Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Weezer - Buddy Holly
We don't care about that!
Mais
uma música que me faz romantizar, sonhar, viajar nas idéias
e num ideal de vida... bem, não sou um megafera em inglês,
não sei falar, nem entender com total fluência, e
tals... esse é meu irmão mais velho que é! Eu
apenas sei o básico e tenho um nível de compreensão
aceitável, principalmente pra compreender as músicas de
que gosto. Não é exatamente a música, neste
caso, que me faz romantizar, sabe, se trata mais propriamente de uma
parte de estrofe da canção:
“Woo-hoo,
but you know, I'm yours/ Woo-hoo, and I know you're mine/ Woo-hoo,
and that's for all time!”
E
toda vez que escuto essa música, eu penso nela... mesmo que já
estivesse pensando antes, nesse momento o pensamento praticamente vai
até ela, sinto-me noutra época e ao lado dela! Vou
tentar ser mais direto, quem sabe se ela não está,
agora mesmo, lendo-me, lendo meu texto...? Ah, eu gostaria... toda
vez que escuto essa exata estrofe dessa deliciosa cançãozinha
nostálgica da banda Weezer, chamada “Buddy Holly”, que era
um dos precursores do rock n' roll, lá nos anos 50 do século
passado, eu penso em você, imagino cantar baixinho no pé
do seu ouvidinho, só pra você: que você sabe que
sou só seu, e eu sei que você é minha menininha,
e que isso é tudo que nos importa, no momento!
Bobo,
piegas, cafona... sim, sim, eu sei que é exatamente assim que
lhe soam tais palavras, é como me soam também... mas eu
gostaria, e além disso, o que fazer?! Tudo com o que sonho da
vida é ter alguém, e a ela também me dar, mesmo
que por um único momento, que valeria por uma eternidade, ou
por uma vida... seria como uma vida em um dia, com você. Ou uma
vida que pareceria apenas um dia, talvez! Sem se importar com o que
os outros pensam, como diz a canção! É!!
O
que considero ideal, muita gente, muitos homens, e também
mulheres, podem considerar apenas simplório, romântico,
sonhador, apartado do mundo real. Mas é o meu ideal, apenas
sermos você e eu, te aconchegar no meio do meu abraço e
o seu calor aquecendo meu coração. E bem... isso é
tudo o que importa, por agora!
Amor, Romantismo, Definições e Uma boa música...
Hoje
pela manhã acordei no auge de minha loucura. Novamente, depois
de um longo tempo sem fazê-lo, viajei ao velho lugar
imaginário, onde consigo encontrar a minha pequena, de doce e
largo sorriso que tanto amo admirar. Só nesse lugar mesmo,
para conseguir estar com ela, juntos, nós dois, em detrimento
da distância que nos separa, e do fato de, fora da grande teia
da internet, sermos, um para o outro, perfeitos estranhos... pensei
nela aninhada entre meus braços, seus cabelos longos e
sedosos, roçando meu rosto, sua cabeça descansando em
meu ombro, sua respiração soprando suavemente em meu
peito... enfim, cê sabe, todas aquelas imagens românticas
que já estão, de alguma forma, projetadas em nossas
mentes, no nosso subconsciente.
Só
Deus sabe o quanto sinto a falta de ter alguém, um amorzinho,
aconchegado no meio do meu abraço. Só Deus sabe como
gostaria de ter minha musa internética, assim, aconchegada!
Forever alone... mas paciência! Quem sabe, algum dia, o meu
velho lugar e a companhia não sejam mais construídos e
projetados no imaginário, sejam mesmo reais...
