Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Júlio Reny - Não chores Lola
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Do Esperar e do Surpreender
É.
Eu espero. Talvez não devesse... ai, que bobagem a minha, é
LÓGICO!! que não devia perder meu tempo a esperar! Mas
eu espero. E me aborreço por perder tempo, esperando. E fico
decepcionado, pois o que eu esperava não aconteceu, quem eu
esperava simplesmente passou batido, me ignorou, me deixou à
espera. Inútil e frustrante espera. E o que mais eu poderia
esperar?!
E
eu espero. Não sei mais por que, nem pra que. Não tem
mais sentido esperar. Mas ainda espero. Por quem espero, eu sei... e
mesmo sabendo que nada posso esperar, ainda assim, eu espero.
Esperei, um dia, que também fosse esperado algo de mim. Fiz o
que era esperado. E me disseram que não era bem dessa forma
que esperavam. E me aborreci. Tempo perdido para nada, esperanças
frustradas. Normal, já aconteceu tantas vezes que você
poderia esperar que eu estivesse acostumado. Mas não, ainda
dói frustrar-se com a esperança. E o que se poderia
esperar?!
Aí
têm momentos em que você liga o “fock off”, não
pensa mais nisso, deixa pra lá, quase esquece que algum dia
ficou lá, esperando por alguém, ou alguma coisa... e
aí, justo nesses momentos, é que acontece algo! Você
não esperava mais! Isso te faz perguntar qual o sentido de se
ter esperanças... e que dizer daqueles de quem não se
espera nada? Nem mesmo um “bom dia”!?
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Viver de Brisa
Enfim...
vendo o pessoal da TL falar em almoço, fome, etc, e ainda sob
os efeitos entorpecentes decorrentes da ingestão de uma torta
fria de frango, pouco saboreada, porque tinha mais ervilhas que
espinhas num jaraqui – e detesto ervilhas!! Também não
sou muito fã de jaraqui.
Pois,
como dizia, estavam falando em almoço, e eu, de minha parte,
tinha acabado de almoçar, estava sentindo meus olhos pesarem,
com o sono que advém de uma refeição, quando
comecei a pensar, como ocorreu outras vezes: “que bom seria se não
tivéssemos que comer, pra nos sustentar, nem dormir, pra
descansar e recuperar as forças!” É sim! Eu acho essa
idéia bacana... têm vezes que como sem a menor vontade.
Como apenas porque tá na hora, é meio-dia, portanto,
horário de almoço. Ponto. Como qualquer coisa por aí,
pra não sentir fome e agüentar até a hora de ir-me
embora pra casa e jantar. E sim, aí até mesmo um prato
que eu aprecie muito; pizza de quatro queijos; matrinxã com
arroz, feijão, farofa e vinagrete; feijoada; vatapá;
sopa de capeletti... enfim, qualquer um desses pratos não faz
a mínima diferença pra meu paladar, se não estou
nem mesmo afim de comer. Claro, quando tô azul de fome, mesmo
aquilo de que não gosto muito vira um verdadeiro manjar dos
deuses! Como por exemplo: sopa de legumes, risoto de frango, pão
com tucumã...!
Pois
então... não seria genial que não precisássemos
comer?! Sim, desde muito piá, eu tenho esse hábito de
devanear... aí penso em diversas coisas, algumas vezes, várias
delas ao mesmo tempo: imagino histórias; penso em coisas do
cotidiano, que me aconteceram, ou então li/vi/ouvi em algum
lugar; lembro duma música de que goste muito, ou que ouvi
tocando por aí; lembro das pessoas que são importantes
pra mim, quem me provocam, invariavelmente, muitas saudades; penso
naquelas mulheres que amei, naquelas que ainda amo... no que gostaria
de ter tido, ou estar tendo agora, em tê-las aconchegadas em
meus braços, ou, ahn... problemas?! Afinal, não estou
me relacionando com ninguém, agora, mesmo... não é
nada bonita a solidão, então deixe-me refugiar nas
relações platônicas que crio e idealizo... é
o que tenho, pro momento, pra não terminar de enlouquecer...
enfim, voltando, por vezes penso, como falei acima: não seria
mesmo genial se você não precisasse comer pra se
alimentar?! Se você pudesse comer apenas o que quisesse, aquilo
que lhe apetecesse, QUANDO quisesse??
Imaginei
até uma história, um conto, talvez, com um personagem
que se alimentaria de brisa e de luz do sol, literalmente! Imaginei
que ele ficaria meses sem ingerir nada, talvez apenas água...
nem alimentos sólidos, nem bebidas de nenhum outro tipo. E
quando comesse, fosse só pra sentir o sabor, o cheiro, a
textura... enfim, comer apenas pelo prazer gastronômico! E
comeria apenas uma coisa, apenas aquilo que ele mais gostasse:
churros com doce de leite! Por que churros?! Bom, não, se eu
pudesse viver só de brisa, não seria esse o alimento
sólido que eu escolheria pra ser o único que eu
comeria, apenas de vez em quando. O mais provável é que
meu cardápio seria um pouco mais variado, então... por
quê?! Porque um dia, eu lembrei de uma vez, num passeio
despretensioso com minha namorada, à época, na rua da
praia, Centro de Porto Alegre, uns anos atrás, quando ela me
pediu pra pagar-lhe um churro com doce de leite. Era uma tarde
outonal de abril... essa imagem, essa cena me veio à mente,
num belo dia, então tive a idéia desse personagem... e
hoje, com os olhos a pesar, triste por ter que comer – e mal, ainda
por cima – lembrei-me dessa idéia mirabolante, desse
devaneio tolo, dessa idéia pra um conto que, até agora,
nunca saiu, e pensei: quem sabe, um dia, não aprendo a viver
de luz e de brisa?! Tem gente que diz que conseguiu! Ia ser uma
economia e tanto! E eu ia ficar sempre em forma!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Letra e Música
Tenho
eu perdido a capacidade de me concentrar em outras coisas, outros
pensamentos, planos mais ahn... “concretos”??! Estarei eu
obcecado com nostalgias e saudades, de casa, de velhos tempos, tempos
mais simples, ou, ao menos na minha visão, mais felizes??!
Estarei obcecado com o que “deveria ter sido”, com o que não
tive, mas queria ter, mas imaginei, idealizei, planejei... algo que
tenho chamado de saudades do que não foi. Sim, eu sei, muita
gente já falou disso, talvez não com as mesmas
palavras. Alguém disse: “qual a palavra que nunca foi dita?”
Enfim, começo a pensar, mesmo, que tenho estado obcecado por
aquilo que não foi, tenho sentido saudades do que apenas
aconteceu em meus sonhos, ou em meus devaneios tolos a me torturar –
parafraseando Zé Ramalho. E tenho desejado e idealizado novos
encontros e reencontros, tenho vivido novamente romances platônicos,
como com minha atual musa virtual de corpo esbelto, pele morena,
longas madeixas negras e sorriso largo... ah, seu sorriso largo, como
me encanta!
Pois
ontem essa música estava me calando fundo no peito, essa
música, hoje, tem falado-me muito de mim mesmo. Tomo a
liberdade de dividir convosco a letra desta melodia:
ACRILIC
ON CANVAS (Legião Urbana)
É
saudade, então,
E
mais uma vez
De
você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os
traços copiei do que não aconteceu
As
cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei
com a promessa que nós dois nunca fizemos
De
um dia sermos três
Trabalhei
você em luz e sombras!
E
era sempre, não foi por mal
Eu
juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre
as mesmas desculpas
E
desculpas nem sempre são sinceras
Quase
nunca são
Preparei
a minha tela
Com
pedaços de lençóis que não chegamos a
sujar
A
armação fiz com madeira
Da
janela do teu quarto
Do
portão da tua casa
Fiz
paleta e cavalete
E
com lágrimas que não brincaram com você
Destilei
óleo de linhaça
Da
tua cama arranquei pedaços
Que
talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E
fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz
carvão do baton que roubei de você
E
com ele marquei dois pontos de fuga
E
rabisquei meu horizonte
E
era sempre, não foi por mal
Eu
juro que não foi por mal
Eu
não queria machucar você
Prometo
que isso nunca mais vai acontecer mais uma vez
E
era sempre, sempre o mesmo novamente
A
mesma traição
Às
vezes é difícil esquecer:
“Sinto
muito, ela não mora mais aqui”
Mas
então, por que eu finjo
Que
acredito no que invento?
