Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Desconstruindo o Mau Humor
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Desconstruindo.me
Estou sempre em desconstrução. Esmiuçando sensações, sentimentos, experiências pessoais, acontecimentos externos que me afetem internamente, acontecimentos internos que afetam a minha imagem exterior, acontecimentos exteriores que também afetam minha imagem exterior, para outras pessoas, amigos, conhecidos, seguidos e seguidores... ou não! Às vezes, ou melhor, quase sempre eu acho que as pessoas mudaram comigo, que minha imagem pessoal está um tanto defasada, ou talvez manchada perante as outras pessoas, ou sei lá, acho que já não desperto aquele interesse de antes, se é que despertei algum... e nesses casos, geralmente, a coisa tá só em mim! Sou eu quem está se sentindo diferente! Ou acordei com os pés pra fora do cobertor, ou alguma coisa me deixou pra baixo, ou encontro-me um tanto carente de carinho e atenção... e qualquer coisa que leio, ou ouço, ou vejo, desencadeia um milhão de sensações ruins, um milhão de questionamentos, inseguranças, desconfianças... é complicado, bicho!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Ser Fake ou Não Ser!??
Será
que sou feique? Será que não sou...? Ok, eu me rendo,
vocês venceram, eu sou um feique! Afinal de contas, costumo
dizer que sou fake de mim mesmo, então, se no meio de uma
conversa virtual um camarada diz pro outro “acho que o Victor é
feique”, e o outro responde: “tira ele da lista de feiques, que
acho que o Victor não é feique!”, e por algum motivo
eu perceber, não posso ficar chateado.
“Mas
afinal, o que é esse tal de fake, que todo mundo tanto fala?”
Pois bem, vamos explicar, caso você não saiba o que é...
ou até sabe, e conhece bem esse tipo, principalmente nas redes
sociais da internet, onde se proliferam feito guanxuma! Claro, talvez
não com esse nome, imagino inclusive que nem todo mundo saiba
o que é guanxuma, quanto mais fake! Mas então, vamos em
frente: “fake” é uma palavra da língua inglesa e
significa “falso”. Portanto, sim, fake é falso! Ou falsa,
já que boa parte das palavras do idioma inglês não
têm o gênero, masculino ou feminino.
“Tá,
mas e aí, o que representa a pessoa ser ou não fake?”
No âmbito da internet representa que aquela pessoa pode não
ser exatamente quem diz ser! Uma mesma pessoa pode ter vários
perfis, vários registros, várias contas dentro de uma
mesma rede, de um mesmo sítio de relacionamento e por aí
vai. Sim, é preciso ter uma certa disponibilidade de tempo –
e até de dinheiro, algumas vezes – para se administrar
várias contas, mas se você as tem, na internet, você
pode criar uma grande gama de perfis e personalidades, com
informações diferentes a respeito de cada uma, várias
das quais não condizentes com o mundo real, quer dizer, fora
do cyberespaço. Muitos perfis fakes, ou falsos, são
nada mais que “personagens” representando celebridades e
personalidades conhecidas da grande mídia e do grande público.
Muitos outros são usados com motivações escusas,
ou pouco escrupulosas, como promover a si próprio e a
camaradas, exaltando-lhes qualidades nem sempre verídicas, ao
mesmo tempo em que se lançam acusações e
maledicências a respeito de desafetos, personalidades com algum
sucesso e invejadas por isso, ou a quem se julga como inimigos seus,
sem, é claro, revelar sua verdadeira identidade, protegendo,
assim, a sua privacidade – embora não respeite muito a
privacidade alheia!
Agora,
se sou um fake de mim mesmo? Sim, talvez eu seja... não falo
muito de mim mesmo, normalmente... revelo uma ou outra coisa de minha
vida nas redes sociais, ou seja, procuro manter minha privacidade e a
de meus camaradas e entes queridos. Eu passo boa parte do meu dia na
internet, e sobretudo nas redes sociais, é verdade, mas não
confio muito na segurança dessas mesmas redes. Não sou
tão grande conhecedor de internet assim, sou apenas usuário...
tomo os cuidados que posso! Não me revelo muito porque,
logicamente, prezo minha privacidade, mas também porque acho
que ninguém vai achar minha vida pessoal tão
interessante assim... quanto a minhas opiniões, quando as
emito, são minhas mesmo! Pra dizer o que penso, nem fake teria
coragem, acho eu... digo muita besteira! Não tenho tanto
conhecimento assim sobre assunto nenhum. Me interessa e preocupa a
nossa política, mas não estou tão inteirado a
respeito quanto deveria, ainda mais em um ano de eleição!
A internet, a tevê e o rádio são os veículos
midiáticos onde me informo, e sim, tenho consciência de
quanto dali é manipulado, pelas mais diferentes pessoas, pelos
mais diferentes motivos. Procuro, obviamente, ter contato com o maior
número de pontos de vista diferentes, mas nem sempre
consigo... o que pode ter feito com que alguns tenham me visto como
perfil “fake”? Bom, talvez por faltar foto, ou talvez por não
estar exatamente em Manaus, embora já tenha demonstrado
algumas vezes conhecer um pouco a cidade, e me interessar muito pelos
assuntos que se referem a mesma... bom, já dei vários
sinais de que não estou morando, atualmente, lá. Mas
sim, buddies, eu existo! Estou afastado de Manaus, mas continuo
querendo manter-me informado sobre a cidade, sobre o que vem
acontecendo aí... a internet, praticamente, é o único
lugar onde posso conseguir informações mais ou menos
confiáveis, aqui onde estou, sobre a cidade que tenho como
minha! Sou absolutamente apaixonado por Manaus, por vezes me torno um
tanto chato e enfadonho para meus amigos e parentes aqui do sul, de
tanto que falo de lá. Tive algum contato com algumas figuras
da política amazonense, e antipatizei com boa parte deles.
Teve um momento em que eu considerava o prefeito anterior da cidade
um político sério, e recentemente é que mudei um
pouco minha opinião sobre o mesmo. Quanto ao atual prefeito,
tenho profunda antipatia com o mesmo, desde que pude observá-lo
mais detidamente, nas propagandas eleitorais do seu antigo partido,
nas eleições majoritárias de 2006, portanto há
quatro anos, quando morei lá em Manaus. Não sei quão
profundamente eu o conheço para poder emitir qualquer opinião
a seu respeito, mas, aparentemente, todos meus preconceitos estão
se confirmando, agora.
Outro
dia, lendo um texto no blog de um dos camaradas a quem sigo no site
de microblogs twitter.com, descobri que um cara que se dizia “de
Manaus” no mesmo site, e que me seguia até uma ou duas
semanas atrás, bem... era um dos tais fakes, que divulgaram
uma campanha de difamação de blogueiros manauaras,
vinculando-os a um dos pré-candidatos ao governo amazonense, o
ex-ministro Alfredo Nascimento. Será por isso que andaram me
achando com cara de feique? Talvez... vai saber! Mas por que o tal
feique, de nome @PedroMuniz_ teria me seguido? Meu palpite é
de que os administradores desses perfis fakes pretendiam me seguir
pra usar meu nome na tal “denúncia” que engendraram e
divulgaram na tuitosfera, incluindo com os dos camaradas blogueiros e
o vinculando com Alfredo Nascimento – que aliás não
levaria muita vantagem em ter-me entre seus “amigos” – como um
dos “comparsas” deste em seu suposto intento de difamar seus
adversários mais prováveis nas próximas
eleições, em outubro... ou criar dúvidas quanto
a minha identidade, também pode ser! De qualquer forma, talvez
não lhes tenha sido de muita utilidade, de forma que o fake
maroto não mais me segue. Confesso, tive um certo temor de que
usasse meu perfil, invadisse minha privacidade. Ainda bem que
desistiu! Ou não...?
