PESCANDO NO BODOSAL

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

GP Brasil


Antes
Coração rotações a mil por segundo
Pensamentos correndo
Mais que um carro
De Fórmula 1
Hoje
Domingo preguiçoso
Correndo lento
Feito Barrichelo
Só esperando
A moça bonita
Balançar a bandeira
Quadriculada...

Por Que Não Eu?!


Cansa...
Sim, cansa, de fato, cansa, realmente cansa. E ele tem se sentido assim, cansado, desanimado... tem estado visivelmente cansado! Cansado de não ser compreendido, cansado de medos tolos e sem sentido, cansado de maus-estares... ele quer apenas falar livremente de seus sentimentos, quer dedicar poesias, letras de música, ou qualquer outra loucura parecida, para uma pessoa que não considere isso inapropriado, desde que vindo da parte dele. Ele está cansado de tomar cuidado com as palavras, porque algumas declarações podem soar “muito fortes”... porque não condizem com a atitude de um “amigo distante”... sente dentro de si um cansaço de ter de jogar suas palavras de amor ao vento, porque não pode dizê-las diretamente a quem gostaria... porque ela se chateia, por ele pensar tanto nela e ela mal lembrar dele.
Está cansado de ninguém entender o porquê dele continuar sozinho há tanto tempo... conseguem enumerar qualidades nele que fariam dele uma ótima companhia... mas ninguém faz muita questão de acompanhá-lo! Preocupam-se com uma possível falta de auto-estima por si mesmo... mas não estão muito afim de tirá-lo da solidão. Até soaria engraçado! Ou quem sabe soe... se você estiver do outro lado...
Ele é cansado, e isso é fato. Há muito sente-se cansado, desanimado, desestimulado. Hoje, seu cansaço está particularmente minando suas forças, até para esboçar um sorriso. Ultimamente ele tem sentido-se cansado de ser o amigão. Foram tão poucas as vezes... preocupa-o essa necessidade dos outros em manter uma “distância segura”, em vê-lo como um simples “amigão da galera”.
Decidem por ele não participar mais de suas vidas, manterem apenas uma boa amizade, às vezes aparentemente dispensável, porque, bem... por um “afortunado golpe de sorte”, por motivos obscuros, estão apenas fisicamente separados... então criam-se ainda mais barreiras. Difícil, às vezes, não querer fraquejar, não querer acabar com a solidão a qualquer custo. Ele dá preferência a alguém, mas pensa às vezes em encontrar um “estepe” que não se importe com aparências e convenções auto-impostas, ou não... para que haja a devida troca de afetos, sem medos, sem reservas.
Ele não quer ser sempre o amigão. Ele gosta de saber-se importante, também, ele gosta do afeto que lhe foi dedicado, nos primeiros dias, ele procurou adequar-se a esse amor mais sublime e mais fraterno, do qual também tem sentido falta, ultimamente... mas a imagem de amigão, já a está sentindo gasta demais. Já cansou de se perguntar: “Por que isso vale para os outros, mas não para mim? Por que o abraço, o beijo, os afagos, o aconchego têm de vir, forçosamente, de uma outra pessoa?! Por que não de mim... por que não eu??” Pois é... por que não...?! Por que se preocupar com o que ele fará se aparecerem com alguém?! O que pensam que ele fará?? O que pensam que ele pode fazer?! O que fariam, em seu lugar?! Engraçado que ninguém se preocupe com a situação contrária... se ELE aparecesse com alguém, qual seria a SUA reação?? Ninguém perde tempo pensando nisso, parece... não gostam de saber de casos antigos, evocam lembranças, mas quando ele fala das suas, dizem preferir não saber, tentam preservar-se... de quê?? Ele não é apenas o amigão?! Então: O QUÊ?! Não querem imaginar o quê??! Estariam evitando incomodar-se com... o quê???
Ele já está cansado disso tudo, está cansado de ser o amigão... de não ter oportunidade de ser outra coisa... ele também sente falta de maiores intimidades, de uma companhia mais próxima... ele falou a você, que gostaria de ter o seu abraço, ele também sente carências, há muito, muito tempo, ele não tem um afago sincero, um beijo amoroso...não parece, mas ele também é humano...!
Enfim... o cansaço tem lhe tirado as forças. Tem lhe tirado a clareza de pensamentos, às vezes. Ele sabe do que gostaria... de quem ele gostaria... de quem ele quer. Com toda solidão que lhe assombra, com todas mensagens que vão e não voltam, com as incompreensões e temores infundados sobre sua pessoa, que o magoam profundamente, com as incertas e indiretas, com as mensagens de amor aos quatro ventos, endereçadas a um só coração, totalmente fechado em teoremas de próximo e distante, real e virtual, ou ilusório, enredado demais em racionalizações, para escutar... ele, ainda assim, mantém-se preso, de livre e espontânea vontade, a seus sentimentos por ela. Entre danar-se ela e danar-se a solidão, que se dane ele, suporta-se a solidão e procura-se continuar próximo com o coração... mesmo que em segredo, para não causar-lhe desgostos!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Jornada Cósmica


