PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Desconstruindo o Mau Humor

Insônia me deixa mal-humorado. Acordar às 4h da madrugada fria de uma sexta-feira, levantar e ir ao banheiro, depois ir à cozinha, pois tá com a boca seca e precisa tomar água, não é uma boa. Principalmente se você depois não consegue pregar os olhos novamente e fica rolando na cama, até quase seis horas da manhã, sendo que você levanta às sete... pensamentos desconexos, bocejos; um concurso que você vai prestar só dali há umas 50 horas; cabeça inchada porque seu time ganhava o jogo da noite anterior, no primeiro tempo e deixa o adversário virar no segundo; um semi-sonho em que batemos papo, Julinha – minha filhotinha – e eu, num almoço na serra gaúcha (chique, hein!); os sentimentos contraditórios que me provocam certas lembranças e ainda algumas atitudes daquela garotinha rondoniense a quem detesto tanto, mas tanto que a amo. O resultado é que fico com sono o dia todo. O frio já é suficiente pra me deixar mal-humorado. Experimente você, levantar às 7 horas da manhã pra tomar banho e sair pra trabalhar com temperaturas abaixo de 15°C! Ainda bem que o sol apareceu. Dá um pequeno ânimo, mesmo aquecendo quase o mesmo que a geladeira, ou seja, nada.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Desconstruindo.me

Estou sempre em desconstrução. Esmiuçando sensações, sentimentos, experiências pessoais, acontecimentos externos que me afetem internamente, acontecimentos internos que afetam a minha imagem exterior, acontecimentos exteriores que também afetam minha imagem exterior, para outras pessoas, amigos, conhecidos, seguidos e seguidores... ou não! Às vezes, ou melhor, quase sempre eu acho que as pessoas mudaram comigo, que minha imagem pessoal está um tanto defasada, ou talvez manchada perante as outras pessoas, ou sei lá, acho que já não desperto aquele interesse de antes, se é que despertei algum... e nesses casos, geralmente, a coisa tá só em mim! Sou eu quem está se sentindo diferente! Ou acordei com os pés pra fora do cobertor, ou alguma coisa me deixou pra baixo, ou encontro-me um tanto carente de carinho e atenção... e qualquer coisa que leio, ou ouço, ou vejo, desencadeia um milhão de sensações ruins, um milhão de questionamentos, inseguranças, desconfianças... é complicado, bicho!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ser Fake ou Não Ser!??


Será que sou feique? Será que não sou...? Ok, eu me rendo, vocês venceram, eu sou um feique! Afinal de contas, costumo dizer que sou fake de mim mesmo, então, se no meio de uma conversa virtual um camarada diz pro outro “acho que o Victor é feique”, e o outro responde: “tira ele da lista de feiques, que acho que o Victor não é feique!”, e por algum motivo eu perceber, não posso ficar chateado.
Mas afinal, o que é esse tal de fake, que todo mundo tanto fala?” Pois bem, vamos explicar, caso você não saiba o que é... ou até sabe, e conhece bem esse tipo, principalmente nas redes sociais da internet, onde se proliferam feito guanxuma! Claro, talvez não com esse nome, imagino inclusive que nem todo mundo saiba o que é guanxuma, quanto mais fake! Mas então, vamos em frente: “fake” é uma palavra da língua inglesa e significa “falso”. Portanto, sim, fake é falso! Ou falsa, já que boa parte das palavras do idioma inglês não têm o gênero, masculino ou feminino.
Tá, mas e aí, o que representa a pessoa ser ou não fake?” No âmbito da internet representa que aquela pessoa pode não ser exatamente quem diz ser! Uma mesma pessoa pode ter vários perfis, vários registros, várias contas dentro de uma mesma rede, de um mesmo sítio de relacionamento e por aí vai. Sim, é preciso ter uma certa disponibilidade de tempo – e até de dinheiro, algumas vezes – para se administrar várias contas, mas se você as tem, na internet, você pode criar uma grande gama de perfis e personalidades, com informações diferentes a respeito de cada uma, várias das quais não condizentes com o mundo real, quer dizer, fora do cyberespaço. Muitos perfis fakes, ou falsos, são nada mais que “personagens” representando celebridades e personalidades conhecidas da grande mídia e do grande público. Muitos outros são usados com motivações escusas, ou pouco escrupulosas, como promover a si próprio e a camaradas, exaltando-lhes qualidades nem sempre verídicas, ao mesmo tempo em que se lançam acusações e maledicências a respeito de desafetos, personalidades com algum sucesso e invejadas por isso, ou a quem se julga como inimigos seus, sem, é claro, revelar sua verdadeira identidade, protegendo, assim, a sua privacidade – embora não respeite muito a privacidade alheia!
Agora, se sou um fake de mim mesmo? Sim, talvez eu seja... não falo muito de mim mesmo, normalmente... revelo uma ou outra coisa de minha vida nas redes sociais, ou seja, procuro manter minha privacidade e a de meus camaradas e entes queridos. Eu passo boa parte do meu dia na internet, e sobretudo nas redes sociais, é verdade, mas não confio muito na segurança dessas mesmas redes. Não sou tão grande conhecedor de internet assim, sou apenas usuário... tomo os cuidados que posso! Não me revelo muito porque, logicamente, prezo minha privacidade, mas também porque acho que ninguém vai achar minha vida pessoal tão interessante assim... quanto a minhas opiniões, quando as emito, são minhas mesmo! Pra dizer o que penso, nem fake teria coragem, acho eu... digo muita besteira! Não tenho tanto conhecimento assim sobre assunto nenhum. Me interessa e preocupa a nossa política, mas não estou tão inteirado a respeito quanto deveria, ainda mais em um ano de eleição! A internet, a tevê e o rádio são os veículos midiáticos onde me informo, e sim, tenho consciência de quanto dali é manipulado, pelas mais diferentes pessoas, pelos mais diferentes motivos. Procuro, obviamente, ter contato com o maior número de pontos de vista diferentes, mas nem sempre consigo... o que pode ter feito com que alguns tenham me visto como perfil “fake”? Bom, talvez por faltar foto, ou talvez por não estar exatamente em Manaus, embora já tenha demonstrado algumas vezes conhecer um pouco a cidade, e me interessar muito pelos assuntos que se referem a mesma... bom, já dei vários sinais de que não estou morando, atualmente, lá. Mas sim, buddies, eu existo! Estou afastado de Manaus, mas continuo querendo manter-me informado sobre a cidade, sobre o que vem acontecendo aí... a internet, praticamente, é o único lugar onde posso conseguir informações mais ou menos confiáveis, aqui onde estou, sobre a cidade que tenho como minha! Sou absolutamente apaixonado por Manaus, por vezes me torno um tanto chato e enfadonho para meus amigos e parentes aqui do sul, de tanto que falo de lá. Tive algum contato com algumas figuras da política amazonense, e antipatizei com boa parte deles. Teve um momento em que eu considerava o prefeito anterior da cidade um político sério, e recentemente é que mudei um pouco minha opinião sobre o mesmo. Quanto ao atual prefeito, tenho profunda antipatia com o mesmo, desde que pude observá-lo mais detidamente, nas propagandas eleitorais do seu antigo partido, nas eleições majoritárias de 2006, portanto há quatro anos, quando morei lá em Manaus. Não sei quão profundamente eu o conheço para poder emitir qualquer opinião a seu respeito, mas, aparentemente, todos meus preconceitos estão se confirmando, agora.
Outro dia, lendo um texto no blog de um dos camaradas a quem sigo no site de microblogs twitter.com, descobri que um cara que se dizia “de Manaus” no mesmo site, e que me seguia até uma ou duas semanas atrás, bem... era um dos tais fakes, que divulgaram uma campanha de difamação de blogueiros manauaras, vinculando-os a um dos pré-candidatos ao governo amazonense, o ex-ministro Alfredo Nascimento. Será por isso que andaram me achando com cara de feique? Talvez... vai saber! Mas por que o tal feique, de nome @PedroMuniz_ teria me seguido? Meu palpite é de que os administradores desses perfis fakes pretendiam me seguir pra usar meu nome na tal “denúncia” que engendraram e divulgaram na tuitosfera, incluindo com os dos camaradas blogueiros e o vinculando com Alfredo Nascimento – que aliás não levaria muita vantagem em ter-me entre seus “amigos” – como um dos “comparsas” deste em seu suposto intento de difamar seus adversários mais prováveis nas próximas eleições, em outubro... ou criar dúvidas quanto a minha identidade, também pode ser! De qualquer forma, talvez não lhes tenha sido de muita utilidade, de forma que o fake maroto não mais me segue. Confesso, tive um certo temor de que usasse meu perfil, invadisse minha privacidade. Ainda bem que desistiu! Ou não...?
Não sei, já fiquei decepcionado, algumas vezes, pelas pessoas não mais se interessarem por mim, será que se descobrirem que sou isso daí mesmo, que não é falso meu perfil, pior ainda, que existe realmente alguém como eu, por mais inacreditável e duvidoso que pareça... hoje em dia sigo uma filosofia, mesmo no “tuírer”, que apesar de ter sido proferida – no próprio site de microblogs – por um humorista, tem uma grande verdade contida em si: não tento agradar a todo mundo, só a quem gosta de mim. Se você me segue ainda, mesmo depois deste post, mesmo depois de algum chiste infeliz proferido lá no site, acima de tudo, depois de saber que sou isso mesmo, que não sou fake, nem tenho – quer dizer: tenho, sim, mas noutro site de relacionamentos, e são perfis dedicados a meus bichinhos de estimação, a cachorrinha Xuxa e a gatinha albina Maura – nem pretendo criar algum, pra esta ou pra qualquer outra eleição, em qualquer estado da Federação, ou no país de um modo geral, que sou somente um cabra muito do incherido, nada mais que isso... o meu muito obrigado! Sei que o esforço deve ser grande... e espero que lhe valha de alguma coisa!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Questionários


