PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Quero Colo...


Ela veio, sentou-se ao meu lado, no metrô, ficou me encarando, com seu sorriso mais cínico e sacana. Pus os fones nos ouvidos, liguei meu mp e virei para o lado, preferia olhar a escuridão pela janela, a olhar nos olhos dela... não quero mais olhar pra solidão...
Mas, no mp tocou uma música da nossa banda indie favorita... e então, percebi que a solidão não tinha vindo sozinha... fui golpeado, diversas vezes, pela carência, até sentir meus olhos arderem, marejados, meu peito doer... desci do metrô, peguei o ônibus lotação, sempre acompanhado das duas, a solidão de um lado, a carência do outro... quando chego em casa, quando vou jantar, até quando vou dormir, elas vão para a cama comigo... e foi mais forte que eu, o choro veio di com tudo!
Desde o início da viagem para casa, quando comecei a ser agredido pelas duas, tive de me esforçar, para não desabar no trem, nem no coletivo... a quem recorrer?! Não é nada fácil enfrentá-las sozinho... não dava pra guardar pra mim, quem é louco de guardar pra si tanta dor?! Sem poder explodir, sem poder desabafar... àquela hora da noite, para quem ligar, para quem mandar mensagem, para quem pedir socorro?! A uns, só iria perturbar o sono, atrapalharia seu descanso, pra acordarem cedo e irem trabalhar, hoje pela manhã... a outros, iria ter que aguentar discursos de como lhes dou medo, muito tempo depois, quando a ajuda não fosse mais necessária...
Pouco importam os meus sentimentos, o meu desejo, convicções, ou o que for! Eu só... eu só queria alguém do meu lado! Não importa quem, nem de onde vem, se é baiana, paulista, mineira, maranhense, parintinense, ou porto-alegrense! Eu só me sinto, me sinto solitário demais, me sinto muito carente... naquele momento, para aquelas duas irem-se embora, bastava que alguém quisesse me fazer companhia, que quisesse sentar-se ao meu lado, segurar minha mão, passar os dedos delgados pelos meus cabelos... eu juro, eu não quero saber se vai rolar algo mais, só quero que alguém se importe, que me escute, que me procure, pra conversar, de vez em quando... quero que me abrace, que me dê um chamego, um afago... qualquer coisa... só preciso, eu só preciso de alguém, pra espantar a solidão, pra poder me defender, quando a carência vier me esmurrar... não precisa ficar pra sempre do meu lado, basta que passe um tempo comigo... só até eu ficar bem, talvez, só até eu poder voltar a andar sozinho... não importa se de perto, ou de longe... por que acham que eu, mesmo de longe, procuro mostrar-me atento, solícito...? Porque sou um cara estranho, porque tenho essa idéia besta que, uma ligação, um SMS, uma palavra, um pequeno gesto qualquer, mesmo vindo de fora dos círculos da matrix, uma demonstração de carinho... que isso pode fazer quase tanto bem quanto os que vêm de perto... e eu, eu não sei de nada, não sei se peço muito, eu só quero que alguém me veja, me note, não me tema, me toque... alguém! Eu só preciso... eu só quero um colo...



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Irritante

Na sexta-feira passada, estava na praia, curtindo umas micro-férias. Nada de internet; paz e tranquilidade, sem twitter, Facebook, MSN, ou qualquer outra rede social. Tuitava eu, lá de vez em quando, do celular, via SMS. Sem poder ler tuítes de outras pessoas, sem saber, nem fazer nenhuma questão, do que se passava no mundo, nem na matrix, pelo menos a um raio de 200m de onde eu estava. Eram férias, interessava mais saber se faria sol e calor, se a água do mar tava muito fria, ou muito marrom chocolate, etc. Cochilava, enquanto assistia a um episódio antigo de Smallville, na TV do hotel, quando recebi uma mensagem... sem acesso a computador e a internet, a única forma de ler a tuitada de alguém é quando respondem diretamente à @ uma tuitada minha. E por essa resposta, essa tuitada, por um momento curto, porém significante, lembrei todos os motivos pelos quais a amo, ainda!
