Fiz
retrospectivas, fiz resoluções... não esperei,
agora vou ter que mudar algumas, ou esperar para ver... só
estava esperando o que o Natal iria me trazer. Ontem vi alguma coisa,
algo que me trouxe um novo fôlego, para viver um pouco mais
este ano. Perdi o sono, perdi um tempo, aqui, do mesmo jeito de
agora, escrevendo... tentando escrever, melhor dizendo. A mente e o
coração partiram, carreira desabalada, do Sul ao Norte,
em questão de segundos. Só duas alternativas, uma
imensa espectativa: ou teria o melhor presente de todos os tempos, ou
o ano estaria liquidado ante meus olhos, definitivamente, de forma
tão lúgubre.
Dia
desses, você estava viajando para o Planalto Central, para a
Capital Federal. Fiquei preocupado, o que é natural, ao menos
para mim. Às pessoas que se quer bem, não se quer que
recaia qualquer mal. Ao mesmo tempo, e isso eu não contei,
porque “bobagem”, poderiam dizer... me orgulhava por você,
por minha musa, a mais linda dentre todas, estava em Brasília
a trabalho, me alegrava o seu progresso, nesse seu trabalho.
Por
que pensar em minha musa tem que te trazer tanto mal-estar? Por que
não pode ficar contente por ter alguém que lhe quer
bem, não importando a distância, te ama, se preocupa e –
infantil, ele – gostaria até de te proteger? Esse é o
cara alegre e legal em mim, que está sempre disposto a te
fazer sorrir, com quem você sabe que pode contar, na hora que
precisar... ELE é o mesmo cara que pensa o tempo todo em sua
musa. “Pensa demais!!”. Quando eu estou triste, ELE te procura,
acreditando que possa nos dar o ombro amigo, que ele nunca te negou.
Sua maior preocupação, até parece que você
não sabe, era fazer jus a você! Merecer o direito a
tê-la como sua única musa, sua grande inspiração!
O caboclo versador que tem, ou tinha, a ambição de ser
teu poeta oficial e favorito, a escrever suas odes, divinamente
inspirado pelos sentimentos sublimes, trazidos por sua bela musa. ELE
é o palhaço otimista que às vezes até me
irrita... ele foi o idiota que quase acreditou que o belo texto
talvez fosse pra ele! Era justo ele quem dizia amenizar tua falta em
sua vida, pensando em você, sentindo, dentro de si, tua
presença, imaginando teu sorriso que lhe é tão
caro, teu olhar, que é seu precioso, querendo o absurdo, ter
você nos braços, chegando ao delírio máximo
de imaginar-nos, os dois, a caminhar lado a lado, já bem
velhinhos, à beira do grande rio.
Você
gosta mesmo do abestado risonho que conheceu? Ele está louco
pra estar aí, rindo pra você, o menino nerd, abestalhado
com a vida, admirando tuas belas madeixas, querendo tocá-la,
mas com receio de quebrá-la, que desvanecesse na névoa,
de desfazer o encanto! Quer saber onde ele está?! Por que, se
você teme justamente que ele queira estar a teu lado, te
fazendo sorrir, rindo com você, fazendo companhia, sendo feliz
em te fazer feliz?! O idiota acha mesmo que poderia te fazer feliz...
O
idiota risonho que você disse sentir falta, lembrava-se muito
da última noite em que vocês se falaram por telefone.
Ele lembrava daquela historinha, a qual você mencionou, dizendo
que nas noites em que faltava luz, tua mãe contava. O crianção
ficara, realmente, absolutamente encantado pela historinha da
princesa e a lagartixa, no lugar do sapo. Como uma criança
besta de tão ingênua, com um sorriso sonhador, ele
desejou ser a tal da lagartixa, pior, ele decidiu que seria a tal
osga encantada, que um dia te mostraria, ou seria descoberto por sua
linda musa, que de certeza era a sua doce princesa!
Nas
noites do último final de semana, quando dessa tua viagem,
sonhamos encontrar você. Não é nada para se
preocupar, nós nos comportamos, nos sonhos, eu e ele...
conversei sério contigo, mas não estou lembrado do que
você falou a ele, só sei que ele amanheceu radiante,
mais tranquilo, alegre, sorrindo pras paredes... só
sentindo-se um pouco preocupado com o comprimento do meu cabelo.
Aí,
a conversa leve, na tarde de segunda-feira, você ainda em
Brasília, ele achou que tínhamos ganho o dia, a
semana... e, por esta semana, nossa maior preocupação
era a mais ridícula possível... “oh, mas é
complicado, dá medo!” sim, eu sou o irônico de quem
você não gosta. Continuando: estávamos puramente
preocupados com nossa falta de idéias, nossa dificuldade para
escrever! O bobo só sabe romancear com você, queria
escrever algo, na esperança vã de te agradar. O
versador pávulo queria escrever algo belo, um poema mais
bonito e mais delicado que aquela coisa cafona que enviamos pra você,
outro dia, algo que realmente fosse agradável aos olhos e
falasse alto ao coração, algo que, para ele, realmente
tivesse a cara e a voz da sua musa amada e idolatrada... ele foi quem
de primeiro se encantou pelo texto que lemos. Ele que ficou
embevecido, tenho minhas dúvidas de que qualquer outro pudesse
também ficar assim. Ele ficou encabulado, porque queria saber
fazer algo tão belo pra você. ELE, o idiota, ficou
cogitando, imaginando, torcendo, quase crendo, que fosse dele que
estivessem falando... sério, cá pra nós... tem
certeza que gosta dele??!
Eu
já sabia que não era... sempre soube... como?!? Nunca
é!! Não me surpreendo nem um pouco. A tua osga é
que acusou o golpe, ele não sabe viver tranquilo com a tal da
realidade, que eu e você entendemos bem! Eu, talvez mais, não
sou ingênuo, não sorrio, desconfio das pessoas,
desconfio do mundo, não tenho fé alguma que nada de bom
possa advir dessa terra de vicissitudes. Amargo?! Realista, com
certeza... não romantizo as pessoas. Sei bem do que elas são
capazes, do que podem nos negar, mesmo que não precisem.
O
osga, tão suave com as palavras, tão suave com você,
que quer te agradar, que ama teu sorriso e transborda de alegria com
teu riso sincero, ele não está aqui. Se estiver em
algum lugar, será com sua musa, onde quer que você a
tenha escondido. Por que o quer por perto, se julgou ver em outro
aquilo que ele te deu de graça?? Sabe por que não o vê
em mim?? Porque ele vai estar sempre ao lado de sua musa. Eu já
te falei quem é ela! É perto dela que você vai
encontrá-lo! Muito preocupado com ela... com medo, por ela...
um pouco triste, porque ela passou tantas vezes perto dele e não
o viu... não viu motivo em acreditar, não viu motivo em
querer ter para si o que ele vem lhe dando desde sempre. Ele, ainda
assim, está ao lado da sua princesa, solícito, como cão
carente, desejoso de atenção, sempre pronto pra quando
tiver de contar com ele, de verdade, ou... enfim! O seu sorriso, não
espere vê-lo, dando tempo ao tempo, esperando poeira baixar, se
acostumar com a idéia, “porque, né...”, ou o que
for. Sua positividade está concentrada em apenas uma coisa. O
sorriso do lagartixa, o amigão legal e bobão, você
só vai ver quando estiver pronta.


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