Desânimo.
Comecei a semana com. Quer dizer, não é bem desânimo!
Talvez com a política, com as eleições de
outubro próximo, com o futebol... não com a seleção,
eu torço pro Brasil em toda Copa do Mundo, talvez excetuando a
da Alemanha, em 2006, onde o clima de oba-oba não me
contagiou, mas em geral, é só isso, eu só torço,
não questiono a lista do técnico, não reclamo
alguma ausência, ou presença, não faço
isso. De um modo geral, a escalação do Internacional de
Porto Alegre, meu time, minha paixão clubística, me
preocupa bem mais que a do selecionado nacional brasileiro deste
país. Estou esperando a copa começar, pra aí sim
me animar com a seleção de Dunga! Até lá,
desânimo, choro e ranger de dentes com o meu glorioso Sport
Club Internacional...
Mas
meu desânimo, é mais uma preguiça, tenho acordado
como se estivesse com bateria fraca... sabe quando seu celular começa
a dar um irritante sinal sonoro, te avisando que está quase
sem energia? Pois é, eu tô assim, só sem o
irritante sinal sonoro! Não sei, sei que estou de baterias
descarregadas e não sei bem como recarregá-las. Umas
férias, passadas perto de minha filhota – de preferência
numa praia do Nordeste, longe do frio – seria meu melhor palpite de
como recarregar as baterias. Do contrário, só posso
tentar me animar da melhor forma possível. Há planos,
projetos e pensamentos. Todos eles em atraso!
Esses
dias, num programa de rádio, do chamado “segmento jovem”,
ouvi os participantes comentarem sobre alguns hábitos e
costumes da meninada nos anos 1980, em particular os caderninhos das
meninas, com seus questionários. Um dos participantes foi
além, revelou que também fizera um questionário!
Claro, as piadas e questionamentos sobre sua masculinidade espocaram
de todos os lados, por parte dos outros participantes e por parte dos
ouvintes... por um motivo simples, banal, o de que, nos anos 80,
questionário era “coisa de menina”! Sabe, tipo boneca,
bichinho de pelúcia, caneta com glitter, etc. Pois bem, lembro
também dos caderninhos de questionários, que corriam
toda sala de aula, lembro inclusive que as meninas, nesse quesito,
eram bem democráticas, afinal, todo mundo poderia responder,
independente de ser amigo ou não, chegado ou não. Eu
mesmo respondi a uns dois ou três desses questionários!
Nunca seriamente. Algumas meninas até se magoavam comigo, e
acho até que por isso não respondi a mais desses
questionários.
Lembro
que mais tarde, já nos anos 2000, respondi a alguns
questionários também, mas diferentemente, as
informações eram mais generalizadas, as perguntinhas
até mais inocentes que as dos questionários antigos,
mais comportadas, e a maior novidade é a de que não
eram feitos em caderninhos, mas sim em mensagens encaminhadas de
e-mail! Você encaminhava pra uma dúzia de pessoas, e
estas lhe respondiam, uma dúzia de questionários para
ler, às vezes uma dúzia de questionários pra se
responder, porque, bem... vários contatos do seu e-mail te
encaminhavam os mesmos questionários! Você tinha que
repetir a mesma resposta pra uma dúzia de pessoas diferentes,
sem encaminhar a todas ao mesmo tempo, pois poderia magoá-las!
Sim, é verdade, eu tinha uma amiga virtual de Santa Catarina
que brigou feio comigo – até onde se pode brigar feito no
ambiente frio da internet – pois eu simplesmente encaminhei as
respostas de um questionário exatamente igual que ela e mais
umas quatro ou cinco pessoas me encaminharam. A praticidade às
vezes não é bem-vinda...
Enfim,
essa nostalgia oitentista toda me fez lembrar de algumas perguntas e
como eu as respondia! Por exemplo:
Pergunta:
“Você acredita em vida após a morte”?
Resposta:
“Quando eu morrer, volto pra te falar!”
P:
“Você tem medo do sobrenatural?”
R:
“Quando eu era vivo até que tinha, mas agora já
desencanei...”
P:
“Você é virgem?”
R:
“Não, sou taurino (21/04 – 20/05)...”
P:
“Qual sua religião?”
Aí
dependia, eu lembro de ter respondido de duas ou três formas
diferentes:
R1:
“Ateu, graças a Deus!”
R2:
“Colorado (torcedor do Sport Club Internacional)”
R3:
“Evangélico Ortodoxo Espírita!”
Lembro
vagamente dessa terceira ter causado alguma polêmica dentre
meus colegas de sala de aula, inclusive com amigos mais chegados...
foi legal, o negócio era fazer a molecada pensar um pouco!
P:
“Você acredita em Deus?”
Outra
perguntinha para a qual eu tinha mais de uma resposta...
R1:
“Não use Meu santo nome em vão, filha...”
R2:
“Acreditar, eu acredito, só não sei se Ele acredita
em mim!”
e
por aí vai... não lembro as outras respostas que dei
pra esta mesma pergunta, só lembro que eram todas
engraçadinhas.
P:
“O que achou do questionário?”
É...
reconheço que minha resposta não era a mais simpática:
“uma bosta!” Vai ver até por isso as meninas não
quiseram mais que eu respondesse seus questionariozinhos... enfim!
Tanta gente já se revelava mais do que o recomendável
com aqueles questionários, por que eu teria que agir igual?
Certas coisas a gente não conta nem pros amigos! E afinal de
contas, pra mim, aquilo não passava de brinquedo...
questionários eram pra serem divertidos, descompromissados, e
eu era contra levar tudo tão a sério, fossem os
questionários, as meninas, ou eu mesmo! Minha relação
com a internet, de um modo geral, não é muito diferente
da minha relação com os antigos questionários:
não levar tão a sério! Nem mesmo o twitter!
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