Não
sei, já fiquei decepcionado, algumas vezes, pelas pessoas não
mais se interessarem por mim, será que se descobrirem que sou
isso daí mesmo, que não é falso meu perfil, pior
ainda, que existe realmente alguém como eu, por mais
inacreditável e duvidoso que pareça... hoje em dia sigo
uma filosofia, mesmo no “tuírer”, que apesar de ter sido
proferida – no próprio site de microblogs – por um
humorista, tem uma grande verdade contida em si: não tento
agradar a todo mundo, só a quem gosta de mim. Se você me
segue ainda, mesmo depois deste post, mesmo depois de algum chiste
infeliz proferido lá no site, acima de tudo, depois de saber
que sou isso mesmo, que não sou fake, nem tenho – quer
dizer: tenho, sim, mas noutro site de relacionamentos, e são
perfis dedicados a meus bichinhos de estimação, a
cachorrinha Xuxa e a gatinha albina Maura – nem pretendo criar
algum, pra esta ou pra qualquer outra eleição, em
qualquer estado da Federação, ou no país de um
modo geral, que sou somente um cabra muito do incherido, nada mais
que isso... o meu muito obrigado! Sei que o esforço deve ser
grande... e espero que lhe valha de alguma coisa!
terça-feira, 25 de maio de 2010
Questionários
Desânimo.
Comecei a semana com. Quer dizer, não é bem desânimo!
Talvez com a política, com as eleições de
outubro próximo, com o futebol... não com a seleção,
eu torço pro Brasil em toda Copa do Mundo, talvez excetuando a
da Alemanha, em 2006, onde o clima de oba-oba não me
contagiou, mas em geral, é só isso, eu só torço,
não questiono a lista do técnico, não reclamo
alguma ausência, ou presença, não faço
isso. De um modo geral, a escalação do Internacional de
Porto Alegre, meu time, minha paixão clubística, me
preocupa bem mais que a do selecionado nacional brasileiro deste
país. Estou esperando a copa começar, pra aí sim
me animar com a seleção de Dunga! Até lá,
desânimo, choro e ranger de dentes com o meu glorioso Sport
Club Internacional...
Mas
meu desânimo, é mais uma preguiça, tenho acordado
como se estivesse com bateria fraca... sabe quando seu celular começa
a dar um irritante sinal sonoro, te avisando que está quase
sem energia? Pois é, eu tô assim, só sem o
irritante sinal sonoro! Não sei, sei que estou de baterias
descarregadas e não sei bem como recarregá-las. Umas
férias, passadas perto de minha filhota – de preferência
numa praia do Nordeste, longe do frio – seria meu melhor palpite de
como recarregar as baterias. Do contrário, só posso
tentar me animar da melhor forma possível. Há planos,
projetos e pensamentos. Todos eles em atraso!
Esses
dias, num programa de rádio, do chamado “segmento jovem”,
ouvi os participantes comentarem sobre alguns hábitos e
costumes da meninada nos anos 1980, em particular os caderninhos das
meninas, com seus questionários. Um dos participantes foi
além, revelou que também fizera um questionário!
Claro, as piadas e questionamentos sobre sua masculinidade espocaram
de todos os lados, por parte dos outros participantes e por parte dos
ouvintes... por um motivo simples, banal, o de que, nos anos 80,
questionário era “coisa de menina”! Sabe, tipo boneca,
bichinho de pelúcia, caneta com glitter, etc. Pois bem, lembro
também dos caderninhos de questionários, que corriam
toda sala de aula, lembro inclusive que as meninas, nesse quesito,
eram bem democráticas, afinal, todo mundo poderia responder,
independente de ser amigo ou não, chegado ou não. Eu
mesmo respondi a uns dois ou três desses questionários!
Nunca seriamente. Algumas meninas até se magoavam comigo, e
acho até que por isso não respondi a mais desses
questionários.
Lembro
que mais tarde, já nos anos 2000, respondi a alguns
questionários também, mas diferentemente, as
informações eram mais generalizadas, as perguntinhas
até mais inocentes que as dos questionários antigos,
mais comportadas, e a maior novidade é a de que não
eram feitos em caderninhos, mas sim em mensagens encaminhadas de
e-mail! Você encaminhava pra uma dúzia de pessoas, e
estas lhe respondiam, uma dúzia de questionários para
ler, às vezes uma dúzia de questionários pra se
responder, porque, bem... vários contatos do seu e-mail te
encaminhavam os mesmos questionários! Você tinha que
repetir a mesma resposta pra uma dúzia de pessoas diferentes,
sem encaminhar a todas ao mesmo tempo, pois poderia magoá-las!
Sim, é verdade, eu tinha uma amiga virtual de Santa Catarina
que brigou feio comigo – até onde se pode brigar feito no
ambiente frio da internet – pois eu simplesmente encaminhei as
respostas de um questionário exatamente igual que ela e mais
umas quatro ou cinco pessoas me encaminharam. A praticidade às
vezes não é bem-vinda...
Enfim,
essa nostalgia oitentista toda me fez lembrar de algumas perguntas e
como eu as respondia! Por exemplo:
Pergunta:
“Você acredita em vida após a morte”?
Resposta:
“Quando eu morrer, volto pra te falar!”
P:
“Você tem medo do sobrenatural?”
R:
“Quando eu era vivo até que tinha, mas agora já
desencanei...”
P:
“Você é virgem?”
R:
“Não, sou taurino (21/04 – 20/05)...”
P:
“Qual sua religião?”
Aí
dependia, eu lembro de ter respondido de duas ou três formas
diferentes:
R1:
“Ateu, graças a Deus!”
R2:
“Colorado (torcedor do Sport Club Internacional)”
R3:
“Evangélico Ortodoxo Espírita!”
Lembro
vagamente dessa terceira ter causado alguma polêmica dentre
meus colegas de sala de aula, inclusive com amigos mais chegados...
foi legal, o negócio era fazer a molecada pensar um pouco!
P:
“Você acredita em Deus?”
Outra
perguntinha para a qual eu tinha mais de uma resposta...
R1:
“Não use Meu santo nome em vão, filha...”
R2:
“Acreditar, eu acredito, só não sei se Ele acredita
em mim!”
e
por aí vai... não lembro as outras respostas que dei
pra esta mesma pergunta, só lembro que eram todas
engraçadinhas.
P:
“O que achou do questionário?”
É...
reconheço que minha resposta não era a mais simpática:
“uma bosta!” Vai ver até por isso as meninas não
quiseram mais que eu respondesse seus questionariozinhos... enfim!
Tanta gente já se revelava mais do que o recomendável
com aqueles questionários, por que eu teria que agir igual?
Certas coisas a gente não conta nem pros amigos! E afinal de
contas, pra mim, aquilo não passava de brinquedo...
questionários eram pra serem divertidos, descompromissados, e
eu era contra levar tudo tão a sério, fossem os
questionários, as meninas, ou eu mesmo! Minha relação
com a internet, de um modo geral, não é muito diferente
da minha relação com os antigos questionários:
não levar tão a sério! Nem mesmo o twitter!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
33
Hoje
estou um ano mais velho. Hoje completo 33 anos de idade. Fora as
piadinhas clássicas, tipo “minha cruz tá pesada pra
caramba”, ou “hoje acordei pregadão”, a única
coisa que consigo pensar é: grandes merdas! Tô um ano
mais velho! Tá, e aí? O que mais tem de diferente? Que
diferença isso faz pros outros? Que diferença deveria
fazer pra mim, portanto?
A
véspera e o dia do meu aniversário costumam serem as
datas mais deprimentes pra mim. Mais do que Natal, ou Ano Novo. São
nossos Natal e Ano Novo pessoais. Quando a gente faz um recapitula
dos últimos 365 dias entre o aniversário anterior e o
de hoje. O que tenho pra comemorar? Beleza, tenho o fato de ter
completado mais um ano neste frágil caroço de pupunha
que é o nosso planeta! Tenho o fato de estar saudável,
tanto quanto possa estar! Concordo, tenho o dever de agradecer e
comemorar esses dois fatos. E de resto? Quais foram as outras
conquistas? Onde estou? E minha família? Minha situação
pessoal, no que mudou? Pois vou dizer: nada!! Nada mudou!!
