Que
loucura! Ou talvez não...?! É extremamente perigoso, e
pode até não ser, estar a cada dia mais apaixonado por
minha musa. A uma certa distância, é uma grande loucura,
se bem que, dita pela pessoa certa, a insanidade passa a ser só
questão de opinião...
Já
foi dito, e eu admito, tenho pensado demais em minha musa. Acho que
sim, pode-se dizer que me inspiro muito nela... agrada-me inspirar-me
nela, admirá-la, admirar seus gestos, suas palavras. Penso
nela boa parte do tempo, penso em seu olhar, em seu sorriso, oro por
ela, agradeço ao Criador e peço ao Mestre que a
abençoe.
Como
se ela pudesse me ouvir, desejo-lhe boa noite e bom descanso, ao fim
do dia, da mesma forma, desejo-lhe um bom despertar e uma manhã
agradável, no começo do dia. Lhe falo das minhas
pequenas coisas, como foi o dia, etc, pouco antes de dormir. Lembrar
as nossas velhas conversas é bom, mas já não é
o bastante, então falo com ela, como se estivesse aqui,
comigo, a meu lado, junto de mim... sim, é, eu sei, é
estranho, mas de alguma forma, me faz bem; melhor isso do que pensar
na solidão, no vazio da sua ausência, na falta de um
afago, um carinho, um afeto, quando não é qualquer um
que acalmará meu coração... só o seu...
enfim, talvez esteja errado em dedicar-me assim, a essa admiração
por minha musa, dar-lhe essa importância, manter-me tão
centrado nela, como um satélite, permanentemente atraído
pela órbita gravitacional de uma estrela... quem sabe isso nem
é errado...?!
De
certa forma, isso ameniza a distância, sinto-me mais próximo,
como se tivéssemos alguma ligação real, um elo
mais forte, dos que só podem existir entre a musa e seu
versador... sinto-me mais ou menos como o cara da letra de uma música
de Belle and Sebastian... mas enfim, que seja, é o que temos
para o momento... quem disse que não sei ser realista?! Fora a
brincadeira, se é leseira, já pedi, aqui, licença
para lesar, se não é leseira, então é
real, pra mim É mesmo real, minha musa é real, está
em minha mente, em meu coração e em minha vida! Se o
sentimento é real, ou abstrato, se é certo, ou
errado... isso é só “se”, não interessa
muito cogitar. Se tal sentimento é amor, se isso é
amar, enfim... seja como for, é o que sinto, então,
sim, é real! Perigoso, talvez, mas real!


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