Ao menos para mim, naquele momento, ela estava sendo a pessoa que conheci, em meia dúzia de palavras, estava sendo ela mesma, sem os grilos, sem as tretas, normal. Sem entraves e sem medos toscos. E aqui cabe um parêntese: por experiência própria, em ambos os lados, só se é natural, verdadeiro, enfim, você só é você mesmo(a) quando não há tanto interesse na outra pessoa. Você não se preocupa em agradar, não tem inseguranças, não teme rejeição, por conta de algum gesto, ou palavra, ou qualquer outro fator. Você abre muito mais tua caixa preta para os amigos do que para alguém de quem se está afim. Lembrando que já estive dos dois lados, algumas vezes e que conheço muita gente com a mesma experiência, portanto, isso é fato! Não lute contra os fatos! Fecha parenteses!
Há mais ou menos uma semana tive um insight, onde enfim entendi o significado de um sonho que me perturbara profundamente, onde eu acordava com a sensação péssima de que era, ou estava me tornando, um monstro, o pior tipo que pode existir! Estava tudo ali, todos os símbolos, os papéis bem representados e não havia me dado conta, até então, que tinha a ver com a situação que vivia, em que me encontrava sentindo-me cada vez mais desconfortável, por causa dos meus sentimentos, e da rejeição a eles. Numa última conversa, suas palavras tiveram efeito que me fez sentir da mesma forma que no sonho, ou seja, como o tal do monstro... como se estivesse muito errado! A verdade é que, consciente, ou inconscientemente, ela sempre deu um jeitinho de me fazer sentir muito errado por não gostar de uma maneira mais “apropriada”... aí que está, será que estou errado?!
Minha convicção é aquela mesma que já falei, não há por que mudar, só não tenho mais vontade de adiantar os ponteiros... nada está pronto, ainda, falta maturidade! Continuo me importando, mas menos interessado que antes e me preocupando só quando há motivo... por agora, nem adianta, mesmo, ela já está bem crescidinha e vai descobrir isso. Não curti essa coisa dela querer criar nomes tenebrosos para minhas emoções. De querer arranjar razões para receios infundados! Esse tipo de atitude adolescente não me comove mais, pelo contrário, me irrita!
É muita onda, por uma curtida, ou um comentário qualquer... idealizou-se um monstro e todo gesto, toda demonstração de preocupação, é “demais”, porque – e isso parece bem óbvio – não estão vindo da parte de quem se espera! QUALQUER COISA é “demais”!! E sabe, ser curtido não deixou de ser legal só porque não era da parte de quem EU gostaria, uns tempos atrás... e não adianta eu estar claramente me distanciando, claramente me irritando, continua se retraindo! Continua agindo como se fosse ainda centro das atenções! Parece achar que tudo o que curto e compartilho, nas redes sociais, é pensando nela... se retrai se posto um vídeo de música, de uma banda, ou artista, sem parar pra pensar que pode ser porque realmente gosto muito daquilo, ou que talvez seja pra uma outra pessoa...
Já estou mais afastado, estou curtindo só o que realmente acho que tem a ver, estou mais tranquilo, estou curtindo outra pessoa... mas não, parece que não posso mais nem ficar on-line, que, por conta de incômodos por ela mesma criados, não relaxa, fica tensa e não admite que eu só esteja por ali... isso me irrita! Não me preocupa mais, me irrita! Não me evite, que não estou lhe procurando! Não quer dizer que não gosto mais, continuo gostando muito dela, aquele replay me lembrou disso, ainda, lhe adoro de verdade, isso não muda... só não estou mais apaixonado... e agora, ter que pedir-lhe pra relaxar, sério, é pracabá!
Ultimamente, MUITO necessário... ¬¬'




quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Você Curtiu Isto!


Como é que pode ser, quem é que pode dizer, como é que se explica isso, como foi acontecer?! Vocês são tão diferentes, têm tão pouco a ver... não são nada parecidos, não têm é nada a ver! Quem diria, você tinha certeza disso, quando começou a segui-la... nas redes sociais! Vocês se viram... o quê!? Duas, três vezes, quando você estava no shopping center, matando tempo! Depois, só trocaram umas duas ou três palavras, em uma dessas vezes... na matrix, digo, no “mundo real”, vocês nem chegaram a ter contato, praticamente... então, como foi isso de você curti-la?!
