Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
O
grande final. Final de ano também é final de um
ciclo... mas não é dele que vou falar. Estou procurando
o final perfeito, o Grand Finale, para o encerramento da temporada
2011, no blog. Pensando bem, em nenhum dos blogs que já tive,
nem mesmo aqueles do tempo do “blig”, que muita gente nem vai
lembrar, nunca tive a preocupação de escrever um “grand
finale”, um “season finale”, uma espécie de episódio
de encerramento de temporada, como nos seriados de tv. Então...
por que agora?!
Ainda
mais hoje, em que poderia deixar como está, com os dois textos
postados, que, modéstia à parte, foram os melhores que
escrevi, este ano. Pra não dizer ##da! Então, por que,
né? Acho que tem a ver com um dos textos deste último
mês do ano. Sim, em boa parte deles, eu falo do que me vai no
coração, alguém – muito especial – já
disse que me revelo demais, através dos meus textos. Sim, eu
sei, acho que é uma forma de compensar minha timidez e meu
jeito mais fechado... que pretendo mudar, e isso faz é tempo!
Acho que quero que o blog faça parte das mudanças que
pretendo operar, em minha vida, em mim mesmo. Que seja como um
símbolo.
A
primeira mudança foi só no nome, que era “Marrapah”,
alusão a uma expressão bem amazonense, que me remete a
Manaus, terra que tanto amo, onde já por duas vezes tentei
ficar, porque sinto como se fosse meu lar, meu chão... a quem
perguntar, ou interessar possa, não, não nasci no
Amazonas, até onde sei, também não tenho nenhum
parente, nem mesmo distante, nascido, ou radicado ali, ou pelo Norte
do país. Se isso conta, parece que o avô do meu pai era
paraibano... mas enfim, não importa, não agora. Acho
que minha ligação é mais espiritual, mesmo, não
encontrei explicação melhor, até hoje,
desculpem.
Enfim,
o nome atual remete ao mar, à praia, que também é
uma de minhas paixões. Também, nos últimos dias,
se tornou referência, para a atual fase da minha vida... parece
que não havia “voado” tão alto, até hoje,
tanto que , quando minhas “asas” foram cortadas, ou danificadas,
acabei caindo no meio do mar, me perdendo, muito além da
arrebentação, de onde as ondas arrebentam, antes de
chegarem à praia. A gente sabe que, na vida real, é
muito difícil, pra não dizer impossível, você
chegar à beirada da praia, vindo a nado de muito além
da rebentação... mas enfim, cá estou.
Pensando
nas mudanças que pretendo, pensando nas pessoas que me
ajudaram a ter essa tomada de consciência, no finzinho do ano,
etc. É um novo ciclo que irá se começar. Quando
voltar, a proposta será outra, outro o ano. Este é o
encerramento de um ano que, a cada dia que passa, gosto mais e mais.
Foram tantos bons acontecimentos e momentos! Pelo menos três
pessoas, conheci pessoalmente, que, mais do que marcar em minha vida,
acho que serão insubstituíveis! 2011 foi um bom ano,
não tenho mais dúvidas. Acho que foi o ano em que mais
amadureci! Este ano merece ser encerrado com uma chave de ouro: este
Grand Finale!
Agora
falta pouco! Só mais dois dias e termina 2011! Mais um ano,
mais um ciclo que se encerra, para outro começar. E aí...
e então?! Já fez sua revisão de como foi este
ano pra você? Já tomou suas resoluções, já
traçou seus planos perfeitos para o próximo ano, que
está para começar?! Sim, eu sei, já falamos
sobre isso antes, até antecipamos – eu, pelo menos – as
resoluções e retrospectivas! Já revisei meu ano,
os erros e os acertos, fiz o que queria fazer, viajei para casa, e de
lá tive de vir embora, novamente, conheci pessoas que foram
divisores de águas na minha vida, pessoas a quem quero muito
por perto, bem perto. Aprendi velhas lições, nas quais
peguei recuperação, diversas vezes – pelo menos, ACHO
que aprendi. Tracei pequenos planos e projetos para o ano que está
chegando, alguns outros para os próximos. Alguns, acho que
podem ser abertos: retomar os estudos, fazer academia, modificar
ligeiramente alguns hábitos alimentares, voltar para casa... o
lugar a que chamo de casa! Ou me mudar pra outra cidade, ainda estou
pensando.
Outras,
prefiro guardar pra mim. Espero, sinceramente, cumprir com boa parte
das metas que estabeleci ainda no ano que vem. Tenho pensado
seriamente em arriscar todas as fichas, ou quase, em projetos de
altíssimo risco, no jogo da vida. Porque não é
que eu acredite que este possa ser o último réveillon
de nossas vidas, mas... vai que seja?! E se o mundo acaba, mesmo,
antes do próximo...?!
Já
tiveram tantas profecias referentes ao fim do mundo, que era pra não
ter mais nem baratas, na face da Terra! Eu lembro que tinha gente que
dizia que a Terra ia acabar quando o cometa Halley passasse! Eu tinha
nove anos, na época... o cometa passou – dizem, que ver,
ninguém viu direito – e nada aconteceu... enfim, até
agora, viemos dando sorte. Não acredito nessa tal profecia,
atribuída aos maias, de que em dezembro de 2012 tudo se acabe,
mas acho até uma boa arriscarmos um pouco mais e fazermos o
melhor, para que o ano que vem realmente seja melhor que este,
realmente valha a pena!
