PESCANDO NO BODOSAL

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Irritante

Na sexta-feira passada, estava na praia, curtindo umas micro-férias. Nada de internet; paz e tranquilidade, sem twitter, Facebook, MSN, ou qualquer outra rede social. Tuitava eu, lá de vez em quando, do celular, via SMS. Sem poder ler tuítes de outras pessoas, sem saber, nem fazer nenhuma questão, do que se passava no mundo, nem na matrix, pelo menos a um raio de 200m de onde eu estava. Eram férias, interessava mais saber se faria sol e calor, se a água do mar tava muito fria, ou muito marrom chocolate, etc. Cochilava, enquanto assistia a um episódio antigo de Smallville, na TV do hotel, quando recebi uma mensagem... sem acesso a computador e a internet, a única forma de ler a tuitada de alguém é quando respondem diretamente à @ uma tuitada minha. E por essa resposta, essa tuitada, por um momento curto, porém significante, lembrei todos os motivos pelos quais a amo, ainda!
Ao menos para mim, naquele momento, ela estava sendo a pessoa que conheci, em meia dúzia de palavras, estava sendo ela mesma, sem os grilos, sem as tretas, normal. Sem entraves e sem medos toscos. E aqui cabe um parêntese: por experiência própria, em ambos os lados, só se é natural, verdadeiro, enfim, você só é você mesmo(a) quando não há tanto interesse na outra pessoa. Você não se preocupa em agradar, não tem inseguranças, não teme rejeição, por conta de algum gesto, ou palavra, ou qualquer outro fator. Você abre muito mais tua caixa preta para os amigos do que para alguém de quem se está afim. Lembrando que já estive dos dois lados, algumas vezes e que conheço muita gente com a mesma experiência, portanto, isso é fato! Não lute contra os fatos! Fecha parenteses!
Há mais ou menos uma semana tive um insight, onde enfim entendi o significado de um sonho que me perturbara profundamente, onde eu acordava com a sensação péssima de que era, ou estava me tornando, um monstro, o pior tipo que pode existir! Estava tudo ali, todos os símbolos, os papéis bem representados e não havia me dado conta, até então, que tinha a ver com a situação que vivia, em que me encontrava sentindo-me cada vez mais desconfortável, por causa dos meus sentimentos, e da rejeição a eles. Numa última conversa, suas palavras tiveram efeito que me fez sentir da mesma forma que no sonho, ou seja, como o tal do monstro... como se estivesse muito errado! A verdade é que, consciente, ou inconscientemente, ela sempre deu um jeitinho de me fazer sentir muito errado por não gostar de uma maneira mais “apropriada”... aí que está, será que estou errado?!
Minha convicção é aquela mesma que já falei, não há por que mudar, só não tenho mais vontade de adiantar os ponteiros... nada está pronto, ainda, falta maturidade! Continuo me importando, mas menos interessado que antes e me preocupando só quando há motivo... por agora, nem adianta, mesmo, ela já está bem crescidinha e vai descobrir isso. Não curti essa coisa dela querer criar nomes tenebrosos para minhas emoções. De querer arranjar razões para receios infundados! Esse tipo de atitude adolescente não me comove mais, pelo contrário, me irrita!
É muita onda, por uma curtida, ou um comentário qualquer... idealizou-se um monstro e todo gesto, toda demonstração de preocupação, é “demais”, porque – e isso parece bem óbvio – não estão vindo da parte de quem se espera! QUALQUER COISA é “demais”!! E sabe, ser curtido não deixou de ser legal só porque não era da parte de quem EU gostaria, uns tempos atrás... e não adianta eu estar claramente me distanciando, claramente me irritando, continua se retraindo! Continua agindo como se fosse ainda centro das atenções! Parece achar que tudo o que curto e compartilho, nas redes sociais, é pensando nela... se retrai se posto um vídeo de música, de uma banda, ou artista, sem parar pra pensar que pode ser porque realmente gosto muito daquilo, ou que talvez seja pra uma outra pessoa...
Já estou mais afastado, estou curtindo só o que realmente acho que tem a ver, estou mais tranquilo, estou curtindo outra pessoa... mas não, parece que não posso mais nem ficar on-line, que, por conta de incômodos por ela mesma criados, não relaxa, fica tensa e não admite que eu só esteja por ali... isso me irrita! Não me preocupa mais, me irrita! Não me evite, que não estou lhe procurando! Não quer dizer que não gosto mais, continuo gostando muito dela, aquele replay me lembrou disso, ainda, lhe adoro de verdade, isso não muda... só não estou mais apaixonado... e agora, ter que pedir-lhe pra relaxar, sério, é pracabá!
Ultimamente, MUITO necessário... ¬¬'




Nenhum comentário:

Postar um comentário