Nada
disso aconteceu assim
Não
foi desse jeito
Ninguém
sofreu
É
só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando
pintar essas flores com o nome
De
“amor-perfeito”
E
“não-te-esqueças-de-mim”...
*Composição:
Dado Villa-lobos, Renato Russo, Renato Rocha, Marcelo Bonfá
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Desnorteado
Desnorteado,
me encontro, a cada dia que passa, cada vez mais, desnorteado...
É
complicado... ontem até perdi o meu ponto, desci duas estações
antes, tive que esperar outro ônibus. E tudo por que, meu Deus,
por quê?
Porque
estou cada vez mais, e ficando completamente, desnorteado. Há
tanto tempo, o coração avulso se encontra, sem
paciência para bater, atrapalhando-me de pensar.
Não
consigo lutar, penso que devo desistir, não importa o que
faça, toda vez que lhe vejo, sinto meu coração
balançar. Tento firmar a visão a frente, mas não
consigo concentrar-me. Não consigo desviar o olhar de seu
sorriso largo, e quando fecho os olhos, é nesse mar tépido,
nesse sorriso, nesses olhos de profundo negror, nesses cabelos
castanhos escuros que meus pensamentos se embaraçam, é
de onde não consigo fugir, e me perco a devanear.
Lhe
conheci ainda ontem, lhe conheço desde criança, lhe
conheço há quatro anos, ou a dez... meses! Pouco
importa, o tempo é relativo. Em um dia, um encontro, fui
cativado e cativo por uma vida. Seu rosto, seu jeito, seu riso, seu
olhar, são muitos e um só, escraviza meu pensamento,
como escravizou meu coração.
Me
faz sorrir, e me fez chorar, então. Me iludi e fui iludido, me
machuquei com as dúvidas, e fui machucado com as certezas.
Fui-lhe peça importante em sua vida, enquanto me entregar
assim, de bandeja, foi-lhe útil. Acreditei não poder
viver sem, ao menos, ver-lhe o sorriso, sofri muito o medo de perder
todo contato consigo. E quando começo a me acostumar com sua
falta...
Vejo-lhe
novamente, ainda mais linda que da última vez, sinto-me
novamente perdido em devaneios loucos, fico novamente cativo daquele
olhar, daquele sorriso. Sinto inveja de quem da sua companhia
porventura esteja desfrutando. Sinto meu coração
descompassar, sinto-me perdendo o chão. Não consigo
mais ficar sem lhe ver, apenas lhe ver. Mesmo sem ser visto. Mesmo
que não me dirija a palavra, nem ao menos para dizer “oi”.
Não
sei mais nada, não tenho mais certezas. Faço coisas sem
esperar-lhe resposta, apenas as faço. Quero-lhe, apenas isso.
Não importa como. Não importa se é possível.
Nem se não fará possível. Desnorteio-me e
continuo a amar-lhe. Sozinho. E mais desnorteado que nunca.
Quero-lhe
e amo-lhe. Desnorteado, sem esperanças, sem expectativas,
somente querendo-lhe o mínimo possível de atenção.
Ou não... sonhando com o que tivemos – ou não – com
o que teríamos e nunca tivemos. Sonhando em ter-lhe e
acordando com um sorriso idiota de canto. Sem saber o que pensar, sem
concentração, sem norte, sem chão. Desnorteado
eu fico, desnorteado estou.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Bom Brasileiro
Pois
hoje tirei pra rir porque tô mais pra chorar. É que é
tradição, sexta-feia você não pode ficar
de mal com o mundo, tem que sorrir, dar risada, alegrar-se porque tá
começando o fim de semana, mesmo que sem muitas perspectivas
boas, nem grana, nem com quem sair, desopilar, beber, e
blá-blá-blá... é, rir demais acaba um
pouco com minha produtividade no trabalho, mas a depressão
afeta muito mais, então vamos rir! Vamos tentar insistir em
rir e achar graça da vida!
Pois
já sabem, também, que tô longe de casa. Ou do
lugar onde chamo de lar. Se não sabiam, estão sabendo,
pois já falei umas trocentas vezes por aqui. Aqui onde tô,
tem metrô. E eu o pego, de segunda a sexta, de onde estou
morando até o trabalho. E já contei do tipo de gente
que cruza conosco, nas passarelas de acesso das estações
do metrô. E já devo ter contado do tipo de gente que me
aborrece dentro dos trens e das estações – e o seu
entorno.
Hoje,
talvez intuitivamente, pois antes de ler o fantástico texto do
professor Sérgio Freire – que você pode ler aqui –
já tinha decidido que não iria me deixar aborrecer.
Tanto que, vendo um apressadinho, um rapaz dos seus vinte e poucos
anos, vestido com camisa social cor creme e calça jeans
escura, cabelo cortado bem curtinho, com uma daquelas bolsas estilo
executivo a tira-colo, passar por mim esgueirando-se rapidamente,
feito uma osga passando pela fresta da madeira, o máximo que
consegui sentir foi pena do pobre indivíduo.
É
que hoje, justo hoje, justo na sexta-feira, todo mundo resolveu
descer, às 9 horas da manhã, a passarela em bloco. O
apressadinho passou por mim e tudo o que pude fazer por ele foi
sorrir e desejar-lhe sorte, pois já antevia o que ia acontecer
logo ali adiante – e fatalmente aconteceu: ele não conseguiu
mais passar por entre o mar de gente, tanto que o sujeito grandão
e desengonçado que ele havia deixado pra trás – e que
no caso era eu – quase pisou nos seus calcanhares pelo menos duas
vezes. Na maioria das vezes me irritam os apressadinhos justamente
por isso, fatalmente os encontro na “curva” da passarela,
atravancando o caminho. Deve ser coisa da nossa cultura. Brasileiro é
mesmo um povo fodástico, os apressadinhos querem chegar antes
da gente lá adiante, pra ficar tastaveando, como diz minha
mãe, bem na nossa frente, e os lerdos parece que, quando
percebem que estão num passo mais lento que o nosso, fazem
questão de andar ainda mais lentos, na nossa frente, e sem dar
passagem, nem que disso dependam suas vidas!
E
enquanto descíamos, aquele belo grupo compacto de pessoas
bonitas, elegantes e sinceras, vinha subindo, do outro lado da
passarela, um casal de anciãos. E não sei exatamente
sobre o que os dois conversavam, mas tenho uma vaga ideia. O homem
falava à senhora, que, imagino, era sua mulher: “Antigamente
poucos chegavam aos 60 anos...” Imagino eu que estivessem falando
sobre... a longevidade! E me peguei pensando...
Muitas
vezes ouvi minha mãe dizer que “muita gente” chegava aos
60 anos, nos “antigamente”. Porém já tentei
argumentar com ela, dizendo que “muita gente” não é
o mesmo que “a maioria”! Não faz muito tempo, uns 50 anos,
mais ou menos, era raro alguém chegar até os 60 anos de
idade. Ponto! Com saúde, ou sem saúde, eram raros os
que chegavam à casa dos 60, mais raros ainda os que passavam
disso! Há quase vinte anos, meu pai falecia, antes de
completar 67 anos, quer dizer, ele foi um desses que não
venceram essa barreira.
Lembro
que há uns 20 e poucos anos, quando eu era menino, quando se
ouvia a notícia da morte de algum famoso, de alguma
celebridade, ou autoridade, ou o que o valha, a gente ainda comentava
que o dito já tinha vivido muito, caso tivesse chegado à
famigerada casa dos sessenta. Hoje, já se ouve falar que
fulano morreu e se surpreende por ter partido “tão moço”...
nessa mesma casa aí, dos sessenta! É, a gente não
se apercebe, na maioria das vezes, dessas sutis mudanças de
parâmetros. Aí a gente pensa mais ou menos como minha
mãe: que isso sempre foi assim, que sempre foi normal ter
tanta gente chegando a uma certa idade, quando na verdade aquele
nosso tio-avô lá de Nhamundá era um dos casos
raros de pessoas longevas! E podemos perceber, duma hora pra outra,
que nem foi tão longevo assim! Há uns anos atrás,
eu ficaria contente se chegasse a idade que meu pai chegou. Hoje, se
puder, penso que gostaria de chegar relativamente bem aos 90, talvez
100 anos! Por que não? Talvez, até lá, isso seja
tão normal e corriqueiro quanto se chegar aos 60 é
hoje. E quanto nunca foi antes! Ainda mais num país como o
Brasil!