Não
lembro qual foi o autor de livros de auto-ajuda que disse isso, mas
tem uma frase que é mais ou menos assim: “agora que você
vai morrer, o que é que você pretende fazer?” Quer
dizer: já que todos morreremos, hoje, ou amanhã, algum
dia, o que é que vamos fazer com o tempo que nos resta, até
lá? Pois, todos podemos morrer, na finaleira do ano que vem...
e já que esta pode ser a última virada de ano, vamos
aproveitá-la da melhor forma possível!
Se
não pudermos abraçar alguém, na noite do dia 31,
podemos ligar-lhe, tentar falar com a pessoa, desejar-lhe feliz 2012.
Não perder tempo com bobagens, dizer que ama alguém,
sem grilos sobre o “amor de verdade”, diga isso até mesmo
a um amigo, ou amiga! Amizade também é amor, lembre-se
sempre disso! Trace planos, mesmo os mais mirabolantes, e tente
cumpri-los, não desista dos sonhos! Nem todo sonho é só
um sonho... se é, foi porque você não fez tanta
questão assim de realizá-lo! Não tenha medo de
parecer bobo(a), não tenha medo de dizer o que quer dizer, não
pense que é melhor adiar este, ou aquele projeto.
Já
que este pode ser o último réveillon de nossas vidas...
não tenhamos medo de arriscarmos algumas novas atitudes,
algumas mudanças de padrão e de rotina! Vai que...
À
noite apago a luz, deito na cama e preguiçosamente espero o
sono vir. Em meio à escuridão, deixo o rádio
ligado, mas não presto atenção na música
que toca. Os olhos estão abertos, fixando o teto, em meio ao
breu, observando o nada, fitando muito além, além do
nada, além do mundo, além de mim.
Estou
sozinho, pensando na vida, e isso não é novidade, minha
cara. Penso em como foi meu dia, nos textos que gostaria de escrever,
nas ideias em dupla, que nem sei se algum dia irão ganhar o
papel... penso em pequenas ideias, planos, intenções,
traçando um, ou vários possíveis futuros, lembro
algumas coisas agradáveis e outras nem tanto, do passado.
Então recolho as coisas mentalmente espalhadas pela cama, pelo
quarto e começo a pensar em você.
Enfim,
canso de mirar o teto, fecho os olhos, fito para dentro de mim mesmo
e penso em você. Tenho a sensação no peito,
difícil de definir, não sei se é boa, ou se é
ruim, um sorriso bobo se desenha em meus lábios. Imagino,
visualizo você aqui, comigo... seja aqui onde aqui for. Não
estou dormindo, mas não estou mais em mim, não estou
neste mundo, estou num lugar muito melhor, pois estou com você
ao meu lado.
Te
vejo olhando para mim, com teu olhar cândido, teu sorriso meigo
e doce, que me faz esquecer as raivas, mágoas e frustrações,
que seria capaz de desarmar o arsenal nuclear do mundo todo; teus
cabelos soltos, suavemente emoldurando teu belo rosto moreno. O
sorriso besta se alarga, mecho-me devagar, para que não
desapareça, recitando teu nome, te chamando por um apelido que
nem lembro se fui eu quem criou. Você parece dizer-me num
sussurro: “sim, estou aqui”. Conversamos por horas a fio, até
a mais alta noite, até o sono chegar, se abancar, me levar à
terra dos sonhos, mais tranquilo, mesmo momentaneamente sendo
separado de você.
De
manhã acordo como se tivesse você aconchegada em meus
braços, quase sinto meus dedos enrolarem-se em teus cabelos. O
sorriso bobo ainda está lá. Pareço olhar pra
você, visualizo tua cabeça pousada em meu peito, sinto a
respiração ritmada, enquanto você dormita como
uma gata, aninhada bem perto de mim, por vezes sou capaz de sentir
teus cabelos roçando em meu rosto. É difícil não
rolar uma lágrima, nesses momentos. Penso então em como
será o dia, repasso o que tenho para fazer, reviso aquilo que
planejei, faço uma oração, deixo-me entregar um
pouco mais à preguiça e à imaginação,
“quem sabe”, eu penso, desejo, “você também está
aqui, estamos nós dois...” reafirmo meu amor, com a alma
leve, como se te dissesse olhos nos olhos. Reafirmo também a
fé em um dia, em que estaremos, realmente, juntos, quando abro
os olhos e me preparo para levantar, banhar-me, vestir-me, tomar
café, escovar os dentes, calçar sapatos e sair para
mais um dia de trabalho, me entregar a essa rotina, que você
foi uma das pessoas que me ensinaram a valorizar.
Antes
disso tudo, me despeço de você, de nosso mundinho
secreto, particular, beijo teus cabelos, tuas pálpebras, teus
lábios, suavemente, para não te acordar – ou não
assustar. Te deixo dormindo, aí, separada de mim por
kilômetros e pelo fuso horário. Sei que logo mais a
noite chega e nos encontraremos, de novo. Só em minha mente,
ou realmente, num mundo particular, num mundo de sonhos, talvez nossa
própria Nárnia, onde nos encontramos, ao menos, em
espírito, não sei... sei apenas que, tendo você,
não me sinto mais tão sozinho.
Hoje
acordei na madrugada, agitado, peguei o celular, para ver as horas,
eram 5h46min. da manhã. É essa a hora que tenho
acordado, já há uns quatro dias. Nunca um sono
tranquilo, sempre a agitação interior. Não que
isso seja ruim, tenho medo do risco de ficar abestado com tal
postura, mas estou tentando aprender com alguém a ver mais o
lado bom das coisas. Essa agitação toda, dentro de mim,
é para sacudir, mesmo, as estruturas, tirar a poeira e as
teias de aranha, revolver a terra, para plantar novas sementes.
