PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

FELIZ NOVO MUNDO

O mundo já acabou. Hoje é recém o sétimo dia após o fim do mundo velho. E as pessoas?! Agem como se estivessem ainda no velho mundo, reclamam das mesmas coisas, continuam cometendo os mesmos erros, esperando os problemas resolverem-se sozinhos, as soluções surgirem em um passe de mágica. Continuam reclamando, ou acreditando em todas ações de governo, em todos os âmbitos. Pior: continuam reclamando dos políticos nas redes sociais, mas não fazem a menor questão de ir às ruas para protestar contra os descalabros e pedir mudanças, continuam votando de forma “útil”, exatamente como lhes foi ensinado pelos próprios políticos!
O mundo acabou faz sete dias; a passagem do ônibus aumentou duas vezes no mesmo ano, os vereadores se deram aumento bem acima da inflação e do próprio aumento do salário mínimo e as pessoas não reclamaram abertamente, aceitaram caladas, como se não pudessem fazer nada a respeito. Exatamente como no mundo velho! Pessoas continuam se dividindo e brigando por sistemas políticos banalizados e falidos, que só ajudaram a destruir o velho mundo, continuam se dicotomizando, se dizendo de “esquerda”, ou de “direita”, como se ainda tivesse algum sentido nessa dicotomia. Continua a intolerância por conta da religião, ou por falta de uma; por causa da cor da pele, da etnia, da nacionalidade, das escolhas sexuais e/ou afetivas.
O mundo velho acabou! Aceite isso! Mude sua cabeça! É um mundo novo que começa agora, recém nasceu e já exige idéias novas, pensamentos reciclados, novas visões políticas, espirituais, etc! Comece a agitar-se, a trabalhar, junte sua turma, pense, converse, discuta! O que você quer mudar, como quer construir o novo mundo que só está começando? O que pertence ao velho mundo, deixe para trás, que se queime nas cinzas do velho! O que puder reciclar, revisar e retomar, traga para o novo, adapte e reconstrua, do jeito que deveria ser! Mas o melhor é a quebra de paradigmas, o fim de pragmatismos, as idéias e ideais novos.
Adeus mundo velho! Deixe-o para trás, sem remorso, sem peso, sem tristeza, sem saudade, sem nostalgia... ele acabou-se! Feliz Novo Mundo! Que venham as realizações e os novos desafios! Chegou a hora de deixar os pequenos vícios que chamamos “tradições” para lá e recomeçar, construindo novos hábitos, novas tradições para o Novo Mundo que está chegando! Bem-vindo, 2013!

O Mais Lindo Arco-Íris

Cara, sou completamente apaixonado por essa garota! Cara, como eu adoro ela! Sou perdido por essa menina, é muito amor, viu! É muito ponto de exclamação, também! São muitas constatações de uma só vez, com um sorriso de orelha a orelha! Foi na tarde de um belo dia em que nada parecia dar certo, o marasmo e a melancolia tomavam conta do meu ser, em que o mundo estava próximo de se acabar, e todo contra mim, nessa tarde é que, enfim, me convenci, que me dei conta de como sou apaixonado por ela!
Estava desenxavido, chateado, bolado com algumas pessoas, até irritadiço. Bastou ela aparecer, só uma curtida sua e todos os problemas sumiram de vista, toda chateação foi esquecida, as nuvens escuras e carregadas de melancolia, tristeza e raiva desvaneceram, sopradas para longe de mim, a tarde quente e seca repentinamente ficou muito mais bonita e colorida ante a mera insinuação de seu sorriso! Percebi, então, que gosto mesmo muito dela, que apenas visualizar o seu sorriso já me aquece o coração, já me tira qualquer cansaço. Percebi que não queria mais que o mundo se acabasse... por causa dela, ela não mereceria um fim do mundo apocalíptico, do tipo que todo mundo falava, justo agora!
Como diz Lulu, ela me faz tão bem... desde a primeira vez e demorei tanto para ver... desde o dia que a segui, o menor gesto seu já me faz sorrir... nem precisa muito, o seu sorriso já me faz sorrir feito bobo! Desde o início, desde sempre! Depois da chuva sempre vem o arco-íris. Ela é como um arco-íris, pra mim! Ela me colore, quando estou cinzento, me ameniza, quando estou me sentindo pesado de tristezas e frustrações.
Gostaria de, só por um dia, ser Lucky Prichard, para amenizá-la, para fazê-la feliz! Gosto quando faço suas pequenas vontades. Gosto quando encontro um som que lhe ilumine um pouco a manhã atarefada. Gostaria de fazer por ela o que ela me faz sentir, e que acho, ela nem desconfia... cara! Sou muito apaixonado por essa mulher! Essa menina é o mais lindo arco-íris que já vi na vida! Gosto muito dela, viu!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Um Não Sei Quê...