Ela curte o friozinho, você já prefere o calor. Ela adora um pagodão e curte um axé music, que você não curte muito... você adora o bom e velho rock n' roll e é alucinado por boi bumbá, já ela não acha isso tão legal assim! Você, pelo menos, imagina que, no carnaval, ela adora pular atrás do trio elétrico da Ivete, e a festa onde você curtiu fazer isso, foi o carnaboi! E, pra completar, a maior, a mais inconciliável das diferenças, aquela que você não admite de jeito nenhum – e pensa que ela também não: ela é tricolor doente e você, colorado fanático!! Como é que você vai curtir alguém assim tão diferente?! Como é que vocês vão se dar bem assim?! Você sabe que não vai curtir, você tem certeza disso!! Mas, ironias da vida, acabou que...
Acabou que você queria ficar pelo Norte, mas teve de voltar para o Sul... e a primeira pessoa que não curtiu isso, além de você, obviamente... foi ela! Era quem você menos esperava que desse por sua falta... e você curtiu isto!
No teu perfil, em uma das redes sociais de que participa, você costuma usar, como avatar, a foto dos teus ídolos da música, personagens de HQs e animes, atores de cinema, etc. Numa dessas vezes, você usou como avatar a foto de um dos casais mais famosos da música, pensou numa pessoa, se inspirou e escreveu alguns versos, tipo um pequeno poema, que postou junto da foto... e ela curtiu, você não sabe até hoje se só a foto, se o poema, se a foto E o poema, se a ideia expressada pelo texto... mas não importa, você curtiu isto!
Você curtia e comentava suas fotos, de vez em quando... mas, na época das festas de final de ano, você curtiu demais suas fotos, seu corpo, seus cabelos... bem, enfim! Você descobriu o óbvio, que ela é muito linda, então você curtiu isto! Você não resistiu, brincou, flertou, fez elogios sinceros a bela jovem... e ela, pra sua surpresa, curtiu muito isto!
Você tem sabido por ela de diversos filmes bacanas, você curte muito cinema, e curte ainda mais pessoas que curtem e sacam de cinema! Esse é o caso dela! Você descobre que têm um gosto para cinema bem parecido, você tem contato com ela, numa rede social para cinéfilos, e num belo dia, percebeu que muitos dos filmes que você viu e queria ver, outros tantos que você curte muito, também lhe interessam... você curtiu isto!
Você tem descoberto novas sonoridades, novas músicas, novos artistas, que nem são tão novos assim, mas para os quais você não dava tanta atenção assim... você jurava que a única banda que a “salvava”, era Arctic Monkeys. Então, nos últimos tempos, você descobriu que, na verdade, o seu gosto musical é mais parecido com o dela do que imaginava! Você aprendeu com ela a gostar de outras coisas, outros artistas, que você nem sabia que existiam, que ela já conhecia há muito... você descobriu que não é só você que entende de música... ou ainda, você encontrou alguém que entende bem mais de música que você! E você curtiu isto!
Você, agora, está mais atento a novas sonoridades, a novas bandas, a novos artistas... de certa forma, ela te tirou do velho marasmo musical em que se encontrava, e você curtiu isto. Você já está entrando na rede pensando no que ela vai curtir, pensando numa música para lhe oferecer, postando em seu mural... você tem curtido essas trocas de postagens, de músicas, de curtidas, de impressões, através dos comentários... você não tem mais curtido os finais de semana, porque são os dias em que você fica direto na matrix, e lá ela não aparece!
Pois é, você não esperava por essa! Você descobriu que as diferenças são bem menores do que imaginava, você tem se identificado com ela em vários aspectos, vários assuntos, em gostos, opiniões... o que importa se vocês não torcem pro mesmo time de futebol? Que importa se ela não curte o calor abrasador de Manaus?! Você se lembra que também não curtiu muito o calor e o sol daquela cidade, em certos dias do ano passado! Ela curte Porto Alegre, cidade que você também ama... de vez em quando, você também tem dado valor a um certo friozinho, ultimamente! Ela é fã de Ivete e você do boi Garantido, e isso não influi em nada nas vidas de vocês... então, por que deveriam atrapalhar?!