Quebrar velhos maus hábitos, repetitivos, viciados, certos
pensamentos equivocados, atitudes equivocadas... renovar ares.
Na
quinta-feira, a agitação dentro de mim foi bem maior.
Acordei no mesmo horário de hoje, sentindo algo, uma força,
uma gama de emoções e sentimentos se fundindo. Desatei
a chorar, um choro diferente dos últimos dias, um choro quase
eufórico. Senti uma necessidade estranha de agradecer ao
Criador, por este ano, pelas pessoas que fazem parte da minha vida,
por tudo o que aprendi e ganhei, até aqui. Sim, é
loucura e sim, foi uma parada muito séria, parecia uma força
muito maior que minha própria vontade. Não sei
explicar. Sei que foi uma abertura de consciência, um grande
momento de lucidez, uma... revelação!
Lembrei,
então, de um sonho que havia tido, no fim de semana passado,
ou no anterior... de repente, ficaram claros os mínimos
detalhes, de cenário, personagens, a conversa. Repeti, no
sonho, padrões que há anos vinham me ferindo, sem que
eu admitisse, pior que isso, vinham ferindo meus amores, também,
em maior, ou menor grau. Sei o que poderão dizer, mas hoje,
pra mim, está bem claro, isso, não é mais figura
de retórica: a amizade é, também, amor, não
é só o sentimento dos apaixonados que é amor...
algumas vezes, nem é, trata-se somente de encantamento. Foi
por todos esses amores que me senti compelido a agradecer, na manhã
de quinta-feira... pois é, e nem era manhã de Natal!
Vai entender... enfim!
Bem,
pois, lembrando do sonho, mais os pensamentos, que então me
vieram, ao acordar, foi-me revelado o que sempre foi óbvio,
mas que havia passado desapercebido, seja porque não estava
conseguindo ver claramente o que estava a um palmo do nariz, seja
porque não quisesse ver, mesmo... o sofrimento e a revolta
pela solidão, porque as pessoas não sabem pelo que
estou passando – assim pensei, diversas vezes – porque preferem
não me dar atenção pra darem a outros menos
votados, etc. Porque da depressão, porque sou um sujeito
triste, que não importa o que diga, nem o que faça, as
pessoas insistem em dar-me muito menos do que estou disposto a dar de
mim... e por aí vai!
Desconfio
que tentei conquistar as pessoas fazendo com que sentissem pena de
mim... fato é que, “papo de coitadinho” só dá
certo em “música” do Latino! Posar de sofredor e de
looser, se fosse há uns cinco anos, e eu tivesse uns 15 de
idade, talvez desse certo... afinal, eu seria um emo!
Sei
que há outras atitudes em mim completamente, ou bastante
equivocadas... quando me encantei por minha musa, quando começava
a me apaixonar, pensei que me bastaria, algum dia, vê-la
passar, o que, efetivamente, veio a acontecer. Eu disse a mim mesmo
que, viesse como viesse, seria muito mais do que eu esperava... mas
acabei voltando a alguns velhos hábitos viciados, os quais já
de outras vezes havia prometido a mim mesmo não repetir.
O
apego excessivo, o lamento pela falta dela aqui, comigo, ou de mim
por lá, perto dela, o sofrimento por sua suposta falta de
atenção, a sensação de que me estavam
sendo tirados os direitos a fazer-lhe as pequenas homenagens, os
textos e versos que gosto tanto de escrever, inspirando-me nela, a
ouvir sua voz... tudo ilusão criada pelo ego. A sensação
de posse, isso é cruel, se ela ficou mesmo estranha, como
imaginei tantas vezes, é porque eu estava estranho, primeiro,
incorrendo em erros que cometo desde sempre. Não somos donos
de ninguém, e vice-versa. Não precisamos da outra
pessoa para viver. Sim, eu sei, eu quero sentir que tenho minha
importância, na vida das pessoas de quem gosto, mas sou como
aquele meme de internet, “você está fazendo isso
errado!”. A angústia da necessidade de saber cada passo seu,
travestida de preocupação e zelo sinceros por minha
paixão... sim, sim, você já deve estar lembrando
de tudo isso, perdoe-me! Não importa se “agora não
adianta mais”, peço-lhe, perdoe-me!
Continuo
lhe querendo, continuo perdidamente apaixonado, após a
tempestade e série de insigts... estou procurando tomar
consciência de algumas coisas, estou sabendo que posso mudar
minha atitude, minha postura, que se vivi solitário, até
hoje, forever alone, já deveria ter aprendido a viver bem
comigo mesmo, sem medo da solidão! Tá, eu acho que a
encontrei, ou reencontrei, mas vivi sem ela até hoje, porque,
de repente, em pouco mais de dois meses longe, acho que vou morrer?!
Não... a analogia da síndrome de abstinência era
tão clara e eu simplesmente não vi... tenho que
aprender várias coisas, agora sei o que é ter
preocupação sincera por ela, pois está “voando”
muito alto, como eu também estava, mas tenho de me
conscientizar que não tenho muito a fazer, a respeito disso,
ela também precisa crescer, andar de bicicleta sem rodinhas.