Cara, sou completamente apaixonado por essa garota! Posso estar exacerbado de preocupações; posso estar triste, deprimido, ou frustrado; posso estar com um mau humor do cão, sem vontade nenhuma e não rindo para nada, até mesmo soltando as patas em meio mundo! Basta ela aparecer e esqueço todos os problemas.
Ela tem algo que me balança, que me agita dentro do peito, que com o mínimo esforço me faz sorrir! Ela tem alguma coisa que me irrita, um não sei quê que me enfeitiça! Algo no seu jeito que me fascina, ela tem alguma coisa que não consigo decifrar, não consigo compreender... tem algo nela sem o qual já não consigo mais ficar.
Ela tem um não sei quê que me dá vontade de ter não sei o quê com ela! Ela tem alguma coisa, no seu sorriso, no seu olhar, no seu jeito de falar, que me faz sentir vivo! Não sei o que ela tem que me fascina e atrai tanto. Há algo nela que me faz querer fazer algo por ela só o tempo todo. Algo que lhe agrada procuro conhecer, pra ver se me agrada também. A música que ela adora, dou uma escutada e também começo a gostar! Os filmes que lhe agradam, eu vejo com outros olhos, pra ver se não cometi alguma injustiça na primeira vista.
Nela há algo que em mim parece reverberar, um não sei quê que, de alguma forma, toca fundo em mim. É um não sei quê que me transborda de uma maneira que não sei explicar! Cara, ela tem algo que me desorienta e me faz sentir bem assim! Ela tem um não sei quê que só eu sei como me faz bem. Cara, sou perdidamente apaixonado por essa mulher! Essa garota tem um não sei quê que nem sei direito o que é, mas que me faz tanto bem que, parafraseando Lulu, também quero fazer isso por ela... e muito!

Something in the way she moves
Attracts me like no other lover
Something in the way she woos me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

Somewhere in her smile she knows
That I don't need no other lover
Something in her style that shows me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

You're asking me will my love grow
I don't know, I don't know!
You stick around now it may show
I don't know, I don't know!

Something in the way she knows
And all I have to do is think of her
Something in the things she shows me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

                                                      ( Something – The Beatles)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Mundo Vai Se Acabar...

Falta pouco, agora... é questão de tempo, é questão de horas, agora, para a Profecia Maia, seja ela qual for, começar a se cumprir. É o fim dos tempos, o fim dos dias, o fim de todas as coisas, o fim do mundo. Estou chateado. É que a gente se apega a cada coisa... se apega a umas pessoas que nem sei! Olha, já nem queria mais que terminasse... podia ter ficado um tempinho a mais. Talvez não tivesse perdido tempo com uns equívocos, se eu soubesse antes... é triste, mas não tem mais jeito. O mundo vai acabar!
Sim, o mundo vai acabar e eu nem encontrei latinhas de refrigerantes com nossos nomes. Pelo menos nas latinhas poderíamos nos reunir! Só que não rolou... o mundo vai se acabar e nem assim vou estar perto de você. O mundo vai se acabar e não vou mais poder te dedicar músicas no teu mural, como quase toda manhã. Sinto até falta, me sinto em débito com você, quem sabe temo até ser esquecido, quando falho um dia.
O mundo vai se acabar e não vou poder te convidar para o próximo Lollapalooza Brasil... nem se tiver grana pra isso! Mesmo que tivesse condições financeiras, o mundo vai se acabar e não poderia ir, nem sozinho, nem dando uma passadinha aí, pra ver se você gostaria de ir comigo.
O mundo vai se acabar e ainda não criei coragem pra te cutucar no Face! Tão difícil conciliar desejo e vontade, mesmo que para uma ousadia tão virtual!
O mundo vai acabar e tudo o que já imaginei contigo vai ficar só no campo das ideias, só na lembrança, lá, onde quer que eu vá... não sei se lá nos reencontraremos, e se for possível, nem quanto tempo irá demorar. O mundo vai acabar e jamais teremos tomado um chimarrão da Chimarruts, por exemplo!
O mundo vai acabar, sim, e estou muito chateado, porque até hoje não achei o momento adequado, nem as palavras, nem a maneira certa de te dizer “Ana, sou completamente apaixonado por você”. Na minha cabeça eu já te disse isso quase um milhão de vezes...
Não, ok, eu sei, tem mais jeito não, agora é meio tarde pra isso... o mundo vai se acabar e esperei demais. Agora o jeito é aceitar, me resignar. E pelo menos levar comigo a satisfação de um dia ter te visto, em ao menos um pouquinho ter conhecido você.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Paralelas (Parte #2)