Longe demais do sol
Para sentir seu calor
Continuo em sua órbita
Na certeza
Que ao fim
Da jornada cósmica
Chegaremos ao mesmo lugar

Sujeito de Sorte


Você é um sujeito de sorte! Você não acredita, vive a maldizendo, repreendendo a si mesmo, por às vezes quase crer que ela exista. Você reclama de injustiça, pois parece que tanta gente tem sorte, enquanto que você... você é como o Coiote, nos desenhos do Papa-léguas, ou o tomatinho, num desenho politicamente incorreto aí. Vive se dando mal, nenhum dos seus planos dá certo, nada acontece do jeito que você gostaria. Isso é o que você pensa!
A sorte é uma mãozinha do Criador, quase sempre imperceptível. Se tudo fosse exatamente como o esperado, você reclamaria da falta de desafios na vida, do tédio, etc. Você ainda não percebeu que é um sujeito de muita sorte! Já ter nascido na tua família foi uma boa sorte, não há como negar. Desde então, ela tem sempre te acompanhado, e você nem se dá conta. Você teve a sorte de encontrar bons amigos, teve a sorte de poder ir todo verão para a praia, numa época em que nem todo mundo tinha condições, sequer de ir até Quintão, nos finais de semana!
Você teve a sorte de viajar a lugares distantes, bem, ou mal, com culturas diferentes, conheceu pessoas e pode expandir teus horizontes. Teve a sorte de encontrar-se, descobrir-se, mesmo há milhares de kilômetros, quando tem gente que passa a vida querendo se conhecer e não consegue! Teve a sorte de ter sido adotado pela terra onde, enfim, sentiu-se inteiro, sentiu-se um indivíduo, uma pessoa real. Teve a sorte de ter conhecido uma pessoa, a quem amou e por quem foi amado, há pessoas que não sabem o que é ter alguém por quem se preocupar, você conhece uma pessoa que nunca namorou... e acha mesmo que não teve sorte?! Teve a sorte daquela garota ter esperado por você dois longos anos. Teve a sorte de, depois de a relação terminar, ter ficado uma boa amizade entre vocês.
Você tem a sorte de ter encontrado tua segunda família, pessoas que te acolheram em sua casa e em seus corações, como a um filho, um irmão, um pai... você sabe que pode contar com eles, e eles, com você! Quantos tiveram a sorte que você teve, de, numa terra estranha, de onde nada se sabia, ser acolhido assim, que você conheça?! Fora você... quem?!
Desta vez que você voltou para a terra que adotou como seu verdadeiro lar, e para sua segunda família, não foi bem falta de sorte o que você teve... você ainda teve muita sorte de ter encontrado trabalho e um teto, quando esteve mais apertado, teria conseguido de novo, graças aos velhos bons amigos que fez, em teus 8 anos de Manaus, quando “realisticamente” achou melhor desistir! Ou seja: falta de sorte?! Você teve foi uma falta de planejamento, nada mais que isso.
Sim, você teve a sorte de se apaixonar novamente, não amaldiçoe tua fraqueza, ou qualquer outra bobagem que tenha colocado na cabeça. Muito pior é não ter por quem suspirar, a quem se apegar, com quem sonhar. Muito pior! A dor de não se ter ninguém seria ainda muito maior. Questão de maturidade, não de sorte, perceber isso. Você teve a sorte de conhecê-la, de tê-la fazendo parte da tua vida, não importa como, ela colore teus dias, antes mais escuros e sombrios.
Não foi sorte o que aconteceu no teu último dia, na tua cidade, antes de ir-se embora dali?! Você não tinha mais nenhuma esperança de encontrar seu amor, para se despedir, principalmente por causa de uma certa resistência, que não era, de maneira alguma, tua... você achava que a sorte lhe tinha abandonado de vez, que nem mesmo poderia ver pessoalmente, mais uma vez, aqueles olhos que até hoje te encantam. E quando foi sair, para resolver umas últimas coisas, para então viajar... a quem você encontra?!
Tudo bem, nem tudo é perfeito, mas admitamos: você é um cara de sorte! Não perca as esperanças... algo de bom ainda há de sobreviver entre vocês, pode ser um reencontro, muito antes do que se espera para um e do que se gostaria, para outro. Se você planejar-se melhor, talvez consiga que algumas coisas saiam como imagina. Porque sim, você é um sujeito de muita sorte!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Agitos Noturnos