Não
estou em casa. Faz quase três anos que voltei pra debaixo do
mesmo teto de minha mãe. Não é minha casa. Não
é o meu lar. Semanas atrás escrevi um texto, refletindo
sobre o que seria o nosso lugar, o nosso lar, a nossa casa. O nosso
lugar no mundo. Não estou no meu lugar no mundo! Estou
enfrentando dias frios e úmidos. Estou vivendo num lugar que
não é o meu. Minha terra não é minha
terra natal, mas não me importo nem um pouco. É fácil
ser gaúcho em qualquer lugar do país. Difícil
mesmo é sê-lo fora do Brasil; na Europa, no Oriente
Médio, no Extremo Oriente, na Austrália... nesses
lugares fica mais difícil ser gaúcho! E, ainda assim,
tem gente que consegue. Dia desses vi, num telejornal, um
entrevistado brasileiro morando em Nova Orleans, na Louisiana, estado
do Sul dos Estados Unidos. Tava lá, ele com a sua cuia de
chimarrão, conversando com o repórter, falando da
demora na reconstrução da cidade, depois daquele
tornado que teve, há uns cinco anos. Como eu disse, ser-se
gaúcho, no Brasil, é relativamente fácil, no
resto do mundo é mais difícil, mas sempre se dá
um jeito. Agora: tente ser amazonense fora do Amazonas! Tente ser
manauara fora de Manaus! É bem mais difícil. Talvez
seja só eu, talvez pra quem nasceu amazonense, ou seja, pra
“elite” dos “verdadeiros amazonenses”, seja bem mais fácil
NÃO ser amazonense. Eu não sentia falta do chimarrão,
não sentia falta do frio, não sentia falta do minuano
gelado alfinetando meu rosto. Já tava me acostumando a chamar
qualquer carne grelhada de churrasco. Não via nenhum problema
em torcer para um time de fora do Amazonas, porque, afinal todos meus
amigos amazonenses faziam o mesmo! Agora, é difícil
suportar o frio do clima e das pessoas. Não conseguia me
enturmar antes de sair daqui, hoje parece ainda mais complicado. Era
pra eu estar comemorando meu aniversário em alguma peixaria,
ou no pagode do Ao Mirante, vai saber.
Meu
irmão mais novo tem um ano e alguns meses menos que eu. Já
casou duas vezes. De cada casamento, teve um filho. E eu? Eu sou só
tio! Nunca sequer tive um namoro realmente sério! Que dirá
ter filhos! Fui tio cedo, meu primeiro sobrinho nasceu quando eu
tinha uns sete anos. Teve um dia que eu jurava que seria pai tão
cedo quanto fui tio, um pouco menos, talvez. Hoje passaram 33
tenebrosos invernos e não tenho nem um filho sequer. Ou filha.
Gosto de crianças. Gosto mais de meninas. Sinto o que chamam
de “inveja boa”, quando vejo um homem levando sua filha pequena
pra passear no parque, no shopping, no trem... sempre me vi como o
pai de uma menina. Gozado, nunca me vi cuidando de um menino. Sei que
é difícil homens pensarem em nomes pros filhos, quando
não se está casado, ou não se está com
alguém com quem se planeje ter filhos. Mas eu pensava.
Geralmente pensava em nomes de meninas. Me via sempre como pai de
pelo menos duas. Natalie e Nicole, ou Nadine; por um tempo tive o
ideal de dar nomes afrancezados. Depois dei uma guinada rumo ao leste
europeu: Polônia, Rússia, Ucrânia. Natasha e Nádia
– sim mais legal na forma deles, Nádjia, também acho!
Mas cada ano a mais, cada novo aniversário me deixa com a
incômoda impressão de que serei mesmo é só
tio, e olhe! Tantos nardonis por aí que conseguem ser pais e
eu sou só tio! Tanta gente sem a menor vontade de ser pai e
eu, que tinha sonhos de ser pai, chegar a ser avô, bisavô...
sou tio! Eu era pai. Um dia fui pai... ou melhor, um dia eu me senti
como pai! A irmã mais nova daquela a quem me refiro como “a
ex”, para preservar sua identidade e privacidade, embora não
mereça... abrindo um parêntese, tá, em um
universo de mais ou menos 1,7 milhão de habitantes, em Manaus,
nem precisa tanto. Então tá, vamos desassegurar essa
privacidade: a ex pertence a um universo de mulheres de 25 a 30 anos,
moradoras do Parque Dez, filhas de gaúcho. Tenho certeza que
tem menos de 1,7 milhão nesse grupo! Então... tinha
essa ex, e a irmã mais nova da ex. Quando fui a conhecer
pessoalmente a ex, a menina, a quem me referirei como minha
“filhota”, tinha seis, sete anos... e ela me adotou já na
época para pai! Ela brincava, dizendo que, como tinha mais
contato com a irmã, ou seja, com a ex, ela é que era
sua mãe, e que, portanto, eu era seu pai! Achei engraçado,
na época. Depois me acostumei com a idéia. Gostava da
ex, mas meu amor pela filhota foi construído paralelamente, à
revelia do amor que eu nutria pela ex. Tanto que tenho mais é
uma relação de “ex”, mesmo, com a ex, ao passo que
a relação, e o carinho pela menina continuaram sendo de
pai. Me sentia pai, não sentia, portanto a frustração
de não ter filhos e ser apenas tio. Agora já não
sei mais... ela não dá nenhum sinal de vida. Nem sei se
lembrará de dar algum sinal de vida, hoje. Temo não ter
mais filha, nem adotiva... e assim, sinto a frustração
de nunca ter sido pai, de ser apenas o tiozão!
Apenas
o tiozão... eterno amigão... ano passado, após
meu aniversário, minha querida advogada era minha obsessão.
Estava me fazendo mal. Até ela achar de romper comigo, jurando
que eu é que sentiria falta, que correria atrás, e que
ela estaria bem melhor sem mim. Beleza. O tiro saiu pela culatra. Ao
ter ela rompido, na calada da noite, senti-me quase como se
renascendo, senti-me livre e feliz. Estava perdendo minha paixão,
a pessoa a quem me dedicara nos últimos tempos, por quem tinha
pensamentos românticos e sentimentalistas. Mas estava ganhando
a minha liberdade, estava me ganhando de volta. Quando ela voltou a
tomar contato comigo, não me preocupei muito se estaria só
novamente – ela sumia quando estava com um novo amor “pra vida
toda”, e só reaparecia dali há um, dois meses, quando
o “grande amor” tinha dado o pira – me senti lisonjeado por ser
procurado depois de quase exato um ano de rompimento, ri com a ironia
da situação, ou seja, ela acreditou que eu sentiria a
sua falta e que ela é que estaria se libertando de mim, quando
o que aconteceu foi o exato oposto... até um fim de semana
atrás! Comecei a me questionar se não fora uma tremenda
sacanagem de sua parte querer me procurar depois de tanto tempo, se
eu não estava muito melhor antes, sem ela. Tive as más
sensações de se estar próximo sem se estar,
novamente. Ruminei pela enésima vez os sentimentos mesquinhos
e deprimentes que tinha há exato um ano por ela. E eu jurava
que já os havia enterrado de vez, neste tempo em que estivemos
isolados um do outro. Voltei a me questionar sobre quais os reais
motivos dela para ter querido voltar a me azucrinar. Eu tinha algo
que o “amor de sonhos” não tinha? Pois então, o
quê?? Será que era disso mesmo que estava sentindo
falta, de alguém que ficasse se doendo por amá-la e não
ter sua atenção? Não, porra, eu não quero
isso! Estou francamente cansado de ser preterido. 33 anos completos
hoje e mesmo a ex preteriu quem sacrificou quase sua vida por ela.
Sou sempre alguém tão bom, cujo carinho é tão
apreciado... então por que cargas d'água não
posso ter o olhar onde uma mulher possa encontrar o amor de sua vida?
Por que tanto cafajeste consegue enganar que é o príncipe
sonhado de tanta menininha de treze a trinta e poucos e eu não
sou visto assim? Por que deveria me conformar em apenas sonhar e
desejar ter o colo e o abraço perfeitos para as garotas
fantásticas, extraordinárias e até mesmo
normais? Não mereço mesmo que alguém deseje ter
em mim um porto seguro para onde voltar, um colo onde deitar a cabeça
e esquecer as tristezas, um abraço caloroso onde se aconchegar
nas noites de frio e solidão? Se eu, que não sou melhor
que ninguém, não mereço, qual homem, afinal,
merece?? Aquele zé, cujo olhar, na sua foto, demonstra
CLARAMENTE que não é o amor extraordinário que
você estaria buscando em seus sonhos? Pois ela, desde que a
conheço, não só está buscando – ou
dizendo buscar – esse tal amor de sonhos, como sempre o está
encontrando! Nas mais diversas caras deslavadas de príncipes
encantados que você encontra em qualquer forrozinho da zona
leste! Impressionante... eu fui besta de querer dizer-lhe de minha
paixão por ela, de como era arrebatado por ela... pra, quando
foi preterida, me dar falsas esperanças, brincar que seria
capaz de largar tudo pra “nem que fosse” me fazer companhia... só
pra depois dizer preferir tentar voltar com o cara que lhe deu um pé
na bunda, ou então ficar só. Pra agora estar só
ainda, mas disponível e esperando por um zé com uma
cara de “maravilhoso só pra você”, quer dizer,
ninguém o veria como tal, ninguém o veria como amor da
vida, como o amor sonhado e enfim realizado! Sem nenhuma segurança
de que ele esteja fazendo o mesmo, sendo fiel a quem lhe espera!
