PESCANDO NO BODOSAL

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

AH, Uma Praia!

Após o almoço, lá vem ela: a leseira, não importa onde eu esteja, na Praça São Sebastião, debaixo das árvores que ainda têm, na prainha atrás da Usina do Gasômetro, no escritório, ou no mundo da Lua, ela é Baré, com certeza, da rocha que é. Desconfio que até no dia do Fim do Mundo, após o meio-dia, ela virá! Ah, não voltei o mesmo lá do Norte, ela nunca mais me deixou, toma conta de mim dia sim, dia também... oh, leseira baré! Um sono, um cansaço, uma preguiça, até de pensar! Sabe, quando os olhos pesam, parecem ter vontade própria, insistindo em se fechar mesmo que você não queira? Pois é...
E a leseira lembra sono, que parece que ainda não recuperei, desde a noite de segunda-feira. Não conseguia dormir, tamanho o calor, o ventilador não dava conta, o suor escorria, o bafo quente sufocava até os pensamentos. Só queria dormir, um pouco que fosse, só queria que aquele ventilador fosse mais potente, ou melhor, se transformasse num aparelho split, ou qualquer coisa assim! Desejava que a chuva, que estava prevista, chegasse logo. Não me importava mais nem que fosse uma tempestade capaz de inundar e levar tudo, desde que também levasse aquele calor abafado embora. Naquela hora, encharcado umas dez vezes de suor só tinha um desejo: estar bem longe, do meu quarto abafado, do calor da noite, em um outro lugar.
Cara, como gostaria de estar numa praia, àquela hora! Podia ser o Cacau Pirêra, prainha do Gasômetro, praia da Figueira! Podia ser Capão da Canoa, Quintão, Pinhal, Cidreira... não, não precisava ser praia de cartão postal! Qualquer uma já servia! Num calor daqueles, impossível é dormir, impossível é não querer se teletransportar para uma ilha paradisíaca, para qualquer beira de rio, de lagoa, ou de mar, ouvir o som da brisa que acaricia a gente, dormir balouçando numa rede branquinha, como a areia, o pé descalço deslizando na água, quem sabe, quem sabe, um certo alguém ao lado, aproveitando contigo o teu paraíso pessoal... ah, amigo, mesmo com a chuva e o climinha mais ameno que faz hoje, queria estar lá, espairecer, descansar o cérebro, repassar o ano e projetar alguma coisa para janeiro... só aproveitar a paisagem e curtir um dia de cada vez!

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