Suas noites têm sido agitadas. Tem acordado várias vezes durante a madrugada, seu sono tem sido muito quebrado. Não tem entendido o por quê disso, só que tem ido dormir muito tarde, ultimamente, tendo acordado quase de hora em hora, após estranhos e perturbadores sonhos, que ele sabe, devem ter algum sentido, mas cujo significado, ele ainda desconhece.
Dias atrás, ele teve dois sonhos, praticamente seguidos, envolvendo sua musa. De fato, as relações estavam um tanto estremecidas, ele perdia horas importantes de sono pensando e remoendo certas coisas, algumas, fruto de sua própria imaginação, acelerada demais, outras de pequenos enganos no modo de tratarem a situação.
No primeiro sonho, o que mais temia, havia acontecido: algo muito pior que o silêncio dela, martelando seu coração, dia após dia. A ausência, definitiva, da sua vida: no sonho, ele descobria ter sido excluído das listas de “amigos” nas redes sociais. Elas são seu último elo, a persistência de uma relação que, para ele, mesmo não sendo a ideal, é muito importante, essencial, até pode-se dizer. As emoções negativas e depressivas do sonho se manifestaram nas lágrimas que ele tentava conter em vão, ao acordar. Viu-se desesperado, tentando convencer-se de que era apenas um sonho, não passava de um pesadelo. Voltou, então, a dormir. Acordou novamente, sobressaltado, após o segundo sonho, em que conversava com alguns amigos seus, quando recebia uma ligação, olhava seu celular, para ver quem era... era ela quem ligava! Mas, quando ia atender, o telefone ficava completamente mudo, nem ele conseguia ouvi-la, nem ela podia ouvi-lo.
Mesmo perturbado pelos dois sonhos, para esse segundo, ele pensou que já tinha uma explicação, uma resposta: nos últimos dias, os dois não estavam se entendendo, podia-se dizer que se falavam, mas não se ouviam, fechavam-se e concentravam-se mais no que tinham para dizer que no que precisavam escutar. Enfim, “o telefone estava mudo”, não havia comunicação!
Não os contou para ninguém, passou o fim de semana matutando sobre os sonhos, preocupado, pensando que, talvez, assim que voltasse ao trabalho, na segunda-feira, poderia descobrir que o primeiro sonho podia ter se tornado realidade. Ficou aliviado, ao constatar que, na segunda, tudo estava como antes, não tinha perdido o último contato com ela, com sua amada. Procurou ficar mais tranqüilo, mas ainda não conseguiu conciliar o sono, ainda não conseguiu dormir direito. E, nas últimas noites, sonhos ainda mais esquisitos têm lhe deixado atarantado, sem ainda entender o seu significado. Dos vários sonhos da madrugada anterior, marcou um em que encontrava-se em frente ao altar da igreja matriz, em Manaus. Estava de pé, observava que, atrás de si, a igreja estava repleta, muita gente que não conhecia, ou pelo menos, de quem não se lembrava, alguns amigos mais chegados, a sua família, uns conhecidos e colegas da internet, estavam por ali. Era, pelo que pode perceber, no finalzinho do sonho, um casamento... mas, seria o seu...?! Naquela igreja?! E quem seria a noiva?! Não conseguiu vê-la entrar, acordou logo em seguida, sentindo-se naturalmente sobressaltado.
Na última madrugada, mais uma vez, o sono quebrado, acordou várias vezes durante a noite, depois de algum sonho estranho, ou vívido demais. Lembrou-se de ter sonhado que estava seguindo sua rotina de todo dia, levantava-se da cama, ia até a cozinha, para tomar café, para depois arrumar-se e sair para o trabalho. Então, algo raro, seu padrasto lhe dirige a palavra: diz ter ouvido no rádio, ou visto no jornal da tv, que a segunda fase do tal concurso público que ele fizera, na primeira metade do ano, iria ocorrer logo após o carnaval. Sua mãe parece repreender, com o olhar, seu padrasto, e lhe diz que agora não há mais jeito, que agora já voltou para “casa”, que não tem condições de empreender a viagem de novo, tão cedo! O padrasto parece concordar e lamentar a má-sorte. Depois, parece lembrar-se de algum site de viagens, ou de cartões de crédito, falando-lhe o endereço, meio que num sussurro.
Ele acorda com aquele pensamento encrustado em sua mente. E se fosse, mesmo, um aviso, para ele se preparar? Se a entidade responsável pelo concurso estivesse mesmo planejando isso? Será que, em tão pouco tempo, ele conseguiria se preparar melhor do que fizera antes, para empreender essa nova jornada?! Ele pensou a respeito, por alguns minutos, pesando todos os prós e contras que poderia pesar, antes de novamente cair no sono e, em questão de minutos, ter mais um sonho, tão complexo e cheio de detalhes quanto o que veio a seguir: ele estava no meio de um deserto, sobre altas dunas arenosas, observando os homens que estavam a seu redor, carregando couraças e peitorais, elmos, lanças, espadas e escudos. Era uma época bastante antiga, e ele presumiu que os homens à sua volta eram uma tropa do exército egípcio, dos tempos dos faraós. Eles pareciam aguardar o ataque de outro exército. Era uma emboscada, para o inimigo, que logo vi: um outro exército, com homens vestindo túnicas, elmos, escudos aparentando ser do mesmo material dos peitorais dos guerreiros. O outro exército, pelo que entendeu, era israelense, talvez dos tempos dos reis Davi e Salomão, não tinha bem certeza. Só podia presumir que fossem. Viu-os sendo massacrados pelo exército egípcio, que estava sobre as dunas, que cercavam uma espécie de vale, ou depressão.
Acordou assustado com as cores vivas e os detalhes do sonho. Esse não parecia querer ter qualquer significado. Contou para uma amiga, que, como ele, crê em várias encarnações, que sugeriu, talvez fosse a lembrança de alguma vida anterior, passada naqueles tempos do sonho. Sim, ele concordou, pode até ser algo assim... mas, por quê?! Por que uma lembrança dessas, agora?! O que pode significar, agora?!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Quero Morar no PROJAC!