Lembro da primeira vez que fui a Iranduba. Ainda não tinha a Ponte do Bilhão, se chegava de balsa, pelo porto do Cacau Pirera. Não sou motorista, sou pedestre, por isso gostava mais da viagem de balsa. Enfim... não fiquei no Cacau, fui até o Centro de Iranduba, num ônibus que me lembrou os “bons e velhos” coletivos da Real Rodovias – mais velhos do que bom, tanto num caso quanto no outro. Lá chegando... como explicar de uma forma que vocês possam entender...? Bem, a sensação não foi de estranhamento, mas sim de familiaridade. Não, não dejá vù, como se já tivesse estado ali. De familiaridade, mesmo! “Oh, mas você não é nortista, deve ter estranhado muito, você vem de um lugar muito diferente...” ouvi um radialista e ex-senador cara de pau dizendo mais ou menos isso, outro dia, se referindo ao caso de uma mulher que veio do Mato Grosso, em busca de tratamento pro filho e tal. Mas não vamos falar dele, não por agora! E não, as diferenças não conseguem ser tão gritantes fora dos bancos de escola e da telinha do plim-plim!
Quando cheguei no centro de Iranduba, percebi bem uma ideia pré-concebida desmoronando diante dos meus olhos. Ali, no centro da cidade, me vi como se estivesse no centro de Sapucaia, ou de Esteio! Ok, talvez há uns 15, ou 20 anos, mas ainda assim, me senti de volta a Sapucaia, tendo apenas atravessado uma ponte! Tão próximo da capital do Estado – 25 km separam Iranduba de Manaus, mais ou menos a mesma distância entre Sapucaia e Porto Alegre – e com um certo ar mais bucólico, interiorano... isso, as duas cidades têm, muito!
Parece que os brasileiros sentimos um certo fascínio por nos considerarmos num mundo à parte, num mundo ocupado somente pelo Brasil, que parecemos não gostar muito da ideia dele como um só país. Os sulistas e nortistas fomos ensinados a ver-nos tão diferentes quanto os ingleses e os franceses. As grandes redes midiáticas de Rio e São Paulo colaboram bastante para nos vermos assim, fortalecem os estereótipos e escondem os pontos em comum.
Por isso que escrevi, outro dia, um outro texto, brincando com a série Fringe! Parece que vivemos em mundos distantes, quando encontramo-nos com as semelhanças, com o que achamos que temos de bom, ou de mau, refletido num paraense, num catarinense, num pernambucano, é como se tivéssemos atravessado um portal para uma outra dimensão, porque, afinal, aprendemos que o Brasil são vários países, várias nações, com culturas muito distintas, somos levados a crer que sair de Rio Branco, no Acre, rumo a Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, equivaleria a uma viagem de Portugal ao Japão, o que, talvez infelizmente pra você, não é bem verdade!
A sensação de estar atravessando por mundos paralelos tem aumentado, este ano. Lembro disso a cada dia quente que tem feito, abafado do amanhecer até o meio da madrugada! No supermercado vi costela de tambaqui, tem pra vender – ok, é do Mato Grosso e deve ser de açude, mas quem não tem cão... outro dia vi no jornal, a mesma rede de supermercados anunciar tambaqui fresco, inteiro, à venda! Imagine a felicidade, qualquer dia vai sair ruelo assado na brasa, uma caldeirada, uma costelinha grelhada! Posso fazer suco de açaí, cupuaçu, graviola e até taperebá! Qualquer mercado tem as polpas congeladas pra você comprar! No litoral encontrei uma boa tapiocaria e tomei sorvete de cupuaçu, no verão passado. Talvez o planeta esteja invertido, mas, quem sabe, eu esteja em alguma terra paralela, muito parecida com a nossa, mas onde as nossas culturas e climas, tão diferentes, sejam bem mais semelhantes!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Gripe

