PESCANDO NO BODOSAL

segunda-feira, 17 de maio de 2010

De Sonhos...


Sonhos. Nada tem me irritado mais que os sonhos alheios. Temo com isso estar voltando ao pesadelo que imaginava já ter deixado pra trás... não quero me tornar novamente obcecado por aquela garota! Não quero que qualquer bobagem sentimentalóide dita por ela NO MESSENGER, PRA TODO MUNDO LER, para uma pessoinha que não merece sequer ser digna de nota me atinja como atingia antes. É tão melhor apenas sonhar com o que não tivemos por equívocos seus, não me deixar enredar novamente, torcer para que nunca mais voltemos a nos ver, pois do contrário a espiral de autodestruição me arrastará de vez para o fundo do poço...
Sonhos. Tenho tido alguns sonhos estranhos. Não lembro dos detalhes de todos, mas alguns detalhes de alguns sonhos mais interessantes e menos preocupantes... lembro ainda de sonhos em que via meu pai. Me marcaram profundamente. E nenhum me pareceu negativo. Quanto a meus amores, os sonhos que tive foram poucos, não consigo mais lembrar detalhes, e não me marcaram tão bem. Da primeira vez que sonhei com aquela a quem me refiro, pra manter segura sua privacidade – embora não mereça – apenas como “a ex”, lembro o sonho tintim por tintim, nos mínimos detalhes. Por um motivo bem simples: ela me apareceu em um sonho cinco anos antes de nos conhecermos. O enredo do sonho indicava algo muito diferente do que tem nos acontecido. Era uma viagem para a praia. Íamos em um grupo grande, para uma casa a beira-mar. Quando nos estabelecíamos na casa alugada, na hora de dormir, vários do grupo a convidavam a deitar a seu lado, mas ela, sem dizer uma palavra, vinha até o colchonete onde eu estava, deitava-se e aconchegava-se junto a meu corpo, sob a minha manta e envolvida em meus braços. Assim acabava o sonho. Assim imaginei que terminaríamos nós dois, quando enfim a conheci pessoalmente, em abril de 2003. Nos conhecíamos, através da internet, desde março, ou abril, de 2001. Depois de 2003 várias desculpas houveram, vários motivos foram apresentados e nenhum convenceu, para não estarmos juntos. Por fim, eu mesmo cansei, não importava o quanto demonstrasse como meu amor era verdadeiro, não adiantou nada sacrificar-me totalmente e me aventurar pra viver mais perto dela, nunca seria reconhecido o meu esforço. Chegou uma hora em que não estava mais interessado, nem mesmo se agora ela quisesse intentar novamente. Tamanhos foram seus absurdos que não mais quis saber.
Ficou apenas a lembrança desse sonho. E do fato curioso de ela aparecer nele, anos antes de nos conhecermos. Senão já o teria esquecido completamente, como todos os outros.
Dos últimos sonhos, lembro de um com maior nitidez, onde eu era um agente especial, ou detetive, alguma coisa do tipo, como aquele do seriado The Mentalist, acho. Investigava um assassinato no que parecia um hotel e ao mesmo tempo um complexo de alta segurança. Em um momento assistia a um vídeo de segurança. Em outro, ia até o quarto de um hóspede que vi no vídeo em atitude suspeita. Depois, quando encontrava algo que me parecia ter a ver com o veneno que matou a vítima, pegava e colocava no bolso do casaco, pra então sair do quarto. Quando estou me dirigindo ao corredor por onde passei, na verdade vejo a sala da casa de minha mãe. Ainda é noite, ou madrugada alta, não sei. Vejo um vulto de uma pessoa aproximar-se da porta. Penso que pode ser um amigo, a quem não quero ver àquela hora, começo a sentir sono e mau-humor. Me fecho atrás da porta do meu quarto na casa de minha mãe, o hotel sumiu de cena. Antes de encostar totalmente a porta, ouço baterem na porta da frente e chamarem. Não é meu amigo. É alguém que chama pelo(s) primo(s). Acordei pensando: “primos!?” Por que primos, afinal de contas!? Pensei num primo de meu pai. Teria sido ele a nos “visitar”? E eu não quis o receber? Já que ouvi baterem na porta e chamarem pelo primo, e não fui ver quem era. E minha mãe não contou nenhum sonho sequer semelhante. Sim, acredito na comunicação dos espíritos desencarnados, vez por outra, conosco, os encarnados. Se era esse primo de meu pai, não sei. Mas me causou estranheza. Sim, os sonhos têm enredos elaborados e por vezes estranhos, mas nem sempre um sonho é apenas um sonho...

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