Acho
que aqui, em relação a outros países,
principalmente os desenvolvidos, há um fenômeno que não
se repete em nenhum outro lugar no mundo! Sim, pois mesmo não
tendo a estrutura que tem nos países da Europa ocidental, por
exemplo, como Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha, França,
etc, já estamos chegando à expectativa média de
vida desses países! Mesmo com um sistema de saúde
deficitário, mesmo faltando saneamento básico, mesmo
com os índices alarmantes de insegurança – que não
se resume só à criminalidade, não senhor, falta
segurança nas estradas, melhor educação no
trânsito, o risco de se viver em locais irregulares e
insalubres, etc – ainda há uma boa porcentagem da população,
quase metade, com uma elevada expectativa de vida.
Sei
de um blogueiro que sigo no site de microblogs twitter, que critica
todos aqueles lugares-comuns, todos aqueles jargões e motivos
de que se fala pra “se ter orgulho de ser brasileiro”. Às
vezes concordo inteiramente, ultimamente tenho considerado pura e
simplesmente como rabugice de carioquinha de classe média alta
que preferia ser “daselite”, mesmo. Preferia e não pode,
sabe coé? Então. Pois esse moço tem sérias
dúvidas sobre o que o brasileiro teria de mais que outros
povos e outros indivíduos de outras nacionalidades. Pois hoje,
me peguei pensando nisso, e cheguei a conclusão, que
provavelmente amanhã, ou depois, vai se mostrar parcial ou
inteiramente equivocada, mas enfim: o que nós temos de mais
que os outros povos, qual a “vantagem” do brasileiro, se podemos
dizer assim? Acho eu que é a teimosia! Pois, se apesar de
todos os problemas listados, o brasileiro médio está
vivendo mais... só pode ser por teimosia! Com essa saúde
e saneamento básico ainda a níveis africanos, na imensa
maioria de nossas cidades... a única explicação
plausível é que somos um povo muito teimoso!
Apesar
dos altos impostos, da falta de subsídios, das intempéries
e outros fatores internos e externos, o país quebra recordes
de safra de diversos produtos agropecuários há uns
quinze anos seguidos! Apesar da imensa carga tributária, dos
altos juros, da falta de crédito aos pequenos e
microempreendedores, da baixa do dólar, da inflação,
parcialmente controlada, dos rescaldos de uma crise econômica,
que ainda vêm afetando o mercado internacional, a economia vem
tendo um crescimento considerado de um bom volume. Sem falar nos
pesares todos que, apesar deles, ainda temos a maior floresta do
mundo ainda bem preservada! Não é espantoso?! o.0
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
A Guerra no Rio
A
guerra no Rio tá bombando! Essa é a nova onda do verão!
Em todos os canais de tevê só se fala em outra coisa!
Então, ora bolas, deixa eu falar também! Tá todo
mundo se afundando, deixa eu me afundar um pouquinho, também!
Na
verdade, não tenho muito o que falar a respeito. Nem sei se
vou falar tanto assim sobre. Queria escrever é outra coisa,
mas aquilo que eu escreveria, sim, teria que ser mais elaborado. Um
pequeno texto sobre a crise do Rio de Janeiro não precisa. Não
vou me aprofundar no assunto, não vou discorrer sobre os
problemas.
Ontem
à noite, tava vendo a cobertura da guerra do Rio, pelo
jornalístico, depois do jogo. Lembrei de minha família
manauara. Me ligaram no outro domingo, aí me contaram que
tavam em dúvida, se iam para o Rio, pra passar a virada de
ano, ou se vinham para Porto Alegre. Falta mais de mês pro
reveillon, mas os cariocas já estão fazendo o show de
fogos, todas as noites. Logo me lembrei deles e mandei-lhes uma
mensagem de celular, pra acompanharem a queima de carros em
Copacabana da televisão, lá em casa!
O
problema do Rio é o mesmo de boa parte do país. Não
se engane, o que está acontecendo no Rio, agora, neste
momento, essa guerra civil, sem tréguas, entre o poder público
e os criminosos, em maior parcela o tráfico de dorgas, Manolo,
é a mesma que você mesmo já presenciou, na sua
cidade, só que, talvez, em menor escala! O problema do Rio é
o mesmo de Manaus, de Porto Alegre, de São Paulo, de
Florianópolis, de Salvador, de Brasília... o governo,
que é eleito por nós todos, é negligente, o
Estado é desestruturado, mal-planejado, mal-aparelhado... a
população não é assistida, não tem
segurança, não tem educação, não
tem saúde. Ouvi a presidente Dilma, ontem, na tevê,
falando em dar “mais oportunidades”... e como ela pretende fazer
isso? Como pretende erradicar a miséria e oferecer
oportunidades de progresso? Aliás, o partido da presidente é
meio avesso a esse negócio de “progresso”, “mérito”,
“empreendedorismo”, “livre iniciativa”... e, em comum com os
governos anteriores? Em comum com seus opositores? O descaso com a
educação! A melhor forma de criar oportunidades pra
população é essa! Ou você acha que a
galera dos morros cariocas não sabe disso? É claro que
sabe! Pode me chamar de ingênuo, mas acredito, sim, que a
imensa maioria daquela gente queria ter acesso a uma boa escola, a
uma boa educação, de boa qualidade... tipo a que
receberam os filhos do presidente molusco, quando foram lá pra
Europa!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Relações de Amizade e de Amor
Penso
nas coisas e às vezes parece-me tarde pra falar sobre. Ou que,
então, estou falando atrasado. Ontem ainda, estava me
lembrando dum post-resposta, de um blogueiro conhecido meu, de
Manaus, a um outro moço, playboyzinho qualquer de São
Paulo – que provavelmente achava que somente isso bastava pra se
ter um blog: ser paulista! Mas faz muito tempo que li esse texto!
Enfim, à época me indignou muito tudo o que o
playboyzinho falava sobre a cidade que conheci apenas em 2003 e
aprendi a amar, como se lá tivesse nascido. Capitan, my
capitan, dirá, talvez: “não pode!!”. E eu direi em
resposta: pode sim! E foda-se quem pensa diferente!
Nunca
fui playboy, sobretudo em Manaus! Morei mal, lá, mas uma vez
só: paguei aluguel até baixo, porém muito alto,
proporcionalmente ao buraco mal-construído, extremamente
quente, desleixado e mal-ventilado onde habitei por alguns meses,
cuja única vantagem era a localização: no bairro
da Cachoeirinha, há umas duas quadras do Terminal de ônibus,
umas três ou quatro do supermercado, padaria, farmácia,
lanchonetes, barraquinhas de café da manhã –
acredite, caro manauense, por aqui já estão lhes
copiando essa idéia! – bem próximos; há uns
três quilômetros do Centro, e uns seis do Studio 5...
enfim, até gostava daquele bairro... num outro blog, uns dias
antes do segundo turno das eleições presidenciais, li
um texto, que não falava EXATAMENTE do bairro, ou do Terminal
2 em si, mas que ao lê-lo, me senti transportado para lá!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Dias sem Dormir e a Paz no Teu Sorriso
Dias
seguidos com problemas para dormir. Na madrugada, pensamentos
caóticos... alguma depressão me leva a tempos atrás,
no lugar onde hoje ainda queria estar. Saudades do que se foi, e do
que não foi, também! O resultado cruel é que
tenho levantado todas as manhãs – pelo menos nos últimos
meses – como um zumbi, os olhos ardendo, a cabeça grogue,
uma tentativa consciente de manter a atitude e o pensamento
positivos, porém em vão; procuro não sucumbir à
profunda tristeza e ao desespero, procuro repensar velhos planos, em
idéias para textos, contos, etc. Tento escrever, tento pensar
em você, tento me acalmar... e tem sido bem difícil. Tem
sido mais complicado ainda passá-las para o papel, traduzir em
palavras... sim, papel! Para o editor de texto e, posteriormente,
para o blog, só vai a versão editada, melhorada – ou
não!
terça-feira, 16 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
NENEM e a multidão de INEPtos
Só
se fala em outra coisa. O concurso de humoristas de péssima
qualidade, até mesmo para o Zorra e a Praça, teve a
sua... sei lá, semi-final, ontem! E só hoje os
humoristas realmente engraçados foram dar as caras! O
presidente molusco arrancou gargalhadas, hoje, ao tascar essa: a
eleição da “presidenta” Dilma foi uma vitória
do “bom senso”(!!!). É isso mesmo, você não
leu errado, ele disse: “bom senso”!! E você aí se
esforçando pra achar graça nos mal-humoristas que se
apresentaram ontem no domingão, veja você... o
presidente molusco, que se despede do cargo que ocupou nos últimos
oito anos, provavelmente já está de olho numa vaguinha
no Casseta & Planeta, até hoje não preenchida,
quatro anos depois do falecimento de Bussunda.
