Sonhos.
Nada tem me irritado mais que os sonhos alheios. Temo com isso estar
voltando ao pesadelo que imaginava já ter deixado pra trás...
não quero me tornar novamente obcecado por aquela garota! Não
quero que qualquer bobagem sentimentalóide dita por ela NO
MESSENGER, PRA TODO MUNDO LER, para uma pessoinha que não
merece sequer ser digna de nota me atinja como atingia antes. É
tão melhor apenas sonhar com o que não tivemos por
equívocos seus, não me deixar enredar novamente, torcer
para que nunca mais voltemos a nos ver, pois do contrário a
espiral de autodestruição me arrastará de vez
para o fundo do poço...
Sonhos.
Tenho tido alguns sonhos estranhos. Não lembro dos detalhes de
todos, mas alguns detalhes de alguns sonhos mais interessantes e
menos preocupantes... lembro ainda de sonhos em que via meu pai. Me
marcaram profundamente. E nenhum me pareceu negativo. Quanto a meus
amores, os sonhos que tive foram poucos, não consigo mais
lembrar detalhes, e não me marcaram tão bem. Da
primeira vez que sonhei com aquela a quem me refiro, pra manter
segura sua privacidade – embora não mereça – apenas
como “a ex”, lembro o sonho tintim por tintim, nos mínimos
detalhes. Por um motivo bem simples: ela me apareceu em um sonho
cinco anos antes de nos conhecermos. O enredo do sonho indicava algo
muito diferente do que tem nos acontecido. Era uma viagem para a
praia. Íamos em um grupo grande, para uma casa a beira-mar.
Quando nos estabelecíamos na casa alugada, na hora de dormir,
vários do grupo a convidavam a deitar a seu lado, mas ela, sem
dizer uma palavra, vinha até o colchonete onde eu estava,
deitava-se e aconchegava-se junto a meu corpo, sob a minha manta e
envolvida em meus braços. Assim acabava o sonho. Assim
imaginei que terminaríamos nós dois, quando enfim a
conheci pessoalmente, em abril de 2003. Nos conhecíamos,
através da internet, desde março, ou abril, de 2001.
Depois de 2003 várias desculpas houveram, vários
motivos foram apresentados e nenhum convenceu, para não
estarmos juntos. Por fim, eu mesmo cansei, não importava o
quanto demonstrasse como meu amor era verdadeiro, não adiantou
nada sacrificar-me totalmente e me aventurar pra viver mais perto
dela, nunca seria reconhecido o meu esforço. Chegou uma hora
em que não estava mais interessado, nem mesmo se agora ela
quisesse intentar novamente. Tamanhos foram seus absurdos que não
mais quis saber.
Ficou
apenas a lembrança desse sonho. E do fato curioso de ela
aparecer nele, anos antes de nos conhecermos. Senão já
o teria esquecido completamente, como todos os outros.
Dos
últimos sonhos, lembro de um com maior nitidez, onde eu era um
agente especial, ou detetive, alguma coisa do tipo, como aquele do
seriado The Mentalist, acho. Investigava um assassinato no que
parecia um hotel e ao mesmo tempo um complexo de alta segurança.
Em um momento assistia a um vídeo de segurança. Em
outro, ia até o quarto de um hóspede que vi no vídeo
em atitude suspeita. Depois, quando encontrava algo que me parecia
ter a ver com o veneno que matou a vítima, pegava e colocava
no bolso do casaco, pra então sair do quarto. Quando estou me
dirigindo ao corredor por onde passei, na verdade vejo a sala da casa
de minha mãe. Ainda é noite, ou madrugada alta, não
sei. Vejo um vulto de uma pessoa aproximar-se da porta. Penso que
pode ser um amigo, a quem não quero ver àquela hora,
começo a sentir sono e mau-humor. Me fecho atrás da
porta do meu quarto na casa de minha mãe, o hotel sumiu de
cena. Antes de encostar totalmente a porta, ouço baterem na
porta da frente e chamarem. Não é meu amigo. É
alguém que chama pelo(s) primo(s). Acordei pensando:
“primos!?” Por que primos, afinal de contas!? Pensei num primo de
meu pai. Teria sido ele a nos “visitar”? E eu não quis o
receber? Já que ouvi baterem na porta e chamarem pelo primo, e
não fui ver quem era. E minha mãe não contou
nenhum sonho sequer semelhante. Sim, acredito na comunicação
dos espíritos desencarnados, vez por outra, conosco, os
encarnados. Se era esse primo de meu pai, não sei. Mas me
causou estranheza. Sim, os sonhos têm enredos elaborados e por
vezes estranhos, mas nem sempre um sonho é apenas um sonho...
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