Gosto de ver, nos classificados de um jornal sulista, os anúncios com fotos, de imóveis à venda, nas cidades de Gramado e Canela, na serra gaúcha. Minha musa andou conhecendo aquela região, no meio do ano, até transpareceu um certo encantamento, no seu retorno pra casa. Também, qualquer pessoa que venha a conhecer a região, ainda mais essas duas cidades, quase que não quer mais ir embora! Como culpá-las? Há também Nova Petrópolis, que é pouco falada, mas fica próxima, gosto muito e até gostaria de ter uma oportunidade de voltar, com ela, minha musa, a tiracolo... quem diz que não?, o futuro a Deus pertence! Eu mesmo, quando subo a serra – raramente, infelizmente – fico balançado, chego a pensar, quando faço minha fezinha nas loterias, em, quem sabe, comprar uma casa, um chalé, ou apartamento, por lá... só que tem um pequeno problema: no inverno, a serra é muito gelada! E no verão, não esquenta muito, não! Nos últimos anos, minha intolerância ao frio aumentou bastante. Se Gramado, Canela, Nova Petrópolis mantivessem seu charme germânico, mas fossem um pouquinho mais quentes... e ficassem mais próximas da capital! Gostaria de viver em Porto Alegre, gosto das velhas casas no estilo trazido pelos casais de açorianos que desembarcaram ali, nas margens do lago Guaíba, por volta do século XVII. Gosto desse jeito lusitano da capital dos gaúchos. É muito bom caminhar na orla do Guaíba, ficar observando o pôr-do-sol da prainha do Gasômetro, fazer uma caminhada no parque da Redenção, comprar peixe no Mercado Público, no centro da cidade... aos domingos, ir ao Beira-rio, ver o jogo do time do povo!
Tem gente que nem gosta de ouvir falar disso, mas de tudo o que listei aí acima, que se pode fazer na capital sul-rio-grandense, tudo, ou quase tudo, eu podia, e fazia, na capital amazonense, na Metrópole da Amazônia... sim, estou falando de Manaus, sim! Há tempos comento aqui sobre meu coração, que foi fisgado pela magia de algum xamã e se tornou perreché, comi o jaraqui, matrinxã, curimatã, pacu, pirarucu e tambaqui, com muito tucumã, tucupi e murupi, e acabei me tornando, de corpo e alma, caboclo amazônida, com sangue espanhol, português, nordestino, argentino e kaingangue correndo nas minhas veias! Curto mais o pôr-do-sol sobre o rio Negro, que sobre o Guaíba... mas que isso fique só entre a gente! Ademais, no inverno, Porto Alegre fica com aqueles fogs londrinos... sem falar que é gelo puro, principalmente se você passa pela rua dos Andradas, com as sombras daqueles arranha-céus que não deixam o sol – quando este aparece – esquentar um pouquinho que seja! Nisso, pra mim, Manaus leva vantagem sobre Porto Alegre: não tem inverno! Não vou repetir porque é bom que não tenha... de qualquer forma, não sou um daqueles lesos que acham o Brasil muito melhor que suas cidades periféricas... pra mim, Porto Alegre e Manaus são quase perfeitas... bem que podiam ter praia de mar, né!?
Oh, mas tem uma cidade que é quase como as minhas duas capitais, a de nascimento e a por matrimônio: Florianópolis, capital de Santa Catarina! Lá, assim como em Porto Alegre e Manaus, você pode comprar peixe no mercado público (ou municipal, depende), pode caminhar nos parques e praças, admirar o pôr-do-sol na orla... só que em Floripa, o pôr-do-sol, e a orla, são no mar! Florianópolis é uma ilha! Isso que é muito legal, você não se chateia nunca, porque o que mais tem é opção de praia pra se visitar, e se aproveitar, no final de semana!
Todas essas três cidades têm, pra mim, todo um valor sentimental, toda uma memória afetiva...da primeira vez que fui ao cinema, no já extinto cinema Imperial, no centro de Porto Alegre; da primeira vez que vi o mar, na praia de Canasvieiras, em Florianópolis; do meu primeiro beijo, na Ponta Negra, em Manaus... bem, aham, enfim! Numa, eu morei, por um tempo, e meio que fiquei preso a sua sina, a outra, eu visito com freqüência, não preciso morar nela, para andar por ela, quanto à terceira... faz anos que não vou, mas lembro do tempo em que nossos veraneios em família eram sempre lá! Não tem como não sentir saudade, né, gente! Para mim, todas essas cidades são quase perfeitas... pudesse juntar com algumas particularidades das cidades antes citadas, da região das hortênsias... Gramado, Canela, Nova Petrópolis...
É, acho que tenho é que me mudar pro Projac! Sabe, aquele conjunto de estúdios da rede Globo, lá no Rio de Janeiro? Lá, dentro do Projac, até Rio e São Paulo, no Brazil, parecem ser legais... mesmo assim, não são perfeitos, pra mim. No Projac, todas as cidades que curto, e também as que amo, as primas amazonense, gaúcha e catarinense, seriam perfeitas! E o melhor de tudo: seria como viver na novela das 18 horas, em que Gramado fica coladinha em Porto Alegre! Essas cidades todas seriam bem pertinho uma da outra! Eu moraria em Porto Alegre, trabalharia em Manaus e nos finais de semana, iria à praia, em Florianópolis! Duvido alguém que não gostaria disso... no dia dos namorados, iria a um restaurante, daqueles de café colonial, em Gramado, ou Canela, ou Nova Petrópolis, para um programa bem romântico! Com minha musa, evidentemente, que no Projac, o amor do galã pela mocinha é sempre recíproco! Maninhu... vou agora mesmo pra casa, arrumar minhas malas e pegar o primeiro trem-bala que me leve ao Projac!