Calor. Sentado a uma mesa de escritório, derretendo em suor como se estivesse subindo correndo a Costa e Silva sob o sol do meio-dia. Preguiça monstruosa, cansaço, desânimo, sono que não se acaba mais, dores de cabeça, dores no corpo, tosse, garganta arranhando e olhos irritados, nariz entupido... sim, são todos sintomas de gripe. Falta de apetite não sei se é sintoma também, talvez seja, talvez seja mais pelo calor que pela doença... quem é que vai querer sentir o bucho cheio, pesado, enquanto derrete e deixa poças de suor por onde passa?!
Mas o pior dos sintomas da gripe, com toda a certeza, é o mau humor. Tudo chateia, tudo cansa, um maldito telefone tocando parece reverberar lá dentro da tua cabeça, te irritando a ponto de querer destroçar o aparelho com um machado Viking! Com o calor já tem sido difícil pensar, de vez em quando, com a gripe fica quase impraticável! Sim, ainda há algumas coisas e pessoas que te fazem sorrir. Algumas ideias perambulam, também, mas cadê coragem para escrevê-las, falar sobre, praticá-las?! E não sei de ninguém que fique feliz por ficar doente. Não faz nem sentido gostar de se entupir de remédios, antibióticos e passar o dia fungando, com náuseas e enjôos, prenhe de vírus. É dureza não poder aproveitar o arzinho do shopping. Não poder aproveitar as boas coisas do verão. Não poder ligar o ventilador direto em cima de você, assim tendo que tentar dormir à noite suando feito um condenado no corredor da morte. Se estivesse frio, não pense que a coisa estaria muito melhor! Com gripe, nenhum clima é bom! Nem um fim de semana na praia é bem aproveitado quando se está doente! Tudo fica menos suportável que de costume quando se está com gripe! Pois essa gripe tem de ir-se embora antes da sexta-feira! Quero pelo menos aproveitar o Fim do Mundo!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

OS SINAIS!! (Ou um ano muito atípico...)

É o fim dos tempos, mesmo. O fim do mundo está próximo, falta pouco, agora, vá se preparando, faça suas orações, se conecte com seu Deus interior, busque uma crença em que se agarrar, se reconcilie com sua família, com seus amigos, perdoe aquele(a) ex-namorado(a), que é pra não levar consigo nenhum ressentimento, nenhuma mágoa, para a outra vida, para o Céu, para a Eternidade, ou pra onde quer que a gente vá, após o fim de tudo (espero ir pra alguma praia do Caribe, depois que o mundo se acabar).
Porque o mundo VAI acabar, isso é praticamente certo! Não tem mais desculpa, não adianta nem chamar a NASA, pra vir dizer que nada irá acontecer. Ontem encontraram uma centúria, até então desconhecida, do profeta Nostradamus, que dá a entender que o mundo acabará depois que o hit “Gangnam Style”, do rapper(!!) coreano Psy chegar a um bilhão de visualizações. Sei de caboclo que tá abrindo o Youtube toda hora, pra ver se chega logo ao bilhão de “views”! Sim, tem gente doida pra que o mundo se acabe de uma vez, cuidado com eles!
Há quem diga que não pode estar faltando água neste verão, por conta do alto volume de chuvas do último inverno... qual, o de 2011?? Porque não me lembro, sinceramente, de um inverno tão quente e seco quanto o que tivemos, neste ano! Agosto, que costuma ser o mês mais gelado e encharcado do inverno, teve temperaturas de quase 40 graus, dignas do auge do verão! Olha, se isso não é o sinal do final dos tempos se aproximando, não sei mais o que pode ser...
Se você ainda está em dúvida quanto à proximidade do fim do mundo, o que me diz desses outros sinais?!? O Corinthians foi campeão da Libertadores! Não era justo ele, que nunca seria?? E o pior de tudo: ainda pode vir a ser também campeão do Mundial de clubes!! Um time argentino largou o jogo da final da Copa Sul-Americana pela metade! Um amistoso entre as seleções brasileira e argentina foi adiado porque... FALTOU ENERGIA na cidade onde ocorreria a partida! Toda essa onda de le-le-les, tchê-tcherere e etc, o que são?? Sinais do fim do mundo! E o maior, o mais óbvio dos sinais de que o fim está realmente próximo: JOSÉ SARNEY ESTÁ DE VOLTA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA!!! Ok, isso é porque resolveram passear todos por Paris, a presidente Dilma, o vice-presidente e o presidente da Câmara dos Deputados, mas... uma múmia viva está de volta ao governo, mesmo que por alguns dias, ou semanas, mesmo que na finaleira do ano! ISSO pode, sim, provocar o fim do mundo!! De que provas mais você precisa para crer que estamos condenados, que desta vez o mundo acaba?!
Sim, ok, o mundo pode acabar, a despeito disso tudo, como também pode não acabar, apesar de tudo isso. Sobrevivendo, ou não, a 2012, podemos ter uma certeza: de que este ano foi, pelo menos, bastante estranho! Vai demorar para termos um ano tão atípico quanto este de 2012... assim esperamos! Um ótimo Fim dos Tempos pra você, Feliz Natal e Próspero 2013!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