Desânimo. Comecei a semana com. Quer dizer, não é bem desânimo! Talvez com a política, com as eleições de outubro próximo, com o futebol... não com a seleção, eu torço pro Brasil em toda Copa do Mundo, talvez excetuando a da Alemanha, em 2006, onde o clima de oba-oba não me contagiou, mas em geral, é só isso, eu só torço, não questiono a lista do técnico, não reclamo alguma ausência, ou presença, não faço isso. De um modo geral, a escalação do Internacional de Porto Alegre, meu time, minha paixão clubística, me preocupa bem mais que a do selecionado nacional brasileiro deste país. Estou esperando a copa começar, pra aí sim me animar com a seleção de Dunga! Até lá, desânimo, choro e ranger de dentes com o meu glorioso Sport Club Internacional...
Mas meu desânimo, é mais uma preguiça, tenho acordado como se estivesse com bateria fraca... sabe quando seu celular começa a dar um irritante sinal sonoro, te avisando que está quase sem energia? Pois é, eu tô assim, só sem o irritante sinal sonoro! Não sei, sei que estou de baterias descarregadas e não sei bem como recarregá-las. Umas férias, passadas perto de minha filhota – de preferência numa praia do Nordeste, longe do frio – seria meu melhor palpite de como recarregar as baterias. Do contrário, só posso tentar me animar da melhor forma possível. Há planos, projetos e pensamentos. Todos eles em atraso!
Esses dias, num programa de rádio, do chamado “segmento jovem”, ouvi os participantes comentarem sobre alguns hábitos e costumes da meninada nos anos 1980, em particular os caderninhos das meninas, com seus questionários. Um dos participantes foi além, revelou que também fizera um questionário! Claro, as piadas e questionamentos sobre sua masculinidade espocaram de todos os lados, por parte dos outros participantes e por parte dos ouvintes... por um motivo simples, banal, o de que, nos anos 80, questionário era “coisa de menina”! Sabe, tipo boneca, bichinho de pelúcia, caneta com glitter, etc. Pois bem, lembro também dos caderninhos de questionários, que corriam toda sala de aula, lembro inclusive que as meninas, nesse quesito, eram bem democráticas, afinal, todo mundo poderia responder, independente de ser amigo ou não, chegado ou não. Eu mesmo respondi a uns dois ou três desses questionários! Nunca seriamente. Algumas meninas até se magoavam comigo, e acho até que por isso não respondi a mais desses questionários.
Lembro que mais tarde, já nos anos 2000, respondi a alguns questionários também, mas diferentemente, as informações eram mais generalizadas, as perguntinhas até mais inocentes que as dos questionários antigos, mais comportadas, e a maior novidade é a de que não eram feitos em caderninhos, mas sim em mensagens encaminhadas de e-mail! Você encaminhava pra uma dúzia de pessoas, e estas lhe respondiam, uma dúzia de questionários para ler, às vezes uma dúzia de questionários pra se responder, porque, bem... vários contatos do seu e-mail te encaminhavam os mesmos questionários! Você tinha que repetir a mesma resposta pra uma dúzia de pessoas diferentes, sem encaminhar a todas ao mesmo tempo, pois poderia magoá-las! Sim, é verdade, eu tinha uma amiga virtual de Santa Catarina que brigou feio comigo – até onde se pode brigar feito no ambiente frio da internet – pois eu simplesmente encaminhei as respostas de um questionário exatamente igual que ela e mais umas quatro ou cinco pessoas me encaminharam. A praticidade às vezes não é bem-vinda...
Enfim, essa nostalgia oitentista toda me fez lembrar de algumas perguntas e como eu as respondia! Por exemplo:
Pergunta: “Você acredita em vida após a morte”?
Resposta: “Quando eu morrer, volto pra te falar!”
P: “Você tem medo do sobrenatural?”
R: “Quando eu era vivo até que tinha, mas agora já desencanei...”
P: “Você é virgem?”
R: “Não, sou taurino (21/04 – 20/05)...”
P: “Qual sua religião?”
Aí dependia, eu lembro de ter respondido de duas ou três formas diferentes:
R1: “Ateu, graças a Deus!”
R2: “Colorado (torcedor do Sport Club Internacional)”
R3: “Evangélico Ortodoxo Espírita!”
Lembro vagamente dessa terceira ter causado alguma polêmica dentre meus colegas de sala de aula, inclusive com amigos mais chegados... foi legal, o negócio era fazer a molecada pensar um pouco!
P: “Você acredita em Deus?”
Outra perguntinha para a qual eu tinha mais de uma resposta...
R1: “Não use Meu santo nome em vão, filha...”
R2: “Acreditar, eu acredito, só não sei se Ele acredita em mim!”
e por aí vai... não lembro as outras respostas que dei pra esta mesma pergunta, só lembro que eram todas engraçadinhas.
P: “O que achou do questionário?”
É... reconheço que minha resposta não era a mais simpática: “uma bosta!” Vai ver até por isso as meninas não quiseram mais que eu respondesse seus questionariozinhos... enfim! Tanta gente já se revelava mais do que o recomendável com aqueles questionários, por que eu teria que agir igual? Certas coisas a gente não conta nem pros amigos! E afinal de contas, pra mim, aquilo não passava de brinquedo... questionários eram pra serem divertidos, descompromissados, e eu era contra levar tudo tão a sério, fossem os questionários, as meninas, ou eu mesmo! Minha relação com a internet, de um modo geral, não é muito diferente da minha relação com os antigos questionários: não levar tão a sério! Nem mesmo o twitter!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

