Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Napoleão, Ciro Gomes & Companhia
Veja essa imagem aí do lado. Essa que tá adicionada ao texto mesmo. É o Napoleão Bonaparte montado numa moto irada, daquelas de mil e tantas cilindradas. Sim, eu sei, no tempo de Napoleão não tinham inventado nem o motor a gasolina, mas e daí! Dizem que Napoleão Bonaparte era imperialista, literalmente falando: há quem diga que ele acreditava ser a reencarnação de Alexandre Magno, legendário imperador macedônio. Engraçado, todo mundo que vejo falar que fez regressão a vidas passadas diz que foi uma princesa, um sacerdote, um grande general... ninguém lembra de ter sido dálit na Índia, camponês na Europa feudal, ou do Egito antigo... tá, mas esse não é o assunto agora.
Há quem diga também que Napoleão Bonaparte coroou a si mesmo imperador, tirando a coroa das mãos do bispo, estremecendo as relações entre o Estado e a Igreja Católica. E há quem diga que Napoleão Bonaparte era baixinho e sofria de hemorróidas, o que lhe impedia até de montar em um cavalo, como ele se fez retratar diversas vezes – e se fosse nos dias de hoje, tenha certeza de que se faria fotografar montado em cima de uma Ducatti de 1000 cc! Se essa informação proceder, é compreensível que quando Napoleão fora preso, estivesse no meio de um batalhão de infantaria, afinal, se não podia montar, num destacamento de cavalaria é que ele não estaria! Não sei se Napoleão era baixinho, mas até acredito nos que dizem que, além de baixinho, ele era arretado, estressado, nervosinho, raivoso, etc. Que não era de levar desaforo pra casa. Se estava entre seus soldados como um igual, como dizem alguns historiadores que, a exemplo de uns e outros jornalistas de nossos dias, tendem a puxar os sacos e conferir uma aura de verdadeiros heróis e homens santos a nossos governantes, repito, SE essa especulação é algo que procede, penso eu que apenas e tão somente o é pelo fato de Napoleão gostar de um arranca-rabo, de um furdunço, era do tipo de pessoa que dá uma boiada pra entrar numa briga e não dá nem um bezerro pra sair dela. Sim, assim mesmo, no sentido inverso! Napoleão não foi socialista antes de Karl Marx, se lutava ao lado de seus soldados, não era por ser um líder solidário, era por gostar de estar no front, encarando de frente o inimigo, batendo-se diretamente com o inimigo. Não se sentia um igual com seus soldados, como até cheguei a ler numa coluna de jornal – ou da revista Veja, sei lá – muito antes pelo contrário. Napoleão Bonaparte, como todos os líderes e governantes na história da humanidade, sentia-se superior aos homens que o seguiam, acreditava que era superior à plebe, aos nobres, até mesmo ao clero, ou seja, à Igreja! Nos dias de hoje, e em nosso país, isso não é diferente. Nossos governantes, na sua grande maioria, se julgam maiores do que realmente são, se julgam melhores do que o populacho a que governam.
O político proeminente mais próximo de Napoleão Bonaparte, creio que seja Ciro Gomes. Mais por sua empáfia, mais por sua soberba, mais por sua “ignorância”. Sim, que acho que não estamos totalmente livres de novos líderes, como Napoleão, e até mesmo Bolívar, ou Che, mas acho realmente muito difícil surgir um como eles. Se você pensar “Hugo Chavéz”, saiba que estou rindo de você neste exato momento. Gargalhando! Enfim, falei no que Ciro Gomes mais se parece com Napoleão Bonaparte. No campo da política, é alguém que não aceita desaforo, não engole sapo, a não ser que isso seja do seu interesse, se julga realmente melhor do que os outros, mais até, se julga melhor do que o povo a quem pretende – ou melhor, pretendia – representar. Se efetivamente daria um melhor presidente do que os candidatos que aí estão, isso eu já não sei, e desconfio que tão cedo não viremos a saber. Um dia, simpatizei com Ciro. Cheguei a votar nele para presidente! Foi em 2002, no primeiro turno. Já estava vendo que o sujeito era casca grossa e se achava melhor que eu, ou você, mas mantive-me firme e votei nele. Não me lembro de todos os candidatos que haviam no primeiro turno das eleições majoritárias daquele ano, mas tenho a impressão de que ele era, efetivamente, o melhor deles, à época. No segundo turno, escolhi mal, até porque tinha pra mim, com menos convicção na época, e bem mais, hoje, que nenhum dos dois candidatos era o melhor para o país. Nem Luís da Silva, nem José Serra. Já em 2006, não lembro se ele veio a se candidatar. Mas já não era a melhor das opções para governar o país, ao menos na minha opinião. Meu candidato era outro, Cristovam Buarque, mais afável, mais comedido... mais político, que Ciro Gomes! Se nas próximas eleições, deste ano de 2010, fosse candidato, seria minha escolha. Infelizmente não é, felizmente está no páreo minha segunda melhor opção. Não é Dilma, tampouco Serra. Como em 2002, esses dois é que vão monopolizar a maioria dos votos para a presidência da República, mas nem de longe são o que nossa classe política pode de melhor oferecer para nosso país. Infelizmente! Gosto de acreditar que sou parte de uma pequena parcela que não admite mais ser governada pelo “menos pior”, que quer efetivamente o melhor para o país. De qualquer forma, lamento muito que Ciro não seja candidato. Lamento o caráter plebiscitário que querem dar para as eleições deste ano. Não acho interessante termos duas opções – repito, segundo minha humilde opinião – que estão muito aquém do que o Brasil merece, ou melhor, do que o país precisa. Largar já no primeiro turno com apenas duas opções é uma imbecilidade sem tamanho, uma tacanhez inexplicável da nossa classe política. Quanto mais opções, para destas se tirar as duas melhores, pra, daí sim, escolher entre essas duas, plebiscitariamente, melhor. Do contrário, não precisamos nem votar, o presidente que bote os dois principais candidatos numa arena a jogar porrinha e quem ganhar é o novo mandatário da nação!
O que uma coisa tem a ver com a outra? Não sei... hoje eu saí de casa por uma estrada, acabei atalhando por outro caminho... e quando vi, cheguei aqui!
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