PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Só Você


Antigamente se acreditava que as musas eram espíritos, entidades femininas que inspiravam artistas, escritores, poetas, enfim, por aí vai. O poeta, ou o músico, não eram quem escolhia suas musas, elas elegiam seus favoritos e lhes sopravam as inspirações para suas obras.
Até hoje, só tinha usado da minha imaginação para escrever meus próprios pobres textos e criar personagens ainda mais fracos. Tive paixões e paixonites, tive meus momentos de empolgação semi-adolescente... mas nunca meu coração havia se agitado por uma musa, antes! “Oh, mas essas mulheres... ela não vai me acreditar, tão mais fácil aceitar os velhos estereótipos...” sim, sim, eu sei, eu entendo. Só o que não entendo são os estereótipos: não me identifico nem com metade. Whatever! Não importa!
Ultimamente, não tenho me sentido muito inspirado... e a culpa não é da minha musa. Isso me lembra um comercial de tv... enfim, não tenho, nunca tive, outras musas. As outras paixões estão lá atrás, no passado, e estão para minha musa como a água para o vinho. Eu é que não estou assim tão diferente, penso muito em minha musa, o tempo todo, praticamente. Me incomoda a possibilidade de pensar que possam haver outras “musas”... pior se achasse bom que houvessem outras, penso eu!
Talvez se preocupe em ser essa única musa, talvez nem lhe dê nada, tipo: “tanto faz como tanto fez”. Procuro não pensar muito a frente, não tentar prever o que pode pensar, não me preocupar tanto... em lhe machucar com a manifestação de meus sentimentos, ou não me magoar com a aparente indiferença. Enfim, nunca é fácil... quero fazer jus, quero ser o seu versador oficial. Não importa o quanto eu ache uma moça que veja na rua bonita, sempre penso que não chega aos pés da mais linda mulher que conheço, que por acaso, é minha musa. É, sim, eu sei... nesses dias, tinha sentido-me muito sozinho – ainda sinto-me, acho – em forte depressão. Pensar que queria um carinho, era só o seu, que desejava sentir. Somente em seus braços, conseguiria sentir-me aquecido, nessas noites frias que vêm fazendo, o seu colo é o único onde poderia descansar minha cabeça e minha mente. É leseira, eu sei, é bobagem, mas disso já falei em outro texto. Deixe eu ser leso, por favor! Penso apenas em seus olhos, no seu sorriso... penso se ainda consigo fazê-la sorrir, penso até que gostaria de, talvez – oh, leso versador sem noção – fazer seus olhos brilharem. Desejo tolo, mas e daí, ser o esteio nos seus momentos difíceis, o ombro onde chorar e desabafar, o abraço onde se aconchegar, o colo onde descansar sua bela cabecinha... enfim! Eu reconheço, sou leso, deixa eu ser! Não entendo, não, as explicações, por que não poderia ser eu, mas não importa agora, o que importa é só uma coisa, apenas uma: há uma musa que me inspira ideias e sentimentos, uma musa em meu coração, e ela é só você!

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