Aí
que é engraçado como há momentos em que alguma
coisa na tv, no rádio, no mp3, no celular de alguém,
etc, alguma música, AQUELA música, a música
certa, no momento certo, potencializa na gente certos estados de
espírito... pois hoje, na hora em que me levanto para
arrumar-me e vir ao escritório, me deparo com um clipe, apenas
um clipe, muito antigo, do ex-beatle John Lennon. Uma música
linda, imagens também lindas, bem feitas, mas que tocaram o
coração, que até fizeram meus olhos ficarem
ligeiramente úmidos... letra simples e rima fácil, veja
só:
“Love
is real, real is love/ Love is feeling, feeling love/ Love is wanting
to be loved/ Love is touch, touch is love/ Love is reaching, reaching
love/ Love is asking to be loved/ Love is you, you and me/ Love is
knowing we can be/ Love is free, free is love/ Love is living, living
love/ Love is needing to be loved”
Define
bem o amor. Quer dizer, define bem, também, o amor! O que
atrapalha não são as palavras, é essa tal de
definição. Meia dúzia de frases, ou palavras, se
não forem bem usadas, não definem muita coisa sobre as
coisas mais mundanas, o que dizer, então, de algo, de um
sentimento tão profundo e tão amplo como é o
amor! Falando em definições, semana passada, li um
texto primoroso, em um blog, sobre o tempo do amor, o tempo do amar,
etc. E achei de deixar minha contribuição, decidi
deixar um comentário, dando a minha humilde opinião a
respeito! Ao ver a resposta automática para o recebimento do
meu comentário, tive um pequeno estalo e achei eu também
uma definição, que não é grande coisa,
mas enfim, foi algo que me ocorreu: O amor é um comentário
a um texto em um blog... às vezes, está só
esperando moderação!” Enfim, é só mais
uma definição... que também ajuda a entender
esse sublime sentimento... quer dizer, pelo menos me ajudou a
entender um pouco melhor! Na verdade, é mais como uma
metáfora... do sentir amor, do sentir-se amar, algo, alguém,
principalmente alguém, e ter-se, ou não, a
correspondência desse sentimento devotado.
Enfim!
As definições são estanques, mas não os
sentimentos. O amor não é estanque! E me dou ao direito
de, de vez em quando, ficar sentimental, notar-me mais sentimental do
que o normal. E a música de John Lennon, bem como a minha doce
musa de lindo sorriso, me ajudou, hoje, a potencializar o
sentimentalismo e as sensações benéficas do meu
romantismo – mesmo platônico – e deixar de lado o velho
mau-humor de segundas-feiras. Só pensei que devia lhes
agradecer, onde o nobre cantor e minha doce paixão da rede
estiverem!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Viagens
Eu
viajo. Gosto de viajar e viajo menos do que gostaria. Penso até
que em outra encarnação talvez tenha sido cigano,
beduíno, ou de alguma outra etnia nômade! Quem sabe fui
marinheiro, no tempo das grandes navegações, ou até
mesmo um um caixeiro viajante. Acredito, sim, em reencarnação,
mas não sei de nada, são só especulações,
pra tentar explicar o fato de gostar de viajar. Falando nisso, espero
não ter perdido o foco deste texto!
É,
pode acontecer... quando se viaja muito e se gosta tanto de viajar.
Muito embora eu diga e repita: viajo menos do que gostaria. Gostaria
de ter disponibilidade financeira e física também, por
que não dizer...? Desconfio que não agüentaria uma
subida até Macchu Pichu, ou peregrinar pelo caminho de
Santiago de Compostela... mas gostaria e muito! Ainda mais se a
oportunidade surgisse.
Um
parêntese: ela é linda e tem aquelas paranóias
que mulher tem, nem sei pra quê... mas eu lhe adoro, mesmo
assim! Talvez até por isso mesmo, vai saber...
Voltando
ao assunto inicial, às vezes viajo sem sair do lugar, pensando
que seria bom viajar mundo afora, ou mesmo Brasil a dentro – sim,
isso incluindo o Uruguai, mas é coisa minha e como diz o
perfil fake de Nair Bello no twitter.com... não quero falar
sobre isso! Gostaria de amanhã mesmo sair porta afora, ir ao
aeroporto, rodoviária, porto, estação, sei lá...
e pegar um transporte qualquer, pra qualquer lugar! Sair sem rumo,
decidir o itinerário da viagem na hora! Que nem a gente vê
nos filmes.