33


Hoje estou um ano mais velho. Hoje completo 33 anos de idade. Fora as piadinhas clássicas, tipo “minha cruz tá pesada pra caramba”, ou “hoje acordei pregadão”, a única coisa que consigo pensar é: grandes merdas! Tô um ano mais velho! Tá, e aí? O que mais tem de diferente? Que diferença isso faz pros outros? Que diferença deveria fazer pra mim, portanto?
A véspera e o dia do meu aniversário costumam serem as datas mais deprimentes pra mim. Mais do que Natal, ou Ano Novo. São nossos Natal e Ano Novo pessoais. Quando a gente faz um recapitula dos últimos 365 dias entre o aniversário anterior e o de hoje. O que tenho pra comemorar? Beleza, tenho o fato de ter completado mais um ano neste frágil caroço de pupunha que é o nosso planeta! Tenho o fato de estar saudável, tanto quanto possa estar! Concordo, tenho o dever de agradecer e comemorar esses dois fatos. E de resto? Quais foram as outras conquistas? Onde estou? E minha família? Minha situação pessoal, no que mudou? Pois vou dizer: nada!! Nada mudou!!
Não estou em casa. Faz quase três anos que voltei pra debaixo do mesmo teto de minha mãe. Não é minha casa. Não é o meu lar. Semanas atrás escrevi um texto, refletindo sobre o que seria o nosso lugar, o nosso lar, a nossa casa. O nosso lugar no mundo. Não estou no meu lugar no mundo! Estou enfrentando dias frios e úmidos. Estou vivendo num lugar que não é o meu. Minha terra não é minha terra natal, mas não me importo nem um pouco. É fácil ser gaúcho em qualquer lugar do país. Difícil mesmo é sê-lo fora do Brasil; na Europa, no Oriente Médio, no Extremo Oriente, na Austrália... nesses lugares fica mais difícil ser gaúcho! E, ainda assim, tem gente que consegue. Dia desses vi, num telejornal, um entrevistado brasileiro morando em Nova Orleans, na Louisiana, estado do Sul dos Estados Unidos. Tava lá, ele com a sua cuia de chimarrão, conversando com o repórter, falando da demora na reconstrução da cidade, depois daquele tornado que teve, há uns cinco anos. Como eu disse, ser-se gaúcho, no Brasil, é relativamente fácil, no resto do mundo é mais difícil, mas sempre se dá um jeito. Agora: tente ser amazonense fora do Amazonas! Tente ser manauara fora de Manaus! É bem mais difícil. Talvez seja só eu, talvez pra quem nasceu amazonense, ou seja, pra “elite” dos “verdadeiros amazonenses”, seja bem mais fácil NÃO ser amazonense. Eu não sentia falta do chimarrão, não sentia falta do frio, não sentia falta do minuano gelado alfinetando meu rosto. Já tava me acostumando a chamar qualquer carne grelhada de churrasco. Não via nenhum problema em torcer para um time de fora do Amazonas, porque, afinal todos meus amigos amazonenses faziam o mesmo! Agora, é difícil suportar o frio do clima e das pessoas. Não conseguia me enturmar antes de sair daqui, hoje parece ainda mais complicado. Era pra eu estar comemorando meu aniversário em alguma peixaria, ou no pagode do Ao Mirante, vai saber.
Meu irmão mais novo tem um ano e alguns meses menos que eu. Já casou duas vezes. De cada casamento, teve um filho. E eu? Eu sou só tio! Nunca sequer tive um namoro realmente sério! Que dirá ter filhos! Fui tio cedo, meu primeiro sobrinho nasceu quando eu tinha uns sete anos. Teve um dia que eu jurava que seria pai tão cedo quanto fui tio, um pouco menos, talvez. Hoje passaram 33 tenebrosos invernos e não tenho nem um filho sequer. Ou filha. Gosto de crianças. Gosto mais de meninas. Sinto o que chamam de “inveja boa”, quando vejo um homem levando sua filha pequena pra passear no parque, no shopping, no trem... sempre me vi como o pai de uma menina. Gozado, nunca me vi cuidando de um menino. Sei que é difícil homens pensarem em nomes pros filhos, quando não se está casado, ou não se está com alguém com quem se planeje ter filhos. Mas eu pensava. Geralmente pensava em nomes de meninas. Me via sempre como pai de pelo menos duas. Natalie e Nicole, ou Nadine; por um tempo tive o ideal de dar nomes afrancezados. Depois dei uma guinada rumo ao leste europeu: Polônia, Rússia, Ucrânia. Natasha e Nádia – sim mais legal na forma deles, Nádjia, também acho! Mas cada ano a mais, cada novo aniversário me deixa com a incômoda impressão de que serei mesmo é só tio, e olhe! Tantos nardonis por aí que conseguem ser pais e eu sou só tio! Tanta gente sem a menor vontade de ser pai e eu, que tinha sonhos de ser pai, chegar a ser avô, bisavô... sou tio! Eu era pai. Um dia fui pai... ou melhor, um dia eu me senti como pai! A irmã mais nova daquela a quem me refiro como “a ex”, para preservar sua identidade e privacidade, embora não mereça... abrindo um parêntese, tá, em um universo de mais ou menos 1,7 milhão de habitantes, em Manaus, nem precisa tanto. Então tá, vamos desassegurar essa privacidade: a ex pertence a um universo de mulheres de 25 a 30 anos, moradoras do Parque Dez, filhas de gaúcho. Tenho certeza que tem menos de 1,7 milhão nesse grupo! Então... tinha essa ex, e a irmã mais nova da ex. Quando fui a conhecer pessoalmente a ex, a menina, a quem me referirei como minha “filhota”, tinha seis, sete anos... e ela me adotou já na época para pai! Ela brincava, dizendo que, como tinha mais contato com a irmã, ou seja, com a ex, ela é que era sua mãe, e que, portanto, eu era seu pai! Achei engraçado, na época. Depois me acostumei com a idéia. Gostava da ex, mas meu amor pela filhota foi construído paralelamente, à revelia do amor que eu nutria pela ex. Tanto que tenho mais é uma relação de “ex”, mesmo, com a ex, ao passo que a relação, e o carinho pela menina continuaram sendo de pai. Me sentia pai, não sentia, portanto a frustração de não ter filhos e ser apenas tio. Agora já não sei mais... ela não dá nenhum sinal de vida. Nem sei se lembrará de dar algum sinal de vida, hoje. Temo não ter mais filha, nem adotiva... e assim, sinto a frustração de nunca ter sido pai, de ser apenas o tiozão!