Você está lhe conhecendo um pouco mais a cada dia, a oportunidade que não tiveram lá no Norte, na matrix, vocês têm nas redes sociais, aqui e agora, de estreitarem laços, de saberem mais um do outro... e você está curtindo esta oportunidade! Você vê alguma coisa que ela diz e acha interessante, então repete, você curte ler alguns dos artigos que ela compartilha nas redes, você adora quando ela faz um comentário espirituoso sobre algum assunto... você sorri, você gosta da companhia de todos os dias, por assim dizer... você até fica encanado, às vezes, mas não tem por quê! Não se preocupe com quanto tempo vai durar, se ela vai enjoar, se você não vai curtir mais, com o que pode acontecer... neste momento, está sendo muito bom isso pra você, espera que pra ela também, você está gostando dela, ao que tudo indica, ela também está gostando de você... vocês são jovens, de maior, livres... aproveite e curta muito tudo isto!



sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Convicção


Sabe, andei pensando muito, nos últimos dias... ando pensando... quis deixar de pensar em você, porque, bem... sim, tenho pensado muito em você... no quanto gosto de você, no quanto te amo, no quanto me preocupo, no quanto te quero, no quanto preciso... ou ACHO que preciso! Quis parar de pensar! Total, completamente, te esquecer de vez, não me importar mais! Sabe?! Porque, sim, isso tem me feito sofrer, muito... tenho perdido o sono, e acordado chorando, no meio da noite... me sentido inútil e sozinho, e achando que não está nem aí se estou mal, se preciso de um abraço, etc. Não é só simplesmente não pensar tanto, entende...?! Porque tenho me magoado, tenho me chateado, não sei direito nem com quê... se você se preocupou comigo, com meu bem estar, psíquico, emocional, fico imensamente grato... e feliz, por ter você na minha vida... sim, pra mim você já é “de casa”, você faz parte importante da minha vida, é alguém em quem confiaria minha vida integral e cegamente... pra mim, tivemos um nível de convívio que, só não foi maior por falta de oportunidade, tinha pra mim que éramos chegados o bastante e íntimos o suficiente para mantermos tudo isso na vida virtual, agora que não podemos – ou não posso?! – ter mais esse contato real, no momento presente.
Me magoa muito saber, no entanto, que você me teme, que tem medo dos meus sentimentos, que os questiona, que para você sou como um estranho, não um amigo já muito íntimo, que achei que gostarias que eu fosse... me magoa, isso, me entristece saber que não sou bem-vindo na tua vida, que não faço parte, ou que não deveria ser, no teu entendimento, mais que uma “boa lembrança de tempos remotos”. E isso também me faz mal, porque não quero, nunca quis ser... nunca tive a intenção de fazer qualquer mal a quem amo. Não sei por que, tenho pensado que você não compreende isso tão bem, quanto diz... enfim...
Estive pensando que o meu excesso de atenção – se for isso mesmo – seria bem-vindo, se viesse de uma outra pessoa... sim, você sabe... eu quis ter o poder de passar todo amor que sinto, toda preocupação, toda atenciosidade, tudo, nesse nível mesmo, que trago dentro de mim, para ele... estive pensando que estava fazendo muito mal a nós, que se tivesse tal capacidade, se fosse um robô, um andróide, com um tipo de seletor, que ligasse e desligasse as emoções, ou que mudasse o foco desses sentimentos para outra pessoa, no momento em que eu sentisse que precisasse... bem, logo você vai saber de algo a respeito... sim, cheguei a gostar da idéia, de transmigrar meu amor, minha paixão, da minha alma, da minha mente, para a do outro, para que ele não fosse nunca mais desatento com você, para que eu pudesse me desligar completamente de você, mesmo desconfiando que seria muito além do que você realmente quer... porque, enfim, parece que você não percebeu, ainda... é doloroso você saber de certas coisas, você ter certas intuições e, do outro lado, a outra pessoa levanta todas as armas na tua direção, enquanto acredita e se expõe pra outro, baixando totalmente sua guarda e fechando todos os canais de comunicação... sim, é bobagem, pode até ser, mas eu pensei assim, perdoe-me... ou não!