Na 30ª Casa


Estou tranqüilo só por fora, na aparência. Por dentro, estou sempre ansioso demais, agitado por uma montanha russa de emoções. Por aqui, bem ou mal, há uma aparente segurança, aí volto ao comodismo, à preguiça, prometo todos os dias a mim mesmo, que vou mudar a rotina, não vou me deixar vencer... e todos os dias quebro minha promessa. Por motivos que não vêm ao caso, acabo me sentindo desmotivado, acovardado, deixo-me cair na rotina, sem muita luta. Aqui, as coisas são assim mesmo. Não quero estar aqui. Preferiria estar lá, no Norte, em Manaus... “O quê?! Loucura!! Você não lembra por que passou?!” Sim, eu lembro, sim, de cada perrengue que passei, de cada problema que tive, por conta de uma falta de planejamento adequado, e alguma reserva, pelo menos financeira. Há seis meses embarquei, sem lenço, nem documento, numa aventura, numa jornada, onde fui prestar um concurso no local onde eu queria ser lotado para trabalhar. Foi, realmente, uma aventura, com algumas desventuras pelo caminho. Mas enfim, lá acabei descobrindo mais sobre mim mesmo, acabei tendo, na pele, a marca da terra que amo, como se fora um nativo seu, sinto ter, realmente, deixado meu coração lá, nesta terceira viagem, ao ponto de estranhar a fala do povo daqui, mais ainda, quando tentava reproduzi-la, o sotaque daqui deixou de ser o meu, acabei me desconhecendo, falando outra língua que não o caboquês. Preferia, mesmo, estar lá, lutando contra as dificuldades, que foram muitas, seguir a rotina – ou a falta de – que tinha por lá.
Pois bem, pensando nisso, me perguntei... será que isso tem algo a ver com a idade? Será porque estou passando pela casa dos 30 anos? É, porque eu me lembro, há dez anos eu não tinha metade da coragem, da ousadia e da porraloucura que hoje tenho. Há dez anos, eu não sairia pra tão longe, apenas para participar de um concurso público! Sem nem certeza, direito, de ter um teto onde ficar! Sério mermo, hoje em dia, eu corro bem mais riscos do que anos atrás, sobretudo pra alcançar meus pequenos objetivos.
Até hoje, o mais perto de uma viagem ao exterior que fiz, foi ir até a fronteira do Brasil com o Uruguai, em Santana do Livramento – tendo passado a noite em Rivera, na banda uruguaya! E, de vez em quando, eu vejo, nos classificados dos jornais, um anúncio, do governo canadense, convocando profissionais de todas as áreas, com bons conhecimentos de inglês, francês, ou ambos os idiomas, para emigrarem ao Canadá. Sei me virar, mais ou menos, em inglês, agora me falta uma profissão! Tem dia que leio esses anúncios e penso seriamente em me mandar, de mala e cuia, pro Canadá, apesar da minha famigerada intolerância ao frio... é que é uma experiência que me parece muito interessante, conhecer outro país, viver lá, por um tempo, ver qual é que é! Novamente, há uns dez anos, quando a exigência profissional era mais baixa, com a cabeça que tenho hoje, talvez não pensasse nem duas vezes. Mas, né...
É, sim, acho que é da idade, mesmo... tenho uma amiga, que cheguei a jurar, quando chegasse aos 30, iria querer estabilidade total, segurança, coisa e tal, que então iria já estar atrás de um marido, até mesmo rebaixando seu nível de exigência! Ledo engano: chegou aos 30 este ano, e parece estar buscando bem mais “aproveitar” a vida, por vezes, ela me parece mais adolescente que sua irmã, que tem exatamente a metade de sua idade! Seus últimos relacionamentos têm sido mais casos, mesmo, que namoros, ou ficadas. É interessante, ela parece querer recuperar o tempo perdido da juventude, ou algo assim.
Pensei, então: por que esse meu gosto, meio que repentino, por aventuras e presepadas, por uma vida mais cigana, mais sem rotinas, me preocupando apenas em estar na cidade que quero estar? Talvez seja, mesmo, uma síndrome dos 30? Estaremos passando por alguma nova fase de transição, mais ou menos como a adolescência, mesmo, onde saímos da infância e começamos a amadurecer, até chegar à fase adulta? Será uma transição da fase jovem adulta para a adulta madura? Será?! Bom, não sou psicólogo, nem psiquiatra, não estudei muito sobre o caso... mas acho que até que tem a ver! Se não tem, enfim, não faz tanta diferença, é que comecei a me preocupar, quando me vi em frente a uma vitrine de loja de calçados, pensando seriamente em adquirir um par de tênis All Star...