Apenas o tiozão... eterno amigão... ano passado, após meu aniversário, minha querida advogada era minha obsessão. Estava me fazendo mal. Até ela achar de romper comigo, jurando que eu é que sentiria falta, que correria atrás, e que ela estaria bem melhor sem mim. Beleza. O tiro saiu pela culatra. Ao ter ela rompido, na calada da noite, senti-me quase como se renascendo, senti-me livre e feliz. Estava perdendo minha paixão, a pessoa a quem me dedicara nos últimos tempos, por quem tinha pensamentos românticos e sentimentalistas. Mas estava ganhando a minha liberdade, estava me ganhando de volta. Quando ela voltou a tomar contato comigo, não me preocupei muito se estaria só novamente – ela sumia quando estava com um novo amor “pra vida toda”, e só reaparecia dali há um, dois meses, quando o “grande amor” tinha dado o pira – me senti lisonjeado por ser procurado depois de quase exato um ano de rompimento, ri com a ironia da situação, ou seja, ela acreditou que eu sentiria a sua falta e que ela é que estaria se libertando de mim, quando o que aconteceu foi o exato oposto... até um fim de semana atrás! Comecei a me questionar se não fora uma tremenda sacanagem de sua parte querer me procurar depois de tanto tempo, se eu não estava muito melhor antes, sem ela. Tive as más sensações de se estar próximo sem se estar, novamente. Ruminei pela enésima vez os sentimentos mesquinhos e deprimentes que tinha há exato um ano por ela. E eu jurava que já os havia enterrado de vez, neste tempo em que estivemos isolados um do outro. Voltei a me questionar sobre quais os reais motivos dela para ter querido voltar a me azucrinar. Eu tinha algo que o “amor de sonhos” não tinha? Pois então, o quê?? Será que era disso mesmo que estava sentindo falta, de alguém que ficasse se doendo por amá-la e não ter sua atenção? Não, porra, eu não quero isso! Estou francamente cansado de ser preterido. 33 anos completos hoje e mesmo a ex preteriu quem sacrificou quase sua vida por ela. Sou sempre alguém tão bom, cujo carinho é tão apreciado... então por que cargas d'água não posso ter o olhar onde uma mulher possa encontrar o amor de sua vida? Por que tanto cafajeste consegue enganar que é o príncipe sonhado de tanta menininha de treze a trinta e poucos e eu não sou visto assim? Por que deveria me conformar em apenas sonhar e desejar ter o colo e o abraço perfeitos para as garotas fantásticas, extraordinárias e até mesmo normais? Não mereço mesmo que alguém deseje ter em mim um porto seguro para onde voltar, um colo onde deitar a cabeça e esquecer as tristezas, um abraço caloroso onde se aconchegar nas noites de frio e solidão? Se eu, que não sou melhor que ninguém, não mereço, qual homem, afinal, merece?? Aquele zé, cujo olhar, na sua foto, demonstra CLARAMENTE que não é o amor extraordinário que você estaria buscando em seus sonhos? Pois ela, desde que a conheço, não só está buscando – ou dizendo buscar – esse tal amor de sonhos, como sempre o está encontrando! Nas mais diversas caras deslavadas de príncipes encantados que você encontra em qualquer forrozinho da zona leste! Impressionante... eu fui besta de querer dizer-lhe de minha paixão por ela, de como era arrebatado por ela... pra, quando foi preterida, me dar falsas esperanças, brincar que seria capaz de largar tudo pra “nem que fosse” me fazer companhia... só pra depois dizer preferir tentar voltar com o cara que lhe deu um pé na bunda, ou então ficar só. Pra agora estar só ainda, mas disponível e esperando por um zé com uma cara de “maravilhoso só pra você”, quer dizer, ninguém o veria como tal, ninguém o veria como amor da vida, como o amor sonhado e enfim realizado! Sem nenhuma segurança de que ele esteja fazendo o mesmo, sendo fiel a quem lhe espera! Sabendo da minha história, de como desperdicei bons 2 ou 3 anos de minha vida permanecendo fiel e me preparando pra voltar e ficar junto da ex... 33 anos de pura frustração, por ter sido o cara que sempre agiu como toda mulher romantiza que o cara perfeito agiria... pra ser preterido! Ou então ser encarado como “paizão”, “amigão”, ou o amigo gay pra quem você conta de seus problemas com os homens e desilusões amorosas! Sim, tem uma garota que só lembra de mim pra falar de sua mais nova paixonite frustrada! Como se eu fosse um confidente gay que fica olhando sério pra ela, soltando comentários que na verdade não querem dizer nada, de hora em hora... pior, como se não merecesse ser visto de outra maneira, como se não fosse homem o bastante pra lhe dar o consolo que um “homem de verdade” lhe daria. Aos 33, eu não sou “homem de verdade”! E nem “amor dos sonhos”!! De ninguém!!! Nunca fui!!! Amores, tive vários, paixões, coração pulsando mais forte, total dedicação, como já falei, fiel, carinhoso, que queira construir algo junto, ter família, ter filhos... ou filhas! Namoro? O mais longo foi de dois meses. Com a ex, o namoro foi dois anos de virtual... e vinte dias de ficadas! Eu lhe respeitei, lhe valorizei, me mantive firme como seu namorado, sem nem olhar pro lado, sem sair pra pegar ninguém na balada... pra ser desrespeitado, desvalorizado, ter meu sacrifício minimizado, nossa relação de dois anos desconsiderada, ou convenientemente esquecida! O fato de estarmos há milhares de quilômetros de distância um do outro, quando nos conhecemos, ser banalizado! Como se fôssemos europeus! Ou americanos! Como se fosse barato cruzar o país, como se tivessem dezenas de opções de transporte, como se desse pra, pelo menos uma vez no mês, empreender uma viagem dessas! Ou seja: amar, eu amei... de verdade, da rocha, pra valer, a fu... eu amei! Se fui amado na mesma proporção? Óbvio... óbvio que não! Tá na cara que não! Não estaria solteiro, sozinho, e sem filhos; não estaria passando frio, longe, muito longe, de onde quero estar; não estaria sem nenhuma perspectiva do que fazer pra comemorar a data; não estaria frustrado, desencantado e deprimido justo no dia do meu aniversário! Ninguém merece algo assim...
Tava bem sem ela de volta. Tava bem me esquecendo que o tempo tava passando. Tava bem pensando em quem sabe ser o pai da linda filhota de uma linda garota normal. Ou apenas admirando-lhe o belo sorriso da foto. Tava bem amando a todos quase da mesma forma, pois assim não sofria por não tê-los comigo, por não ser amado na mesma proporção, não sofria além do necessário com a dor alheia, que sempre me cala mais fundo quanto mais quero estar com aquela pessoa. Hoje estaria melhor assim!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