Bem
como o diretor do INEP(to), que tentou explicar o inexplicável
e, não resistindo ao clima super-descontraído de uma
coletiva, quis mostrar-se também engraçado –
desconfio que também tenha assistido ao mesmo quadro do
referido programa dominical – e saiu-se com uma piada
divertidíssima: “O ENEM foi um sucesso”! Uau!! Você
também viu!? Foi um sucesso!! Só se foi em
demonstrar-se um completo fiasco! Sim, que seria sucesso em quê!?
Ah, esses novos humoristas, ainda me matam...!
No
sábado, primeiro dia de provas do ENEM, problemas com os
cadernos de provas – questões repetidas, ou faltando, etc –
e folhas de respostas com a ordem invertida; depois, no domingo, numa
escola de Belém do Pará, folhas de respostas e cadernos
de questões com números de inscrição
incorretos, ou faltando... e isso que o ENEM foi um “sucesso”!
Imagina se não tivesse sido! Ano passado, já tivemos
aquele escândalo do vazamento de provas, tentativa de venda pra
fraudadores, etc. Este ano, não quiseram ficar pra trás,
e a gráfica escolhida para imprimir as ditas cujas, por
licitação, fez um serviço “nas coxas”, e pra
ficar ainda mais “bonito” para o Ministério da
(Des)Educação, entregaram-nas para que o INEP(to), que
organiza, ou deveria organizar, revisasse as provas, em cujas quais
não teria averiguado NENHUMA irregularidade, das tantas que
foram posteriormente apresentadas. Será que as provas enviadas
para revisão teriam sido outras?! Ou as pessoas pagas pelo
instituto para fazer o trabalho simplesmente não revisaram?! É
de se perguntar... pois mandaram aplicar assim mesmo!? Hoje pela
manhã, no telejornal, ouço o sujeito dizer que “só
naquele instante” (da entrevista coletiva) “haviam chegado ao seu
conhecimento os problemas”! PUTA QUE PARIU, VÉI!!! Bom, pelo
menos as eleições já passaram... sim, porque com
certeza haveria algum imbecil pra dizer que se trata de “intriga da
oposição”!
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Os Vencedores Constrangidos
O
dia seguinte... as pessoas começam a retomar suas vidas, mais
ou menos de onde as deixaram, após meses entretidas com a
campanha e os preparativos pra mais uma “festa da democracia”.
Não sei vocês, mas tô pra ver uma eleição
mais chata que esta de ontem! Mais chata e mais difícil: até
as últimas eleições municipais tiveram mais
opções, em termos de candidatos e de idéias. Tá,
na cidade onde voto talvez nem tanto... mas você entendeu!
Enfim!
Hoje,
parece que, com a ressaca, veio uma tomada de consciência.
Parece que, só agora, se aperceberam que ontem teve uma
votação, teve o segundo turno de uma eleição.
Parece que se aperceberam – até que enfim – que não
se tratava de uma corrida de cavalos... apesar dos dois candidatos
relincharem e se escoicearem mutuamente, em vez de apresentar
propostas e idéias. Tampouco era um campeonato de futebol, não
tinha taça pro vencedor levantar, ontem à noite!
De
repente, vejo nas redes sociais, por exemplo, gente que antes
“agitava bandeiras” e entoava “gritos de guerra” de
determinado candidato, hoje demonstrando irritação com
os abusos cometidos por “sua” torcida. Essa mesma gente, até
uns três dias atrás, só apontava os abusos e
equívocos da campanha adversária; apontava seus
dedinhos encardidos na direção até de amigos –
ou pessoas com quem tinha relações mais afáveis
e respeitosas, pelo menos – de forma acusadora, como se lhe
tivessem atacado e monitorado suas palavras. Não é
errado... é bom ter algum senso de autocrítica. Mas soa
estranho... ainda mais se manifestando tão tarde!
Se
tivessem reconhecido a falta de condições dessas duas
candidaturas, se percebessem a falta de discussão mais séria
e o excesso de bate-boca... se percebêssemos o quão
ridículo é torcer por um candidato, já seria uma
grande coisa! Seria, talvez, um passo importante pra um maior
amadurecimento... saca aquela coisa de não inventar razões
pra votar em alguém, quando se sabe que não tem
nenhuma!? Pois é, no dia que isso acontecer, Serra e Dilma não
se elegem pra mais nada! Sei lá, eu espero, sinceramente...
A
festa durou pouco, até, mas desconfio que a ressaca vai durar
uns quatro anos, a contar de hoje. As “torcidas adversárias”
estão abandonando as bandeiras que até ontem tremulavam
nas ruas, e os “vencedores” já parecem constrangidos,
antes mesmo de seus candidatos assumam os cargos para os quais foram
eleitos... pois é, né! Em vez de buscar conhecimento,
de sermos mais racionais e votarmos conscientemente, perdemos tempo e
energia preciosos com discussões fúteis, radicalizações
estúpidas e suscetibilidades emocionais. Agora temos que
torcer, mais do que nunca, e orar muito, pra que tenhamos escolhido
bem... e se não tiver sido o caso, agora é meio tarde,
então oremos para que os anjos – ou alguém, ou uma
força maior, sei lá – iluminem os passos desses
governantes e legisladores... e tentar nos preparar mais e melhor,
pra daqui há quatro anos não fazermos tudo de novo, não
cometermos os mesmos erros e buscarmos nós, o país, o
povo, a nação, etc, sermos os vencedores. Porque, do
contrário, os “vencedores”, sejam quais forem, se sentirão
constrangidos, mais uma vez.
Oh Capitan, my Capitan!!
O
segundo turno das eleições é amanhã. Vou
lá votar porque sou obrigado. Só isso. Se não
fosse obrigatório, nem perderia meu tempo... sim, perder meu
tempo! Sabe, ximango velho, ainda bem que você me abriu os
olhos! Quanto à “perda de tempo” em lutar contra “o
inevitável”?! Não, sabe o que é... acontece
que não aceito resultados assim, tão passivamente...
não aceito, nem sou obrigado a “engolir sapos”, sejam eles
barbudos, ou carecas! Só você não aproveitou a
oportunidade pra entender que você também não é:
há diversas formas de se rebelar!
Você
abriu os olhos, no que se refere – sim, eu sei que você
entendeu a ironia – a perda de tempo que era discutir, demonstrar
opinião própria, argumentar... pois um doutor, um
sujeito estudado, um professor de faculdade, não estava nem um
pouco preocupado em pesquisar, estudar, buscar conhecimento... não
demonstrou argumento, não procurou ser racional, caiu na
pasmaceira dominante e repetiu todas as frases feitas. Não
discutiu, em momento algum, política, pelo contrário,
caiu na mesmice, na mediocridade de discutir voto, mesmo tendo nós
repetido inúmeras vezes que não nos interessava tal
discussão pueril e patética. O senhor é doutor,
o senhor é professor! Eu sou um mero auxiliar de escritório,
com ilusões de escritor e cronista, que mal e porcamente tem o
ensino médio, e um período mal-concluído de
curso de Turismo!
Veja,
não fui eu quem mediu-o por minha própria medida, eu
não tenho sistemas... não viajei na maionese, não
resolvi que você era o inimigo! Você não é
meu inimigo, não tenho por inimigos gente dominada e fraca.
Não, você é apenas mais um ximango. Só
isso. Você é que decidiu por mim o meu voto, você
decidiu ter-me como inimigo, pois eu seria obrigado a votar no
adversário de teu candidato. Você separou as pessoas
entre “aliados” e “inimigos”, demonizou uns e beatificou
outros. E eu acabei, mesmo, separando as pessoas também... se
não me engano, e bem me lembro, não há muitos
independentes... sim!! Independentes! Por enquanto, sou eu e os
outros. É a separação que faço. Adivinha
em que grupo você se encontra!? Não se ofenda, todo
ximango é dos “outros”!