Freqüentemente
me lembro daquele filme, Jumper, sobre o rapaz que podia se
teletransportar para qualquer lugar que quisesse, com um só
pensamento, “saltar” (to jump, em inglês) para dentro ou
para fora de algum prédio, se escapar, ou apenas fazer uma
viagem através do mundo. Não é fascinante!? Nos
X-Men – nas HQs, não fui conhecer eles nos filmes, ou
animações, como muita gente aí – o meu
personagem preferido, por um bom tempo, foi o russo de aço,
Colossus. Depois é que passei a gostar mais de outros, como
Wolverine, o Fera, Tempestade... mas acho até lógico
considerar o poder mais bacana o de Noturno, que pode se teleportar a
qualquer lugar, com o único incoveniente de deixar um rastro
de enxofre atrás de si. Ora, o teleporte seria a forma mais
fácil de se ir do ponto A para o ponto B, apenas evitando
algumas contingências e inconveniências de qualquer
viagem... sem falar que seria o jeito mais rápido e barato!
Praticamente de grátis!
Há
várias formas de se viajar, sabidamente. Eu já viajei
muito pelo Google Earth. Hoje, não tenho viajado tanto por lá.
Já viajei praticamente o mundo todo... e todas as capitais
brasileiras, mais algumas cidades famosas. Por ali, voltei diversas
vezes a Manaus, o que só me fez ter mais vontade de voltar de
verdade, não apenas virtualmente, por fotos de satélite.
Este ano, espero, é o que farei! Por ali também viajei
por Rio de Janeiro, São Paulo, Floripa, Salvador, Rio
Branco... Hong Kong, Nova York, Tókio, Londres, Paris, Roma,
Amsterdã, Budapeste, Jerusalém... por ali é que
reforcei a idéia de que certos lugares não me parecem
tão interessantes de se conhecer... Los Angeles, São
Paulo, a Índia, por exemplo. Alguns, como Nova York, deixaram
a minha lista de cidades e lugares altamente recomendáveis pra
se conhecer. Alguns outros entraram para essa mesma lista, como
Curitiba, no Paraná, Aparecida do Norte – não só
pela basílica – Macapá, no Amapá... até
o Rio me pareceu interessante... não entraria na minha lista
de altas prioridades para se conhecer, mas é interessante! Via
Google Earth vi como está, hoje, Florianópolis. A
última vez que fui lá foi no verão de 1992/1993,
ou seja, faz muito tempo mesmo que não vou lá. Gostaria
de, um dia, quem sabe... essa viagem nem é tão difícil
assim de se fazer, uma hora dessas aproveito essas promoções
que as companhias aéreas fazem o tempo todo e vou lá
passar uma semaninha, ou encaro umas 12 horas de estrada num ônibus
mesmo! Não me aperto com isso, não! Mas enfim... às
vezes acho lamentável não ter tantas condições
– materiais, principalmente – de fazer essas viagens todas que
gostaria de fazer.
Mas,
viajo muito no pensamento. Às vezes o Google Earth ajuda, pra
rever um lugar que eu conhecia, mas não lembrava exatamente.
Só que nem sempre é possível! Às vezes a
viagem é por lugares que o satélite não consegue
chegar ainda, são mais fáceis de se encontrar seguindo
o coração, pois fazem parte do mapa afetivo, das
memórias do que vivemos, dos momentos em que passamos por lá.
Ruas por onde andava, aquele churrasquinho de gato encrustado naquela
esquina, que só você se lembra que havia por lá,
os ônibus que pegava, as casas e os amigos que freqüentava...
por vezes viajo no tempo e revejo lugares que nem existem mais –
como o conhecemos, ou que foram demolidos e, portanto, não
existem mais, de fato – amigos que não encontro desde a
época do antigo 1º grau, que você talvez tenha
conhecido como colegial, ou o conheça pelo nome de agora,
ensino fundamental... também viajo por outros lugares que não
são aqui, por outros mundos! Quando imagino situações,
pequenos romances platônicos, ou não, que às
vezes não se realizam, ou se realizam só em parte.
Viajo para outras histórias, com outras pessoas que só
conheci dentro da minha própria cabeça, apenas existem
num determinado momento, são personagens de romances, de
novelas, até de filmes imaginários, que escrevo e
reescrevo nos meus pensamentos... e que ainda pretendo colocá-los
no papel, algum dia!