De Sonhos...


Sonhos. Nada tem me irritado mais que os sonhos alheios. Temo com isso estar voltando ao pesadelo que imaginava já ter deixado pra trás... não quero me tornar novamente obcecado por aquela garota! Não quero que qualquer bobagem sentimentalóide dita por ela NO MESSENGER, PRA TODO MUNDO LER, para uma pessoinha que não merece sequer ser digna de nota me atinja como atingia antes. É tão melhor apenas sonhar com o que não tivemos por equívocos seus, não me deixar enredar novamente, torcer para que nunca mais voltemos a nos ver, pois do contrário a espiral de autodestruição me arrastará de vez para o fundo do poço...
Sonhos. Tenho tido alguns sonhos estranhos. Não lembro dos detalhes de todos, mas alguns detalhes de alguns sonhos mais interessantes e menos preocupantes... lembro ainda de sonhos em que via meu pai. Me marcaram profundamente. E nenhum me pareceu negativo. Quanto a meus amores, os sonhos que tive foram poucos, não consigo mais lembrar detalhes, e não me marcaram tão bem. Da primeira vez que sonhei com aquela a quem me refiro, pra manter segura sua privacidade – embora não mereça – apenas como “a ex”, lembro o sonho tintim por tintim, nos mínimos detalhes. Por um motivo bem simples: ela me apareceu em um sonho cinco anos antes de nos conhecermos. O enredo do sonho indicava algo muito diferente do que tem nos acontecido. Era uma viagem para a praia. Íamos em um grupo grande, para uma casa a beira-mar. Quando nos estabelecíamos na casa alugada, na hora de dormir, vários do grupo a convidavam a deitar a seu lado, mas ela, sem dizer uma palavra, vinha até o colchonete onde eu estava, deitava-se e aconchegava-se junto a meu corpo, sob a minha manta e envolvida em meus braços. Assim acabava o sonho. Assim imaginei que terminaríamos nós dois, quando enfim a conheci pessoalmente, em abril de 2003. Nos conhecíamos, através da internet, desde março, ou abril, de 2001. Depois de 2003 várias desculpas houveram, vários motivos foram apresentados e nenhum convenceu, para não estarmos juntos. Por fim, eu mesmo cansei, não importava o quanto demonstrasse como meu amor era verdadeiro, não adiantou nada sacrificar-me totalmente e me aventurar pra viver mais perto dela, nunca seria reconhecido o meu esforço. Chegou uma hora em que não estava mais interessado, nem mesmo se agora ela quisesse intentar novamente. Tamanhos foram seus absurdos que não mais quis saber.
Ficou apenas a lembrança desse sonho. E do fato curioso de ela aparecer nele, anos antes de nos conhecermos. Senão já o teria esquecido completamente, como todos os outros.
Dos últimos sonhos, lembro de um com maior nitidez, onde eu era um agente especial, ou detetive, alguma coisa do tipo, como aquele do seriado The Mentalist, acho. Investigava um assassinato no que parecia um hotel e ao mesmo tempo um complexo de alta segurança. Em um momento assistia a um vídeo de segurança. Em outro, ia até o quarto de um hóspede que vi no vídeo em atitude suspeita. Depois, quando encontrava algo que me parecia ter a ver com o veneno que matou a vítima, pegava e colocava no bolso do casaco, pra então sair do quarto. Quando estou me dirigindo ao corredor por onde passei, na verdade vejo a sala da casa de minha mãe. Ainda é noite, ou madrugada alta, não sei. Vejo um vulto de uma pessoa aproximar-se da porta. Penso que pode ser um amigo, a quem não quero ver àquela hora, começo a sentir sono e mau-humor. Me fecho atrás da porta do meu quarto na casa de minha mãe, o hotel sumiu de cena. Antes de encostar totalmente a porta, ouço baterem na porta da frente e chamarem. Não é meu amigo. É alguém que chama pelo(s) primo(s). Acordei pensando: “primos!?” Por que primos, afinal de contas!? Pensei num primo de meu pai. Teria sido ele a nos “visitar”? E eu não quis o receber? Já que ouvi baterem na porta e chamarem pelo primo, e não fui ver quem era. E minha mãe não contou nenhum sonho sequer semelhante. Sim, acredito na comunicação dos espíritos desencarnados, vez por outra, conosco, os encarnados. Se era esse primo de meu pai, não sei. Mas me causou estranheza. Sim, os sonhos têm enredos elaborados e por vezes estranhos, mas nem sempre um sonho é apenas um sonho...

Talvez estivesse melhor sem...


Sexta-feira. Encontrei-me sozinho e deprimido. Ninguém para abraçar. O sol brilhava, esquentava um pouco a atmosfera, o dia estava bom para uma caminhada, ou apenas pra ficar giboiando após o almoço, quem sabe. Ficar pensando sobre a vida, ou apenas aproveitando o sol... péssima idéia, pensar sobre a vida!
Sexta passada, apesar da bela tarde de sol, após a manhã cinzenta, de neblina fria, senti-me como se um céu de chumbo estivesse sobre mim, pressionando-me com seu peso, prenunciando uma terrível tempestade, que poderia cair a qualquer minuto. Claro que o céu de chumbo estava em mim, e não fora. O frio deu uma boa amenizada, naquela tarde! Na verdade, o sol prenunciava um fim de semana que poderia ter sido agradável, se não tivesse se repetido a condição de sexta-feira apenas no sábado!
Ruminando velhos sentimentos naquela tarde, no comecinho do final de semana, me senti so last week, embora a sensação de céu de chumbo, ao ler apenas uma frase “romântica” de meu amor não tão platônico assim, dedicada a alguém que diz ser seu “amor dos sonhos”, embora haja controvérsias, aquele a quem chama de “vida”, o que me causou dolorosos recuerdos de nossa última temporada, a que ela me expulsou de sua vida, jurando que estaria bem melhor sem mim; anterior a esta nova temporada nossa, em que eu já não sentia mais tanto sua falta, mas lhe doía a minha falta, a ponto de humildemente vir me procurar, pra saber “se ainda estava aqui”. Senti novamente aquelas velhas dores de minha antiga obsessão, do tempo em que estupidamente acreditei que meu amor era também minha vida. Isso me lembra, minha pequenina dizer que o seu “homem dos sonhos” é sua “vida” me causa uma curiosa graça – não como aquelas Graças divinas, e sim como de achar engraçado mesmo, de me divertir a idéia – algo em mim não crê totalmente em sua felicidade amorosa com esse cabra, mas se felicita por preferir vê-la bem, não importa o que aconteça. “Isto é o amor que ela esnoba!”
Mas me preocupa a velha tristeza voltar a conseguir me dominar, trazer aquelas velhas frustrações, a velha infelicidade de ser muito bom a ponto de fazer falta na vida de alguém, mas nunca bom o bastante para merecer pensamentos sentimentais e românticos. Me faz pensar no porque estive tão reticente a retomar qualquer relacionamento com essa garota, mesmo pela amizade que diz sentir, mesmo que tenha me sentido lisonjeado por sua procura depois de um ano de afastamento. Na sexta-feira aquela mesmo pensei, ao anoitecer, como estava melhor sem ela de volta a minha vida. Não tinha por quem me preocupar, não tinha ninguém mais por quem pensar sentimentalmente, por quem romantizar um encontro, observando um pôr do sol às margens do rio Negro, abraçados, etc. Mas estava melhor assim!
Estava pretendendo colocar aqui, neste post, a letra de uma música de Morrisey, antigo líder de uma das grandes bandas inglesas dos anos 1980, The Smiths. O nome da música é That's How People Grow Up – quem quiser, vale a pena procurar – e há uma estrofe da música que diz mais ou menos assim:
I was wasting my time
Looking for love
Someone must look at me
And see there's someone of their dreams
I was wasting my time
Praying for love
For the love that never comes from
Someone who does not exist”

Traduzindo: “Eu estava desperdiçando meu tempo
Procurando por amor
Alguém deve olhar e ver em mim
A pessoa dos seus sonhos
Eu estava desperdiçando meu tempo
Esperando por amor
Pelo amor que nunca vem
De alguém que não existe”