Flutuar


Eu flutuava, quando te vi pela primeira vez, ia aos píncaros, subia até as mais altas nuvens do céu. E isso que eu nem te conhecia pessoalmente, ainda! É, pois então... estava voltando a crer em certas coisas, até aquelas que, definitivamente, não são pra mim – ah, vá! – reaprendendo sentimentos, lembrando como era sorrir sem um travo de amargura, etc. Acho que não sabe como é isso... e nem quero que saiba! Se um dia soube, quero que nunca mais venha a saber! Mas enfim...
Hoje também, me encontro flutuando... das nuvens mais altas do Andirá, quase na estratosfera, para as regiões abissais dos oceanos. Do riso fácil para o choro compungido em cinco segundos! Esse sou eu, longe de você... distante de você, longe de casa, sem vida, num trabalho ocioso, sem muitas distrações ao longo do caminho... longe de você, o que é pior! Longe de qualquer possibilidade de vê-la, a não ser por fotos... sem saber muito de você, ultimamente, sem nenhuma demonstração de interesse por mim, pelo que tenho feito, como estou, etc. Sinto falta de você, sinto um estranho vazio no peito, uma imensa, incomensurável saudade... e quase tão grande quanto, é a inconformidade... por que de duas pessoas, não importa a relação, em vez de trocas mútuas, tem que ser escambo, por que sempre um tem que sair perdendo? E por que tenho a impressão de que esse um sou sempre eu?! Por que diabos tenho de ser eu o perdedor?? Ela é mais sentimental que eu, então fica bem que eu sofra um pouco mais, é isso?! “Ah, ele já está acostumado...” não quero aqui dizer que deveríamos inverter os papéis, ou que sentisse a mesma dor que eu, agora... mas não me incomodaria se por agora a saudade começasse a dar travos na tua garganta, também... será que isso faz de mim um cara ruim?! Hum, pode ser que sim... mas talvez só faça de mim um ser humano, só mais um na multidão... me desculpa, eu realmente queria ser um pouco mais que isso.
Ainda não fiquei chateado com você... mas parece, não é?! Eu sei, sou um idiota ressentido... não gosto dessa coisa de vir falar comigo justo quando estou mais chato, mais pra baixo, sentindo-me rejeitado e com a baixa estima lá no alto... só porque estou implicando demais e minhas reclamações e súplicas por um pouco de atenção já estão começando a dar nos nervos... não gosto mesmo disso, é sério, você sabe que quando eu brinco, eu brinco, quando não, é porque é sério, dos vera mermo! E essa é uma das ocasiões em que estou falando a sério, não gosto que me venha assim! Ok, tá certo, você tá num trabalho com muita responsabilidade, agora, tem a faculdade, o final de período, coisa e tal, tempo escasso... ok, tudo bem, tá certo, eu sei como é isso. Mas aí, vejo algumas situações e fico com cara de ponto de interrogação... dispõe de pouco tempo para as redes sociais, entra só um pouco, o Victor tá lá, on, curte uma parada que ele compartilhou, mas não vai cutucar, nem interagir com ele, deixa, na próxima vez, se der, vai lá e fala com ele, porque, né... tá longe! E o tempo urge, logo o chefe vai estar no pé, etc e tal. Ok... ah, mas fulano tá