Sei
que aquilo que quero, talvez não se concretize, talvez não
adiante esperar... mas não será perda de tempo... isso
ainda dói, de vez em quando, mas não tenho por que
perder tempo lastimando. Tenho ideias, tenho em minha mente, talvez
um ideal, talvez uma certeza, não sei, ainda... algo que me
faz acreditar... mas que, lá no fundo, eu sei, ouço a
voz da alma me falar, só se tornará possível,
após ter aprendido o que teimei tanto em não aprender,
até aqui. Por um lado, como disse, ainda a quero, ainda estou
apaixonado, sim, tem dia que dói, tem dia que é
gostoso, esse gostar... sim, eu lhe amo, não há mais
dúvidas, agora, eu sei... gostar e querer, sem pressão,
sem lamentações pela ausência, ou presumida falta
de atenção, sem reclamar que não a tenho... ora,
essa, quem disse?! Quem falou?? Eu a tenho, a trago aqui, comigo,
sim... no meu coração, eu trago muita gente, pessoas,
até, com quem só falei uma vez, na vida, outras com
quem não falo há anos, mas que se tornaram importantes,
de alguma maneira, nessa minha vidinha. Sou grato por essa revelação,
sou mais grato às pessoas que tornaram essa tomada de
consciência possível, que tornam mais agradável a
caminhada, que espero também eu tornar mais doces seus
caminhos... estou aprendendo com cada um dos meus amores! Sou
humildemente grato.
Neste
Natal, eu quero... será que estarei pedindo muito ao bom
velhinho?! Neste Natal eu só quero que o Natal passe bem, que
a família se reúna à mesa, que as picuinhas
sejam deixadas de lado. Não quero celular novo, nem perfume
caro, nem tênis de marca. Quero os presentes de valor
incalculável e verdadeiramente duradouros: o abraço da
família, o riso alto da princesinha linda do tio, saracoteando
pela casa, o olhar pidão da nossa cachorrinha, os gatinhos
enroscando-se em nossos tornozelos, aquela mensagem dos colegas que
estão distantes, de amigos, dos meus amores; mensagens e, quem
sabe, ouvir suas vozes, poder desejar-lhes um feliz Natal também...
Neste
Natal, só quero a alegria tomando conta dos corações,
a generosidade sendo expressada, todos sentindo-se irmanados por uma
força que devia reger cada um dos nossos gestos, não só
no Natal, mas em todas as datas, em todas situações: o
Amor! Neste Natal, quero, eu mesmo, ter o espírito da caridade
em mim, para estender a mão para quem quer que a venha a
pedir!
Neste
Natal, quero que o desejo de cada pessoa, os pedidos de meus amores
sejam concedidos, que vivam e tenham a plenitude do Natal em suas
casas, dentro de si. Quero que o bom velhinho lhes leve presentes
inestimáveis e inesquecíveis, inclusive os que estarei
mandando por ele! Neste Natal, como numa música da Luciana
Mello, só quero que tudo termine muito bem... e você, o
que quer para este Natal?
Não,
realmente, a carência de afeto e a abstinência de você
não são amor. Tampouco é o medo de te machucar,
ou o desejo de ser tão necessário a você quanto
te tornou para mim. Isso não é amor... não são
aqueles pequenos filmes projetados em meu pensamento, em minha
imaginação, romantização, ou sei lá
o quê. Não é esse desejo de te agradar de
qualquer jeito, não são minhas teses e dramatizações
feitas pra te convencer a qualquer custo que somente eu posso te
fazer feliz. Não é a ilusão de que, com você,
estou completo... é, ilusão... o que me fará
completo, sempre serei eu mesmo. Meu ying e meu yang, juntos, pois o
amor só pode ser sentido quando se já está
completo, se parte de mim gosta muito do que faz comigo e outra parte
quer mais... isso não pode ser amor! Cada um dá o que
pode, cada um dará mais de si quando for o momento. Acreditar
piamente nisso, é amor!
E
sim, mesmo sabendo definir melhor o que NÃO é amor, sei
que te amo, sei que o que sinto é Amor. O amor é um não
sei quê, que me remete a você, sem necessidade de
retorno. A saudade, as lembranças que me trazem algo de bom,
teus gestos e tuas palavras... não, não o desespero por
saber de você, mas uma certa ocupação útil
de minha mente e meu coração com a sementinha que tenho
de você, de todos meus amores, que desabrochem em belas flores,
que transformem o velho pântano de sentimentos caóticos
em um lindo jardim. As pequenas mágoas não são
amor, nem provas de amor por você. Meu amor não se
prova, não se comprova, apenas se sente, se demonstra. Amar,
do jeito que for, permite que se manifeste o amor do outro,
livremente, pois o amor só entende a liberdade. As mágoas
são manifestações de um ego que precisa,
principalmente, ser melhor controlado. Para não confundir
sentimento de posse com amor.
Teu
sorriso, o brilho do teu olhar, tua alegria, seja qual for o motivo,
levo aonde vou, sempre comigo. É o que tenho de você. O
que tenho por você, tirante toda paixão extremada e
sensações estremecidas, é o Amor. Por ele, sinto
que quero você, por ele, sinto ainda mais que quero tua
felicidade, acima de qualquer outro desejo pessoal. O Amor nos
sintoniza, de uma forma que a paixão, humana, carnal,
anestesiante, não consegue tão bem. Todos os dias em
que acordo com um sorriso nos lábios, sem qualquer explicação,
ou uma paz indefinível, isso é Amor. Todas as noites em
que lembro de agradecer aos Céus por todos que tenho, fazendo
parte da minha vida, e eu das suas – e isso inclui você –
eu sei que isso é Amor.
Porque
sei que é amor o que sinto, sei que me importa o que realmente
interessa: você leve, livre, bem, venha como vier, ou nem
venha. Porque sei que é amor, sei, no fundo, bem lá no
fundo, que nossos pequenos erros e receios não têm a
importância que nós demos. Porque sei que é amor,
sei que, não importa se perto, ou longe, se ficar dez anos sem
te ver, ou se nos falarmos amanhã, o Amor vai estar aqui
comigo, vai estar com você, também. Porque sei que é
amor, agradeço o que tivemos, não me preocupo com o
amanhã (não mais), o que tiver de ser, será,
independente do meu desejo, ou do teu. Importa que hoje é mais
um dia que passa, com meu coração preenchido desse
sentimento, desse Amor, que com ele, levo você dentro de mim!