Não
me importa em quem você vote... nunca fiz segredo sobre o que
penso, no que se refere a qualquer um dos candidatos! Sempre deixei
claro que não pretendo escolher nenhuma das duas piras
purulentas que sobraram no segundo turno. Mas você decidiu por
mim, resolveu que eu devia escolher uma delas, e obviamente, que
teria de ser o adversário! Oh, capitan, my capitan...
Quando
faltaram-lhe argumentos para apoiar a sua falta de argumentos, quando
faltaram-lhe razões para justificar em quem, e porque, vai
votar, decidiu esquivar-se, decidiu usar da mesma arma do teu
candidato: atacou os “inimigos” e acusou o “golpe sofrido”,
monitorou o que diziam e fingiu-se vítima de um suposto
monitoramento! A gente monitora a quem nos monitora primeiro. Neste
país tornou-se proibido ter pensamento independente,
mostrar-se descontente, saber e querer mais e melhor... e
principalmente, tornou-se proibido discordar da maioria! E você
sabe que isso não é democracia... mas pssssit! Não
espalha! Sabe que ninguém é obrigado a escolher entre
dois lados!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Doutor Ximango
O
doutor ximango não entende nem aceita que haja gente que não
aceite nenhum dos dois candidatos que estão aí. Que
prefira se rebelar contra a obrigatoriedade de votar em qualquer uma
dessas piras purulentas e fedorentas. Engraçado, falar tanto
em aceitação, de resultados, de situações,
mas ser contrário a aceitação de certas opiniões
alheias... pior, se rebelar contra a aceitação
inevitável de que nem todos são obrigados a serem
ximangos, sejam “do bem”, ou sejam “do mal”.
Doutor
ximango não entende, ou não aceita que, se seu
candidato vencer as eleições, o problema não é
só seu... é meu também! Doutor ximango também
não entende, ou não aceita, que se o adversário
vence, o problema não é só dos outros... é
nosso, também!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Radicalizações, Projetos, Indiretas JÁ!!
Nunca antes, na história deste país, se mentiu tanto, se aviltou tanto a população, se fingiu tanto ser o que não se é, pra conseguir-se levar adiante um projeto pessoal, quanto este ano. Não estou falando de mim. Nem de ninguém em particular. Fora os dois candidatos a presidência da república. O quê: não se trata de um projeto pessoal dos dois candidatos? Em que país você vive? Em que MUNDO você vive!?? Pois não é só José Serra que está atrás de um projeto pessoal, amigo! Pergunte – ou peça pra alguém perguntar – se Dilma Rousseff está se sacrificando, ou sacrificando algum projeto de vida seu em nome da “continuidade da mudança”! Não espere que ela responda, o mais provável é ela mandar um segurança dar uma coça em você – ou no trouxa que foi na tua e perguntou isso daí.
Ambos, Dilma e Serra, têm um projeto PESSOAL SEU, o de ser presidente da República, usufruir do poder e das benesses de um presidente da República numa democracia fraca e alienada como a nossa. Eu disse ambos!?? Não há equívoco nenhum aí! É isso daí mesmo: AMBOS!!! Estou radicalizando?! No lo creo... não mais que os imbecis alienados que se esforçam em convencer a nós outros que se está, aqui neste país, nesse segundo turno dessas malditas – sim, malditas – eleições, decidindo por um modelo de país, um modelo político. Tudo bem, não há radicalismo nenhum em dizer que há, em disputa, dois modelos políticos, sim. Concordo que haja dois modelos disputando estas eleições. Dois modelos que, na minha humilde opinião – humilde, porém não ingênua, não confunda as coisas, não confunda centavos novos com sentar nos ovos, nem bife de caçarolinha com rifle de caçar rolinha – não deram certo. Houveram acertos? Sim, houveram acertos. Tanto nos oito anos de tucanato quanto nos sete anos e dez meses de governo do polvo. Porém, os erros – dos dois “sistemas” – foram bem mais numerosos. E os acertos, acredite, não mudaram de forma substancial as nossas vidas. O problema é a pirotecnia. É muita propaganda pra pouco trabalho, muito comercial “de margarina” enfeitando o país e as nossas vidas. Não ouvi mais um slogan que o governo do molusco criou pra falar do seu lindo e maravilhoso SUS: “saúde de primeiro mundo”... de primeiro mundo! Tudo bem, eu não conheço, a não ser pela tevê, nenhum país de primeiro mundo... nem tenho freqüentado muito os hospitais públicos, nem os postos de saúde, graças a Deus, que me deu uma saúde suficientemente forte. Mas eu sei que a saúde no Brasil ainda está MUITO LONGE de ser comparável à dos países de primeiro mundo! Inclusive, já ofereci uma alternativa ao slogan, a alguns amigos petistas de ocasião: “SUS: saúde de primeiro e doenças de terceiro mundos!”. Não sei porquê, não gostaram muito...
Nunca antes, na história deste país, se radicalizou tanto uma eleição. O quê, agora no segundo turno? Onde é que você tava até agora, fio?!? Votou em trânsito em outro país??
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Nos Nivelando por Baixo
A necessidade de segundo turno só serviu pra uma coisa: para o presidente molusco, seus “cumpanheros”, todo seu secto, toda a sua corte de “nobres” e “pensadores”, toda a corja de malfeitores com que se juntou nesses últimos oito anos, para “garantir a governabilidade” ficarem mais ligadinhos. Perceberam que comprando votos com bolsas família e fazendo pirotecnias em cima de projetos com mais alarde do que fins práticos, como o PAC, Minha Casa Minha Vida, etc, ainda assim não estão seguros no poder, como já se imaginavam. Terão que disputar ainda mais um turno, com o segundo colocado no primeiro. Que não é exatamente quem eu gostaria.
Quanto à “verdadeira” função de um segundo turno em uma eleição... alguém acredita, mesmo, que o tal do debate de idéias, os projetos, que isso seria realmente discutido! ÓBVIO que não! Não acredito em discussões de idéias numa eleição, seja no primeiro, ou no segundo turno! Sobretudo nas eleições deste ano, em que, mais uma vez, a disputa fica entre os representantes dos dois partidos que mais favoreceram, já nos últimos dezesseis anos, a bipolaridade e a evasão da discussão política.
Você nega, a maioria dos seus amigos nega, a maioria dos seus conhecidos também nega, os adversários do seu candidato – seja qual for – negam, mas já é fato consumado: o debate de idéias e a discussão de propostas, de governo, de poder, simplesmente não apareceram, sequer no primeiro debate em rede de televisão deste segundo turno. Qualquer tentativa de expor-se uma idéia qualquer que seja se esvai em meio a trocas de farpas e acusações, discussões banais e sem sentido sobre quem é mais religioso, quem tem biografia, quem é do bem e quem é do mal.
O atual governo, do presidente molusco, nos seus quase oito anos, se encarregou de apropriar-se de feitos do governo anterior, como o controle da inflação, o plano Real, o assistencialismo governamental – e agora político/constrangedor – do bolsa escola, que teria sido “melhorado”, na forma do atual bolsa família. Seus companheiros, irmãos em armas, iguais, seu secto, sua corte e seus comparsas se encarregaram de propagar aos quatro ventos a grande mentira, que antes do “pai do povo”, o presidente molusco, nada aqui existia. Todas as boas idéias do governo anterior continuam “funcionando” porque ELE é quem governava já naquele tempo e dava as diretrizes para o trabalho que deveria ser feito e por ele continuado, após 2002. O quê: não é o que foi dito? Não é o que estão insistindo em dizer, na propaganda eleitoral da “escolhida” do grande molusco? Então é mais uma “calúnia” que teria sido engendrada pela “galera do mal” que se esconde atrás de spans e mensagens de internet que os atuais donos do poder – muitos dos quais os mesmos de sempre, que apenas mudaram de lado, como Sarney, Barbalho, Braga, Mendes, Simon, Maluf, dentre tantos outros – estariam tentando, de todas as formas, apagar todos os feitos dos governos anteriores, ou creditando ao grande molusco, muitos deles? É mentira então que o grande molusco elogiou os governos militares das décadas de 60 e 70, por alguns feitos. Só pode ser! Difamação patrocinada pelos grandes vilões donos da grande mídia!
Este mesmo presidente, este imperador, este déspota pouco esclarecido e todo seu secto, no entanto, fizeram uma ferrenha campanha política de excomunhão do tucanato de FHC, e de qualquer um que admita, ou elenque, qualquer bom feito daquele governo.
Reage, Batman!!
