Esses dias falaram na velocidade das tecnologias, principalmente da informática e internet. Pois é! O questionamento que tava lá, no nome de exibição de um de meus contatos no messenger, hoje mudou para uma afirmação, pouco profunda, porém de alto cunho religioso e bem pouco cristão, pra falar a verdade. Se a pessoa acreditasse realmente naquilo, tudo bem, eu não sou ninguém pra julgar quem considera frases daquele tipo – que não lembro agora, por ser muito extensa, e mesmo que lembrasse, não tô afim de repetí-la aqui – algo bastante cristão e correto, agora, como não é esse o caso...
Sim,
pois na real, a pessoa a quem me refiro, sem citar nomes, como é
de praxe, pra proteger sua identidade e privacidade, pelo que conheço
dela, sei que é derrotista e descrê totalmente de toda e
qualquer afirmação positiva. Sim, derrotista.
Acredita-se injustiçada pela vida, julga-se incompreendida,
culpa o mundo e os outros por suas frustrações e
decepções. Aliás, desde que a conheci, só
a ouço falar em desilusões, sobretudo amorosas!
Pois
então, não temos nos falado pelo messenger, nem por
nenhum outro meio de contato. Não é culpa minha! Ela
não quer falar comigo, ok, não vou forçar a
barra. Mas, se você não quer falar comigo, não
questione pequenas frases que coloco em meu messenger! Tenho a nítida
impressão de que ela sentiu-se incomodada por uma frase que
escrevi ontem ali, na verdade um trecho da música Ashes to
Ashes, de David Bowie, que dizia assim: “I am happy and hope you
are happy too”; em português quer dizer “eu estou feliz e
espero que você esteja feliz também”. O que me faz
pensar que estava lhe incomodando e que seu questionamento,
indiretamente, se dirigia a mim? Sei lá, mas não acho
que do nada alguém escreva no messenger pra ser lido por seus
contatos algo do tipo: “Você é feliz? O que te faz
feliz??”
Me
pergunto como é que a mesma pessoa que questiona
indiretamente, por covardia, pois não teve a coragem de vir
até mim e me questionar como eu tinha a “coragem”, ou a
“ousadia” de escrever aquilo, consegue ainda ter a coragem de
falar em bondade, em perdão... a criatura reclama até
de pessoas “boas”, pois, como se isso não fosse óbvio,
elas também “podem te machucar algumas vezes”! Não
sei, já a vi falar que ela é que é
excessivamente boa. Mas não a vi ter nenhuma atitude de
bondade, de caridade, etc. Fala ainda que “você terá
que perdoar (as pessoas boas) por isso”... e não faz a menor
menção de que ela também é falível,
ela também comete erros, ela também necessita às
vezes ser perdoada! Pedir perdão, então, de jeito
maneira! Como é que você pode falar em bondade se não
a pratica? Como pode falar em perdoar, em ter que perdoar pessoas
queridas, porque “elas não sabem o que fazem, ó
Pai!”, se não acredita que também deva pedir perdão,
de vez em quando?
Qual
é a minha diferença? Bom, eu posso não estar
disposto sempre a pedir perdão. Mas eu acredito e estou ciente
de que também tenho que pedir perdão! Não é
só perdoar... não sou bondoso! Não sou melhor
que ninguém! Sei que posso acabar magoando alguém de
quem gosto, algumas vezes inadvertidamente, sem a intenção
de fazê-lo... agora, aqueles de quem não tenho muito
apreço e aqueles que sei que não gostam tanto assim de
mim, pra ele(a)s não tenho tantos escrúpulos quanto a
isso! Bem, em verdade, tenho repensado a situação dessa
cara amiga... não tenho me importado tanto se a chateio, ou
não, de quando em vez! Uma pessoa egoísta, derrotista e
presunçosa não pode esperar que eu acredite que ela é
que é bondosa e eu sou malfazejo. Tampouco, contudo, não
sou de forma alguma bondoso! Não exercito a bondade tanto
quanto deveria! E sei que não tenho apenas que aprender a
perdoar, como também aprender a reconhecer meus erros,
aprender a pedir perdão! Quanto mais as pessoas falam em
bondade, menos a praticam, mais se dedicam a disseminar a discórdia,
a controvérsia, em fazer maledicências e em provocar, ou
participar de, conflitos. Ou seja, não fale em bondade se não
vai praticá-la! E sou contra isso de falar em perdoar, não
fale em perdoar se não está disposto(a) a pedir perdão
também! É presunção demais achar que se é
superior e deve perdoar os outros, como se estivesse livre de
equívocos, como se estivesse acima do bem e do mal e que,
portanto, não precisa nunca pedir perdão!
Quanto
ao que me faz feliz? Bom, pra isso também acho que se precisa
de disposição... é verdade, tenho que estar
disposto para a felicidade, senão não rola, não
haverá nada que me deixe feliz! No meu aniversário, no
trabalho mesmo, ganhei bolo e salgadinhos, e isso me deixou feliz.
Ontem consegui minimizar a falta que me faz minha filhota, consegui
conversar um pouquinho com ela via messenger, e isso me deixou muito
feliz! Receber um abraço, mesmo que virtual, mesmo vindo da
parte de minha querida rondoniense, a quem amo muito de tanto odiar,
em meu aniversário, também me deixou feliz! Precisava
muito de um abraço, aquele dia, tava muito pra baixo! Então,
estar pra baixo e dizer que precisa de carinho, que precisa de alguma
coisa que aqueça seu coração, que te faça
feliz, porque está deprimido(a), não adianta muito, se
você não estiver disposto(a) a receber as pequenas
coisas que te fazem feliz. Também não estou sempre
disposto, às vezes quero mais é que todo mundo vá
tomar no olho do c£, ficar sozinho mesmo, curtir a dor. Mas
normalmente me encontro disposto a buscar, ou merecer de graça,
quando possível, as pequenas coisas – e as grandes também
– que fazem meu dia um pouco mais feliz!

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