Porque o que nos move – a todos – é o Amor!
Fiz
retrospectivas, fiz resoluções... não esperei,
agora vou ter que mudar algumas, ou esperar para ver... só
estava esperando o que o Natal iria me trazer. Ontem vi alguma coisa,
algo que me trouxe um novo fôlego, para viver um pouco mais
este ano. Perdi o sono, perdi um tempo, aqui, do mesmo jeito de
agora, escrevendo... tentando escrever, melhor dizendo. A mente e o
coração partiram, carreira desabalada, do Sul ao Norte,
em questão de segundos. Só duas alternativas, uma
imensa espectativa: ou teria o melhor presente de todos os tempos, ou
o ano estaria liquidado ante meus olhos, definitivamente, de forma
tão lúgubre.
Dia
desses, você estava viajando para o Planalto Central, para a
Capital Federal. Fiquei preocupado, o que é natural, ao menos
para mim. Às pessoas que se quer bem, não se quer que
recaia qualquer mal. Ao mesmo tempo, e isso eu não contei,
porque “bobagem”, poderiam dizer... me orgulhava por você,
por minha musa, a mais linda dentre todas, estava em Brasília
a trabalho, me alegrava o seu progresso, nesse seu trabalho.
Por
que pensar em minha musa tem que te trazer tanto mal-estar? Por que
não pode ficar contente por ter alguém que lhe quer
bem, não importando a distância, te ama, se preocupa e –
infantil, ele – gostaria até de te proteger? Esse é o
cara alegre e legal em mim, que está sempre disposto a te
fazer sorrir, com quem você sabe que pode contar, na hora que
precisar... ELE é o mesmo cara que pensa o tempo todo em sua
musa. “Pensa demais!!”. Quando eu estou triste, ELE te procura,
acreditando que possa nos dar o ombro amigo, que ele nunca te negou.
Sua maior preocupação, até parece que você
não sabe, era fazer jus a você! Merecer o direito a
tê-la como sua única musa, sua grande inspiração!
O caboclo versador que tem, ou tinha, a ambição de ser
teu poeta oficial e favorito, a escrever suas odes, divinamente
inspirado pelos sentimentos sublimes, trazidos por sua bela musa. ELE
é o palhaço otimista que às vezes até me
irrita... ele foi o idiota que quase acreditou que o belo texto
talvez fosse pra ele! Era justo ele quem dizia amenizar tua falta em
sua vida, pensando em você, sentindo, dentro de si, tua
presença, imaginando teu sorriso que lhe é tão
caro, teu olhar, que é seu precioso, querendo o absurdo, ter
você nos braços, chegando ao delírio máximo
de imaginar-nos, os dois, a caminhar lado a lado, já bem
velhinhos, à beira do grande rio.
Você
gosta mesmo do abestado risonho que conheceu? Ele está louco
pra estar aí, rindo pra você, o menino nerd, abestalhado
com a vida, admirando tuas belas madeixas, querendo tocá-la,
mas com receio de quebrá-la, que desvanecesse na névoa,
de desfazer o encanto! Quer saber onde ele está?! Por que, se
você teme justamente que ele queira estar a teu lado, te
fazendo sorrir, rindo com você, fazendo companhia, sendo feliz
em te fazer feliz?! O idiota acha mesmo que poderia te fazer feliz...
O
idiota risonho que você disse sentir falta, lembrava-se muito
da última noite em que vocês se falaram por telefone.
Ele lembrava daquela historinha, a qual você mencionou, dizendo
que nas noites em que faltava luz, tua mãe contava. O crianção
ficara, realmente, absolutamente encantado pela historinha da
princesa e a lagartixa, no lugar do sapo. Como uma criança
besta de tão ingênua, com um sorriso sonhador, ele
desejou ser a tal da lagartixa, pior, ele decidiu que seria a tal
osga encantada, que um dia te mostraria, ou seria descoberto por sua
linda musa, que de certeza era a sua doce princesa!
Nas
noites do último final de semana, quando dessa tua viagem,
sonhamos encontrar você. Não é nada para se
preocupar, nós nos comportamos, nos sonhos, eu e ele...
conversei sério contigo, mas não estou lembrado do que
você falou a ele, só sei que ele amanheceu radiante,
mais tranquilo, alegre, sorrindo pras paredes... só
sentindo-se um pouco preocupado com o comprimento do meu cabelo.
Aí,
a conversa leve, na tarde de segunda-feira, você ainda em
Brasília, ele achou que tínhamos ganho o dia, a
semana... e, por esta semana, nossa maior preocupação
era a mais ridícula possível... “oh, mas é
complicado, dá medo!” sim, eu sou o irônico de quem
você não gosta. Continuando: estávamos puramente
preocupados com nossa falta de idéias, nossa dificuldade para
escrever! O bobo só sabe romancear com você, queria
escrever algo, na esperança vã de te agradar. O
versador pávulo queria escrever algo belo, um poema mais
bonito e mais delicado que aquela coisa cafona que enviamos pra você,
outro dia, algo que realmente fosse agradável aos olhos e
falasse alto ao coração, algo que, para ele, realmente
tivesse a cara e a voz da sua musa amada e idolatrada... ele foi quem
de primeiro se encantou pelo texto que lemos. Ele que ficou
embevecido, tenho minhas dúvidas de que qualquer outro pudesse
também ficar assim. Ele ficou encabulado, porque queria saber
fazer algo tão belo pra você. ELE, o idiota, ficou
cogitando, imaginando, torcendo, quase crendo, que fosse dele que
estivessem falando... sério, cá pra nós... tem
certeza que gosta dele??!