É uma coisa simplesmente difícil de se entender. Eles dizem que o Inter tem boas “peças de reposição”, pra alguma eventual ausência dos jogadores titulares. Mas o que vejo é que essas “peças”, esses que são considerados reservas imediatos, só mostram alguma qualidade quando entram no decorrer dos jogos, ou seja, quando os titulares estão à disposição do técnico pra jogarem!
Eu não sou nenhum “conhecedor” de futebol – nem os ditos conhecedores conhecem o esporte que se propõe comentar – sou torcedor, e de vez em quando, um observador.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Tenso!!
Tenso. Hoje estou me sentindo tenso. Nem sei se é isso mesmo... desde hoje pela manhã, sinto uma certa agitação. Que se torna irritabilidade, algumas vezes, como hoje pela manhã, com a história dos trens parados por causa dum caminhoneiro apressadinho que derrubou uma grade de proteção de cima de um viaduto em cima dos trilhos. Ou então, quando inventam que tenho de ir ao banco. Ou quando insinuam que seus passeios em horário de trabalho é que são importantes, mesmo que não passem de passeios – há alguém, inclusive, que já está acostumado a sair em horário de trabalho sem dar explicações. Me engana que é a trabalho? Não.
Enfim. Sinto um pequeno estremecer nas minhas mãos, sola dos pés, braços, pernas... enfim, no corpo todo. Sinto uma agitação, um não sei quê... alguma preocupação, talvez, alguma ansiosidade, uma esperança qualquer, sei lá. Não faz muito sentido, mas quem faz sentido é soldado.
Relaxa e goza!
Fim de semana começando bem. Ahn... not! Previsão do tempo falhada, disse que ia ventar e esfriar, e que parava de chover durante a noite. Não deu-se assim: chuva desde a madrugada, com vento frio e forte, pra completar. Quer dizer, não pra completar. Porque o que completou mesmo, foi um acidente com um caminhão, em cima do viaduto que passa por cima da linha do trem, entre as estações São Luiz e Mathias Velho, em Canoas. O resultado foi que o trem parou por mais de uma hora, e quando tentou voltar ao normal, tava ainda pior.
A solução foi pegar um ônibus até o centro de São Leopoldo, onde peguei outro ônibus, um Central, pra vir até o serviço, em Canoas. Cheguei às 10 horas da manhã, mais de uma hora atrasado. Definitivamente, não foi uma boa manhã, tampouco um bom começo de fim de semana. Não tá nada fácil... Não, isso não foi o que me estressou, me estressei bem mais com a página do tal “novo” twitter. Não deu certo. Dá mais problemas que o antigo. Embora uma situação como a falta de trens, a perspectiva de ter que gastar em passagens de ônibus, além do risco de pegar um ônibus lotado... sim, isso me parece bem estressante! Parece, mas nem foi. O ônibus para São Leopoldo não demorou tanto quanto eu temia. Da mesma forma, o que vinha na direção de Porto Alegre, vindo de Novo Hamburgo e passando pelo Centro de São Leopoldo. Não me agrada nem um pouco fazer esses passeios mais longos, inda mais em dia de chuva.
Mas não me estressou tanto. Ia me estressar muito mais se demorasse muito pra pegar um trem superlotado. Não ia prestar. Mas minha tarde já não vai prestar! Greve dos bancos e inventam que tenho que ir pagar sei lá o que no Banco do Brasil, o pior serviço bancário de todos! Perder uma tarde naquele banco... sem muita necessidade, vamos dizer a verdade! Isso sim, é estressante! Já sei que vou perder um tempo que normalmente, sem greve, eu perderia só a metade! No que funcionário do BB puder amorcegar, ele amorcega, amigo, não tenha dúvida. E na cara dura, bem mais que qualquer outro funcionário de banco, público ou privado!
Não sei, não tenho certeza se esses acidentes, a piora do trânsito, sobretudo na BR 116, que não é a principal via de ligação entre Porto Alegre e algumas cidades da Região Metropolitana e Vale dos Sinos, é A ÚNICA via, a piora e a lentidão crescente no serviço dos trens têm alguma ligação com as eleições. Não sou do tipo que acredita em toda teoria conspiracionista que apareça. Mas não duvido que haja alguma relação entre tais coisas...
O governo do molusco está estendendo a linha do trem de passageiros, que já liga o centro da cidade de São Leopoldo ao de Porto Alegre, e tem se concentrado apenas nisso, em colocar mais trilhos, agora até o centro de Novo Hamburgo. Mas e a manutenção das composições, e melhorias nas estações que já existem, e a compra de novos trens, talvez uma renovação de todos comboios? Não tenho ouvido falar uma palavra sobre isso, não tenho lido uma linha sequer nesse sentido, em jornal algum. Os periódicos de linha mais governista até entendo que não escrevam uma linha a respeito, e finjam-se de mortos, mas os outros também não falam absolutamente nada sobre isso! Nem colunistas falam nada a respeito. Apenas o jornal de linha mais popular de uma dessas empresas de comunicação faz, às vezes, algumas reportagens sobre o sucateamento da linha de trens urbanos da região metropolitana de Porto Alegre, mas essas também não repercutem muito e o assunto acaba escanteado, inclusive pelo próprio jornal... é, realmente, transporte coletivo público não é uma coisa que preocupe muito as pessoas, não é mesmo! Não é tão importante assim... por que é que estou me preocupando, afinal? É o que eu me pergunto, muitas vezes... sim, eu sei que o trem tá sucateado, mas é o que tem. E não vai melhorar, se for até Novo Hamburgo. Já anda lento e lotado, em qualquer horário, não só nos horários de pico. Vai ficar ainda mais lento. Os funcionários não fazem nada a respeito, nem sei se podem fazer muita coisa, mesmo. A empresa – que é pública, federal – não fez nenhuma melhoria nos trens ou nas estações. Algumas reformas pontuais, apenas na estação terminal, Mercado, no centro de Porto Alegre. Apenas isso. Nada mais. Deveria haver reformas em TODAS estações. Remodelações. Para dar mais conforto aos usuários. Não vejo nenhuma ação nesse rumo, de lado algum. Claro que quero que o trem vá até Novo Hamburgo – enquanto estiver morando por aqui, voltando a morar em Manaus, tô cagando pra isso! Mas não de qualquer jeito! Esse governo do molusco faz tudo pela metade, faz tudo “nas cochas”, como se diz. Você pode dizer que o importante mesmo é que o governo tá fazendo. Eu concordaria com você. Mas não concordo. Por um simples motivo: se você se propõe a fazer algo, o que se espera é que se faça direito! Não basta estender a linha do trem até Novo Hamburgo! Tem que dar condições para que essa linha funcione e bem, para que atenda o número de passageiros que vai atender, com eficiência e confortabilidade! Não é fazer uma linha de trens de carga pra amontoar pessoas em composições sucateadas, em plataformas de embarque/desembarque que não vão comportar, nem suportar, de forma apropriada, os passageiros que terão que usar essa linha. Pra muita gente, o trem vai ser a única forma de ligação entre a casa e o trabalho, ou escola, ou faculdade. Não pode ser de qualquer jeito. Não devia nem ser a única opção de transporte! Já pra ir de Sapucaia a Porto Alegre, por exemplo, é a única opção existente! Ônibus, só se você for até o centro da cidade, e mesmo assim, em determinados horários! Do contrário, terá de se deslocar até o centro de Esteio!
A solução foi pegar um ônibus até o centro de São Leopoldo, onde peguei outro ônibus, um Central, pra vir até o serviço, em Canoas. Cheguei às 10 horas da manhã, mais de uma hora atrasado. Definitivamente, não foi uma boa manhã, tampouco um bom começo de fim de semana. Não tá nada fácil... Não, isso não foi o que me estressou, me estressei bem mais com a página do tal “novo” twitter. Não deu certo. Dá mais problemas que o antigo. Embora uma situação como a falta de trens, a perspectiva de ter que gastar em passagens de ônibus, além do risco de pegar um ônibus lotado... sim, isso me parece bem estressante! Parece, mas nem foi. O ônibus para São Leopoldo não demorou tanto quanto eu temia. Da mesma forma, o que vinha na direção de Porto Alegre, vindo de Novo Hamburgo e passando pelo Centro de São Leopoldo. Não me agrada nem um pouco fazer esses passeios mais longos, inda mais em dia de chuva.