Essa música me calou fundo no coração, na época, quando estava preso a essa relação que, para mim, estava sendo altamente destrutiva, por conta da obsessão, por conta da inconformidade por não ser, como diz na música, a pessoa dos sonhos de ninguém. Nem de alguém, que é, existe, mas pra quem nunca existi desta forma - ou de qualquer outra forma! Hoje, voltando a escutá-la depois de tanto tempo, lembro de como é verdadeira, também quanto a mim. Apenas desperdicei meu tempo, esperando ser visto pela garota a quem me revelei completamente apaixonado, a quem me dediquei mais do que o recomendável – para minha própria sanidade – da mesma forma que a via, ou talvez um pouco mais. Em vezes anteriores, foi igual, me peguei decepcionado, frustrado, sofrendo atrozmente e minha vida em nada melhorou com isso.
Não esperei mais por ninguém, não me dediquei mais a ninguém, por mais interesse que pudesse ter. Alienando-me, ou não, preferi projetar apenas dentro de mim os pensamentos românticos, os sentimentalismos, as idealizações. Sofro menos. Penso que fico mais racional, e talvez insensível aos sofrimentos alheios, mesmo de garotas por quem tenha algum interesse além da simples amizade. Ela soube que esteve equivocada no seu modo de tratar nossa relação, não estava “sofrendo” por minha culpa, ou por não suportar o meu sofrer. O tempo que nos deu foi muito melhor pra mim. E eu estive muito melhor sem ela. Estive muito melhor sozinho e sem pensar nela. Ela que me quis de volta a sua vida, e sem nenhuma vantagem para mim, na verdade. Não quero voltar ao sofrimento de antes. Não quero lembrar e ruminar toda decepção que tive com ela. Não quero pensar no que ela se assemelha com as outras, e nem no que uma bela garota com olhar sereno e brinco de pena pode parecer com ela. O que me consola é saber que pode ser que não nos vejamos nunca mais fora dos messengers da vida...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Dissipando as Nuvens


Minha querida está tristinha. E está, portanto, mais pensativa, mais ensimesmada. Diz não ter vontade, nem paciência, de sair à noite – imagine se a noite estivesse sendo fria. Escreve frases poéticas de amor.
Me causa alguma curiosidade, pois não tive ninguém disposta a ficar melancólica, me esperando o tempo que fosse, onde quer que seja. Deixar de sair, admitir ficar sozinha, pensar em mim com o carinho que todo homem e toda mulher deseja, sentir-se ligada a mim não importando a distância, esperar por mim!? Quem fez isso?? Quem quer?? Nem quem diz tê-lo feito acredito que realmente o tenha! Essa, até onde sei, nunca agiu assim por ninguém. Agora ela continua sendo meu amorzinho, minha menina, mas sério, quando a conheci, ela também não tinha a menor intenção de fazer isso por ninguém. Me parece muito mais uma idéia de que já se está em idade mais “madura”, e que agindo assim estará sendo uma mulher “sensata e responsável”. Não acredito, ou não gostaria, que seja o caso de “amor verdadeiro”, ou “pra toda vida”. Realmente não quero que tenha se reaproximado de mim apenas pra retomar uma “bonita amizade” que pouca importância tenha dado aos sentimentos meus, que pretendiam uma ligação mais forte, talvez. De qualquer forma, me entristece que mulher alguma se disponha a me esperar, quando o céu se tingir de vermelho, ou qualquer coisa assim. Me magoa que em meus olhos uma mulher possa ver de tudo, menos o amor desejado e sonhado. Honestamente me magoa tudo isso.
Não vejo outra saída pra mim, a não ser reproduzir, ou tentar, o que gostaria de ter, lá, no “mundo externo”, dentro de mim, dentro de meu coração. Tentar ser forte e não esmorecer. Tentar amar a todos que nem Jesus Cristo, que amar e me dedicar a uma pessoa só tem me trazido dor. Da outra vez, me apaixonei e fiquei obsecado, adoeci por ela, não consegui me conformar que o que queria reproduzir no mundo “real” só estava dentro de mim... e se estava dentro dela também, ela camuflou muito bem, preferindo esconder até de si, pra “acalmar o olhar” na visão de um outro “amigo”. Com certeza deveria ter se concretizado, mas nunca concretizou, e não foi por falta de vontade. Não me conformo com isso, apenas estou consciente de que não adianta brigar com ela e com o mundo, que não é assim que vou ganhar, que vou convencer. Se é que há o que ganhar...
Hoje tá mais difícil que o normal, mas procuro desencanar, deixar de pensar e remoer velhas derrotas e frustrações, procuro apenas sentir. É o que tem me feito bem. Estou me alienando? Pode ser, pode ser também que esteja tentando sofrer menos. EU SEI o quanto doeu me dedicar inteiramente a alguém que não quis corresponder meus sentimentos, simplesmente porque sempre tinha alguém “melhor” que eu. Agora o mundo ironizou e ela reconheceu que eu poderia fazer alguma falta em sua vida. Achei engraçado. Achei melhor não esperar mais nada dela.
Gostei duma garota normalzinha no twitter. Do seu “avatar”, ou seja, a foto do seu perfil no site. O sorriso, o olhar, o brinco de pena. Gostei de brincar com uma frase sua, gostei do seu gosto musical, no que aparentemente se aproxima do meu. Gosto de admirar seu sorriso. Sou virtualmente apaixonado por ela. Penso que gostaria de estar com ela. Quem sabe!?, beijar seus lábios. Mas me contento ao pouquíssimo contato via internet. É minha maldição. Procurar não sofrer. Apenas pensar no que gostaria como se dentro de mim isto já estivesse reproduzido. E amá-la como a um irmão. Com um certo distanciamento. Com uma mínima dedicação possível. Platonicamente ser feliz pra não ser realmente infeliz. É o que me toca. Mas não me agrada nem um pouco.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sem Escolha!