Sabendo da minha história, de como desperdicei bons 2 ou 3
anos de minha vida permanecendo fiel e me preparando pra voltar e
ficar junto da ex... 33 anos de pura frustração, por
ter sido o cara que sempre agiu como toda mulher romantiza que o cara
perfeito agiria... pra ser preterido! Ou então ser encarado
como “paizão”, “amigão”, ou o amigo gay pra
quem você conta de seus problemas com os homens e desilusões
amorosas! Sim, tem uma garota que só lembra de mim pra falar
de sua mais nova paixonite frustrada! Como se eu fosse um confidente
gay que fica olhando sério pra ela, soltando comentários
que na verdade não querem dizer nada, de hora em hora... pior,
como se não merecesse ser visto de outra maneira, como se não
fosse homem o bastante pra lhe dar o consolo que um “homem de
verdade” lhe daria. Aos 33, eu não sou “homem de verdade”!
E nem “amor dos sonhos”!! De ninguém!!! Nunca fui!!!
Amores, tive vários, paixões, coração
pulsando mais forte, total dedicação, como já
falei, fiel, carinhoso, que queira construir algo junto, ter família,
ter filhos... ou filhas! Namoro? O mais longo foi de dois meses. Com
a ex, o namoro foi dois anos de virtual... e vinte dias de ficadas!
Eu lhe respeitei, lhe valorizei, me mantive firme como seu namorado,
sem nem olhar pro lado, sem sair pra pegar ninguém na
balada... pra ser desrespeitado, desvalorizado, ter meu sacrifício
minimizado, nossa relação de dois anos desconsiderada,
ou convenientemente esquecida! O fato de estarmos há milhares
de quilômetros de distância um do outro, quando nos
conhecemos, ser banalizado! Como se fôssemos europeus! Ou
americanos! Como se fosse barato cruzar o país, como se
tivessem dezenas de opções de transporte, como se desse
pra, pelo menos uma vez no mês, empreender uma viagem dessas!
Ou seja: amar, eu amei... de verdade, da rocha, pra valer, a fu... eu
amei! Se fui amado na mesma proporção? Óbvio...
óbvio que não! Tá na cara que não! Não
estaria solteiro, sozinho, e sem filhos; não estaria passando
frio, longe, muito longe, de onde quero estar; não estaria sem
nenhuma perspectiva do que fazer pra comemorar a data; não
estaria frustrado, desencantado e deprimido justo no dia do meu
aniversário! Ninguém merece algo assim...
Tava
bem sem ela de volta. Tava bem me esquecendo que o tempo tava
passando. Tava bem pensando em quem sabe ser o pai da linda filhota
de uma linda garota normal. Ou apenas admirando-lhe o belo sorriso da
foto. Tava bem amando a todos quase da mesma forma, pois assim não
sofria por não tê-los comigo, por não ser amado
na mesma proporção, não sofria além do
necessário com a dor alheia, que sempre me cala mais fundo
quanto mais quero estar com aquela pessoa. Hoje estaria melhor assim!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
De Sonhos...
Sonhos.
Nada tem me irritado mais que os sonhos alheios. Temo com isso estar
voltando ao pesadelo que imaginava já ter deixado pra trás...
não quero me tornar novamente obcecado por aquela garota! Não
quero que qualquer bobagem sentimentalóide dita por ela NO
MESSENGER, PRA TODO MUNDO LER, para uma pessoinha que não
merece sequer ser digna de nota me atinja como atingia antes. É
tão melhor apenas sonhar com o que não tivemos por
equívocos seus, não me deixar enredar novamente, torcer
para que nunca mais voltemos a nos ver, pois do contrário a
espiral de autodestruição me arrastará de vez
para o fundo do poço...
Sonhos.
Tenho tido alguns sonhos estranhos. Não lembro dos detalhes de
todos, mas alguns detalhes de alguns sonhos mais interessantes e
menos preocupantes... lembro ainda de sonhos em que via meu pai. Me
marcaram profundamente. E nenhum me pareceu negativo. Quanto a meus
amores, os sonhos que tive foram poucos, não consigo mais
lembrar detalhes, e não me marcaram tão bem. Da
primeira vez que sonhei com aquela a quem me refiro, pra manter
segura sua privacidade – embora não mereça – apenas
como “a ex”, lembro o sonho tintim por tintim, nos mínimos
detalhes. Por um motivo bem simples: ela me apareceu em um sonho
cinco anos antes de nos conhecermos. O enredo do sonho indicava algo
muito diferente do que tem nos acontecido. Era uma viagem para a
praia. Íamos em um grupo grande, para uma casa a beira-mar.
Quando nos estabelecíamos na casa alugada, na hora de dormir,
vários do grupo a convidavam a deitar a seu lado, mas ela, sem
dizer uma palavra, vinha até o colchonete onde eu estava,
deitava-se e aconchegava-se junto a meu corpo, sob a minha manta e
envolvida em meus braços. Assim acabava o sonho. Assim
imaginei que terminaríamos nós dois, quando enfim a
conheci pessoalmente, em abril de 2003. Nos conhecíamos,
através da internet, desde março, ou abril, de 2001.
Depois de 2003 várias desculpas houveram, vários
motivos foram apresentados e nenhum convenceu, para não
estarmos juntos. Por fim, eu mesmo cansei, não importava o
quanto demonstrasse como meu amor era verdadeiro, não adiantou
nada sacrificar-me totalmente e me aventurar pra viver mais perto
dela, nunca seria reconhecido o meu esforço. Chegou uma hora
em que não estava mais interessado, nem mesmo se agora ela
quisesse intentar novamente. Tamanhos foram seus absurdos que não
mais quis saber.
Ficou
apenas a lembrança desse sonho. E do fato curioso de ela
aparecer nele, anos antes de nos conhecermos. Senão já
o teria esquecido completamente, como todos os outros.
Dos
últimos sonhos, lembro de um com maior nitidez, onde eu era um
agente especial, ou detetive, alguma coisa do tipo, como aquele do
seriado The Mentalist, acho. Investigava um assassinato no que
parecia um hotel e ao mesmo tempo um complexo de alta segurança.
Em um momento assistia a um vídeo de segurança. Em
outro, ia até o quarto de um hóspede que vi no vídeo
em atitude suspeita. Depois, quando encontrava algo que me parecia
ter a ver com o veneno que matou a vítima, pegava e colocava
no bolso do casaco, pra então sair do quarto. Quando estou me
dirigindo ao corredor por onde passei, na verdade vejo a sala da casa
de minha mãe. Ainda é noite, ou madrugada alta, não
sei. Vejo um vulto de uma pessoa aproximar-se da porta. Penso que
pode ser um amigo, a quem não quero ver àquela hora,
começo a sentir sono e mau-humor. Me fecho atrás da
porta do meu quarto na casa de minha mãe, o hotel sumiu de
cena. Antes de encostar totalmente a porta, ouço baterem na
porta da frente e chamarem. Não é meu amigo. É
alguém que chama pelo(s) primo(s). Acordei pensando:
“primos!?” Por que primos, afinal de contas!? Pensei num primo de
meu pai. Teria sido ele a nos “visitar”? E eu não quis o
receber? Já que ouvi baterem na porta e chamarem pelo primo, e
não fui ver quem era. E minha mãe não contou
nenhum sonho sequer semelhante. Sim, acredito na comunicação
dos espíritos desencarnados, vez por outra, conosco, os
encarnados. Se era esse primo de meu pai, não sei. Mas me
causou estranheza. Sim, os sonhos têm enredos elaborados e por
vezes estranhos, mas nem sempre um sonho é apenas um sonho...
Talvez estivesse melhor sem...
Sexta-feira.