Talvez
eu me transporte para outros universos, reais, ou imaginários,
não sei, não tenho bem certeza... talvez até sem
perceber eu o faça, algumas vezes! Como saber se não há
alguém por aí, viajando nos próprios
pensamentos, imaginando que estou eu aqui, caneta na mão,
escrevendo neste caderno, neste exato momento? Olhaí, eu de
novo devaneando... eu falei que gosto de viajar, não falei!?
Imaginar situações, encontros, reencontros,
desencontros... momentos fortuitos, onde o que imagino, o que quero,
realmente aconteça... basta ser parecido com o que projetei,
como este texto, que não é exatamente igual ao que
projetara quando comecei a colocá-lo no papel, e que talvez
fique um pouco mais diferente, ainda assim semelhante à idéia
original, quando for postado no blog. Viajo muito na música,
ou na letra que estou escutando; viajo quando escrevo; viajo por um
Brasil diferente deste, quando penso em como gostaria que este fosse,
ou quando o imagino, parecido, mas não igual, ou totalmente
diferente, existindo em outros mundos, em universos paralelos,
talvez... será que já não fui lá? Pode
ser que não seja apenas algo criado na minha mente, da minha
imaginação? É loucura, mas às vezes,
creio que sim... creio que, por vezes, viajamos também nos
nossos sonhos. Nosso corpo repousa, enquanto isso, nossa mente,
verdadeiramente liberta, viaja por outras dimensões, outros
planos, outros níveis, outros mundos, com cidades que, neste
planeta, não encontramos nada sequer parecido! Já
aconteceu com você?! Não?? Bom, comigo aconteceu,
algumas vezes. Por vezes me lembro desses lugares, até desejo
voltar novamente... mas nunca consigo. É, como se fosse meu
“reino de Nárnia” pessoal. Mas viajo por novos lugares,
conheço novas pessoas... ou apenas imagino novas personagens,
sei lá!
É,
do ponto de vista da viagem, como estamos habituados a pensá-la,
de comprar a passagem, arrumar as malas, ajeitar tudo antes de
partir, nos despedirmos do pessoal, às vezes avisar os
parentes que estão nos esperando, ir a outros lugares,
conhecer novas pessoas, novas culturas, novas cidades, ou apenas
tirar fotos, fazer vídeos e comprar suvenires, enfim... nesse
sentido, até que viajo bem pouco, mesmo! Em compensação,
com a minha mente – como você pode perceber – eu viajo
muito, viajo longe, quase me perco por aí! E levo companhia,
se você quiser, posso te levar, nas minhas próximas
viagens mentais, ou astrais... bora lá??
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Amo Seu Sorriso
Gastei meu tempo ontem escrevendo sobre albergues, hospitais, medidas de governo – pra não dizer politicagem – babação de ovo, puxa-saquismo, idolatria, cidades antigas... e o dia acabou-se... pelo menos, meu pós-expediente tinha acabado... e não pude mais escrever. Essa mania de tentar manter alguma ordem, escrever no papel, pra depois passar pro computador. Aí não pude escrever sobre você!
Adoro você, adoro vê-la entrar, amo muito seu sorriso, mesmo sem saber se lá do outro lado, além do avatar, você sorri, se ri, se chora, se está séria... é loucura gostar de alguém a quem não vejo e com quem não falo pessoalmente, eu sei disso. Não sei se estou apaixonado, seria mais loucura ainda, mas sinto sua falta, quando não a vejo pela “janelinha” do meu monitor. Sinto como se o dia não estivesse completo.
Me aflijo quando não aparece, me preocupo quando some por um tempo, fico feliz quando você aparece e posso ver seu doce sorriso. Bem, talvez eu devesse me afastar dessa telinha, dessa máquina de fazer doido, pelo menos por um tempo... porque ela me oferece a ilusão de que a conheço, de que estamos próximos, quando sei que mal nos falamos, que encontramo-nos apartados, há kilômetros de distância.
