Sabe,
andei pensando muito, nos últimos dias... ando pensando...
quis deixar de pensar em você, porque, bem... sim, tenho
pensado muito em você... no quanto gosto de você, no
quanto te amo, no quanto me preocupo, no quanto te quero, no quanto
preciso... ou ACHO que preciso! Quis parar de pensar! Total,
completamente, te esquecer de vez, não me importar mais!
Sabe?! Porque, sim, isso tem me feito sofrer, muito... tenho perdido
o sono, e acordado chorando, no meio da noite... me sentido inútil
e sozinho, e achando que não está nem aí se
estou mal, se preciso de um abraço, etc. Não é
só simplesmente não pensar tanto, entende...?! Porque
tenho me magoado, tenho me chateado, não sei direito nem com
quê... se você se preocupou comigo, com meu bem estar,
psíquico, emocional, fico imensamente grato... e feliz, por
ter você na minha vida... sim, pra mim você já é
“de casa”, você faz parte importante da minha vida, é
alguém em quem confiaria minha vida integral e cegamente...
pra mim, tivemos um nível de convívio que, só
não foi maior por falta de oportunidade, tinha pra mim que
éramos chegados o bastante e íntimos o suficiente para
mantermos tudo isso na vida virtual, agora que não podemos –
ou não posso?! – ter mais esse contato real, no momento
presente.
Me
magoa muito saber, no entanto, que você me teme, que tem medo
dos meus sentimentos, que os questiona, que para você sou como
um estranho, não um amigo já muito íntimo, que
achei que gostarias que eu fosse... me magoa, isso, me entristece
saber que não sou bem-vindo na tua vida, que não faço
parte, ou que não deveria ser, no teu entendimento, mais que
uma “boa lembrança de tempos remotos”. E isso também
me faz mal, porque não quero, nunca quis ser... nunca tive a
intenção de fazer qualquer mal a quem amo. Não
sei por que, tenho pensado que você não compreende isso
tão bem, quanto diz... enfim...
Estive
pensando que o meu excesso de atenção – se for isso
mesmo – seria bem-vindo, se viesse de uma outra pessoa... sim, você
sabe... eu quis ter o poder de passar todo amor que sinto, toda
preocupação, toda atenciosidade, tudo, nesse nível
mesmo, que trago dentro de mim, para ele... estive pensando que
estava fazendo muito mal a nós, que se tivesse tal capacidade,
se fosse um robô, um andróide, com um tipo de seletor,
que ligasse e desligasse as emoções, ou que mudasse o
foco desses sentimentos para outra pessoa, no momento em que eu
sentisse que precisasse... bem, logo você vai saber de algo a
respeito... sim, cheguei a gostar da idéia, de transmigrar meu
amor, minha paixão, da minha alma, da minha mente, para a do
outro, para que ele não fosse nunca mais desatento com você,
para que eu pudesse me desligar completamente de você, mesmo
desconfiando que seria muito além do que você realmente
quer... porque, enfim, parece que você não percebeu,
ainda... é doloroso você saber de certas coisas, você
ter certas intuições e, do outro lado, a outra pessoa
levanta todas as armas na tua direção, enquanto
acredita e se expõe pra outro, baixando totalmente sua guarda
e fechando todos os canais de comunicação... sim, é
bobagem, pode até ser, mas eu pensei assim, perdoe-me... ou
não!
Você
não percebeu, minha dor estava aumentando a cada dia, não
por minha revolta, muito menos por estar acrescentando algo a minhas
esperanças... na verdade, há tempos eu não as
alimento, elas estão morrendo à míngua, eu sofro
em ter de fazer isso, em vê-las fenecerem sem poder fazer nada
a respeito, sem que você lhes dê sequer uma gota d'água,
por assim dizer. Eu sei, sim, que tenho de me acostumar com a ideia,
teu medo só torna isso menos suportável, ajuda bem
menos do que você possa imaginar, e não vejo nas tuas
esperanças mais fundamento do que nas minhas, está as
alimentando com quê?! Para mim, termos “alguma coisa”, que
eu chamaria de “relação”, no lugar disso, bem, não
é uma mera esperança, é mais que isso, é
uma certeza, uma convicção... ficarmos e sermos felizes
juntos, um dia, isso, para mim, são mais que palavras tolas e
ingênuas, o seu significado é bem mais amplo do que
parece! Estou convicto de que já tivemos algo, antes; de que
temos algo, agora, que para mim, só foi mais intenso do que
para você... sim, você entendeu, começamos sendo
amigos, não foi assim?! E há tempos me veio à
mente o pensamento de que, sim, posso estar certo, de que teremos
algo... talvez num futuro bem remoto... quando e como, isso é
uma incógnita que não estou preocupado em decifrar!
Porque, essa é uma das várias conclusões
interessantes a que cheguei, desde o dia da revelação,
da qual já falei aqui: isso só irá se
concretizar quando tivermos aprendido o que viemos aprender! Quando
nos encontraremos, realmente juntos, ou seja, num nível de
consciência que nos permita entender e deixar de lado as
separações estapafúrdias que fazemos de
“mundos”, “realidades”, etc.
Sim,
eu confesso que gostaria de apressar os relógios, mas sei que
não é o certo, que temos até de descobrir qual o
nosso relacionamento, qual o adequado pra nós – não o
que eu quero, ou o que você quer, sim o correto. Temos, cada
um, o seu tempo, que corre diferente, ainda... eu ainda estou
descobrindo o que foi que vim aprender. É essa minha
realidade, é nisso que creio, essa minha convicção,
pelo menos por agora... e essa é minha vida! Este é o
meu presente! Não é algo que espero que entenda tão
já. Eu já estou seguindo minha estrada, magrela, queria
que você ainda quisesse e gostasse de saber dela, de vez em
quando... que quisesse fazer parte da minha vida, que gostasse do meu
interesse em como vai tua caminhada, de vez em quando, que gostasse
de ter-me por perto, em alguns momentos... gostaria muito se você
entendesse ao menos isso.


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