Eu
já sabia que não era... sempre soube... como?!? Nunca
é!! Não me surpreendo nem um pouco. A tua osga é
que acusou o golpe, ele não sabe viver tranquilo com a tal da
realidade, que eu e você entendemos bem! Eu, talvez mais, não
sou ingênuo, não sorrio, desconfio das pessoas,
desconfio do mundo, não tenho fé alguma que nada de bom
possa advir dessa terra de vicissitudes. Amargo?! Realista, com
certeza... não romantizo as pessoas. Sei bem do que elas são
capazes, do que podem nos negar, mesmo que não precisem.
O
osga, tão suave com as palavras, tão suave com você,
que quer te agradar, que ama teu sorriso e transborda de alegria com
teu riso sincero, ele não está aqui. Se estiver em
algum lugar, será com sua musa, onde quer que você a
tenha escondido. Por que o quer por perto, se julgou ver em outro
aquilo que ele te deu de graça?? Sabe por que não o vê
em mim?? Porque ele vai estar sempre ao lado de sua musa. Eu já
te falei quem é ela! É perto dela que você vai
encontrá-lo! Muito preocupado com ela... com medo, por ela...
um pouco triste, porque ela passou tantas vezes perto dele e não
o viu... não viu motivo em acreditar, não viu motivo em
querer ter para si o que ele vem lhe dando desde sempre. Ele, ainda
assim, está ao lado da sua princesa, solícito, como cão
carente, desejoso de atenção, sempre pronto pra quando
tiver de contar com ele, de verdade, ou... enfim! O seu sorriso, não
espere vê-lo, dando tempo ao tempo, esperando poeira baixar, se
acostumar com a idéia, “porque, né...”, ou o que
for. Sua positividade está concentrada em apenas uma coisa. O
sorriso do lagartixa, o amigão legal e bobão, você
só vai ver quando estiver pronta.
Já
andei começando a falar, no fim de semana, teve até
alguém por aí perguntando se já não
estava na hora das retrospectivas. Sim, já está na
hora, com certeza, estamos em dezembro, então, sim, já
está na época das retrospectivas! Tem gente que já
está fazendo suas listas do que teve de melhor e de pior,
neste ano de 2011. Mentalmente, já fiz a minha retrospectiva
pessoal, até porque falta bem pouco para terminar o ano,
agora, e salvo algo muito extraordinário, tipo a queda de um
meteoro, nada de mais irá acontecer, por agora... ou posso
estar enganado! Então, é, já fiz meu balanço
do ano e, com a soma dos prós e dos contras, dá pra
concluir que 2011 poderia ter sido melhor... mas até que não
foi tão mal assim! Foi bem, sim, foi um ano bom.
A
partir daí, vamos projetando 2012! Também já
tenho feito isso, antecipando as resoluções de final de
ano, em vez de esperar até o dia 31. No fundo, nunca prestei
muita atenção nisso, é que, pelo que pude
observar, as pessoas têm por hábito fazer um tipo de
lista de intenções, ou de promessas, meio abstratas,
talvez por isso mesmo, que não acabam cumprindo. Tipo “ter
mais paciência, voltar a estudar, fazer uma dieta, arranjar –
ou mudar de – emprego”, etc. Não é o meu caso, já
disse que nunca dei muita importância pra isso, mas pela
observação e pesquisa científicas – huhuhu –
percebi que pra maioria das pessoas, essas resoluções
são mesmo como uma carta de intenções, como as
dos políticos, pode até ser que se cumpra – pela
metade – alguns daqueles objetivos, mas a maior parte vai se
empurrando com a barriga pra, quem sabe, incluir na lsita de
resoluções do fim do ano que vem!
Por
isso que nunca fui de fazer essas listinhas, nem me interessei.
Porém, este ano, decidi inovar e tomar algumas resoluções,
mais como decisões, mesmo. As poucas resoluções
que tomei, no ano passado, para cumprir agora, em 2011, deram certo,
de qualquer maneira, porque, de uma certa forma, foram ideias fixas,
não sendo muito bem planejadas. Outra coisa na qual não
acredito é a máxima de que, se não foi, é
porque não era pra ser... se for mesmo verdade, então
nunca nada dará certo, na vida! Então, bem... consegui
cumprir com umas decisões de fim de ano, mesmo sendo mais
ideias fixas do que algo planejado e friamente calculado, que nem
Chapolin Colorado. Portanto, este final de ano, resolvi levar mais a
sério essa coisa de tradição de ano novo,
resolvi ser um pouco mais ambicioso e fazer minha pequena lista de
resoluções, projetando, planejando 2012 dentro das
decisões, intenções e, quem sabe, pequenas
ideias fixas... quem sabe, planejando o que for possível
planejar e entregando o resto à Providência, não
dê um pouco mais certo? Em dezembro do ano que vem, a gente
volta a falar aqui e vê como se saiu.
Este
texto já estava caindo de maduro, porque, né...
Dezembro, último mês de 2011, dia 10, só mais 21
dias para começarmos mais um ano, mais um ciclo de fins e
recomeços. Não por acaso, estou aqui, escrevendo isto,
em um sábado, pleno fim de semana.
