Antigamente
se acreditava que as musas eram espíritos, entidades femininas
que inspiravam artistas, escritores, poetas, enfim, por aí
vai. O poeta, ou o músico, não eram quem escolhia suas
musas, elas elegiam seus favoritos e lhes sopravam as inspirações
para suas obras.
Até
hoje, só tinha usado da minha imaginação para
escrever meus próprios pobres textos e criar personagens ainda
mais fracos. Tive paixões e paixonites, tive meus momentos de
empolgação semi-adolescente... mas nunca meu coração
havia se agitado por uma musa, antes! “Oh, mas essas mulheres...
ela não vai me acreditar, tão mais fácil aceitar
os velhos estereótipos...” sim, sim, eu sei, eu entendo. Só
o que não entendo são os estereótipos: não
me identifico nem com metade. Whatever! Não importa!
Ultimamente,
não tenho me sentido muito inspirado... e a culpa não é
da minha musa. Isso me lembra um comercial de tv... enfim, não
tenho, nunca tive, outras musas. As outras paixões estão
lá atrás, no passado, e estão para minha musa
como a água para o vinho. Eu é que não estou
assim tão diferente, penso muito em minha musa, o tempo todo,
praticamente. Me incomoda a possibilidade de pensar que possam haver
outras “musas”... pior se achasse bom que houvessem outras, penso
eu!
Talvez
se preocupe em ser essa única musa, talvez nem lhe dê
nada, tipo: “tanto faz como tanto fez”. Procuro não pensar
muito a frente, não tentar prever o que pode pensar, não
me preocupar tanto... em lhe machucar com a manifestação
de meus sentimentos, ou não me magoar com a aparente
indiferença. Enfim, nunca é fácil... quero fazer
jus, quero ser o seu versador oficial. Não importa o quanto eu
ache uma moça que veja na rua bonita, sempre penso que não
chega aos pés da mais linda mulher que conheço, que por
acaso, é minha musa. É, sim, eu sei... nesses dias,
tinha sentido-me muito sozinho – ainda sinto-me, acho – em forte
depressão. Pensar que queria um carinho, era só o seu,
que desejava sentir. Somente em seus braços, conseguiria
sentir-me aquecido, nessas noites frias que vêm fazendo, o seu
colo é o único onde poderia descansar minha cabeça
e minha mente. É leseira, eu sei, é bobagem, mas disso
já falei em outro texto. Deixe eu ser leso, por favor! Penso
apenas em seus olhos, no seu sorriso... penso se ainda consigo
fazê-la sorrir, penso até que gostaria de, talvez –
oh, leso versador sem noção – fazer seus olhos
brilharem. Desejo tolo, mas e daí, ser o esteio nos seus
momentos difíceis, o ombro onde chorar e desabafar, o abraço
onde se aconchegar, o colo onde descansar sua bela cabecinha...
enfim! Eu reconheço, sou leso, deixa eu ser! Não
entendo, não, as explicações, por que não
poderia ser eu, mas não importa agora, o que importa é
só uma coisa, apenas uma: há uma musa que me inspira
ideias e sentimentos, uma musa em meu coração, e ela é
só você!

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