on, vai falar com fulano, interage com cicrano, porque tem um tempinho, ainda! Mas eles não estão há milhares de milhas, há mais possibilidades de vê-los, quem sabe conversar com eles, ou sabe-se lá se, ainda depois de interagir via redes sociais, não conversou, mesmo, com eles, mais tarde?! Então... por quê?!? É, sim, eu sou muito ciumento... tipo... MUITO! Já falei, não alcancei a iluminação, ainda, bem que queria... sinto-me, sim, preterido, desprestigiado – se é que é pra tanto – rejeitado... porque, enfim, tudo já foi dito...! Se é que eu não ouvi errado... eu reconheço minha canalhice – se é pra tanto – confesso que fico com ciúmes! Eu não posso mais te encontrar no mesmo ônibus, indo para casa; olho para o outro lado da avenida e não te vejo subindo a rua; você não estava no mesmo vagão que eu, hoje, nem no mesmo metrô... porque sou eu quem usa metrô, não você! Por que sou tratado com distanciamento, como um mero colega de facebook?! Sei lá, é como me sinto... fico confuso... ainda não atinei com o significado de certas coisas ditas, como naquela conversa sobre primeiros beijos... como certas frases soltas, no twitter e no face... não consigo evitar, temos algumas coisas em comum, como sabe, também sofro dessa horrível síndrome do pensamento acelerado... quando dei por mim, já estava entrando em mil nóias. A gente está sempre viajando na maionese, e quando achamos que paramos, embarcamos em novas viagens, pensando nos comos e porquês... é difícil não imaginar as diversas, infinitas possibilidades e probabilidades, do que pode ser, ou será, do que poderia ter sido, ou era pra ter sido... ou NÃO era pra ser... enfim, pelo menos pra mim, é difícil... mas algo me diz que você entende, mais ou menos, do que estou falando.
Retomando... você me disse que entendia, que já esteve “do lado de cá”, dessa minha situação que tira o sono, me faz pensar e escrever a respeito às 3h20min da madrugada, a verdadeira paixão impossível, o se perder em pensamentos, o mergulhar nesse sentimento por alguém que não está na mesma vibe, nem quer estar... gosto disso, desse teu entendimento, da tua compreensão... e agora, chegou a minha vez de retribuir – reforçando que não estou brincando – e te dizer que também entendo você! Sinto que você não tinha sido, ainda, alvo de admiração, de paixão tão fortes, tão, ahn... palpáveis! Saber-se alvo de uma paixão e ficar todo errado, sem saber como reagir, não querer magoar a pessoa, mas já magoando, porque você não pode retribuir aquele sentimento, como a pessoa gostaria, e até mereceria... você pode não acreditar – e quem acreditaria – mas também já passei por isso, anos atrás. Compreendo você, te entendo, sei como é delicada essa situação... também não soube como reagir, também fiquei lisonjeado, ao mesmo tempo, incomodado, também tentei não errar, mesmo não querendo dar chances, nem falsas esperanças, por isso também trocando os pés pelas mãos... não sei, hoje não agiria do mesmo jeito, eu acho... então, sim, eu te entendo, não concordo, mas entendo... não iria me proteger tanto... desculpa aí!

