PESCANDO NO BODOSAL

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Realmente Perigoso


Que loucura! Ou talvez não...?! É extremamente perigoso, e pode até não ser, estar a cada dia mais apaixonado por minha musa. A uma certa distância, é uma grande loucura, se bem que, dita pela pessoa certa, a insanidade passa a ser só questão de opinião...
Já foi dito, e eu admito, tenho pensado demais em minha musa. Acho que sim, pode-se dizer que me inspiro muito nela... agrada-me inspirar-me nela, admirá-la, admirar seus gestos, suas palavras. Penso nela boa parte do tempo, penso em seu olhar, em seu sorriso, oro por ela, agradeço ao Criador e peço ao Mestre que a abençoe.
Como se ela pudesse me ouvir, desejo-lhe boa noite e bom descanso, ao fim do dia, da mesma forma, desejo-lhe um bom despertar e uma manhã agradável, no começo do dia. Lhe falo das minhas pequenas coisas, como foi o dia, etc, pouco antes de dormir. Lembrar as nossas velhas conversas é bom, mas já não é o bastante, então falo com ela, como se estivesse aqui, comigo, a meu lado, junto de mim... sim, é, eu sei, é estranho, mas de alguma forma, me faz bem; melhor isso do que pensar na solidão, no vazio da sua ausência, na falta de um afago, um carinho, um afeto, quando não é qualquer um que acalmará meu coração... só o seu... enfim, talvez esteja errado em dedicar-me assim, a essa admiração por minha musa, dar-lhe essa importância, manter-me tão centrado nela, como um satélite, permanentemente atraído pela órbita gravitacional de uma estrela... quem sabe isso nem é errado...?!

De certa forma, isso ameniza a distância, sinto-me mais próximo, como se tivéssemos alguma ligação real, um elo mais forte, dos que só podem existir entre a musa e seu versador... sinto-me mais ou menos como o cara da letra de uma música de Belle and Sebastian... mas enfim, que seja, é o que temos para o momento... quem disse que não sei ser realista?! Fora a brincadeira, se é leseira, já pedi, aqui, licença para lesar, se não é leseira, então é real, pra mim É mesmo real, minha musa é real, está em minha mente, em meu coração e em minha vida! Se o sentimento é real, ou abstrato, se é certo, ou errado... isso é só “se”, não interessa muito cogitar. Se tal sentimento é amor, se isso é amar, enfim... seja como for, é o que sinto, então, sim, é real! Perigoso, talvez, mas real!

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