AH, Uma Praia!

Após o almoço, lá vem ela: a leseira, não importa onde eu esteja, na Praça São Sebastião, debaixo das árvores que ainda têm, na prainha atrás da Usina do Gasômetro, no escritório, ou no mundo da Lua, ela é Baré, com certeza, da rocha que é. Desconfio que até no dia do Fim do Mundo, após o meio-dia, ela virá! Ah, não voltei o mesmo lá do Norte, ela nunca mais me deixou, toma conta de mim dia sim, dia também... oh, leseira baré! Um sono, um cansaço, uma preguiça, até de pensar! Sabe, quando os olhos pesam, parecem ter vontade própria, insistindo em se fechar mesmo que você não queira? Pois é...
E a leseira lembra sono, que parece que ainda não recuperei, desde a noite de segunda-feira. Não conseguia dormir, tamanho o calor, o ventilador não dava conta, o suor escorria, o bafo quente sufocava até os pensamentos. Só queria dormir, um pouco que fosse, só queria que aquele ventilador fosse mais potente, ou melhor, se transformasse num aparelho split, ou qualquer coisa assim! Desejava que a chuva, que estava prevista, chegasse logo. Não me importava mais nem que fosse uma tempestade capaz de inundar e levar tudo, desde que também levasse aquele calor abafado embora. Naquela hora, encharcado umas dez vezes de suor só tinha um desejo: estar bem longe, do meu quarto abafado, do calor da noite, em um outro lugar.
Cara, como gostaria de estar numa praia, àquela hora! Podia ser o Cacau Pirêra, prainha do Gasômetro, praia da Figueira! Podia ser Capão da Canoa, Quintão, Pinhal, Cidreira... não, não precisava ser praia de cartão postal! Qualquer uma já servia! Num calor daqueles, impossível é dormir, impossível é não querer se teletransportar para uma ilha paradisíaca, para qualquer beira de rio, de lagoa, ou de mar, ouvir o som da brisa que acaricia a gente, dormir balouçando numa rede branquinha, como a areia, o pé descalço deslizando na água, quem sabe, quem sabe, um certo alguém ao lado, aproveitando contigo o teu paraíso pessoal... ah, amigo, mesmo com a chuva e o climinha mais ameno que faz hoje, queria estar lá, espairecer, descansar o cérebro, repassar o ano e projetar alguma coisa para janeiro... só aproveitar a paisagem e curtir um dia de cada vez!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Vai Que...


