PESCANDO NO BODOSAL

terça-feira, 25 de maio de 2010

Questionários


Desânimo. Comecei a semana com. Quer dizer, não é bem desânimo! Talvez com a política, com as eleições de outubro próximo, com o futebol... não com a seleção, eu torço pro Brasil em toda Copa do Mundo, talvez excetuando a da Alemanha, em 2006, onde o clima de oba-oba não me contagiou, mas em geral, é só isso, eu só torço, não questiono a lista do técnico, não reclamo alguma ausência, ou presença, não faço isso. De um modo geral, a escalação do Internacional de Porto Alegre, meu time, minha paixão clubística, me preocupa bem mais que a do selecionado nacional brasileiro deste país. Estou esperando a copa começar, pra aí sim me animar com a seleção de Dunga! Até lá, desânimo, choro e ranger de dentes com o meu glorioso Sport Club Internacional...
Mas meu desânimo, é mais uma preguiça, tenho acordado como se estivesse com bateria fraca... sabe quando seu celular começa a dar um irritante sinal sonoro, te avisando que está quase sem energia? Pois é, eu tô assim, só sem o irritante sinal sonoro! Não sei, sei que estou de baterias descarregadas e não sei bem como recarregá-las. Umas férias, passadas perto de minha filhota – de preferência numa praia do Nordeste, longe do frio – seria meu melhor palpite de como recarregar as baterias. Do contrário, só posso tentar me animar da melhor forma possível. Há planos, projetos e pensamentos. Todos eles em atraso!
Esses dias, num programa de rádio, do chamado “segmento jovem”, ouvi os participantes comentarem sobre alguns hábitos e costumes da meninada nos anos 1980, em particular os caderninhos das meninas, com seus questionários. Um dos participantes foi além, revelou que também fizera um questionário! Claro, as piadas e questionamentos sobre sua masculinidade espocaram de todos os lados, por parte dos outros participantes e por parte dos ouvintes... por um motivo simples, banal, o de que, nos anos 80, questionário era “coisa de menina”! Sabe, tipo boneca, bichinho de pelúcia, caneta com glitter, etc. Pois bem, lembro também dos caderninhos de questionários, que corriam toda sala de aula, lembro inclusive que as meninas, nesse quesito, eram bem democráticas, afinal, todo mundo poderia responder, independente de ser amigo ou não, chegado ou não. Eu mesmo respondi a uns dois ou três desses questionários! Nunca seriamente. Algumas meninas até se magoavam comigo, e acho até que por isso não respondi a mais desses questionários.
Lembro que mais tarde, já nos anos 2000, respondi a alguns questionários também, mas diferentemente, as informações eram mais generalizadas, as perguntinhas até mais inocentes que as dos questionários antigos, mais comportadas, e a maior novidade é a de que não eram feitos em caderninhos, mas sim em mensagens encaminhadas de e-mail! Você encaminhava pra uma dúzia de pessoas, e estas lhe respondiam, uma dúzia de questionários para ler, às vezes uma dúzia de questionários pra se responder, porque, bem... vários contatos do seu e-mail te encaminhavam os mesmos questionários! Você tinha que repetir a mesma resposta pra uma dúzia de pessoas diferentes, sem encaminhar a todas ao mesmo tempo, pois poderia magoá-las! Sim, é verdade, eu tinha uma amiga virtual de Santa Catarina que brigou feio comigo – até onde se pode brigar feito no ambiente frio da internet – pois eu simplesmente encaminhei as respostas de um questionário exatamente igual que ela e mais umas quatro ou cinco pessoas me encaminharam. A praticidade às vezes não é bem-vinda...
Enfim, essa nostalgia oitentista toda me fez lembrar de algumas perguntas e como eu as respondia! Por exemplo:
Pergunta: “Você acredita em vida após a morte”?
Resposta: “Quando eu morrer, volto pra te falar!”
P: “Você tem medo do sobrenatural?”
R: “Quando eu era vivo até que tinha, mas agora já desencanei...”
P: “Você é virgem?”
R: “Não, sou taurino (21/04 – 20/05)...”
P: “Qual sua religião?”
Aí dependia, eu lembro de ter respondido de duas ou três formas diferentes:
R1: “Ateu, graças a Deus!”
R2: “Colorado (torcedor do Sport Club Internacional)”
R3: “Evangélico Ortodoxo Espírita!”
Lembro vagamente dessa terceira ter causado alguma polêmica dentre meus colegas de sala de aula, inclusive com amigos mais chegados... foi legal, o negócio era fazer a molecada pensar um pouco!
P: “Você acredita em Deus?”
Outra perguntinha para a qual eu tinha mais de uma resposta...
R1: “Não use Meu santo nome em vão, filha...”
R2: “Acreditar, eu acredito, só não sei se Ele acredita em mim!”
e por aí vai... não lembro as outras respostas que dei pra esta mesma pergunta, só lembro que eram todas engraçadinhas.
P: “O que achou do questionário?”
É... reconheço que minha resposta não era a mais simpática: “uma bosta!” Vai ver até por isso as meninas não quiseram mais que eu respondesse seus questionariozinhos... enfim! Tanta gente já se revelava mais do que o recomendável com aqueles questionários, por que eu teria que agir igual? Certas coisas a gente não conta nem pros amigos! E afinal de contas, pra mim, aquilo não passava de brinquedo... questionários eram pra serem divertidos, descompromissados, e eu era contra levar tudo tão a sério, fossem os questionários, as meninas, ou eu mesmo! Minha relação com a internet, de um modo geral, não é muito diferente da minha relação com os antigos questionários: não levar tão a sério! Nem mesmo o twitter!

Nenhum comentário:

Postar um comentário