Você não percebeu, minha dor estava aumentando a cada dia, não por minha revolta, muito menos por estar acrescentando algo a minhas esperanças... na verdade, há tempos eu não as alimento, elas estão morrendo à míngua, eu sofro em ter de fazer isso, em vê-las fenecerem sem poder fazer nada a respeito, sem que você lhes dê sequer uma gota d'água, por assim dizer. Eu sei, sim, que tenho de me acostumar com a ideia, teu medo só torna isso menos suportável, ajuda bem menos do que você possa imaginar, e não vejo nas tuas esperanças mais fundamento do que nas minhas, está as alimentando com quê?! Para mim, termos “alguma coisa”, que eu chamaria de “relação”, no lugar disso, bem, não é uma mera esperança, é mais que isso, é uma certeza, uma convicção... ficarmos e sermos felizes juntos, um dia, isso, para mim, são mais que palavras tolas e ingênuas, o seu significado é bem mais amplo do que parece! Estou convicto de que já tivemos algo, antes; de que temos algo, agora, que para mim, só foi mais intenso do que para você... sim, você entendeu, começamos sendo amigos, não foi assim?! E há tempos me veio à mente o pensamento de que, sim, posso estar certo, de que teremos algo... talvez num futuro bem remoto... quando e como, isso é uma incógnita que não estou preocupado em decifrar! Porque, essa é uma das várias conclusões interessantes a que cheguei, desde o dia da revelação, da qual já falei aqui: isso só irá se concretizar quando tivermos aprendido o que viemos aprender! Quando nos encontraremos, realmente juntos, ou seja, num nível de consciência que nos permita entender e deixar de lado as separações estapafúrdias que fazemos de “mundos”, “realidades”, etc.
Sim, eu confesso que gostaria de apressar os relógios, mas sei que não é o certo, que temos até de descobrir qual o nosso relacionamento, qual o adequado pra nós – não o que eu quero, ou o que você quer, sim o correto. Temos, cada um, o seu tempo, que corre diferente, ainda... eu ainda estou descobrindo o que foi que vim aprender. É essa minha realidade, é nisso que creio, essa minha convicção, pelo menos por agora... e essa é minha vida! Este é o meu presente! Não é algo que espero que entenda tão já. Eu já estou seguindo minha estrada, magrela, queria que você ainda quisesse e gostasse de saber dela, de vez em quando... que quisesse fazer parte da minha vida, que gostasse do meu interesse em como vai tua caminhada, de vez em quando, que gostasse de ter-me por perto, em alguns momentos... gostaria muito se você entendesse ao menos isso.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Milionésima Crônica da Paixão


Como eu disse a você, talvez já tivesse saído, mas não importa... o fato é que, um dia, isso mata a gente... estar-se apaixonado, estar-se apaixonada... enfim, sinto como se um dia pudesse morrer disso! A alegria e a agonia de sentir o seu coração pulsar mais forte por alguém... uma sensação agradável e dolorosa, ao mesmo tempo... não sei se é assim também pra você... não estou falando em relação a mim, não, meu amor, eu sei... estou falando da sensação, do sentimento em si, pelo menos é assim pra mim, em relação a você!
Já falei um milhão de vezes disso, já contei tantas vezes aqui como foi para eu me apaixonar, como foi que comecei a me encantar por você... através de fotos suas, do teu olhar para a câmera, do sorriso. Acho que foi a partir de outubro, ou novembro, bem, foi em fins de 2010 que me encantei pela primeira vez por você, isso de certeza... já faz mais de ano!
Sim, sim, eu sei... quando a gente se apaixona, idealiza, romantiza a outra pessoa... sei bem como é, você também sabe que já me apaixonei algumas vezes, nesta vida... já deve estar cansada de saber, desculpe! Bem, das outras vezes, houveram decepções, desenganos, desencantos, etc. Haviam espectativas e idealizações, que meio que atrapalharam... e sim, eu sei, a distância, a insegurança, as incertezas... normalmente acabam por arrefecer a paixão... isso, quando a gente não se desespera, não se massacra, por causa da outra pessoa... quantas e quantas vezes desejei nunca...?! A gente pensa que nossos sentimentos são um tanto errados, que a outra pessoa merece mais... sei lá, devo ser só eu, não sei nem que bobagem estou dizendo, direito!