Mas não me estressou tanto. Ia me estressar muito mais se demorasse muito pra pegar um trem superlotado. Não ia prestar. Mas minha tarde já não vai prestar! Greve dos bancos e inventam que tenho que ir pagar sei lá o que no Banco do Brasil, o pior serviço bancário de todos! Perder uma tarde naquele banco... sem muita necessidade, vamos dizer a verdade! Isso sim, é estressante! Já sei que vou perder um tempo que normalmente, sem greve, eu perderia só a metade! No que funcionário do BB puder amorcegar, ele amorcega, amigo, não tenha dúvida. E na cara dura, bem mais que qualquer outro funcionário de banco, público ou privado!
Não sei, não tenho certeza se esses acidentes, a piora do trânsito, sobretudo na BR 116, que não é a principal via de ligação entre Porto Alegre e algumas cidades da Região Metropolitana e Vale dos Sinos, é A ÚNICA via, a piora e a lentidão crescente no serviço dos trens têm alguma ligação com as eleições. Não sou do tipo que acredita em toda teoria conspiracionista que apareça. Mas não duvido que haja alguma relação entre tais coisas...
O governo do molusco está estendendo a linha do trem de passageiros, que já liga o centro da cidade de São Leopoldo ao de Porto Alegre, e tem se concentrado apenas nisso, em colocar mais trilhos, agora até o centro de Novo Hamburgo. Mas e a manutenção das composições, e melhorias nas estações que já existem, e a compra de novos trens, talvez uma renovação de todos comboios? Não tenho ouvido falar uma palavra sobre isso, não tenho lido uma linha sequer nesse sentido, em jornal algum. Os periódicos de linha mais governista até entendo que não escrevam uma linha a respeito, e finjam-se de mortos, mas os outros também não falam absolutamente nada sobre isso! Nem colunistas falam nada a respeito. Apenas o jornal de linha mais popular de uma dessas empresas de comunicação faz, às vezes, algumas reportagens sobre o sucateamento da linha de trens urbanos da região metropolitana de Porto Alegre, mas essas também não repercutem muito e o assunto acaba escanteado, inclusive pelo próprio jornal... é, realmente, transporte coletivo público não é uma coisa que preocupe muito as pessoas, não é mesmo! Não é tão importante assim... por que é que estou me preocupando, afinal? É o que eu me pergunto, muitas vezes... sim, eu sei que o trem tá sucateado, mas é o que tem. E não vai melhorar, se for até Novo Hamburgo. Já anda lento e lotado, em qualquer horário, não só nos horários de pico. Vai ficar ainda mais lento. Os funcionários não fazem nada a respeito, nem sei se podem fazer muita coisa, mesmo. A empresa – que é pública, federal – não fez nenhuma melhoria nos trens ou nas estações. Algumas reformas pontuais, apenas na estação terminal, Mercado, no centro de Porto Alegre. Apenas isso. Nada mais. Deveria haver reformas em TODAS estações. Remodelações. Para dar mais conforto aos usuários. Não vejo nenhuma ação nesse rumo, de lado algum. Claro que quero que o trem vá até Novo Hamburgo – enquanto estiver morando por aqui, voltando a morar em Manaus, tô cagando pra isso! Mas não de qualquer jeito! Esse governo do molusco faz tudo pela metade, faz tudo “nas cochas”, como se diz. Você pode dizer que o importante mesmo é que o governo tá fazendo. Eu concordaria com você. Mas não concordo. Por um simples motivo: se você se propõe a fazer algo, o que se espera é que se faça direito! Não basta estender a linha do trem até Novo Hamburgo! Tem que dar condições para que essa linha funcione e bem, para que atenda o número de passageiros que vai atender, com eficiência e confortabilidade! Não é fazer uma linha de trens de carga pra amontoar pessoas em composições sucateadas, em plataformas de embarque/desembarque que não vão comportar, nem suportar, de forma apropriada, os passageiros que terão que usar essa linha. Pra muita gente, o trem vai ser a única forma de ligação entre a casa e o trabalho, ou escola, ou faculdade. Não pode ser de qualquer jeito. Não devia nem ser a única opção de transporte! Já pra ir de Sapucaia a Porto Alegre, por exemplo, é a única opção existente! Ônibus, só se você for até o centro da cidade, e mesmo assim, em determinados horários! Do contrário, terá de se deslocar até o centro de Esteio!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Temores
Hoje mesmo me visualizei subindo a Leonardo Malcher, em direção ao Centro de Manaus. Não gosto disso. Me deixa triste. Porque quero ir para lá, estar lá, e não posso. Tenho planos de estar por lá, mesmo que a passeio, no ano que vem. Às vezes dá muita vontade de estar por ali. Andando pela praça da polícia, remexendo nos livros das banquinhas que ficam por ali... será que ainda estão por ali?
Gostaria de saber se ainda têm aquelas sessões de cinema ao ar livre, no Largo de São Sebastião, bem em frente ao Teatro Amazonas... toda noite de sábado passava algum daqueles filmes clássicos... lembro de ter assistido pela primeira vez ali a O Sol Nasce Para Todos. Grande filme...
Penso até nos ônibus que eu pegava. Um dos bairros que mais gostei de morar foi o Centro de Manaus. Outro, foi o São Jorge. Nesse último, sempre morei próximo à vila militar. E quando morei numa rua mais boca braba, logo fiz amizade com os galeritos. Acredite, ou não, até hoje, com 33 anos de idade, nunca fui assaltado. Escapei por um triz, algumas duas ou três vezes! Em uma delas, a boa relação com os galeritos da área foi de importância vital: fui reconhecido como “dos nossos”, quer dizer que eu também era da área.
Lembro de ir ao cinema mais seguidamente, quando morei na Cachoeirinha. Ia a pé dali até o Studio 5, lá embaixo, entre o Distrito Industrial e o Japiim. Dava o quê... uns quarenta minutos “de a pé”! Fim de semana, ônibus demorava pra caramba, era bem mais fácil e rápido sair de casa, pegar a avenida Tefé, uma rua transversal, depois a avenida... enfim!
Ia muito na sorveteria aquela, a Glacial, na avenida Getúlio Vargas, no Centro da cidade, atrás do colégio estadual, Pedro II, que fica em frente à praça Heliodoro Balbi, também conhecida como Praça da Polícia. Aliás, mais conhecida por esse nome! Tanto que só quando vim para o Sul é que descobri que aquela praça tinha outro nome! Trabalhava por ali por perto, numa loja de móveis, na rua Marcílio Dias, na antiga Zona Franca. A loja, pelo que soube, nem existe mais.
Tenho muita saudade de lá. Já falei isso antes... parece que quando morei em Manaus, foi quando me encontrei, quando encontrei, enfim, o meu lugar no mundo. Sim, é sério! Desde que vim pra cá, quero estar de volta lá. Quero saber sempre notícias do pessoal que conheci lá, os amigos, os ex-colegas de trabalho, o pessoal que eu via na FEA do Centro, quase todas noites de sexta-feira. Minha família em Manaus, minha filha... penso muito neles. Gostaria de falar mais vezes com eles. Não por telefone, embora o DDD pela operadora que uso no celular não seja o bicho... muito mais legal falar pessoalmente!
Por isso, estou quase sempre no twitter. Lá, eu sigo os portais de notícias mais conhecidos do Amazonas. Sigo muita gente que é de lá, que mora lá, ou que tem alguma ligação, mesmo que remota, com Manaus. Pra me manter ligado. Pra me manter por dentro das notícias, da política local... que não é tão diferente assim do Rio Grande do Sul, ou do Brasil, quanto se pensa... infelizmente! Para ambos, Amazonas, e Rio Grande do Sul! Amo o primeiro, nasci no, e gosto bastante do segundo... amazonense não é tão alienado pra política, quanto o povo de lá diz, e gaúcho não é tão politizado, ou interessado em política, quanto dizem por aqui. Velhos mitos que devem ser desmascarados. O jeito de fazer a política é tão perverso num quanto no outro. O jeito como parte da população interage com isso não é nem um pouco diferente, a maioria torce para os políticos como se as eleições fossem um gre-Nal.