Conforme
aproxima-se o final do ano, começam a espocar as listas do que
aconteceu de mais importante no ano que está acabando, quem
foram os artistas revelados, quantos ministros caíram, quantos
famosos desencarnaram, etc. Todo ano é assim, a gente reclama,
mas se um ano desses não sair uma dessas listas e
retrospectivas, vamos sentir falta, até vamos achar que este
fim de ano não foi tão animado quanto o anterior,
enfim... é assim, por isso certas coisas são chamadas
de tradição! Ok, mas não estamos falando disso
agora!
Como
manda a tradição, muita gente também faz sua
própria retrospectiva, pessoal, fazendo uma espécie de
balanço do ano que passou, das conquistas e perdas, de onde se
conclui se o ano foi, ou não, bom. Após o balanço
do fim de ano, como reza a tradição, costuma-se
projetar o ano que está por vir. Você sabe, as tão
faladas resoluções de fim de ano, que alguém
chegou a comparar com promessa de político em campanha
eleitoral, onde nem metade a gente acaba cumprindo.
Eu,
particularmente, acho que não cumpri com minhas resoluções
de fim de ano porque, enfim... nunca fui muito “católico”,
como costumam dizer os mais velhos, nesse negócio de
“resoluções”. Nunca fiz promessas a mim mesmo, pelo
menos, não na forma tradicional, das resoluções
de final de ano. Sou até meio contrafeito a essa tradição
em particular. A única resolução que cumpri, até
hoje, foi uma a qual já tinha tomado decisão lá
pela metade do ano passado. Fui além do tempo esperado, ao
cumpri-la. Muita coisa aconteceu além do esperado, muita coisa
deixou de acontecer, porque, enfim... não creio que sempre
seja, forçosamente, porque “não era pra ser”.
Balela de livro de auto-ajuda. E que também não vem ao
caso, no momento!
Bom,
de qualquer forma, voltando a essa resolução que,
digamos, deu certo, apesar dos pesares... os pesares só
ocorreram porque a resolução é apenas isso, uma
decisão, uma ideia fixa: você vai comprar um carro, ou
uma motocicleta, vai passar no concurso público, ou no
vestibular, vai fazer uma viagem, vai abrir teu próprio
negócio, etc. Tá, ok, mas você vê isso como
um fim em si e aí, o que acontece depois, foge ao controle, o
que às vezes pode trazer surpresas agradáveis, mas
costuma trazer dissabores! Foi assim que passei por poucas e boas.
Você chegou ao fim pretendido, mas não pensou o que
faria, quando lá chegasse. Não é que não
era pra ser, é que a gente não planejou melhor, não
avaliou melhor a situação. Poderia, sim, ter sido, mas
não fiquemos nos martirizando por isso.
O
ano de 2011 está acabando, agora estamos pensando 2012, e os
próximos, caso não se confirme o fim do mundo... já
temos nossas resoluções, nossas prioridades. Só
não estou, aqui, as elencando, mas as temos! Traçando
os planos que nos faltaram, até o momento. Assim, temos
melhores chances de as surpresas serem mais agradáveis.
Tivemos bastante sobressaltos em 2011, não que 2012 será
um ano mais tranquilo, mas certamente mais planejado. Ou não!
Bora ver, bora ver...
Que
loucura! Ou talvez não...?! É extremamente perigoso, e
pode até não ser, estar a cada dia mais apaixonado por
minha musa. A uma certa distância, é uma grande loucura,
se bem que, dita pela pessoa certa, a insanidade passa a ser só
questão de opinião...
Já
foi dito, e eu admito, tenho pensado demais em minha musa. Acho que
sim, pode-se dizer que me inspiro muito nela... agrada-me inspirar-me
nela, admirá-la, admirar seus gestos, suas palavras. Penso
nela boa parte do tempo, penso em seu olhar, em seu sorriso, oro por
ela, agradeço ao Criador e peço ao Mestre que a
abençoe.
Como
se ela pudesse me ouvir, desejo-lhe boa noite e bom descanso, ao fim
do dia, da mesma forma, desejo-lhe um bom despertar e uma manhã
agradável, no começo do dia. Lhe falo das minhas
pequenas coisas, como foi o dia, etc, pouco antes de dormir. Lembrar
as nossas velhas conversas é bom, mas já não é
o bastante, então falo com ela, como se estivesse aqui,
comigo, a meu lado, junto de mim... sim, é, eu sei, é
estranho, mas de alguma forma, me faz bem; melhor isso do que pensar
na solidão, no vazio da sua ausência, na falta de um
afago, um carinho, um afeto, quando não é qualquer um
que acalmará meu coração... só o seu...
enfim, talvez esteja errado em dedicar-me assim, a essa admiração
por minha musa, dar-lhe essa importância, manter-me tão
centrado nela, como um satélite, permanentemente atraído
pela órbita gravitacional de uma estrela... quem sabe isso nem
é errado...?!
De
certa forma, isso ameniza a distância, sinto-me mais próximo,
como se tivéssemos alguma ligação real, um elo
mais forte, dos que só podem existir entre a musa e seu
versador... sinto-me mais ou menos como o cara da letra de uma música
de Belle and Sebastian... mas enfim, que seja, é o que temos
para o momento... quem disse que não sei ser realista?! Fora a
brincadeira, se é leseira, já pedi, aqui, licença
para lesar, se não é leseira, então é
real, pra mim É mesmo real, minha musa é real, está
em minha mente, em meu coração e em minha vida! Se o
sentimento é real, ou abstrato, se é certo, ou
errado... isso é só “se”, não interessa
muito cogitar. Se tal sentimento é amor, se isso é
amar, enfim... seja como for, é o que sinto, então,
sim, é real! Perigoso, talvez, mas real!