Mas é curioso... como com você foi tudo ao inverso... não, não, até agora nada me fez sentir decepcionado, ou desencantado. É engraçado como fui me entender e entender tanta coisa, que sempre esteve debaixo do meu nariz, depois de ter conhecido você! Não é bem uma situação que me agrade, mas era meio que previsível... enfim, não é disso que estou falando, embora seja de paixões que estejamos falando, aqui! Cada faceta nova sua que eu via, cada lado seu que eu conhecia, ia me encantando cada dia mais... acho que já falei isso, antes, quanto mais te conhecia, mais apaixonado me sentia. No seu caso, a realidade sempre foi mais bela e fascinante do que a melhor idealização que pudesse fazer, que a melhor expectativa que pudesse ter de você! Não é por uma pretensa, ou imaginada perfeição que me apaixonei, desta vez, é por tudo! Por seu jeito, por suas ideias, pelo seu humor, por seus gostos e preferências, por tudo aquilo que te faz humana... pelas semelhanças e diferenças que sou tremendamente apaixonado. É por você ser quem é, por ser você mesma, que te gosto tanto. Até seu nome é um fator que me apaixona, me encanta... tudo o que faz você ser quem é, tudo o que, de alguma forma, se relaciona, ou remete a você, eu amo.
Tá, ok, eu sei disso... sei que não sou eu... dia desses pensei: gostaria de ser Johnny Depp, talvez o seu Johnny... sim, é besteira, é coisa que só vai na cabeça de um amalucado apaixonado, algo que, pelo menos, espero que te faça abrir aquele sorriso largo que adoro, que você ache engraçado... são só pequenas coisas que fico remoendo, de vez em quando, pequenas reflexões que me levam a interessantes conclusões... me apaixonei por uma pessoa cheia de qualidades e fraquezas... nem por isso, uma pessoa menos extraordinária... tenho estado, ainda, muito perdidamente apaixonado por uma pessoa muito linda, que é você. Pronto, pode ficar sem jeito!


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Prometi Não me Rebelar


É dureza esse negócio de ter que ficar policiando os próprios sentimentos, guardando para si o que se quer dizer, se privando de fazer ou escrever algo para uma pessoa, porque ela fica sem jeito, fica estranha, fica sabe-se lá mais o quê... é dureza se gostar de alguém que não lida muito bem com isso... porque ela se assusta, porque é complicado, porque não pode ser... pra você, deve ser chato, mas com certeza, deve ser simples!
É complicado pra você, também! Aí é que tá, pra você também é complicado... e você não está nem tentando complicar! Você tem que ser forte pelos dois, tem que pôr de lado suas paixões, seus desejos, seus sentimentos e emoções, tem que controlar sua preocupação, evitar demonstrações de afeto, ser solidário somente até determinado ponto. Você também tem flutuações de humor, tem carências, que de vez em quando te engolfam, como um vagalhão, há dias em que a solidão se torna insuportável e você, fragilizado, chora feito menino, quer um colo, um abraço... ou apenas que alguém passe os dedos por sua cabeça... você também está sozinho, também precisa de um pouco de atenção. Mas e daí?! O que os outros têm com isso?!
Você tem que ser forte... tem que dizer que está tudo bem. Tem que sorrir e evitar certas palavras-chave, certas frases. Você quer dizer, precisa dizer, mais do que querer, um “eu te amo”, mesmo que ela não precise de confirmação, mesmo que esteja esperando que outro o diga. Não precisava ser sempre, bastava poder dizê-lo livremente, de vez em quando!
Você quer dizer que sente saudades; que precisa dela, todos os dias; que não consegue mais imaginar sua vida sem ela; que ela foi o que de melhor lhe aconteceu, em muito tempo; que ela é muito importante pra você; que o seu riso é o mais lindo que já viu; que ela é a paz do seu coração... sim, são frases meio batidas, frases feitas, lugares-comuns, todo homem diz isso, e tal, mas não importa, você quer dizer-lhe, assim mesmo. Você sente que não são só palavras e que não podem ficar presas assim... mas acontece que é tão complicado!