Falta pouco, agora... onze dias! Sim, onze dias! Só onze dias, apenas onze dias, nada mais além de onze dias! Para quê; para terminar alguma promoção; para começar as férias de verão; para partir em uma viagem há muito ansiosamente esperada; para reencontrar a família, ou a uma pessoa amiga a quem se gosta muito e há tempos não se vê; para a chegada do Natal; para entrar o 13º na sua conta; para terminar o mês e acabar o ano?! Não, não se trata de nada disso, não é nada tão simples assim.
Você sabe, todo mundo já sabe, só se fala em outra coisa, desde metade do ano passado, pelo menos. É o maior evento, um evento de proporções bíblicas! E falta bem pouco, agora, mais onze dias, apenas, para a data fatídica, aquela que, segundo dizem, os maias previram para o fim de tudo, o fim dos tempos, o fim do mundo como nós o conhecemos. O fim da odisséia humana na Terra, eu serei seu Adão e você será minha pequena Eva! Ops, desculpem, eu me empolguei...
Pois, que vergonha, você aí tendo tantas certezas absolutas, tranquilão, sabendo o que realmente quer, planejando a vida como se o mundo não estivesse pra acabar, daqui há pouco mais de uma semana! Ok, não se tem certeza alguma de que o mundo posso vir a acabar. Tampouco de que não possa! Vai que acabe... e aí?! E as reformas pessoais, ficam pra quando chegar lá no outro mundo?! Tem tanta certeza de que todo mundo que realmente interessa estará no lugar pra onde você for?! Melhor fazer uma consulta a respeito, porque vai que... né!?
Se tudo irá se acabar numa sexta-feira, como, a que horas, não se sabe. Sabia de várias razões para o mundo acabar, pra humanidade e a vida se extinguirem na Terra, pra até desejar que tudo fosse destruído. Isso até há uns quatro dias atrás, quinze dias antes do dia 21 de dezembro, quando a visão do seu sorriso, a leve arritmia no peito, ao trocar algumas palavras com ela, o que desencadeou um pensamento: de que o mundo não pode acabar, não agora, ainda não, não sem revê-la, às portas de algum shopping center! Não sem dizer-lhe o quanto faz bem ver o seu sorriso, seus olhos, seu cabelo... não sem ao menos dizer o quanto as pessoas importantes o são, para mim. Não sei se terei todo tempo do mundo pra fazer tudo o que quero, o que gosto, o que posso. O mundo pode, mesmo, vir a se acabar, daqui há 11 dias! Será que irei ao mesmo lugar para onde irão todos de quem gosto, será que irei para junto de meus pais, ou das filhotas de meu coração?! Posso ter certeza?!? Acho que você não pode se dar ao luxo de alimentar certezas, quem é importante pra você, o que quer fazer agora mesmo e não faz, porque falta tempo, porque há coisas mais prementes, porque o mundo não vai acabar amanhã e por isso pode adiar certos assuntos! Vai que o mundo acabe mesmo, e aí...!?


 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Paralelas (Parte #1)

FRINGE! Pense só, na quarta temporada da série se descobre que o menino aquele lá não deixou de existir, como os observadores disseram no último episódio da terceira temporada! Ele apenas foi “transplantado” de lugar, no espaço e no tempo. E descobre, em um outro lugar, em um país exótico e bem diferente, que há mais cidades sendo afetadas por aquele problema que a gente viu lá na série, o universo querendo se escangalhar, aquela loucura toda. Agora o nome dele mudou um pouco, a sua vida deu uma reviravolta muito doida, mano. Agora ele se chama Pedro Bispo.
Só que nas primeiras temporadas, era meio que centrado nas cidades de Nova York e Boston, nos Estados Unidos. E essas duas cidades eram interligadas a versões paralelas delas. Agora, a coisa fica um pouco mais estranha! Pedro Bispo levanta-se, no primeiro episódio da quarta temporada, atrasado, suado, com o calor abafado que já faz de manhã bem cedo. “Égua!” pensa, ainda sem entender direito o que acontece a sua volta, “Que sonho doido pá porra foi esse?!” Tudo ainda está bem fresco, vívido, na sua memória.
Levanta-se meio grogue, vai até o banheiro, toma uma ducha fria, para acordar-se melhor, veste-se, toma um café de “tresontonti”, apressado e sai da casinha simples de madeira, onde mora, sobe quase correndo a ladeira, vai até a parada de ônibus. Dali há cinco minutos entra na lotação e ruma para o Centro da cidade. Lá chegando, ele se depara com algo incrível, inusitado, algo inesperado: o rio Negro e a Ponte do Bilhão, por onde passava o metrô de superfície, que pegava todos os dias para o trabalho, no Centro de Manaus, não estavam mais lá! Até o nome da estação de trem havia mudado: não era mais Iranduba! Era um outro nome, um que ele jamais havia ouvido falar em toda sua vida: SAPUCAIA!! Estação Sapucaia! Onde diabos era aquilo?! “Eta, caroço!!”, pensou Pedro, embasbacado. “O 'quéqui' tá acontecendo aqui?! E onde é aqui?? Onde é que eu tô?! Não é possível, será que... ENTÃO TUDO AQUILO NÃO FOI SÓ UM SONHO???”