Antigamente
se acreditava que as musas eram espíritos, entidades femininas
que inspiravam artistas, escritores, poetas, enfim, por aí
vai. O poeta, ou o músico, não eram quem escolhia suas
musas, elas elegiam seus favoritos e lhes sopravam as inspirações
para suas obras.
Até
hoje, só tinha usado da minha imaginação para
escrever meus próprios pobres textos e criar personagens ainda
mais fracos. Tive paixões e paixonites, tive meus momentos de
empolgação semi-adolescente... mas nunca meu coração
havia se agitado por uma musa, antes! “Oh, mas essas mulheres...
ela não vai me acreditar, tão mais fácil aceitar
os velhos estereótipos...” sim, sim, eu sei, eu entendo. Só
o que não entendo são os estereótipos: não
me identifico nem com metade. Whatever! Não importa!
Ultimamente,
não tenho me sentido muito inspirado... e a culpa não é
da minha musa. Isso me lembra um comercial de tv... enfim, não
tenho, nunca tive, outras musas. As outras paixões estão
lá atrás, no passado, e estão para minha musa
como a água para o vinho. Eu é que não estou
assim tão diferente, penso muito em minha musa, o tempo todo,
praticamente. Me incomoda a possibilidade de pensar que possam haver
outras “musas”... pior se achasse bom que houvessem outras, penso
eu!
Talvez
se preocupe em ser essa única musa, talvez nem lhe dê
nada, tipo: “tanto faz como tanto fez”. Procuro não pensar
muito a frente, não tentar prever o que pode pensar, não
me preocupar tanto... em lhe machucar com a manifestação
de meus sentimentos, ou não me magoar com a aparente
indiferença. Enfim, nunca é fácil... quero fazer
jus, quero ser o seu versador oficial. Não importa o quanto eu
ache uma moça que veja na rua bonita, sempre penso que não
chega aos pés da mais linda mulher que conheço, que por
acaso, é minha musa. É, sim, eu sei... nesses dias,
tinha sentido-me muito sozinho – ainda sinto-me, acho – em forte
depressão. Pensar que queria um carinho, era só o seu,
que desejava sentir. Somente em seus braços, conseguiria
sentir-me aquecido, nessas noites frias que vêm fazendo, o seu
colo é o único onde poderia descansar minha cabeça
e minha mente. É leseira, eu sei, é bobagem, mas disso
já falei em outro texto. Deixe eu ser leso, por favor! Penso
apenas em seus olhos, no seu sorriso... penso se ainda consigo
fazê-la sorrir, penso até que gostaria de, talvez –
oh, leso versador sem noção – fazer seus olhos
brilharem. Desejo tolo, mas e daí, ser o esteio nos seus
momentos difíceis, o ombro onde chorar e desabafar, o abraço
onde se aconchegar, o colo onde descansar sua bela cabecinha...
enfim! Eu reconheço, sou leso, deixa eu ser! Não
entendo, não, as explicações, por que não
poderia ser eu, mas não importa agora, o que importa é
só uma coisa, apenas uma: há uma musa que me inspira
ideias e sentimentos, uma musa em meu coração, e ela é
só você!
Bobagens...
é tudo bobagem! Não passa de uma grande besteira! Hoje,
é tudo assim, bobagens sem sentido e sem motivo! Ultimamente,
você só tem pensado, feito e dito besteira! Tem se
irritado, se machucado e se chateado por pouca coisa. É tudo
bobagem! Você tem dado importância demais para pequenas
coisas, você tem dado importância demais a quem não
te dá a mesma, a uma vida que você absolutamente não
influencia, você tem perdido tempo requerendo presença e
atenção de alguém para quem não fazer
tanta falta assim... ora, que bobagem estamos dizendo!
Você
se apega a bobagens mistificadoras, acredita ter ligação
especial com uma pessoa só porque, numa tarde, deu uma dentro
e achou estar sintonizado de uma forma sobrenatural... besteira,
jovem! Você procura explicações psicológicas
profundas para os sonhos que tem à noite, acredita que os
sonhos por vezes sejam portais para outras dimensões, para o
passado, para o futuro, crê realmente conversar com pessoas que
nem estão mais por aqui... que besteira! Pior mesmo é
você cogitar que talvez tenha lhe prometido antes que iriam se
reencontrar e que isso enfim aconteceu só agora, neste ano!
Bom, isso provavelmente é mesmo uma grande bobagem...
Você
tem sofrido por bobagem, tem incomodado com bobagem e aquelas
pequenas besteiras que a faziam sorrir, você não tem
conseguido mais fazer. Você tem sentido falta das pequenas
bobagens, das suas conversas no largo, ou por telefone, ou pelo
messenger do facebook, quando elas eram mais leves... ou as sms que
eram trocadas loucamente, antes e agora são mensagens
retóricas... essas eram bobagens assumidas, pelo menos! São
as pequenas bobagens que ainda te fazem sorrir, ou crer que pode ser,
ou enfim... são aquelas pequenas bobagens que gostamos de
relembrar, mesmo às vezes, num dia em que estamos
particularmente sensíveis, nos fazem chorar de saudade. Ah, as
pequenas bobagens... nos apegamos a elas porque, enfim não são
grandes coisas, realidade verdadeira, ou qualquer coisa assim que
fazem a gente até achar esta existência interessante.
São as pequenas coisas que nos chamam a atenção,
são as pequenas besteiras que fazem essa nossa vida valer a
pena. Difícil não dar importância exagerada a
certas bobagens, mas podemos tentar...