Talvez você seja minha paixão platônica, adoro quando você fala, mesmo que seja retórica, que não espere uma resposta, e inadvertidamente acabe lhe respondendo. Gosto muito quando você também me responde... acho lindo seu olhar, gamo totalmente nos seus olhos, os mesmos olhos dia após dia, mas não me importo. Imagino que está a olhar para mim e me paro a fitar teus olhos, por longos momentos. Me emociono quando você “canta”... isso simplesmente me encanta! Amo seu sorriso, amo ver você sorrindo. Adoraria lhe fazer sorrir... me encantam seus lábios, sua boca, perfeita, seu sorriso doce. Fico ali, apenas olhando, admirando seu rosto, seu olhar, seu sorriso.
Não sei se posso dizer isso, não sei se é certo dizer... com toda certeza não é. Faz parte da minha insanidade, da minha platônica admiração, me estasiar ao vê-la e ao seu cativante, indefectível sorriso. Digo e repito que amo seu rosto, seu doce olhar, seu lindo sorriso, acho lindo vê-la sorrir, acho lindo seu sorriso. Acho linda você, talvez, se amo seu sorriso, eu ame você!
Adoro você, adoro vê-la entrar, amo muito seu sorriso, mesmo sem saber se lá do outro lado, além do avatar, você sorri, se ri, se chora, se está séria... é loucura gostar de alguém a quem não vejo e com quem não falo pessoalmente, eu sei disso. Não sei se estou apaixonado, seria mais loucura ainda, mas sinto sua falta, quando não a vejo pela “janelinha” do meu monitor. Sinto como se o dia não estivesse completo.
Me aflijo quando não aparece, me preocupo quando some por um tempo, fico feliz quando você aparece e posso ver seu doce sorriso. Bem, talvez eu devesse me afastar dessa telinha, dessa máquina de fazer doido, pelo menos por um tempo... porque ela me oferece a ilusão de que a conheço, de que estamos próximos, quando sei que mal nos falamos, que encontramo-nos apartados, há kilômetros de distância.
Talvez você seja minha paixão platônica, adoro quando você fala, mesmo que seja retórica, que não espere uma resposta, e inadvertidamente acabe lhe respondendo. Gosto muito quando você também me responde... acho lindo seu olhar, gamo totalmente nos seus olhos, os mesmos olhos dia após dia, mas não me importo. Imagino que está a olhar para mim e me paro a fitar teus olhos, por longos momentos. Me emociono quando você “canta”... isso simplesmente me encanta! Amo seu sorriso, amo ver você sorrindo. Adoraria lhe fazer sorrir... me encantam seus lábios, sua boca, perfeita, seu sorriso doce. Fico ali, apenas olhando, admirando seu rosto, seu olhar, seu sorriso.
Não sei se posso dizer isso, não sei se é certo dizer... com toda certeza não é. Faz parte da minha insanidade, da minha platônica admiração, me estasiar ao vê-la e ao seu cativante, indefectível sorriso. Digo e repito que amo seu rosto, seu doce olhar, seu lindo sorriso, acho lindo vê-la sorrir, acho lindo seu sorriso. Acho linda você, talvez, se amo seu sorriso, eu ame você!
Depois, Depois...
Chuva. Nada mais ancestral. Muita água, pouca água, não importa: choverá. Em vários períodos do ano, mais forte, mais fraco: choverá. Em São Paulo, Minas, Rio, Florianópolis. E também na Alemanha, na Nova Zelândia, no Peru. Choveu nos anos 40, chove em 2011, choverá em 2068. Passado, presente e futuro sob uma única nuvem. Só que o país do futuro não pensa no futuro. Somos totalmente refratários à prevenção.
Tudo o que nos acontece de ruim provoca uma chiadeira, vira escândalo nacional – mas depois. Ficamos estarrecidos, mas depois. O antes é um período de tempo que não existe. Investir dinheiro para evitar o que ainda não aconteceu nos soa como panaquice. Se está tudo bem até as 14h30min desta quarta-feira, por que acreditar que às 14h31min tudo pode mudar?