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Coxinhas, Tretas e O Fim do Mundo

Não é o politicamente correto que está dominando este mundo. Não, é o pensamento coxinha. É a #£rra do pensamento coxinha! Todo mundo agora resolveu querer ser playboy. Ou defender o teu “sagrado” direito de ser playboy! O que dá na mesma, isso significa que o mundo vai mesmo acabar. Por causa da ***** desse pensamento coxinha dominante. E o Zé Povinho – personagem de algumas charges do cartunista Iotti, que com certeza é totalmente apartado da nossa realidade, não tem nada a ver comigo ou contigo, não é mesmo – não reage!
Tu estás bem no meio da Faixa de Gaza, vendo dois patrícios brigando, o “ortodoxo chato e irracional” contra o “progressista social-democrata”. E, em vez de deixá-los resolver suas picuinhas, ou de ao menos se contentar em apenas ficar assistindo, tu resolves participar, reagir àquilo, tomar partido! E indiretamente, tu acabas dando razão ao tal “ortodoxo”, quando vem tomar as dores do outro e defendes o “sagrado” direito dele fazer merda e agir inconsequente. Afinal, “ninguém mais pode errar, que chato!” Mais uma vez, é o ******* do pensamento coxinha se manifestando!
De que adiantam todas as campanhas de conscientização sobre os malefícios do álcool, sobretudo no trânsito? De que adianta, me diz, de que adianta tentar coibir o uso do álcool por motoristas, de que adianta tudo isso, se tu ainda vai te condoer pelo “pobre” menino rico? “Poxa vida, mas não se pode mais errar nessa vida...” NÃO, SEU COXINHA DO *******!! Se TU não podes errar, não podes pôr a tua vida e a de outrem em risco, o playboyzinho, só porque é famoso, pode!? NÃO!! ELE TAMBÉM NÃO!!
Ah, porque tu me ofendestes, me chamou de bosta, vou te meter um processo, puxa vida...” SIM, SEU BOSTA, ISSO MESMO!! Tu só fez uma merdinha inocente, só bebeu um ou dois cálices de vinho a mais, depois saiu pra dirigir a tua possante caminhonete de trocentos e tantos cavalos e o errado passa a ser quem, mesmo que grosseiramente, tentou te alertar pra merda que tu fez. Só porque te deu um xingão de guri em porta de escola! Tu é um bosta, mesmo!
E tu, meu caro amigo, ainda me passas a tarde floodando a linha do tempo das redes sociais tentando provar por A+B que errado é quem procura andar conforme as regras, quem acha que as leis deveriam valer pra todos! Vem tu engrossar a claque dos que batem palmas e veneram essas “celebridades”, os “intocáveis”, a quem é permitido tudo e a quem ninguém tem o direito de repreender. E agora, esses intocáveis têm todo o direito do mundo de agir de maneira infantil e inconsequente, sem ninguém lhes importunar, sob o risco de o mundo ficar “politicamente correto” demais! O assunto que poderia – na verdade, penso que DEVERIA, mas, pra não ser “politicamente incorreto”, direi que a gente até poderia – ser debatido mesmo, sobre os riscos da mistura de álcool e direção, ficou de lado, relegado a um enésimo plano, porque o relevante mesmo é discutir quem tem razão entre os dois moleques se estapeando no pátio do Colégio Israelita. O intolerável mesmo passou a ser qualquer trouxinha com um pouco mais de grana que tu, ou eu, ser chamado de bosta porque fez alguma merda. ESSE é o tal pensamento coxinha, cara. E tu ainda vens e procura me reforçar essa ideia! Cara, o mundo vai acabar, cara. E vai ser por tua culpa!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Amanhecer Mais Colorido