É difícil, você se esforça pra não esperar nada além do que estiverem dispostos a lhe dar, você procura não esperar nem mesmo isso! Há momentos, no entanto, em que você quer algum retorno, algum feedback para aquilo que escreve, para o que diz, para os sentimentos que expressa através de algo que toma emprestado. De repente, isso faz muita falta pra você também. Mas é tão complicado... por que, mesmo?! Você repensa o que disse, você de repente descobre que, talvez, você não seja assim, atencioso demais... talvez, só talvez, o problema seja o nível certo de atenção, mas vindo da pessoa inesperada... então, pra evitar maiores complicações, você se retrai. Você se esforça pra ser solícito só quando lhe pedirem, até o ponto que lhe permitirem.
Você ainda confia, você ainda crê na possibilidade, você não duvida... mas desconfia de que esteja complicado demais... cada dia mais... porque se apenas um dos dois tivesse cogitado... o problema é que ambos cogitaram, e a única coisa que faltou para que passasse de mero ideal para o real fosse sair da cogitação para a ação, confiarem ambos e darem o salto, um em direção ao outro. Não deu, não tinha como, não há... é uma certa teimosia, mas é que é complicado...
Puxa vida, é complicado esse negócio, você prometeu que não iria se rebelar! Prometeu a si mesmo, prometeu a ela... não ia se rebelar mais! Bem, isso foi só um desabafo... foi só por hoje, que não se repita mais... o que não dava era pra guardar por mais tempo, sem o risco de ficar doente... é complicado, amigo!


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Primeiro Dia


Noite de réveillon caseira, com a família, sem sair de casa, sem sair do bairro, sem sair. Um pouco de solidão, mas nada que impedisse a alegria, o desejo e a fé em um novo ano melhor que o que passou. Não estava exatamente onde queria, não foi-se, tampouco, onde gostaria, quem sabe, ver os fogos espocando, quem sabe uns shows, uns bons drinks... de qualquer forma, não deixou-se de ter alguma diversão, mesmo aguentando mais um show da virada da Globo, na televisão. Ainda assim, as esperanças de não ver aquilo outra vez, na próxima festa da virada de ano, foram renovadas.
Pouco mais de uma hora depois, a família já havia se recolhido, cansados de festejar, daquele nosso jeito, todos já haviam se desejado feliz ano e foram ao berço, para descansar, para o amanhecer do primeiro dia do ano de 2012. Enquanto Morfeus nos levava para a terra do sono e dos sonhos, ouvia-se, ao longe, alguns fogos ainda sendo queimados, os risos e a música de outras festas, em outras casas da rua.
O primeiro amanhecer do ano chegou, com nuvens carregadas, chuvas torrenciais, raios, trovões e... frio, em pleno verão, frio! Na madrugada, as festas ainda estavam frescas na memória e o pensamento voou além da rebentação, no afã de ver e abraçar pessoas queridas que estavam longe, há kilômetros de distância, até em outro fuso horário. Os sonhos, então, foram influenciados pela virada. Dois sonhos. Dois lugares, duas festas de réveillon, duas queimas de fogos... e duas pessoas diferentes! Uma aflição, de vários dias, voltou à tona, bem forte, na primeira manhã. O desenrolar, o cenário, dos sonhos, eram parecidos, a festa, a queima de fogos, todo mundo alegre, etc. O desfecho, também, semelhante. As pessoas é que mudavam. Um estranho sentimento de culpa tomou conta... a paixão e o encantamento se engalfinhavam, dentro do peito. E no meio, alguém sentindo-se meio canalha. E assim começou 2012! 



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Chateações...

Se é chato pra mim? Sim, sinto que é um tanto chato, pra mim, esse tipo de situação... deixa eu te contar, não dormi muito bem, na última noite... não consegui me desligar... isso não é um problema teu, muito antes pelo contrário. Engraçado é que me sinto triste, mas não abatido, arrasado, cansado e todas aquelas coisas do meu velho círculo vicioso. Nem sei, acho que nem dormir, dá pra dizer que dormi. Chorei algumas vezes, mas sem amargura, sem rebeldia, sem qualquer mágoa. Tá, a situação não deixa de ser chata, mas enfim...
