voz, sentir a sua mão apertando-se na minha, fitar aquele sorriso, aquele olhar... Deus, meu coração palpita só de lembrar!
Hoje, desço do Éden ao Umbral, subi na varanda, me sentei, olhei para o teto, olhei para os lados, olhei para o sol, olhei para o chão... e comecei a chorar e a soluçar. Tentei esconder o som dos suspiros e soluços, tentei abafar o choro, tudo em vão. O coração parecia novamente arrasado por uma daquelas tempestades por que passei, dias atrás. Senti-me só, como antes, solitário em meio a uma casa cheia de gente. A dor, eu a sinto agora, neste exato momento, enquanto escrevo. Uma dor lancinante, no peito, como se uma estaca estivesse sendo enfiada, lentamente, em meu coração.
Ontem vim para cá para falar da linda sexta-feira que tive. Hoje, vim com meu MP3, com minha tristeza e amargura, curtir fossa, curtir tristeza. Daqui, não tem pra onde eu ir. Não sei o que fazer. O que era pra eu fazer, saindo daqui?! Iria pra onde, pra algum shopping center?? Fazer o quê?? Nada vezes nada, mais nada sobre nada, menos nada, igual a nada! Senti-me, de repente, isolado, como não me sentira pela manhã... à tarde, senti-me assim.
Entrar na internet não ajudou, não me sinto menos isolado. Boa parte dos meus “amigos” estão offline, nesse momento. Sinto falta de sair num sábado à noite, mas pra fazer o quê? Talvez devesse ir num forrozinho na Zona Leste, sozinho, pra ver se corro o risco de ser assaltado, ou de pegar logo uma facada de algum galerito que achou que dei em cima da “mina” dele... seria lindo! Não sei mesmo o que fazer... não faço a menor idéia... não tenho vontade de nada... nem de me embebedar...
Acho que sei o que me faz falta... tenho certeza... meu coração sente falta disso. Meu corpo sente falta disso! Não precisaria mais nada, só ter uma cabecinha encostada em meu ombro... só isso... talvez bastasse vê-la novamente, hoje. Apenas vê-la... já estou sentindo sua falta. Me sinto só, por dentro e por fora. Sinto-me vazio. Não sinto falta de alimentos para o corpo... sinto é falta de alguém pra me alimentar a alma. Mas e daí, né?! Vou curtir essa fossa em casa, agora, vou tentar pensar nelas, nas minhas paixões... e sei que a noite toda vai ser pra eu chorar!

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