O fim de semana começou tão azul, so blue, so sad... puxa vida, mesmo com todo aquele sol, na última sexta-feira do mês de novembro, as ruas andavam tão sombrias, soturnas! Pra onde quer que a gente olhasse, havia alguma pessoa so blue. É, por aqui parecia que o fim de semana seria mesmo muito triste! Luiz Fernando Veríssimo estava melhorando, mas ainda inspirando cuidados... parece que ainda está, mas agora não encontra-se mais no CTI! Uma boa notícia, a quem interessar possa, já em uma segunda-feira. Que, aliás, começou mais iluminada que de costume, muito ensolarada e quente. E sem nem mesmo sombras daquelas cores mais tristonhas, depressivas e taciturnas! Nem parece com segunda-feira, quase!
Parte dos resultados previstos, os acertei. Lamento apenas que os da loteria, que eram bem mais interessantes, não consegui acertar... enfim, pra quem não sabe, ontem foi a última rodada do campeonato brasileiro 2012. Agora volta o Esquenta na sua emissora favorita, amigo, alegria, alegria! Sim, verdade, nem tudo são flores. Ontem houve transmissão ao vivo de alguns clássicos, como no caso do gre-Nal. O último do viadeiro da Azenha. Aquele em que a torcida tricolina daria um fias... digo, um espetáculo maravilhoso e o time “elitizado” do bairro Azenha, em Porto Alegre, iria golear o seu maior rival, o gigante do bairro Praia de Belas, Internacional! Como sempre, eles esqueceram de combinar com os colorados! E isso que eles tiveram uma força toda especial do seu 12º jogador, que entrou em campo, fazendo um verdadeiro estrago no jogo, teve nome e sobrenome. “Rá!! Era o torcedor!!” Não, não... era o juiz, mesmo, Heber Roberto Lopes!
E a você que não esteve no estádio, não assistiu ao jogo nem pelo rádio, nem mesmo pelo pay-per-view e, portanto, não está entendendo que negócio é esse de possível interdição de estádio do grêmio, mal começando a se preparar para inaugurar a tal arena, de expulsão do técnico tricolino, etc?! O que foi que aconteceu?! E a história essa do rojão, que deixou surdo o preparador físico do Inter, e o quebra-quebra provocado por Saimon, jogador gremista, que achou de atacar o técnico interino (INTERINO, veja bem!!) colorado, já depois dos 45 minutos do 2º tempo, quando o juiz já tinha dado cinco minutos de acréscimo?! É, ninguém falou a respeito disso, não até hoje, ontem parecia estar proibido, nos programas esportivos locais, citar esses “pequenos percalços” do jogo. Todas as presepadas provocadas pelo time so blue antes, durante e depois do jogo foram temporariamente esquecidas e, quando alguém insistia em falar de algum problema, debitava na conta do técnico interino, ou então, do árbitro, seo Heber. Hoje é que lembraram de falar dos “torcedores” vândalos, que depredaram o estádio e atiraram rojões em direção de torcedores e comissão técnica do Internacional, até porque programas de repercussão nacional, como o Fantástico, mostraram as imagens. Aí, não tinha como negar, dizer que tudo havia sido perfeito, que o tricolino é um torcedor cordial e civilizado, etc. Nem que o técnico tricolino não é destemperado – para dizer o mínimo. Quanto ao árbitro, todos seus erros foram editados e seu único acerto – apitar o fim do jogo depois de quase seis minutos de violências e provocações dos jogadores e comissão técnica gremistas contra os colorados – foi interpretado, sabe lá Deus como, sendo o único erro. É normal por aqui, não se preocupe, não se apavore, não sinta-se culpado(a), a crônica jornalística esportiva do sul do Brasil tem apenas um lado e distorce, ou omite os fatos, conforme as suas “necessidades”. De qualquer forma: o campeonato já acabou, a festa que eles quiseram fazer na despedida do “olímpico” foi estragada, por eles mesmo e pelo Clube Atlético, em Belo Horizonte.
Pois então, a noite não teve mais rojão nenhum espocando no ouvido de ninguém e o amanhecer foi mais colorido. O novembro terminou mais sombrio e melancólico, mas parece que, até o fim do mundo, o dezembro será quente, alegre e florido. É o que parece!