As Outras


De tempos em tempos elas vêm. As outras... aquelas que te falam certas coisas e você não sabe direito o que aquilo significa. Elas falam com você como se aquilo tivesse absolutamente tudo a ver com você. Ok, algumas vezes as outras não te conhecerão tão bem assim... e deverão pensar: “ele é homem! É claro que ele vai entender do que estou falando...” só que você não entende! Porque aquilo deve estar angustiando muito mais às outras que a você!
Sim, ela lhe veio perguntar o que já lhe haviam indagado outras vezes... há quanto tempo você não fazia sexo... como que para saber se essa era a seca que também te flagelava... as outras sempre se surpreendem quando descobrem que não é bem essa a tua aflição... você até consegue sorrir, com um travo de ironia... pra logo em seguida sentir o velho nó na garganta... tua seca, em verdade, é bem outra!
Ela, a outra, te conta que se separou do marido, e é inevitável que você se pergunte se é esse um dos motivos que foram o estopim da explosão. Cada vez mais tem a noção que sua indagação tem mais a ver com ela mesma e sua própria angústia do que com você.
Porque, bem... a tua seca é, realmente, bem outra. Você pensa que já está durando demais. E o pior, é que isso ainda parece muito longe de acabar. Por mais que você também goste disso, não é de erotismo que você tem sentido falta... é romance que tem faltado na tua vida!
Mas como assim, você sente falta de romance?!”, as outras perguntam, quase querendo parecer indignadas, como se você estivesse se intrometendo num território só delas. Pos é, você pensa, o erotismo até que tem lá sua importância... mas o que aquece realmente um amor, ou paixão, é o romance! E ultimamente, você só tem romantizado, todas as noites você fecha os olhos e imagina situações que há tempos você não vive. Que nem sabe se viverá novamente, algum dia. Você vê os casais nas ruas, no metrô, nos coletivos e tudo o que consegue sentir é inveja... e tristeza... e indignação! Por que não você?! Por que você tem que estar só, todo esse tempo? E praticamente o tempo todo?? Você se lembra da última vez que alguém deitou a cabeça no teu colo. Sabe que faz muito, muito tempo. Sente muita falta disso... alguém para aconchegar num terno e apertado abraço, daqueles que você não quer mais largar a pessoa, que não quer mais ser largada... para descansar sua cabeça em teu ombro... ou em teu peito! Ter com quem dividir um pacote de pipocas, no cinema – ou assistindo ao dvd em casa, mesmo, só os dois... com quem caminhar de mãos dadas, no parque, num sábado de sol... seja esse, ou aquele lá, da tua casa! Para se entusiasmarem com quase as mesmas coisas... para, quem sabe, até escreverem alguma coisa juntos, como até já foi proposto, uma vez!
É, mais claro que isso, impossível... não que adiante alguma coisa... você sente a falta do calor de um corpo, da maciez da pele, da suavidade do perfume de uma mulher. Você sente a falta de carinhar alguém. Você quer dar carinho, afeto e atenção. Não a qualquer mulher... esse, talvez, seja o maior dos teus problemas! Você só quer a ela. Quer estar com ela. Quer sentir a seda negra dos cabelos dela, quer olhar naqueles grandes olhos que parecem sorrir sempre. Você disse à outra, você sente mais falta de um beijo na boca, doce, quente, terno... e não é nenhuma outra boca que você pensa, além da dela. É naquela menina que você pensa... todo o tempo... é com ela que você romantiza. Era dela que você queria ter o carinho... para ela, queria oferecer mais livremente o afeto. Você vê um amigo do twitter declarar seu amor por sua musa, abertamente, sem medo nem de dizer seu nome... e você se ressente de não poder fazer o mesmo. Você se sente um bandido, que tem de estar mantendo um segredo que já não suporta mais guardar apenas para si, às vezes tentando esconder até mesmo dela, do alvo dessa tua paixão doentia. Você se inspira, ao pensar nela... lhe escreve versos e prosas e as dedica a ela... depois, se arrepende, porque... pode estar a machucando, sufocando, com um carinho que não é bem-vindo.
Ninguém romanceia com você. Do que pode se lembrar, ninguém nunca romanceou. Ou será que sim...?! De vez em quando, você se pergunta, se há algo errado, por que não você...? Muitas vezes te dizem, você é duro consigo mesmo... mas é sempre quem não te quer, nem idealizado! E agora pouco importa, você não tem, nem sequer a longo prazo, uma perspectiva de fim para tua seca... o que te resta, e é tudo o que você tem, é romancear... e é só a ela que consegue idealizar, do teu lado. É apenas e tão somente a ela quem você quer!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Simples Desejo


Penso intensamente em você
Chego (me) incomodar...
Desejo meu sentimento seja até menos intenso
Bem mais duradouro...
Através dos tempos e das distâncias...
Desejo esse sentimento
Te leve bem mais sorrisos
Que preocupações...
Te levem uma companhia mais aconchegante
Que pesada a teu coração

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um Pouco de Você


Cansado demais
Saudades de casa
Me sinto exilado
Da minha terra
Me sinto proibido
De estar a teu lado
Cansado demais
De ser o amigão
De ser forte
E estar disponível
Enquanto estiver por perto
E quando for preciso
Mais cansado
De ser só o coleguinha
Daqueles que estão ali
On-line o tempo todo
Que se dá atenção
Só quando estiver pedindo
Sozinho
Solitário
Distanciado e distante,
Perdido em terra extrangeira
Cansado...
Injustiçado...
Por que eu tenho de sentir mais falta
Que você??
Cansado...
Desmotivado...
Preciso muito de um abraço
Preciso demais do TEU abraço
Só isso...
Nada mais...
Só preciso do que tem me negado
Desde o início do meu exílio
Eu só preciso...
De um pouco de você
Pra apaziguar meu coração

terça-feira, 1 de novembro de 2011

AM/PM - De Zorra


Duas horas a mais, mas
A mesma lua crescente
Paira nos céus.
Tremo de frio
Sinto falta do Norte
Sinto alguma saudade do calor.
Me indago se,
Duas horas a menos
Ela sente falta do Sul
E se gostaria
De um pouco de frio

Eu não preservo minha mente...
Eu penso muito em você
E lembro do humorístico sabatino
Então, no meu desespero por você,
Penso em um bordão:
Ô mulata difícil!!