PESCANDO NO BODOSAL

sábado, 10 de dezembro de 2011

Resoluções


Este texto já estava caindo de maduro, porque, né... Dezembro, último mês de 2011, dia 10, só mais 21 dias para começarmos mais um ano, mais um ciclo de fins e recomeços. Não por acaso, estou aqui, escrevendo isto, em um sábado, pleno fim de semana.
Conforme aproxima-se o final do ano, começam a espocar as listas do que aconteceu de mais importante no ano que está acabando, quem foram os artistas revelados, quantos ministros caíram, quantos famosos desencarnaram, etc. Todo ano é assim, a gente reclama, mas se um ano desses não sair uma dessas listas e retrospectivas, vamos sentir falta, até vamos achar que este fim de ano não foi tão animado quanto o anterior, enfim... é assim, por isso certas coisas são chamadas de tradição! Ok, mas não estamos falando disso agora!
Como manda a tradição, muita gente também faz sua própria retrospectiva, pessoal, fazendo uma espécie de balanço do ano que passou, das conquistas e perdas, de onde se conclui se o ano foi, ou não, bom. Após o balanço do fim de ano, como reza a tradição, costuma-se projetar o ano que está por vir. Você sabe, as tão faladas resoluções de fim de ano, que alguém chegou a comparar com promessa de político em campanha eleitoral, onde nem metade a gente acaba cumprindo.
Eu, particularmente, acho que não cumpri com minhas resoluções de fim de ano porque, enfim... nunca fui muito “católico”, como costumam dizer os mais velhos, nesse negócio de “resoluções”. Nunca fiz promessas a mim mesmo, pelo menos, não na forma tradicional, das resoluções de final de ano. Sou até meio contrafeito a essa tradição em particular. A única resolução que cumpri, até hoje, foi uma a qual já tinha tomado decisão lá pela metade do ano passado. Fui além do tempo esperado, ao cumpri-la. Muita coisa aconteceu além do esperado, muita coisa deixou de acontecer, porque, enfim... não creio que sempre seja, forçosamente, porque “não era pra ser”. Balela de livro de auto-ajuda. E que também não vem ao caso, no momento!
Bom, de qualquer forma, voltando a essa resolução que, digamos, deu certo, apesar dos pesares... os pesares só ocorreram porque a resolução é apenas isso, uma decisão, uma ideia fixa: você vai comprar um carro, ou uma motocicleta, vai passar no concurso público, ou no vestibular, vai fazer uma viagem, vai abrir teu próprio negócio, etc. Tá, ok, mas você vê isso como um fim em si e aí, o que acontece depois, foge ao controle, o que às vezes pode trazer surpresas agradáveis, mas costuma trazer dissabores! Foi assim que passei por poucas e boas. Você chegou ao fim pretendido, mas não pensou o que faria, quando lá chegasse. Não é que não era pra ser, é que a gente não planejou melhor, não avaliou melhor a situação. Poderia, sim, ter sido, mas não fiquemos nos martirizando por isso.
O ano de 2011 está acabando, agora estamos pensando 2012, e os próximos, caso não se confirme o fim do mundo... já temos nossas resoluções, nossas prioridades. Só não estou, aqui, as elencando, mas as temos! Traçando os planos que nos faltaram, até o momento. Assim, temos melhores chances de as surpresas serem mais agradáveis. Tivemos bastante sobressaltos em 2011, não que 2012 será um ano mais tranquilo, mas certamente mais planejado. Ou não! Bora ver, bora ver...



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