E então não se investe em hospitais até que alguém morra no corredor, não se policia uma rua até que duas adolescentes sejam estupradas, não se contrata salva-vidas até que meia dúzia morra afogada. Somos os reis em tapar buracos, os bambambãs em varrer para debaixo do tapete, os retardatários de todas as corridas rumo ao desenvolvimento. Não prevemos nada. Adoramos os astrólogos, mas odiamos pesquisa. Consideramos estupidez gastar dinheiro com tragédias que ainda estão em perspectiva. Só o erro consolidado retém nossa atenção.
A gente se entope de açúcar, não usa fio dental e depois vai tratar a cárie, se sentindo privilegiado por poder pagar um dentista. A gente aplaude a arrogância dos filhos e depois vai pagar a fiança na delegacia. A gente fuma três maços por dia e depois processa a indústria tabagista. A gente corre na estrada a 140km/h, ultrapassa em faixa contínua e depois suborna o guarda, na melhor das hipóteses. Ou então morre, ou mata – na pior delas. A gente vota em corrupto, depois desdenha da política em mesa de bar. A gente joga lixo no cordão da calçada, depois se surpreende em ter a rua alagada. A gente se expõe em todas as redes sociais, depois esbraveja contra os que invadiram nossa privacidade.
Precisamos de transporte público de qualidade, mas só depois de sediar a Copa do Mundo. A sociedade reclama por profissionais mais gabaritados, mas ninguém investe em professores e em universidades. E os donos de estabelecimentos comerciais só irão se dar conta de que estão perdendo dinheiro quando descobrirem os manés que contrataram para atender seus clientes. Treinamento antes, não. Se precisar mesmo, depois.
Precisamos mesmo. Só que antes.
Martha Medeiros, texto publicado originalmente no jornal Zero Hora de 24 de janeiro de 2011, título original: "Depois se vê"
Tudo o que nos acontece de ruim provoca uma chiadeira, vira escândalo nacional – mas depois. Ficamos estarrecidos, mas depois. O antes é um período de tempo que não existe. Investir dinheiro para evitar o que ainda não aconteceu nos soa como panaquice. Se está tudo bem até as 14h30min desta quarta-feira, por que acreditar que às 14h31min tudo pode mudar?
E então não se investe em hospitais até que alguém morra no corredor, não se policia uma rua até que duas adolescentes sejam estupradas, não se contrata salva-vidas até que meia dúzia morra afogada. Somos os reis em tapar buracos, os bambambãs em varrer para debaixo do tapete, os retardatários de todas as corridas rumo ao desenvolvimento. Não prevemos nada. Adoramos os astrólogos, mas odiamos pesquisa. Consideramos estupidez gastar dinheiro com tragédias que ainda estão em perspectiva. Só o erro consolidado retém nossa atenção.
A gente se entope de açúcar, não usa fio dental e depois vai tratar a cárie, se sentindo privilegiado por poder pagar um dentista. A gente aplaude a arrogância dos filhos e depois vai pagar a fiança na delegacia. A gente fuma três maços por dia e depois processa a indústria tabagista. A gente corre na estrada a 140km/h, ultrapassa em faixa contínua e depois suborna o guarda, na melhor das hipóteses. Ou então morre, ou mata – na pior delas. A gente vota em corrupto, depois desdenha da política em mesa de bar. A gente joga lixo no cordão da calçada, depois se surpreende em ter a rua alagada. A gente se expõe em todas as redes sociais, depois esbraveja contra os que invadiram nossa privacidade.
Precisamos de transporte público de qualidade, mas só depois de sediar a Copa do Mundo. A sociedade reclama por profissionais mais gabaritados, mas ninguém investe em professores e em universidades. E os donos de estabelecimentos comerciais só irão se dar conta de que estão perdendo dinheiro quando descobrirem os manés que contrataram para atender seus clientes. Treinamento antes, não. Se precisar mesmo, depois.
Precisamos mesmo. Só que antes.
Martha Medeiros, texto publicado originalmente no jornal Zero Hora de 24 de janeiro de 2011, título original: "Depois se vê"
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
São Paulo, Um Ano Mais Velha... E Eu Nem Aí!!