O ano começou com uma sensação estranha, uma sensação pela qual já passei dúzias de vezes, antes, mas com a qual não me sinto nunca confortável. Ideias difusas, pensamentos confusos, falta de concentração, emoções à flor da pele... nem um texto daqueles sem sentido consegui escrever, pra postar aqui. Já havia ficado com os olhos marejados de lágrimas umas duas ou três vezes, ao ouvir a música do vídeo anexado abaixo. Até parece que eu é que tava... ah, não, deixa pra lá, ia brincar com isso, mas não posso, desculpa, isso é ridículo demais.
Sim, notei teu estado de espírito, minha querida, é como se te conhecesse há vários anos, acho que já reconheço alguns sinais com certa facilidade... bem, se você ainda não sabe, acho até que nos conhecemos há vários anos, mesmo! Bem, mesmo assim, reconheço os sinais, percebo, ou sinto, quando algo vai bem, ou quando algo vai mal, acho eu. Não sei, também estava – ou estou – meio tenso, parece que sou capaz de sentir tua tensão, bem como de pessoas mais próximas. É leseira, ok, sei disso! Concordo, já é demais achar que nos conhecemos de outras eras, por que achar também que tenho alguma ligação especial, metafísica, com você?! Enfim... sim, achei que devia dar o tempo, o espaço necessário, que a tensão talvez estivesse muito forte, em você, que tinha de esperar para falar contigo no momento mais apropriado, que não seria o meu, mas sim o teu... certos pensamentos, certas opiniões, ainda estavam e estão em formação, então foi melhor guardá-las. Tenho pensado muito nisso, procurar separar minhas vontades, espectativas e meros preconceitos do que for realmente desconfiança motivada, preocupação e intuição. Por isso me senti errado em te dar conselhos, acho que talvez até a tua ideia inicial fosse a mais sensata e correta... erros, ou acertos, é melhor se guiar pela própria cabeça, pelo próprio coração.
Acho que havia algo na tua tensão que não podia ser debitado na conta dos hormônios em ebulição, simplesmente. Tua angustia me dói, sinto tua agonia quase como se fosse minha, me preocupa, me aflige, te ver mal... acho que você também me conhece bastante bem, que sabe como ficarei feliz só em ser útil, de alguma forma. Que serei atencioso, sempre que precisar e até onde você permitir, serei solidário, te confortarei e te farei rir – pelo menos, vou tentar – estarei disposto a fazer qualquer coisa que me seja possível, por você. Por isso, sim, por um lado, é chata essa coisa dos relatórios... quase sentir como se tivesse me preocupado à toa... mas claro, sei que não é à toa, nunca é! Acho mesmo que, de certa forma, gosto dessa preocupação, tenho me acostumado com a chateação. O que são algumas lágrimas em meus olhos e meu rosto, se você estiver sorrindo?! Chorarei quantas vezes forem necessárias pra te ver rir... nossa, que piegas! Enfim, é o que sinto. Posso ficar triste, por uns dias, isso não vai mais acabar com minha vida, com minhas ocupações comigo mesmo, é verdade, acredite. Como disse, me preocupa mais a tua dor que uma chateação passageira. Se fui mesmo útil, de alguma forma, se te alegrei e fiz esquecer os problemas e grilos, por uns minutinhos, já valeu. E se posso, mesmo, dar algum conselho, ao menos um que seja válido, te diria que não é preciso que revista-se novamente da tua armadura, ou das peças que tirou... basta se armar de um bom escudo e levantar um pouco a guarda, ter uma boa defesa.
Te amo muito, sim, nem mesmo eu sabia, até hoje, o quanto poderia te amar, por cima de quanta coisa poderia passar esse sentimento. Se minhas crenças se tornarão certezas, um dia, ou não; se devo esperar recompensas, ou se já mereço alguma reciprocidade, ou... sei lá, é o que menos importa, isso! Você é e sempre será a musa, para mim, não haverá nenhuma outra. E o meu coração, bem, ele já decidiu... aconteça o que acontecer, venha o que vier, para nossas vidas, independente do que for para ser, te amo muito, sinto que vou te amar pra sempre... se isso existe, não vou me preocupar, mas acho que ainda vou/vamos descobrir.