Encontrei-me sozinho e deprimido. Ninguém para abraçar.
O sol brilhava, esquentava um pouco a atmosfera, o dia estava bom
para uma caminhada, ou apenas pra ficar giboiando após o
almoço, quem sabe. Ficar pensando sobre a vida, ou apenas
aproveitando o sol... péssima idéia, pensar sobre a
vida!
Sexta
passada, apesar da bela tarde de sol, após a manhã
cinzenta, de neblina fria, senti-me como se um céu de chumbo
estivesse sobre mim, pressionando-me com seu peso, prenunciando uma
terrível tempestade, que poderia cair a qualquer minuto. Claro
que o céu de chumbo estava em mim, e não fora. O frio
deu uma boa amenizada, naquela tarde! Na verdade, o sol prenunciava
um fim de semana que poderia ter sido agradável, se não
tivesse se repetido a condição de sexta-feira apenas no
sábado!
Ruminando
velhos sentimentos naquela tarde, no comecinho do final de semana, me
senti so last week, embora a sensação de céu de
chumbo, ao ler apenas uma frase “romântica” de meu amor não
tão platônico assim, dedicada a alguém que diz
ser seu “amor dos sonhos”, embora haja controvérsias,
aquele a quem chama de “vida”, o que me causou dolorosos
recuerdos de nossa última temporada, a que ela me expulsou de
sua vida, jurando que estaria bem melhor sem mim; anterior a esta
nova temporada nossa, em que eu já não sentia mais
tanto sua falta, mas lhe doía a minha falta, a ponto de
humildemente vir me procurar, pra saber “se ainda estava aqui”.
Senti novamente aquelas velhas dores de minha antiga obsessão,
do tempo em que estupidamente acreditei que meu amor era também
minha vida. Isso me lembra, minha pequenina dizer que o seu “homem
dos sonhos” é sua “vida” me causa uma curiosa graça
– não como aquelas Graças divinas, e sim como de
achar engraçado mesmo, de me divertir a idéia – algo
em mim não crê totalmente em sua felicidade amorosa com
esse cabra, mas se felicita por preferir vê-la bem, não
importa o que aconteça. “Isto é o amor que ela
esnoba!”
Mas
me preocupa a velha tristeza voltar a conseguir me dominar, trazer
aquelas velhas frustrações, a velha infelicidade de ser
muito bom a ponto de fazer falta na vida de alguém, mas nunca
bom o bastante para merecer pensamentos sentimentais e românticos.
Me faz pensar no porque estive tão reticente a retomar
qualquer relacionamento com essa garota, mesmo pela amizade que diz
sentir, mesmo que tenha me sentido lisonjeado por sua procura depois
de um ano de afastamento. Na sexta-feira aquela mesmo pensei, ao
anoitecer, como estava melhor sem ela de volta a minha vida. Não
tinha por quem me preocupar, não tinha ninguém mais por
quem pensar sentimentalmente, por quem romantizar um encontro,
observando um pôr do sol às margens do rio Negro,
abraçados, etc. Mas estava melhor assim!
Estava
pretendendo colocar aqui, neste post, a letra de uma música de
Morrisey, antigo líder de uma das grandes bandas inglesas dos
anos 1980, The Smiths. O nome da música é That's How
People Grow Up – quem quiser, vale a pena procurar – e há
uma estrofe da música que diz mais ou menos assim:
“I
was wasting my time
Looking
for love
Someone
must look at me
And
see there's someone of their dreams
I
was wasting my time
Praying
for love
For
the love that never comes from
Someone
who does not exist”
Traduzindo:
“Eu estava desperdiçando meu tempo
Procurando
por amor
Alguém
deve olhar e ver em mim
A
pessoa dos seus sonhos
Eu
estava desperdiçando meu tempo
Esperando
por amor
Pelo
amor que nunca vem
De
alguém que não existe”
Essa
música me calou fundo no coração, na época,
quando estava preso a essa relação que, para mim,
estava sendo altamente destrutiva, por conta da obsessão, por
conta da inconformidade por não ser, como diz na música,
a pessoa dos sonhos de ninguém. Nem de alguém, que é, existe, mas pra quem nunca existi desta forma - ou de qualquer outra forma! Hoje, voltando a escutá-la
depois de tanto tempo, lembro de como é verdadeira, também
quanto a mim. Apenas desperdicei meu tempo, esperando ser visto pela
garota a quem me revelei completamente apaixonado, a quem me dediquei
mais do que o recomendável – para minha própria
sanidade – da mesma forma que a via, ou talvez um pouco mais. Em
vezes anteriores, foi igual, me peguei decepcionado, frustrado,
sofrendo atrozmente e minha vida em nada melhorou com isso.
Não
esperei mais por ninguém, não me dediquei mais a
ninguém, por mais interesse que pudesse ter. Alienando-me, ou
não, preferi projetar apenas dentro de mim os pensamentos
românticos, os sentimentalismos, as idealizações.
Sofro menos. Penso que fico mais racional, e talvez insensível
aos sofrimentos alheios, mesmo de garotas por quem tenha algum
interesse além da simples amizade. Ela soube que esteve
equivocada no seu modo de tratar nossa relação, não
estava “sofrendo” por minha culpa, ou por não suportar o
meu sofrer. O tempo que nos deu foi muito melhor pra mim. E eu estive
muito melhor sem ela. Estive muito melhor sozinho e sem pensar nela.
Ela que me quis de volta a sua vida, e sem nenhuma vantagem para mim,
na verdade. Não quero voltar ao sofrimento de antes. Não
quero lembrar e ruminar toda decepção que tive com ela.
Não quero pensar no que ela se assemelha com as outras, e nem
no que uma bela garota com olhar sereno e brinco de pena pode parecer
com ela. O que me consola é saber que pode ser que não
nos vejamos nunca mais fora dos messengers da vida...
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Dissipando as Nuvens
Minha
querida está tristinha. E está, portanto, mais
pensativa, mais ensimesmada. Diz não ter vontade, nem
paciência, de sair à noite – imagine se a noite
estivesse sendo fria. Escreve frases poéticas de amor.
Me
causa alguma curiosidade, pois não tive ninguém
disposta a ficar melancólica, me esperando o tempo que fosse,
onde quer que seja. Deixar de sair, admitir ficar sozinha, pensar em
mim com o carinho que todo homem e toda mulher deseja, sentir-se
ligada a mim não importando a distância, esperar por
mim!? Quem fez isso?? Quem quer?? Nem quem diz tê-lo feito
acredito que realmente o tenha! Essa, até onde sei, nunca agiu
assim por ninguém. Agora ela continua sendo meu amorzinho,
minha menina, mas sério, quando a conheci, ela também
não tinha a menor intenção de fazer isso por
ninguém. Me parece muito mais uma idéia de que já
se está em idade mais “madura”, e que agindo assim estará
sendo uma mulher “sensata e responsável”. Não
acredito, ou não gostaria, que seja o caso de “amor
verdadeiro”, ou “pra toda vida”. Realmente não quero que
tenha se reaproximado de mim apenas pra retomar uma “bonita
amizade” que pouca importância tenha dado aos sentimentos
meus, que pretendiam uma ligação mais forte, talvez. De
qualquer forma, me entristece que mulher alguma se disponha a me
esperar, quando o céu se tingir de vermelho, ou qualquer coisa
assim. Me magoa que em meus olhos uma mulher possa ver de tudo, menos
o amor desejado e sonhado. Honestamente me magoa tudo isso.
Não
vejo outra saída pra mim, a não ser reproduzir, ou
tentar, o que gostaria de ter, lá, no “mundo externo”,
dentro de mim, dentro de meu coração. Tentar ser forte
e não esmorecer. Tentar amar a todos que nem Jesus Cristo, que
amar e me dedicar a uma pessoa só tem me trazido dor. Da outra
vez, me apaixonei e fiquei obsecado, adoeci por ela, não
consegui me conformar que o que queria reproduzir no mundo “real”
só estava dentro de mim... e se estava dentro dela também,
ela camuflou muito bem, preferindo esconder até de si, pra
“acalmar o olhar” na visão de um outro “amigo”. Com
certeza deveria ter se concretizado, mas nunca concretizou, e não
foi por falta de vontade. Não me conformo com isso, apenas
estou consciente de que não adianta brigar com ela e com o
mundo, que não é assim que vou ganhar, que vou
convencer. Se é que há o que ganhar...