Hoje é aniversário da cidade de São Paulo. 450 e tantos anos. Puxa vida, é tempo... se você considerar Jerusalém, Atenas, Roma, Cairo e até mesmo Beijing... nem é tanto tempo assim! Mas e daí, né... e você com isso?! Pois é, eu me pergunto o mesmo... São Paulo completou quatrocentos e caralhada de anos, hoje, e daí?! Sei lá, cara!! O que vai mudar isso?? Pra mim, nada e pra você? Se é paulistano, a única coisa que muda é que hoje é feriado. Fique feliz por isso! Mas algo me diz que o aniversário da cidade de São Paulo continuará me afetando da mesma forma, ou seja, nenhuma. Sei lá, talvez, só talvez, não afete a mais ninguém no país, exceto, obviamente, aos paulistanos... e os não-paulistanos, apenas se estiverem morando por lá! Eu nem mesmo conheço São Paulo. E nunca fiz muita questão de conhecer. E continuo não fazendo. Puxa, como sou mau, não?! Não... só não me interessa!
É, eu sei, pude perceber até pela manifestação de alguns entusiastas da velha Sampa – não quero chamá-los baba-ovo, então deixemos assim – que não é lá muito bem visto quem não se interessa, não se comove, não faz muita força, nem muita questão de conhecer, nem gostar, dessa cidade. Gosto de outras, mais atraentes, mais interessantes, ao meu ver. Você não é obrigado a achá-las atraentes também! Então! Não sou obrigado a gostar, ou falar bem – sem nem conhecer – de São Paulo capital! Não tenho vontades estranhas de idolatrar a terra da garoa. Me causa estranheza quem faz isso. Mas não vou lhe xingar, nem ofender aos gays, lhe comparando a eles, por isso.
Em média, paulistano não fala bem da sua cidade, se você parar e prestar atenção. Nem da sua, nem da minha, nem de nenhuma outra, a não ser a sua “amada” São Paulo a qual ele não cuida nem demonstra o afeto que diz ter. O resto é periferia. Inclusive a capital do país é periferia! O Rio – sim, o Rio!! – para o paulistano é periferia. O paulistano pensa em si e em sua cidade como auto-suficientes. A terra da garoa seria uma cidade-estado dentro do território nacional, um Brasil que não precisa do resto do Brasil. Nem sei por que não mudam a constituição admitindo esse fato! Paulistanos não são cosmopolitas, como eles acham que são. Não são os nova-iorquinos tupiniquins, nem com toda boa vontade do mundo, nem com a que me resta! Várias outras cidades do país, outras regiões, outros Estados... as “províncias”, a “periferia”, enfim... inclusive a “província” de cuja qual Sampa é capital... lidam melhor com a diversidade, com as diferenças culturais, regionais, religiosas, etc. Fazer o quê... isso é fato, amigo. Não tente lutar contra os fatos!
Por isso... não me preocupo em gostar de São Paulo. Nem com quem apenas gosta de São Paulo, ou é um entusiasta, ou se acha no dever de bajular o “centro financeiro” do país, como se alguém por lá lhe tivesse oferecido o emprego dos seus sonhos. Não moraria lá. Não faço questão alguma de conhecer a cidade. Talvez fosse, algum dia, mas para conhecer alguns amigos que estão acima da média dos paulistanos – a maioria, obviamente, não nasceu lá. Enfim, há lugares no mundo que não faço questão alguma de conhecer. Sampa é, seguramente, um desses lugares. Mas enfim, São Paulo fez 457 anos hoje. Bom pra eles... ou talvez não. Você se importa? Pois eu não... pra mim, tanto faz!
É, eu sei, pude perceber até pela manifestação de alguns entusiastas da velha Sampa – não quero chamá-los baba-ovo, então deixemos assim – que não é lá muito bem visto quem não se interessa, não se comove, não faz muita força, nem muita questão de conhecer, nem gostar, dessa cidade. Gosto de outras, mais atraentes, mais interessantes, ao meu ver. Você não é obrigado a achá-las atraentes também! Então! Não sou obrigado a gostar, ou falar bem – sem nem conhecer – de São Paulo capital! Não tenho vontades estranhas de idolatrar a terra da garoa. Me causa estranheza quem faz isso. Mas não vou lhe xingar, nem ofender aos gays, lhe comparando a eles, por isso.