Não vou comentar a escalação do selecionado – era assim que os antigos falavam – pelo Dunga. Também acho que tem gente que não precisava, também acho que ele podia ter chamado um ou dois jogadores mais interessantes. Mas de jeito nenhum engrosso o coro dos descontentes que passaram a tarde toda de ontem dizendo que tava tudo errado. Enquanto estavam todos no limbo, discutindo a convocação, o mundo continuava girando. Vocês viram que a lei da Ficha Limpa passou integralmente, sem destaques, na Câmara de Deputados? Pois é, foi ontem, não viu? Enquanto você xingava o técnico da seleção, aconteceu muita coisa e você nem percebeu... de minha parte, pra encerrar o assunto, digo que foi a tarde mais chata dos últimos dias. Era pro país ter parado por apenas 10 minutos, parece que parou por 10 horas! O que importa, e ninguém lembrou disso, é que o técnico convocou os jogadores conforme sua cabeça. Se certo ou errado, não sei, não vou julgar. Deixa vir a tal da Copa pra ver.
E quanto à política? Regional, nacional, mundial... como anda? E as eleições? Serão mesmo plebiscitárias? Ao que tudo indica, sim, serão. Infelizmente. Não só no âmbito nacional, ao que tudo indica. Em quase todos os estados brasileiros está se procurando se impor esse modelo. É o paraíso para o atual governo e para os formadores de opinião gaudérios, que se sentem muito à vontade quando podem comentar a política nacional sob a ótica mesquinha e retrógrada dos maragatos contra ximangos. Para os eleitores é que isso não é nada bom. A grande maioria parece não se importar ainda com isso, o que é uma pena. Ainda bem que há alguns poucos que percebem o quanto isso é prejudicial.
Me causou, na verdade, muito mais efeito que a convocação de Dunga, essa aliança de Serafim Corrêa e Alfredo (Buchada de Bode) Nascimento para concorrer ao governo do Amazonas. Na internet somos uma maioria que não engoliu muito bem esse prato indigesto. Buchada de bode com bacalhau não agrada a todos paladares. Li dois textos de dois blogueiros, um incomodado com essa aliança, o outro compreensivo demais, ou muito decepcionado pra dizer qualquer coisa diferente, sei lá. Um é filiado ao partido de Serafim, é vereador do município de Manaus, então poderia ser compreensivo, no entanto, foi apenas solidário a seu correligionário, que aceitou ser candidato a vice numa chapa que só agrada ao atual presidente da república, da mesma forma que sua candidata a sucessão. O outro... bom, já teve atitudes e opiniões um tanto duvidosas nos últimos dias, então não me surpreendo que “entenda” tão bem a “vontade soberana” do nobre ex-prefeito Serafim.
Eu um dia já fui de pensar que os partidos políticos brasileiros realmente defendiam alguma ideologia. Eu cresci, deixei de seguir as ideologias políticas pelas quais meu pai simpatizava, procurei minha própria ideologia, escolhi um partido que parecia falar na mesma sintonia minha. Não demorou muito pra eu descobrir que não, os partidos não defendem uma ideologia política clara, os de direita – PP, ex-ARENA, PDS, PPR, PPB; PR, ex-PL – se aliam a partidos de esquerda – PCdoB; PPS; PSB – conforme a ocasião e os interesses. Políticos que se preocupam mais em se perpetuar no poder do que em defender uma idéia de governo, de política, etc. Então, não, não sou simpático ao PSB, nunca fui, pra falar a verdade. Já fui simpático ao Partidão, mas nunca ao PSB. Já fui, por outro lado, simpático ao PMDB, ao PSDB e ao PSOL, em fazes bem diversas da vida. Hoje penso que sou mais crítico, não sou contrário a partido nenhum, e muito menos favorável. Não é por ser do PT que deixarei de votar em fulano ou sicrano. Tampouco votarei em fulano ou sicrano se vierem a se filiar no DEM, por exemplo. Por que será que a maioria das pessoas dizem votar em pessoas e não em partidos? Talvez porque ignorem que, independentemente de ser quem se é, a pessoa terá que seguir, de um certo modo, o conteúdo programático do partido? Não, não é por isso. Eu mesmo sei perfeitamente disso, e mesmo assim defino afinidades com determinados candidatos pelas pessoas que são, e não pelo partido ao qual estão afiliadas. As pessoas sabem que os partidos políticos, no Brasil, são mais agremiações usadas de trampolim para se chegar ao poder, do que partidos mesmo, no mais puro sentido da palavra. Acredite, a maioria das pessoas têm consciência disso!
Eu tinha Serafim por um dos poucos, raríssimos, sob risco de extinção, políticos sérios no Brasil. Talvez ainda o seja. Talvez não tenha havido escolha. Sim, que ninguém me convencerá de que ele terá preferido uma “vitória amarga” a uma “derrota honrosa”. Sério, ninguém me convence. Ainda mais se é simpático ou mesmo afiliado ao partido do ex-prefeito! E se é daqueles paranóicos de plantão que – curiosamente, não acham – resolvem falar, em um texto, dos ataques de paranóia a que empresários e empregados de veículos de comunicação são acometidos “especialmente em períodos de eleição”! Não, claro que reconheço, o cara escreve muito bem, escreve melhor que eu. Mas acredite, essa idéia não lhe chegou por inspiração divina. O que muito me lisonjeia, é verdade... mas bem que podia divulgar a fonte! Pode fazer as piadinhas infames sobre os “inimigos e espiões”, não me importo não! De qualquer forma, não acredito numa “escolha” feita por Serafim, ou pelo partido. Não havia opção. Ou até havia: Serafim poderia ter deixado de se candidatar e manter-se neutro. Não apoiar nem um candidato, nem o outro! Nem a oposição situacionista, nem a situação TAMBÉM situacionista! Deixasse a batata quente nas mãos do partido: escolha de que lado vai ficar. Ponto. Mas, A PESSOA Serafim Corrêa, podia, sim senhor, ter se colocado à margem do debate eleitoral. Pelo menos manteria no ideário de seus eleitores e simpatizantes a imagem do homem de princípios, do político sério, que não se vende, que se mantém fiel a palavra dada. Teria se credenciado para o próximo pleito, daqui há dois anos, talvez se fortalecesse para daqui há quatro anos, para ser cabeça de uma chapa que fosse opção para quem quer que esteja na cadeira de governador, a partir de 1º de janeiro do próximo ano. O partido do senhor prefeito foi o maior culpado, não ele. Ao implodir a candidatura de Ciro Gomes, ao acatar a vontade do supremo mandatário da nossa humilde capitania hereditária, de fazer do pleito deste ano um plebiscito de aprovação, ou desaprovação, de seu governo, o PSB acabou implodindo as possibilidades de candidatura própria em todos os estados, inclusive onde tinha alguma chance, mesmo que aparentemente remota, como no Amazonas e no Rio Grande do Sul, por exemplo. Não é só Serafim que pagará caro, é muito mais o partido, que aceitou se sacrificar por um “bem maior”, que é o projeto Lula 2014 – ou alguém ainda tem dúvida disso?
Sendo dessa forma, com o próprio PSB se submetendo tão passivamente a vontade de um único homem, como nos tempos do Império, como ocorre na Rússia de Vladmir Putin, dizer que Serafim Corrêa, e outros membros do partido, tinham alguma escolha soa até como uma brincadeira de mau gosto. Mais que isso, há um malfazejo canto de maus agouros no ar. Lula é o único grande vencedor, não importa qual dos dois “únicos candidatos” ganhe. Não importa quantos estados irão referendar seus oito anos de reinado. Os partidos são irrelevantes. Os homens e mulheres de idéias e de princípios são os grandes perdedores. O povo é o maior perdedor. O país sucumbe lentamente, sob o marasmo da mesmice e da desesperança. Não há novos ventos, nada de novo ocorrerá nos próximos quatro anos. Seja compreensivo, o problema é seu. Se já esperava por essa aliança, não espere que estejamos otimistas.

Lição de Moral


Ontem, ou anteontem, escrevi sobre algumas reflexões de final de semana, sobretudo de dia das mães. Ainda não dei o presente da minha, era porque ainda não havia recebido salários, se já o tivesse, teria evitado uma imensa chateação, já teria lhe dado o presente e não teria saído de sob o cobertor nem por decreto lei, só por alguma ordem realmente superior – se é que vocês me entendem.
Pois é muito desagradável querer fazer um agrado pra alguém e descobrir que esse agrado é totalmente dispensável. Por isso que nem tento agradar muito as garotas por quem tenho algum interesse. Uma delas voltou a falar comigo, mas no começo do ano passado me fazia muito mal saber que qualquer palavra romântica de minha parte era perfeitamente descartável para ela. Só que não é sobre isso que viemos falar hoje...
Após o episódio que me chateou profundamente, que me magoou, podemos dizer, no último fim de semana, houve ontem um novo episódio. Uma chateação com a mesma pessoa, a minha própria mãe. Por conta de uma coisa banal, a qual na hora não dei nenhuma grande importância, me irritou sim, mas foi só na hora, no caminho de casa pro trabalho, não tinha mais a menor importância, nem pensei mais a respeito. Várias horas depois é que vi minha atitude de justa irritação ser dramatizada, deturpada e aumentada desproporcionalmente, em 220%, no grau de importância. Ver minha mãe deturpando até meu tom de voz, não só minhas palavras, invertendo a situação, que era muito mais de uma má vontade de sua parte, por conta de um mau-humor qualquer, ao qual talvez tenha se chateado por eu não dar a devida atenção, que de qualquer outra razão a que tenham atribuído. Ouvir que seu companheiro ficou “injuriado” me soou muito mau aos ouvidos: o cara tá sempre injuriado! Um ou outro dia está no melhor do seu mau-humor, faz suas provocações pra dar risada às nossas custas, em vez de tentar criar um clima chato, mas o seu normal É o clima chato, É forçar uma incomodação, É criar qualquer atrito, e É procurar sarna pra se coçar. Então, se não está fazendo nenhuma piada com o fato, está mesmo chateada porque seu João está “injuriado”, está entrando no jogo dele, ou querendo fazer seu jogo, tanto faz!
Há dois fatos importantes aqui: primeiro, que seu companheiro gosta, ou só sabe provocar controvérsias e situações constrangedoras por onde passa. Não sei onde que ele vai que não crie nenhuma polêmica, que não tire ninguém do sério, onde ninguém acabe por se incomodar com alguma de suas atitudes. Sinceramente não sei. Esse é um dos pontos. O segundo fato importante é que minha mãe frequentemente se indispõe com sua família, com seus próprios filhos, para justificar as más atitudes de seu companheiro. Conscientemente, ou não, acaba se envolvendo nas controvérsias que ele IRRESPONSAVELMENTE cria e, não raro, busca convencer-nos que ele tem alguma parcela de razão, não importando o quanto esteja errado – claramente errado, diga-se de passagem!
Imagino o quanto deva doer numa mãe quando o filho é quem lhe dá lição de moral. Eu converso muito com a minha, é uma das vantagens de se morar sob o mesmo teto da nossa progenitora, aos trinta e poucos anos de idade. Creio, ou melhor, gosto de acreditar, que desta forma temos uma certa abertura para falar com mais franqueza sobre determinados assuntos. Assim pude dizer que minha percepção é a de que, não importa o quão civilizadamente procure conviver com ela e seu companheiro, este vai sempre procurar criar alguma controvérsia, algum atrito, vai forçar alguma situação constrangedora em que nós fatalmente nos desentenderemos, causando – não me restam dúvidas quanto a isto – uma secreta satisfação mórbida nele. Pude falar abertamente também do incômodo frustrante que é estar morando de volta com a mãe aos trinta e tantos anos. Não estou confortável nem conformado com esta situação! Então não preciso de nenhum idiota me cutucando e provocando mau-estar todo santo dia para me lembrar disso! É muito chato ter que dar lição de moral na própria mãe da gente. Mas às vezes é preciso...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Orkuticídio