Há vários fatores que me fazem querer muito, algumas vezes, desesperadamente, estar em Manaus, já, agora, neste exato momento. Um deles é o medo de perder qualquer laço de carinho com minha filha. Quase três anos sem vê-la, não é nada fácil... nesse período, nos vimos, algumas vezes, via webcam, conversando pela internet, e tal. Mas não é a mesma coisa! Ela tá crescendo. Já tem 14 anos. Não é mais exatamente a menininha do papai, tem lá seus amigos, está entrando na puberdade, provavelmente já está começando a se interessar pelos garotos... eu queria participar dessa fase, ser presente, ser o paizão, mesmo, como ela me chamava, como eu gostaria de ser.
Bom, mas esse é UM deles. Só um. Há ainda outros fatores. O outro, por exemplo, é: um medo meio besta, de que Manaus suma do mapa, pelo menos a Manaus que conheço, ou conhecia, ou... sei lá! Nada do tipo uma explosão atômica, ou a cidade derreter com o calor muito forte, no período da vazante, ou desaparecer totalmente debaixo d'água, depois de uma puta enchente do rio Negro... é, na verdade, essa da enchente me parece bem plausível, pelo menos no momento atual. E me dá bastante medo. Ano passado, teve a maior cheia da história, desde que começou a ser medida, sei lá em que ano, lá no início do século passado. Eu lia todas notícias que conseguia encontrar sobre o assunto, no Manaus On-line, no Portal Amazônia, no Maskate, nA Crítica... quando dava pra abrir a notícia, que antes o site desse jornal era uma putaria. Você tinha que ser assinante do jornal. Como é que, tando na Grande Porto Alegre, vou virar assinante dessa porra de jornal!? Não sabem que não tem nem no aeroporto, pra comprar, cavalo?? Aliás, abrindo um parênteses, essa é uma idéia que eu tenho, não sei nem se daria certo, mas ganhando hoje, mesmo que uma décima parte do grande prêmio da mega sena, acho que já dá pra tentar pôr em prática: abrir uma distribuidora de jornais! Pra levar às principais bancas de jornais da capital amazonense, os principais jornais do RS, tipo Zero Hora e Correio do Povo, por exemplo – pra gauchada que tá lá ler as notícias daqui. Mais pra frente, talvez, levar pra Manaus também o Diário Catarinense, enfim, outros jornais de Santa Catarina; e distribuir em Sampa e Rio de Janeiro – pra começar – A Crítica, Diário do Amazonas, e outros jornais de Manaus. Sei lá, acho que era uma legal! Mas deve precisar ter muito cacife pra bancar um negócio desses. Lembro que, lá pela segunda metade dos anos 80, meu pai e um amigo dele tavam planejando entrar na sociedade de um jornal feito aqui no Brasil, pro público argentino. Desistiram pouco tempo depois, acho que foi porque descobriram que em Porto Alegre, algumas bancas tinham o Clarín...
Voltando ao assunto, então, tenho medo de não encontrar mais a minha “casa”, o meu “lar”, ou seja, Manaus, lá onde tá. Parece até que a cidade vai se mandar correndo, ou que vai ser envolta em brumas, como Avalon, naquele romance da Marion Zimmer Bradley.
Então, ultimamente, as notícias que tenho recebido da minha cidade – posso chamá-la assim? Deixam? Não? Foda-se, chamo assim mesmo – têm me deixado sobressaltado. Já a notícia de que Serafim Corrêa não fora reeleito para a prefeitura municipal, perdendo pra raposa velha e marota, Amazonino Mendes... me deixou de cabelos em pé! Não peguei a época dele à frente da prefeitura, quando lá cheguei, o vice-prefeito, um tal de Carijó, era o prefeito, porque esse Amazonino tinha saído, pra candidatar-se à reeleição, acabando por perder a prefeitura pro Serafim. Mas quase todo mundo com quem falava dava conta de que o Negão não era lá flor que se cheire... eu, sinceramente, quando soube, não entendi. Se Serafim não tinha sido assim tão bom prefeito, se a população acabou não gostando das coisas no tempo dele, até entendo que quisessem mudar. Mas que quisessem de volta o sujeito que tinha deixado a cidade falida, sem fazer nada por ela, isso eu não entendi!
E pior que tudo aquilo que pensei a respeito, que viria a acontecer, com Amazonino à frente da administração municipal, efetivamente aconteceu. Notícias e impressões pessoais de “amigos de twitter” davam conta do caos que a cidade estava virando. A greve dos ônibus, meses atrás, até mesmo esse anúncio de licitação pra contratação de empresas de transporte coletivo, um pouco antes, a novela do preço das passagens, tudo isso me deixou bastante receoso de quando estiver por lá. Não tenho carro, nem sei dirigir. Pelo que tenho entendido, das notícias que me chegam de lá, o transporte público coletivo de Manaus está à beira do caos. E duvido muito que, com essa licitação, novas empresas entrem nesse mercado de Manaus. Não é nada tão fácil assim, como o prefeito tenta fazer parecer. Tô sabendo também que vão fazer estacionamentos rotativos no Centro da cidade, a tal Zona Azul, como há em várias cidades daqui da região metropolitana. Sei lá, aqui há os que defendam, a grande maioria é contra, mas estão se acostumando. E não acabou com a problemática dos flanelinhas, o prefeito Amazonino, se pretende realmente usar isso como solução, que desista logo da idéia.
Notícias têm dado conta dos apagões de energia elétrica, cada vez mais constantes, em Manaus e cidades próximas, como Iranduba e Manacapuru... desculpem, ato falho: ESSAS são as únicas cidades próximas de Manaus! Falam numa região metropolitana, que inclui Itacoatiara, que fica a uma distância que é como de Porto Alegre a Torres! Você não leva menos de quatro horas, num ônibus pinga-pinga – e sim, no Amazonas também tem ônibus pinga-pinga. Os tais apagões, parece, têm a ver com o período de seca, que, dizem, é o maior da história. Eu peguei a seca de 2005, que já foi braba, mas muito braba, aquela já era a pior seca da história. Agora, cinco anos depois, vem uma seca ainda pior. Temo estar lá e vir uma seca, se não pior, igual a deste ano. Imagina, que delícia, pegar uma cheia tão grande quanto 2009 e em seguida, uma seca igual a deste ano, no ano que vem! Esse é um cenário que simplesmente me apavora.
Toda notícia sobre Manaus, ultimamente, tem me apavorado! Sexta passada, li a respeito, vi fotos, etc., de um temporal que teve na tarde daquele dia, lá em Manaus. As imagens me deixaram com o coração na mão. Imediatamente, me preocupei com minha gente, minha família lá de Manaus. E pra ajudar, estava completamente sem voz. Não tinha como ligar pra eles e perguntar como estavam, se viram o tal temporal, etc. Ainda não tenho muitas notícias deles. Estou esperando recuperar totalmente a voz, pra entrar em contato.
Notícias sobre a violência também me deixam extremamente preocupado. Vai que minha sorte acabe... claro que não quero pensar nisso! Como falei, até hoje, nunca sofri assalto. Tá bom, fui furtado uma vez, mas a carteira que o bonitão me surrupiou, no furdunço duma banda de carnaval, no centro de Manaus tava vazia. Só tinha minha identidade. Eu não havia recebido ainda. E o pouco dinheiro que eu tinha, tava num outro bolso, nesse o ladrão não chegou. Não levou nem meu dinheiro, nem meu celular. Enfim. Fora isso, nunca fui assaltado, ou fui agredido, ou qualquer coisa assim. Mesmo assim, até quando vai durar minha sorte!? Não sei. Tá, pode acontecer por aqui, também. Principalmente aqui, já que, no momento, tô morando aqui. O país todo tá uma zorra, uma insegurança só. Li, anteontem, o relato de um blogueiro, sobre a noite de terror que ele, esposa e amigos passaram, por conta de um assalto, e depois, todo descaso das autoridades constituídas, que em pleno domingo de eleição, não estavam muito afim de mostrar serviço, digamos assim. Fiquei profundamente consternado, senti a garganta embargada, como se fossem pessoas conhecidas minhas, mais que isso, amigos, bem conhecidos e queridos, que tivessem sofrido tais humilhação e terror. Causou-me profundo mal-estar. E me deixou preocupado, com a situação de insegurança, que não é muito diferente daqui. Que está cada vez mais parecida com a insegurança que se passa no Rio Grande do Sul! A violência, por aqui, era um pouco maior que lá. Isso é um fato. Que está mudando, infelizmente.
Por isso quero tanto estar em Manaus. Quero, mais tardar, estar indo pra lá até o ano que vem, 2011! Pelo menos rever minha cidade mais uma vez... antes que venha 2012 e a leve embora!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
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