PESCANDO NO BODOSAL

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Planos e Metas

Às vésperas da virada do ano eu pretendia fazer várias coisas... muitas coisas... escrevi uma carta enviando desejos de um feliz Natal a uma família amiga, que me abrigou por um bom tempo e se tornou praticamente minha segunda família, no Norte. Só fui terminar a carta na véspera da véspera, ou seja, lá pelo dia 23 de dezembro. Então não a enviei e escrevi uma segunda carta, esta desejando um próspero Ano Novo. E por uma série de fatores, novamente acabei não enviando a tal carta. Está lá, escrita, só faltando envelopar. Mas a véspera passou, a virada de ano passou e já estamos no quarto dia do Ano Novo, 4 de janeiro de 2011.


Na verdade, segundo dia. “Útil”. Dia 1º de janeiro não foi apenas o primeiro feriado deste ano, foi também um sábado, fim de semana, portanto, um dia “de descanso”, assim como o domingo. Enfim, não consegui, até agora, enviar a tal da carta. E agora não adianta mais enviar um cartão de Boas Festas, pois as festas já passaram!

Pretendia também fazer um texto “lékau”, uma retrospectiva do ano, pelo menos até o antepenúltimo dia do ano de 2010... do que me marcou, ou me chamou a atenção, de alguma forma, do que fiz, deixei de fazer, etc. No final, iria arrematar o texto com uma bela lista de intenções para o Ano Novo que estava chegando... sabe, né!? Quais as esperanças, espectativas, idéias e projetos para este ano que está começando, quais as resoluções, as grandes mudanças, etc?! Também não fiz nada disso. Também só pretendia escrever alguma coisa nesse sentido. Acabei desistindo. Assim como desisti de enviar aquelas mensagens de Ano Novo, por e-mail, aos amigos distantes... e há vários amigos distantes! Em São Paulo, Amazonas, Sergipe, Rio de Janeiro, Uruguaiana... um dia eu escrevo alguma mensagem!

Pois esse pode ser um bom resumo do meu ano de 2010: pretendia ser bom! Tinha um monte de intenções e resoluções e metas, plano mesmo, concreto, nenhum! Como a última semana do ano, assim foi o ano todo, fui deixando pra depois, tinha muitas, realmente muitas idéias de textos, contos, poemas, mas menos da metade ganhou o papel, ou mesmo uma versão em .doc, para posteriormente, quem sabe, publicar no blog, ou no site de escritores, onde tenho uma conta... tinha idéias de cursos para se fazer, tinha metas de viajar, sobretudo para Manaus, antes do aniversário de minha “filha”, uma menina amiga minha, irmã mais nova de uma ex-namorada... não é exatamente como se fosse minha filha, mas gosto muito dela... ultimamente sou tio coruja da segunda filha de meu irmão mais novo, de um aninho de idade... se for dar alguma definição a relação que tenho com minha “filha”, é mais ou menos como se ela também fosse uma sobrinha de quem gosto muito, de quem sou bastante coruja... enfim, eu pensava em voltar a Manaus antes do aniversário dela... ou então, no período do Boi Manaus, quem sabe!

E esse foi o problema... cheguei a falar-lhe dessa minha intenção de viajar ano passado até lá, mas não passou disso, uma intenção. “Quem sabe!” e “se desse tudo certo”, ano passado teria viajado. Teria matado a saudade, dela, de minha segunda família, de vários amigos e amigas que fiz, nos quase três anos que morei lá. “Quem sabe”, conheceria os novos amigos que conheci por intermédio das redes sociais, o twitter, o Facebook... aí, tudo bem, se o “quem sabe” fosse esse! Mas não me planejei, não guardei dinheiro; via, de tempos em tempos, o valor das passagens, de diárias de hotel, ou outras formas de hospedagem, essas coisas assim... mas não planejei nada! Apenas esperei que o “se” e o “quem sabe” me levassem até lá. Até o momento em que ela, minha ex-futura sogra – e praticamente minha “mãe” no Amazonas – me perguntavam quando eu iria voltar e eu lhes dava um risinho amarelo como resposta... e na noite de Natal, até recebo, por telefone, um puxão de orelha da minha filha: todo final de ano só digo que, no ano que vem, viajarei a Manaus! Ela já está perdendo a fé em mim, isso não posso permitir!

Por isso, por um lado foi bom não ter feito nenhuma lista de intenções, ou resoluções, para este ano. Para parar de idealizar, apenas, para planejar bem os próximos meses, decidir quando será a melhor época para viajar, guardar dinheiro até lá, com alguma antecedência comprar as passagens, nesse meio tempo decidir quais cursos fazer, essas coisas todas. Deixar o “se”, o “quem sabe” e o “talvez” para detalhes menores: “se der, estico minha viagem a Itacoatiara, quem sabe vou no Fecani, talvez vá a Rio Preto da Eva...”, ou “se encontrar aquela pessoa, talvez conversemos, quem sabe, algo mais...”, ou então: “talvez leve uns currículos, quem sabe faça umas entrevistas, se conseguir emprego, não volto”... a essas pequenas coisas, não vou me ater, mesmo! Vou me ater àquilo que possa entrar no planejamento e ponto. Minha meta para 2011 é uma única! Tudo o mais, todos os outros planos farão parte dessa única meta. Porque, metas demais só atrapalham!

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