Em média, paulistano não fala bem da sua cidade, se você parar e prestar atenção. Nem da sua, nem da minha, nem de nenhuma outra, a não ser a sua “amada” São Paulo a qual ele não cuida nem demonstra o afeto que diz ter. O resto é periferia. Inclusive a capital do país é periferia! O Rio – sim, o Rio!! – para o paulistano é periferia. O paulistano pensa em si e em sua cidade como auto-suficientes. A terra da garoa seria uma cidade-estado dentro do território nacional, um Brasil que não precisa do resto do Brasil. Nem sei por que não mudam a constituição admitindo esse fato! Paulistanos não são cosmopolitas, como eles acham que são. Não são os nova-iorquinos tupiniquins, nem com toda boa vontade do mundo, nem com a que me resta! Várias outras cidades do país, outras regiões, outros Estados... as “províncias”, a “periferia”, enfim... inclusive a “província” de cuja qual Sampa é capital... lidam melhor com a diversidade, com as diferenças culturais, regionais, religiosas, etc. Fazer o quê... isso é fato, amigo. Não tente lutar contra os fatos!
Por isso... não me preocupo em gostar de São Paulo. Nem com quem apenas gosta de São Paulo, ou é um entusiasta, ou se acha no dever de bajular o “centro financeiro” do país, como se alguém por lá lhe tivesse oferecido o emprego dos seus sonhos. Não moraria lá. Não faço questão alguma de conhecer a cidade. Talvez fosse, algum dia, mas para conhecer alguns amigos que estão acima da média dos paulistanos – a maioria, obviamente, não nasceu lá. Enfim, há lugares no mundo que não faço questão alguma de conhecer. Sampa é, seguramente, um desses lugares. Mas enfim, São Paulo fez 457 anos hoje. Bom pra eles... ou talvez não. Você se importa? Pois eu não... pra mim, tanto faz!
Albergues, Puxa-sacos, Hospitais, Medidas - Estamos fazendo isso errado...
Hoje lembrei de alguns amigos virtuais – veja você – do site twitter. Eles costumam criticar a falta de isenção de certos comunicadores e redes da mídia local. Eles costumam dizer coisas do tipo: “Só no Amazonas”, ou “só aqui em Manaus, mesmo!”. Sinto desapontá-los: o puxa-saquismo pró-governamental não é uma coisa típica apenas de seu Estado, de sua região. Esse é um mal que aflige o país como um todo! E desde que me entendo por gente – há uns oito ou dez anos, mais ou menos – na região onde nasci é assim. E não nasci no Norte! Nem Nordeste, ou Centro-oeste! Só se o governo brasileiro nos excluiu definitivamente do mapa, do contrário, não mudamos de região, ainda. Continuamos no Sul. E no Sul é antiga essa história de um determinado grupo midiático, comunicador, jornalista, etc, ser favorável ou contrário a este ou aquele governo, governante, administrador, legislador, etc. E muito antiga!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
BBB11: Só Se Fala em Outra Coisa!!
Pronto, o ano de 2011, enfim, começou! Começa o Big Brother Brazil, aí é que começa o ano. Agora até os campeonatos estaduais vão poder começar, pois o famigerado Big Brother começou, de novo, ontem. Eu não vi, mas sei que começou, porque tava previsto pra começar ontem. Ontem, em outro canal, no mesmo horário, tinha outro programa que me pareceu mais promissor para se assistir. Uns brasileiros que moram no Japão, “levando” o telespectador por um rolé por Tóquio, pra conhecer lugares, curiosidades, costumes, etc. Azar, pra mim pareceu mais interessante! Eu gosto desses programas de viagens. Na semana passada, eram brasileiros em Jerusalém, também foi bem interessante, mais do que o filme que passou na rede glóbulo.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
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