Hoje
tá mais difícil que o normal, mas procuro desencanar,
deixar de pensar e remoer velhas derrotas e frustrações,
procuro apenas sentir. É o que tem me feito bem. Estou me
alienando? Pode ser, pode ser também que esteja tentando
sofrer menos. EU SEI o quanto doeu me dedicar inteiramente a alguém
que não quis corresponder meus sentimentos, simplesmente
porque sempre tinha alguém “melhor” que eu. Agora o mundo
ironizou e ela reconheceu que eu poderia fazer alguma falta em sua
vida. Achei engraçado. Achei melhor não esperar mais
nada dela.
Gostei
duma garota normalzinha no twitter. Do seu “avatar”, ou seja, a
foto do seu perfil no site. O sorriso, o olhar, o brinco de pena.
Gostei de brincar com uma frase sua, gostei do seu gosto
musical, no que aparentemente se aproxima do meu. Gosto de admirar seu sorriso. Sou virtualmente apaixonado
por ela. Penso que gostaria de estar com ela. Quem sabe!?,
beijar seus lábios. Mas me contento ao pouquíssimo
contato via internet. É minha maldição. Procurar
não sofrer. Apenas pensar no que gostaria como se dentro de
mim isto já estivesse reproduzido. E amá-la como a um
irmão. Com um certo distanciamento. Com uma mínima
dedicação possível. Platonicamente ser feliz pra
não ser realmente infeliz. É o que me toca. Mas não
me agrada nem um pouco.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Sem Escolha!
Não
vou comentar a escalação do selecionado – era assim
que os antigos falavam – pelo Dunga. Também acho que tem
gente que não precisava, também acho que ele podia ter
chamado um ou dois jogadores mais interessantes. Mas de jeito nenhum
engrosso o coro dos descontentes que passaram a tarde toda de ontem
dizendo que tava tudo errado. Enquanto estavam todos no limbo,
discutindo a convocação, o mundo continuava girando.
Vocês viram que a lei da Ficha Limpa passou integralmente, sem
destaques, na Câmara de Deputados? Pois é, foi ontem,
não viu? Enquanto você xingava o técnico da
seleção, aconteceu muita coisa e você nem
percebeu... de minha parte, pra encerrar o assunto, digo que foi a
tarde mais chata dos últimos dias. Era pro país ter
parado por apenas 10 minutos, parece que parou por 10 horas! O que
importa, e ninguém lembrou disso, é que o técnico
convocou os jogadores conforme sua cabeça. Se certo ou errado,
não sei, não vou julgar. Deixa vir a tal da Copa pra
ver.
E
quanto à política? Regional, nacional, mundial... como
anda? E as eleições? Serão mesmo plebiscitárias?
Ao que tudo indica, sim, serão. Infelizmente. Não só
no âmbito nacional, ao que tudo indica. Em quase todos os
estados brasileiros está se procurando se impor esse modelo. É
o paraíso para o atual governo e para os formadores de opinião
gaudérios, que se sentem muito à vontade quando podem
comentar a política nacional sob a ótica mesquinha e
retrógrada dos maragatos contra ximangos. Para os eleitores é
que isso não é nada bom. A grande maioria parece não
se importar ainda com isso, o que é uma pena. Ainda bem que há
alguns poucos que percebem o quanto isso é prejudicial.
Me
causou, na verdade, muito mais efeito que a convocação
de Dunga, essa aliança de Serafim Corrêa e Alfredo
(Buchada de Bode) Nascimento para concorrer ao governo do Amazonas.
Na internet somos uma maioria que não engoliu muito bem esse
prato indigesto. Buchada de bode com bacalhau não agrada a
todos paladares. Li dois textos de dois blogueiros, um incomodado com
essa aliança, o outro compreensivo demais, ou muito
decepcionado pra dizer qualquer coisa diferente, sei lá. Um é
filiado ao partido de Serafim, é vereador do município
de Manaus, então poderia ser compreensivo, no entanto, foi
apenas solidário a seu correligionário, que aceitou ser
candidato a vice numa chapa que só agrada ao atual presidente
da república, da mesma forma que sua candidata a sucessão.
O outro... bom, já teve atitudes e opiniões um tanto
duvidosas nos últimos dias, então não me
surpreendo que “entenda” tão bem a “vontade soberana”
do nobre ex-prefeito Serafim.
Eu
um dia já fui de pensar que os partidos políticos
brasileiros realmente defendiam alguma ideologia. Eu cresci, deixei
de seguir as ideologias políticas pelas quais meu pai
simpatizava, procurei minha própria ideologia, escolhi um
partido que parecia falar na mesma sintonia minha. Não demorou
muito pra eu descobrir que não, os partidos não
defendem uma ideologia política clara, os de direita – PP,
ex-ARENA, PDS, PPR, PPB; PR, ex-PL – se aliam a partidos de
esquerda – PCdoB; PPS; PSB – conforme a ocasião e os
interesses. Políticos que se preocupam mais em se perpetuar no
poder do que em defender uma idéia de governo, de política,
etc. Então, não, não sou simpático ao
PSB, nunca fui, pra falar a verdade. Já fui simpático
ao Partidão, mas nunca ao PSB. Já fui, por outro lado,
simpático ao PMDB, ao PSDB e ao PSOL, em fazes bem diversas da
vida. Hoje penso que sou mais crítico, não sou
contrário a partido nenhum, e muito menos favorável.
Não é por ser do PT que deixarei de votar em fulano ou
sicrano. Tampouco votarei em fulano ou sicrano se vierem a se filiar
no DEM, por exemplo. Por que será que a maioria das pessoas
dizem votar em pessoas e não em partidos? Talvez porque
ignorem que, independentemente de ser quem se é, a pessoa terá
que seguir, de um certo modo, o conteúdo programático
do partido? Não, não é por isso. Eu mesmo sei
perfeitamente disso, e mesmo assim defino afinidades com determinados
candidatos pelas pessoas que são, e não pelo partido ao
qual estão afiliadas. As pessoas sabem que os partidos
políticos, no Brasil, são mais agremiações
usadas de trampolim para se chegar ao poder, do que partidos mesmo,
no mais puro sentido da palavra. Acredite, a maioria das pessoas têm
consciência disso!
Eu
tinha Serafim por um dos poucos, raríssimos, sob risco de
extinção, políticos sérios no Brasil.
Talvez ainda o seja. Talvez não tenha havido escolha. Sim, que
ninguém me convencerá de que ele terá preferido
uma “vitória amarga” a uma “derrota honrosa”. Sério,
ninguém me convence. Ainda mais se é simpático
ou mesmo afiliado ao partido do ex-prefeito! E se é daqueles
paranóicos de plantão que – curiosamente, não
acham – resolvem falar, em um texto, dos ataques de paranóia
a que empresários e empregados de veículos de
comunicação são acometidos “especialmente em
períodos de eleição”! Não, claro que
reconheço, o cara escreve muito bem, escreve melhor que eu.
Mas acredite, essa idéia não lhe chegou por inspiração
divina. O que muito me lisonjeia, é verdade... mas bem que
podia divulgar a fonte! Pode fazer as piadinhas infames sobre os
“inimigos e espiões”, não me importo não! De
qualquer forma, não acredito numa “escolha” feita por
Serafim, ou pelo partido. Não havia opção. Ou
até havia: Serafim poderia ter deixado de se candidatar e
manter-se neutro. Não apoiar nem um candidato, nem o outro!
Nem a oposição situacionista, nem a situação
TAMBÉM situacionista! Deixasse a batata quente nas mãos
do partido: escolha de que lado vai ficar. Ponto. Mas, A PESSOA
Serafim Corrêa, podia, sim senhor, ter se colocado à
margem do debate eleitoral. Pelo menos manteria no ideário de
seus eleitores e simpatizantes a imagem do homem de princípios,
do político sério, que não se vende, que se
mantém fiel a palavra dada. Teria se credenciado para o
próximo pleito, daqui há dois anos, talvez se
fortalecesse para daqui há quatro anos, para ser cabeça
de uma chapa que fosse opção para quem quer que esteja
na cadeira de governador, a partir de 1º de janeiro do próximo
ano. O partido do senhor prefeito foi o maior culpado, não
ele. Ao implodir a candidatura de Ciro Gomes, ao acatar a vontade do
supremo mandatário da nossa humilde capitania hereditária,
de fazer do pleito deste ano um plebiscito de aprovação,
ou desaprovação, de seu governo, o PSB acabou
implodindo as possibilidades de candidatura própria em todos
os estados, inclusive onde tinha alguma chance, mesmo que
aparentemente remota, como no Amazonas e no Rio Grande do Sul, por
exemplo. Não é só Serafim que pagará
caro, é muito mais o partido, que aceitou se sacrificar por um
“bem maior”, que é o projeto Lula 2014 – ou alguém
ainda tem dúvida disso?
