PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Disposto a ser feliz...??



Esses dias falaram na velocidade das tecnologias, principalmente da informática e internet. Pois é! O questionamento que tava lá, no nome de exibição de um de meus contatos no messenger, hoje mudou para uma afirmação, pouco profunda, porém de alto cunho religioso e bem pouco cristão, pra falar a verdade. Se a pessoa acreditasse realmente naquilo, tudo bem, eu não sou ninguém pra julgar quem considera frases daquele tipo – que não lembro agora, por ser muito extensa, e mesmo que lembrasse, não tô afim de repetí-la aqui – algo bastante cristão e correto, agora, como não é esse o caso...
Sim, pois na real, a pessoa a quem me refiro, sem citar nomes, como é de praxe, pra proteger sua identidade e privacidade, pelo que conheço dela, sei que é derrotista e descrê totalmente de toda e qualquer afirmação positiva. Sim, derrotista. Acredita-se injustiçada pela vida, julga-se incompreendida, culpa o mundo e os outros por suas frustrações e decepções. Aliás, desde que a conheci, só a ouço falar em desilusões, sobretudo amorosas!
Pois então, não temos nos falado pelo messenger, nem por nenhum outro meio de contato. Não é culpa minha! Ela não quer falar comigo, ok, não vou forçar a barra. Mas, se você não quer falar comigo, não questione pequenas frases que coloco em meu messenger! Tenho a nítida impressão de que ela sentiu-se incomodada por uma frase que escrevi ontem ali, na verdade um trecho da música Ashes to Ashes, de David Bowie, que dizia assim: “I am happy and hope you are happy too”; em português quer dizer “eu estou feliz e espero que você esteja feliz também”. O que me faz pensar que estava lhe incomodando e que seu questionamento, indiretamente, se dirigia a mim? Sei lá, mas não acho que do nada alguém escreva no messenger pra ser lido por seus contatos algo do tipo: “Você é feliz? O que te faz feliz??”
Me pergunto como é que a mesma pessoa que questiona indiretamente, por covardia, pois não teve a coragem de vir até mim e me questionar como eu tinha a “coragem”, ou a “ousadia” de escrever aquilo, consegue ainda ter a coragem de falar em bondade, em perdão... a criatura reclama até de pessoas “boas”, pois, como se isso não fosse óbvio, elas também “podem te machucar algumas vezes”! Não sei, já a vi falar que ela é que é excessivamente boa. Mas não a vi ter nenhuma atitude de bondade, de caridade, etc. Fala ainda que “você terá que perdoar (as pessoas boas) por isso”... e não faz a menor menção de que ela também é falível, ela também comete erros, ela também necessita às vezes ser perdoada! Pedir perdão, então, de jeito maneira! Como é que você pode falar em bondade se não a pratica? Como pode falar em perdoar, em ter que perdoar pessoas queridas, porque “elas não sabem o que fazem, ó Pai!”, se não acredita que também deva pedir perdão, de vez em quando?
Qual é a minha diferença? Bom, eu posso não estar disposto sempre a pedir perdão. Mas eu acredito e estou ciente de que também tenho que pedir perdão! Não é só perdoar... não sou bondoso! Não sou melhor que ninguém! Sei que posso acabar magoando alguém de quem gosto, algumas vezes inadvertidamente, sem a intenção de fazê-lo... agora, aqueles de quem não tenho muito apreço e aqueles que sei que não gostam tanto assim de mim, pra ele(a)s não tenho tantos escrúpulos quanto a isso! Bem, em verdade, tenho repensado a situação dessa cara amiga... não tenho me importado tanto se a chateio, ou não, de quando em vez! Uma pessoa egoísta, derrotista e presunçosa não pode esperar que eu acredite que ela é que é bondosa e eu sou malfazejo. Tampouco, contudo, não sou de forma alguma bondoso! Não exercito a bondade tanto quanto deveria! E sei que não tenho apenas que aprender a perdoar, como também aprender a reconhecer meus erros, aprender a pedir perdão! Quanto mais as pessoas falam em bondade, menos a praticam, mais se dedicam a disseminar a discórdia, a controvérsia, em fazer maledicências e em provocar, ou participar de, conflitos. Ou seja, não fale em bondade se não vai praticá-la! E sou contra isso de falar em perdoar, não fale em perdoar se não está disposto(a) a pedir perdão também! É presunção demais achar que se é superior e deve perdoar os outros, como se estivesse livre de equívocos, como se estivesse acima do bem e do mal e que, portanto, não precisa nunca pedir perdão!
Quanto ao que me faz feliz? Bom, pra isso também acho que se precisa de disposição... é verdade, tenho que estar disposto para a felicidade, senão não rola, não haverá nada que me deixe feliz! No meu aniversário, no trabalho mesmo, ganhei bolo e salgadinhos, e isso me deixou feliz. Ontem consegui minimizar a falta que me faz minha filhota, consegui conversar um pouquinho com ela via messenger, e isso me deixou muito feliz! Receber um abraço, mesmo que virtual, mesmo vindo da parte de minha querida rondoniense, a quem amo muito de tanto odiar, em meu aniversário, também me deixou feliz! Precisava muito de um abraço, aquele dia, tava muito pra baixo! Então, estar pra baixo e dizer que precisa de carinho, que precisa de alguma coisa que aqueça seu coração, que te faça feliz, porque está deprimido(a), não adianta muito, se você não estiver disposto(a) a receber as pequenas coisas que te fazem feliz. Também não estou sempre disposto, às vezes quero mais é que todo mundo vá tomar no olho do c£, ficar sozinho mesmo, curtir a dor. Mas normalmente me encontro disposto a buscar, ou merecer de graça, quando possível, as pequenas coisas – e as grandes também – que fazem meu dia um pouco mais feliz!

Nenhum comentário:

Postar um comentário