Hoje tomei uma grave decisão. Grave e irrevogável! Daquelas que não dá pra voltar atrás, que depois de tomadas, nada nem ninguém pode reverter, daquelas que você tem que ter pensado muito seriamente a respeito, ter pesado todos os prós e os contras... e mesmo assim, ainda vai parecer que não pensou o suficiente!
Claro, se estivéssemos tratando de um suicídio, real, verdadeiro, se atirar da ponte sobre o igarapé, antes que o PROSAMIM passe por lá, cortar os próprios pulsos, dar um tiro na própria cabeça, enfim, coisas do tipo. Aqui, no máximo, estamos falando em amarrar o fio do mouse no “pescoço”, ou seja, no suporte do monitor para “enforcar-se” e cometer... um orkuticídio!
Ultimamente há várias modalidades de suicídio, conforme as várias modalidades de sites de relacionamento. O que estou prestes a cometer é justamente o orkuticídio. Mas já estão falando em twiticídio – a última polêmica nesse sentido, inclusive, se refere a um dos maiores jornalistas do país, mas enfim. Não tô me achando no direito de fazer o que vou fazer porque um famosão diz estar pensando em fazer. Há amigos que se chateiam comigo e não compreendem porque não me interesso tanto assim pela vida das celebridades. E não é desse assunto que estamos tratando!
Sei que na maioria das vezes as pessoas cometem esses “suicídios” nos sites de relacionamentos por fatores do tipo: manter – ou reconquistar – a privacidade, sua e de seus entes queridos; não suportar os trolls, ou o que julgam como perseguição pessoal; maneira de evitar ciúmes por parte de namorado(a), companheiro(a), esposo(a)... enfim, em várias vezes o suicídio virtual, digamos assim, é praticado sob impulso, ao contrário do suicídio real – e por que será??, você irá me perguntar! Então, digamos que eu tenha um apego aos sites de relacionamento quase igual ao que tenho pela própria vida... se não pelos sites em si, pelo menos pelas pessoas!
Eu já tive um outro perfil antes do atual, no Orkut, um que foi roubado e cancelado por vândalos, um sobre o qual perdi o controle, justamente por ter adicionado gente demais, sem o devido critério... neste perfil atual, tomei o cuidado de ter um número pequeno de “amigos”, mas pessoas que, não sendo parentes apenas, fossem também bons amigos de verdade, gente com quem tinha contato fora do site, etc. Ultimamente também não tem dado certo... tenho inutilmente procurado demonstrar-me presente para algumas pessoas, me esforçado pra demonstrar algum carinho, ou até respeito para com algumas pessoas, e atualmente só tenho me frustrado, esperando por alguma reciprocidade que não rola. Mando mensagens que escrevo com esmero, ou que encontro e acho efetivamente bonitas e tocantes, e não recebo nenhum tipo de resposta. Espero inutilmente que percebam que me importo, que estou sempre a disposição, etc. Enfim, seja como for, estou passando batido pra pessoas com quem realmente me importo, isso me dói e me frustra, além do que, demonstra que uma das poucas utilidades do site – a meu ver – se perdeu. E se é dessa maneira, bem... não tem porque manter um perfil ali!
O mesmo com as tais comunidades. Continuo não ligando muito pra questões de critério, basta eu achar legal e já estou adicionando. O problema são os hackers, vândalos imbecis que se comprazem em “furtar” comunidades criadas por outras pessoas e transformar em coisas totalmente sem sentido, fúteis, “homenageando” as bandinhas da moda, filmes “teen” de gosto mais que duvidoso, ou então oficialescas de programas de tevê pouquíssimo vistos, artistas, jogadores, seriados e até clubes de futebol desprezíveis – na opinião deste humilde orkuticida. Enfim, se adiciono uma comunidade – quando adicionava comunidades – é por um simples motivo: é por diversão! É porque achei divertido!
Esta, pra mim, deveria ser a principal função do Orkut, como site de relacionamentos! A diversão! Uma forma de passar o tempo e desestressar! Não é o que tem feito por mim... tenho a nítida e incômoda sensação de estar perdendo um tempo valiosíssimo, que poderia ser empregado em coisas mais interessantes, até mesmo mais úteis, para aprimoramento pessoal e profissional – por que não dizer – num site onde, nos últimos meses, só tenho ficado ainda mais estressado do que estava antes, e onde só tenho me frustrado, esperando por contatos de pessoas importantíssimas para a minha vida e que, no entanto, não estão nem aí pra mim. Pois é, o site já não tem mais nenhuma utilidade, nenhuma função pra mim! “Contatos profissionais”? Falando sério, não conheço ninguém que tenha conseguido emprego, ou tido alguma chance de trabalhar naquilo que gosta através desse, ou de qualquer outro site de relacionamento!
Revolta? É, pode até ser... de qualquer modo, afora isso, o site já cumpriu o seu papel, e faz mais de ano que não o tem cumprido mais, e isso quer dizer que estou mantendo perfil ali mais por teimosia que por qualquer outra coisa. Não tá mais valendo a pena, não tenho mais me divertido, tenho ficado mais deprimido nas vezes que entro ali do que em qualquer das situações deprimentes da minha “vida real”. Cansei de brincar! Talvez venha a manter os perfis de personagens no Orkut, mas o meu, não mais. Já estou resolvido, e nos próximos dias tomarei as providências cabíveis para efetuar meu orkuticídio. Sem chances de mudar de idéia. Talvez alguém se importe... estou apenas esperando as reações, se é que elas virão... do fim de semana meu perfil não passa, seja lá como for! Vou me concentrar em coisas mais importantes, ou pelo menos mais divertidas...