Sendo
dessa forma, com o próprio PSB se submetendo tão
passivamente a vontade de um único homem, como nos tempos do
Império, como ocorre na Rússia de Vladmir Putin, dizer
que Serafim Corrêa, e outros membros do partido, tinham alguma
escolha soa até como uma brincadeira de mau gosto. Mais que
isso, há um malfazejo canto de maus agouros no ar. Lula é
o único grande vencedor, não importa qual dos dois
“únicos candidatos” ganhe. Não importa quantos
estados irão referendar seus oito anos de reinado. Os partidos
são irrelevantes. Os homens e mulheres de idéias e de
princípios são os grandes perdedores. O povo é o
maior perdedor. O país sucumbe lentamente, sob o marasmo da
mesmice e da desesperança. Não há novos ventos,
nada de novo ocorrerá nos próximos quatro anos. Seja
compreensivo, o problema é seu. Se já esperava por essa
aliança, não espere que estejamos otimistas.
Lição de Moral
Ontem,
ou anteontem, escrevi sobre algumas reflexões de final de
semana, sobretudo de dia das mães. Ainda não dei o
presente da minha, era porque ainda não havia recebido
salários, se já o tivesse, teria evitado uma imensa
chateação, já teria lhe dado o presente e não
teria saído de sob o cobertor nem por decreto lei, só
por alguma ordem realmente superior – se é que vocês
me entendem.
Pois
é muito desagradável querer fazer um agrado pra alguém
e descobrir que esse agrado é totalmente dispensável.
Por isso que nem tento agradar muito as garotas por quem tenho algum
interesse. Uma delas voltou a falar comigo, mas no começo do
ano passado me fazia muito mal saber que qualquer palavra romântica
de minha parte era perfeitamente descartável para ela. Só
que não é sobre isso que viemos falar hoje...
Após
o episódio que me chateou profundamente, que me magoou,
podemos dizer, no último fim de semana, houve ontem um novo
episódio. Uma chateação com a mesma pessoa, a
minha própria mãe. Por conta de uma coisa banal, a qual
na hora não dei nenhuma grande importância, me irritou
sim, mas foi só na hora, no caminho de casa pro trabalho, não
tinha mais a menor importância, nem pensei mais a respeito.
Várias horas depois é que vi minha atitude de justa
irritação ser dramatizada, deturpada e aumentada
desproporcionalmente, em 220%, no grau de importância. Ver
minha mãe deturpando até meu tom de voz, não só
minhas palavras, invertendo a situação, que era muito
mais de uma má vontade de sua parte, por conta de um mau-humor
qualquer, ao qual talvez tenha se chateado por eu não dar a
devida atenção, que de qualquer outra razão a
que tenham atribuído. Ouvir que seu companheiro ficou
“injuriado” me soou muito mau aos ouvidos: o cara tá
sempre injuriado! Um ou outro dia está no melhor do seu
mau-humor, faz suas provocações pra dar risada às
nossas custas, em vez de tentar criar um clima chato, mas o seu
normal É o clima chato, É forçar uma
incomodação, É criar qualquer atrito, e É
procurar sarna pra se coçar. Então, se não está
fazendo nenhuma piada com o fato, está mesmo chateada porque
seu João está “injuriado”, está entrando no
jogo dele, ou querendo fazer seu jogo, tanto faz!
Há
dois fatos importantes aqui: primeiro, que seu companheiro gosta, ou
só sabe provocar controvérsias e situações
constrangedoras por onde passa. Não sei onde que ele vai que
não crie nenhuma polêmica, que não tire ninguém
do sério, onde ninguém acabe por se incomodar com
alguma de suas atitudes. Sinceramente não sei. Esse é
um dos pontos. O segundo fato importante é que minha mãe
frequentemente se indispõe com sua família, com seus
próprios filhos, para justificar as más atitudes de seu
companheiro. Conscientemente, ou não, acaba se envolvendo nas
controvérsias que ele IRRESPONSAVELMENTE cria e, não
raro, busca convencer-nos que ele tem alguma parcela de razão,
não importando o quanto esteja errado – claramente errado,
diga-se de passagem!
Imagino
o quanto deva doer numa mãe quando o filho é quem lhe
dá lição de moral. Eu converso muito com a
minha, é uma das vantagens de se morar sob o mesmo teto da
nossa progenitora, aos trinta e poucos anos de idade. Creio, ou
melhor, gosto de acreditar, que desta forma temos uma certa abertura
para falar com mais franqueza sobre determinados assuntos. Assim
pude dizer que minha percepção é a de que, não
importa o quão civilizadamente procure conviver com ela e seu
companheiro, este vai sempre procurar criar alguma controvérsia,
algum atrito, vai forçar alguma situação
constrangedora em que nós fatalmente nos desentenderemos,
causando – não me restam dúvidas quanto a isto –
uma secreta satisfação mórbida nele. Pude falar
abertamente também do incômodo frustrante que é
estar morando de volta com a mãe aos trinta e tantos anos. Não
estou confortável nem conformado com esta situação!
Então não preciso de nenhum idiota me cutucando e
provocando mau-estar todo santo dia para me lembrar disso! É
muito chato ter que dar lição de moral na própria
mãe da gente. Mas às vezes é preciso...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Orkuticídio
Hoje tomei uma grave decisão. Grave e irrevogável! Daquelas que não dá pra voltar atrás, que depois de tomadas, nada nem ninguém pode reverter, daquelas que você tem que ter pensado muito seriamente a respeito, ter pesado todos os prós e os contras... e mesmo assim, ainda vai parecer que não pensou o suficiente!
Claro, se estivéssemos tratando de um suicídio, real, verdadeiro, se atirar da ponte sobre o igarapé, antes que o PROSAMIM passe por lá, cortar os próprios pulsos, dar um tiro na própria cabeça, enfim, coisas do tipo. Aqui, no máximo, estamos falando em amarrar o fio do mouse no “pescoço”, ou seja, no suporte do monitor para “enforcar-se” e cometer... um orkuticídio!
Ultimamente há várias modalidades de suicídio, conforme as várias modalidades de sites de relacionamento. O que estou prestes a cometer é justamente o orkuticídio. Mas já estão falando em twiticídio – a última polêmica nesse sentido, inclusive, se refere a um dos maiores jornalistas do país, mas enfim. Não tô me achando no direito de fazer o que vou fazer porque um famosão diz estar pensando em fazer. Há amigos que se chateiam comigo e não compreendem porque não me interesso tanto assim pela vida das celebridades. E não é desse assunto que estamos tratando!
Sei que na maioria das vezes as pessoas cometem esses “suicídios” nos sites de relacionamentos por fatores do tipo: manter – ou reconquistar – a privacidade, sua e de seus entes queridos; não suportar os trolls, ou o que julgam como perseguição pessoal; maneira de evitar ciúmes por parte de namorado(a), companheiro(a), esposo(a)... enfim, em várias vezes o suicídio virtual, digamos assim, é praticado sob impulso, ao contrário do suicídio real – e por que será??, você irá me perguntar! Então, digamos que eu tenha um apego aos sites de relacionamento quase igual ao que tenho pela própria vida... se não pelos sites em si, pelo menos pelas pessoas!
