Hoje
pela manhã acordei no auge de minha loucura. Novamente, depois
de um longo tempo sem fazê-lo, viajei ao velho lugar
imaginário, onde consigo encontrar a minha pequena, de doce e
largo sorriso que tanto amo admirar. Só nesse lugar mesmo,
para conseguir estar com ela, juntos, nós dois, em detrimento
da distância que nos separa, e do fato de, fora da grande teia
da internet, sermos, um para o outro, perfeitos estranhos... pensei
nela aninhada entre meus braços, seus cabelos longos e
sedosos, roçando meu rosto, sua cabeça descansando em
meu ombro, sua respiração soprando suavemente em meu
peito... enfim, cê sabe, todas aquelas imagens românticas
que já estão, de alguma forma, projetadas em nossas
mentes, no nosso subconsciente.
Só
Deus sabe o quanto sinto a falta de ter alguém, um amorzinho,
aconchegado no meio do meu abraço. Só Deus sabe como
gostaria de ter minha musa internética, assim, aconchegada!
Forever alone... mas paciência! Quem sabe, algum dia, o meu
velho lugar e a companhia não sejam mais construídos e
projetados no imaginário, sejam mesmo reais...
Aí
que é engraçado como há momentos em que alguma
coisa na tv, no rádio, no mp3, no celular de alguém,
etc, alguma música, AQUELA música, a música
certa, no momento certo, potencializa na gente certos estados de
espírito... pois hoje, na hora em que me levanto para
arrumar-me e vir ao escritório, me deparo com um clipe, apenas
um clipe, muito antigo, do ex-beatle John Lennon. Uma música
linda, imagens também lindas, bem feitas, mas que tocaram o
coração, que até fizeram meus olhos ficarem
ligeiramente úmidos... letra simples e rima fácil, veja
só:
“Love
is real, real is love/ Love is feeling, feeling love/ Love is wanting
to be loved/ Love is touch, touch is love/ Love is reaching, reaching
love/ Love is asking to be loved/ Love is you, you and me/ Love is
knowing we can be/ Love is free, free is love/ Love is living, living
love/ Love is needing to be loved”
Define
bem o amor. Quer dizer, define bem, também, o amor! O que
atrapalha não são as palavras, é essa tal de
definição. Meia dúzia de frases, ou palavras, se
não forem bem usadas, não definem muita coisa sobre as
coisas mais mundanas, o que dizer, então, de algo, de um
sentimento tão profundo e tão amplo como é o
amor! Falando em definições, semana passada, li um
texto primoroso, em um blog, sobre o tempo do amor, o tempo do amar,
etc. E achei de deixar minha contribuição, decidi
deixar um comentário, dando a minha humilde opinião a
respeito! Ao ver a resposta automática para o recebimento do
meu comentário, tive um pequeno estalo e achei eu também
uma definição, que não é grande coisa,
mas enfim, foi algo que me ocorreu: O amor é um comentário
a um texto em um blog... às vezes, está só
esperando moderação!” Enfim, é só mais
uma definição... que também ajuda a entender
esse sublime sentimento... quer dizer, pelo menos me ajudou a
entender um pouco melhor! Na verdade, é mais como uma
metáfora... do sentir amor, do sentir-se amar, algo, alguém,
principalmente alguém, e ter-se, ou não, a
correspondência desse sentimento devotado.
Enfim!
As definições são estanques, mas não os
sentimentos. O amor não é estanque! E me dou ao direito
de, de vez em quando, ficar sentimental, notar-me mais sentimental do
que o normal. E a música de John Lennon, bem como a minha doce
musa de lindo sorriso, me ajudou, hoje, a potencializar o
sentimentalismo e as sensações benéficas do meu
romantismo – mesmo platônico – e deixar de lado o velho
mau-humor de segundas-feiras. Só pensei que devia lhes
agradecer, onde o nobre cantor e minha doce paixão da rede
estiverem!


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