Eu já tive um outro perfil antes do atual, no Orkut, um que foi roubado e cancelado por vândalos, um sobre o qual perdi o controle, justamente por ter adicionado gente demais, sem o devido critério... neste perfil atual, tomei o cuidado de ter um número pequeno de “amigos”, mas pessoas que, não sendo parentes apenas, fossem também bons amigos de verdade, gente com quem tinha contato fora do site, etc. Ultimamente também não tem dado certo... tenho inutilmente procurado demonstrar-me presente para algumas pessoas, me esforçado pra demonstrar algum carinho, ou até respeito para com algumas pessoas, e atualmente só tenho me frustrado, esperando por alguma reciprocidade que não rola. Mando mensagens que escrevo com esmero, ou que encontro e acho efetivamente bonitas e tocantes, e não recebo nenhum tipo de resposta. Espero inutilmente que percebam que me importo, que estou sempre a disposição, etc. Enfim, seja como for, estou passando batido pra pessoas com quem realmente me importo, isso me dói e me frustra, além do que, demonstra que uma das poucas utilidades do site – a meu ver – se perdeu. E se é dessa maneira, bem... não tem porque manter um perfil ali!
O mesmo com as tais comunidades. Continuo não ligando muito pra questões de critério, basta eu achar legal e já estou adicionando. O problema são os hackers, vândalos imbecis que se comprazem em “furtar” comunidades criadas por outras pessoas e transformar em coisas totalmente sem sentido, fúteis, “homenageando” as bandinhas da moda, filmes “teen” de gosto mais que duvidoso, ou então oficialescas de programas de tevê pouquíssimo vistos, artistas, jogadores, seriados e até clubes de futebol desprezíveis – na opinião deste humilde orkuticida. Enfim, se adiciono uma comunidade – quando adicionava comunidades – é por um simples motivo: é por diversão! É porque achei divertido!
Esta, pra mim, deveria ser a principal função do Orkut, como site de relacionamentos! A diversão! Uma forma de passar o tempo e desestressar! Não é o que tem feito por mim... tenho a nítida e incômoda sensação de estar perdendo um tempo valiosíssimo, que poderia ser empregado em coisas mais interessantes, até mesmo mais úteis, para aprimoramento pessoal e profissional – por que não dizer – num site onde, nos últimos meses, só tenho ficado ainda mais estressado do que estava antes, e onde só tenho me frustrado, esperando por contatos de pessoas importantíssimas para a minha vida e que, no entanto, não estão nem aí pra mim. Pois é, o site já não tem mais nenhuma utilidade, nenhuma função pra mim! “Contatos profissionais”? Falando sério, não conheço ninguém que tenha conseguido emprego, ou tido alguma chance de trabalhar naquilo que gosta através desse, ou de qualquer outro site de relacionamento!
Revolta? É, pode até ser... de qualquer modo, afora isso, o site já cumpriu o seu papel, e faz mais de ano que não o tem cumprido mais, e isso quer dizer que estou mantendo perfil ali mais por teimosia que por qualquer outra coisa. Não tá mais valendo a pena, não tenho mais me divertido, tenho ficado mais deprimido nas vezes que entro ali do que em qualquer das situações deprimentes da minha “vida real”. Cansei de brincar! Talvez venha a manter os perfis de personagens no Orkut, mas o meu, não mais. Já estou resolvido, e nos próximos dias tomarei as providências cabíveis para efetuar meu orkuticídio. Sem chances de mudar de idéia. Talvez alguém se importe... estou apenas esperando as reações, se é que elas virão... do fim de semana meu perfil não passa, seja lá como for! Vou me concentrar em coisas mais importantes, ou pelo menos mais divertidas...
Claro, se estivéssemos tratando de um suicídio, real, verdadeiro, se atirar da ponte sobre o igarapé, antes que o PROSAMIM passe por lá, cortar os próprios pulsos, dar um tiro na própria cabeça, enfim, coisas do tipo. Aqui, no máximo, estamos falando em amarrar o fio do mouse no “pescoço”, ou seja, no suporte do monitor para “enforcar-se” e cometer... um orkuticídio!
Ultimamente há várias modalidades de suicídio, conforme as várias modalidades de sites de relacionamento. O que estou prestes a cometer é justamente o orkuticídio. Mas já estão falando em twiticídio – a última polêmica nesse sentido, inclusive, se refere a um dos maiores jornalistas do país, mas enfim. Não tô me achando no direito de fazer o que vou fazer porque um famosão diz estar pensando em fazer. Há amigos que se chateiam comigo e não compreendem porque não me interesso tanto assim pela vida das celebridades. E não é desse assunto que estamos tratando!
Sei que na maioria das vezes as pessoas cometem esses “suicídios” nos sites de relacionamentos por fatores do tipo: manter – ou reconquistar – a privacidade, sua e de seus entes queridos; não suportar os trolls, ou o que julgam como perseguição pessoal; maneira de evitar ciúmes por parte de namorado(a), companheiro(a), esposo(a)... enfim, em várias vezes o suicídio virtual, digamos assim, é praticado sob impulso, ao contrário do suicídio real – e por que será??, você irá me perguntar! Então, digamos que eu tenha um apego aos sites de relacionamento quase igual ao que tenho pela própria vida... se não pelos sites em si, pelo menos pelas pessoas!
Eu já tive um outro perfil antes do atual, no Orkut, um que foi roubado e cancelado por vândalos, um sobre o qual perdi o controle, justamente por ter adicionado gente demais, sem o devido critério... neste perfil atual, tomei o cuidado de ter um número pequeno de “amigos”, mas pessoas que, não sendo parentes apenas, fossem também bons amigos de verdade, gente com quem tinha contato fora do site, etc. Ultimamente também não tem dado certo... tenho inutilmente procurado demonstrar-me presente para algumas pessoas, me esforçado pra demonstrar algum carinho, ou até respeito para com algumas pessoas, e atualmente só tenho me frustrado, esperando por alguma reciprocidade que não rola. Mando mensagens que escrevo com esmero, ou que encontro e acho efetivamente bonitas e tocantes, e não recebo nenhum tipo de resposta. Espero inutilmente que percebam que me importo, que estou sempre a disposição, etc. Enfim, seja como for, estou passando batido pra pessoas com quem realmente me importo, isso me dói e me frustra, além do que, demonstra que uma das poucas utilidades do site – a meu ver – se perdeu. E se é dessa maneira, bem... não tem porque manter um perfil ali!
O mesmo com as tais comunidades. Continuo não ligando muito pra questões de critério, basta eu achar legal e já estou adicionando. O problema são os hackers, vândalos imbecis que se comprazem em “furtar” comunidades criadas por outras pessoas e transformar em coisas totalmente sem sentido, fúteis, “homenageando” as bandinhas da moda, filmes “teen” de gosto mais que duvidoso, ou então oficialescas de programas de tevê pouquíssimo vistos, artistas, jogadores, seriados e até clubes de futebol desprezíveis – na opinião deste humilde orkuticida. Enfim, se adiciono uma comunidade – quando adicionava comunidades – é por um simples motivo: é por diversão! É porque achei divertido!
Esta, pra mim, deveria ser a principal função do Orkut, como site de relacionamentos! A diversão! Uma forma de passar o tempo e desestressar! Não é o que tem feito por mim... tenho a nítida e incômoda sensação de estar perdendo um tempo valiosíssimo, que poderia ser empregado em coisas mais interessantes, até mesmo mais úteis, para aprimoramento pessoal e profissional – por que não dizer – num site onde, nos últimos meses, só tenho ficado ainda mais estressado do que estava antes, e onde só tenho me frustrado, esperando por contatos de pessoas importantíssimas para a minha vida e que, no entanto, não estão nem aí pra mim. Pois é, o site já não tem mais nenhuma utilidade, nenhuma função pra mim! “Contatos profissionais”? Falando sério, não conheço ninguém que tenha conseguido emprego, ou tido alguma chance de trabalhar naquilo que gosta através desse, ou de qualquer outro site de relacionamento!
Revolta? É, pode até ser... de qualquer modo, afora isso, o site já cumpriu o seu papel, e faz mais de ano que não o tem cumprido mais, e isso quer dizer que estou mantendo perfil ali mais por teimosia que por qualquer outra coisa. Não tá mais valendo a pena, não tenho mais me divertido, tenho ficado mais deprimido nas vezes que entro ali do que em qualquer das situações deprimentes da minha “vida real”. Cansei de brincar! Talvez venha a manter os perfis de personagens no Orkut, mas o meu, não mais. Já estou resolvido, e nos próximos dias tomarei as providências cabíveis para efetuar meu orkuticídio. Sem chances de mudar de idéia. Talvez alguém se importe... estou apenas esperando as reações, se é que elas virão... do fim de semana meu perfil não passa, seja lá como for! Vou me concentrar em coisas mais importantes, ou pelo menos mais divertidas...
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