Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
Passei o dia pensando no que fazer. Sem
muito dinheiro, sem muitas idéias, sem ter com quem, nem pra onde, sair. Sem
muitas companhias durante o dia, sentindo-me uma má companhia. Sentindo-me um
plano de fundo, alguém que não é tão bem-vindo assim, um alguém que está apenas
ocupando espaço, a quem não é lá muito agradável se ver.
Vim para a lan house, vim escutar o jogo do
meu time e pensar no que fazer. Continuo sem saber. Vim, quem sabe, escrever
alguma coisa. Escrever, às vezes, me ajuda a pensar. Algumas vezes, a pensar
errado, me sentindo ainda mais soturno e pra baixo do que já me sentia antes.
Outras vezes, escrevendo, me assalta um pensamento, como que uma solução para
meus problemas.
Hoje, vim deixar meus problemas, minhas
impressões equivocadas – e as corretas também, desde que negativistas – para
trás. Meu time perdeu, surgiu uma nova tristeza. Mas não me abalei tanto com
isso. Abalei-me com uma amizade que só sabe se envolver com cafajestes, que
depois reclama pois não dá certo com homem nenhum. Não sei por que ainda
abalo-me com isso. Abalei-me por saber que posso ter sido visto por... ELA!! E
eu nem tenho certeza de que a vi, outro dia, quanto mais a mais absoluta
certeza. E eu ainda falei que gostaria de, pelo menos ser reconhecido por
ela... Jesus!! Falei também que gostaria de tê-la visto, mas nem sei se a vi, realmente,
como acredito tê-la visto... será que eu se confundi?? Será que a vi quando ela
não me viu, e vice-versa? Ou será que a vi em outra mulher, sendo que eu tinha absoluta
certeza que sua beleza é inconfundível – e ainda acredito nisso – e não a vi quando
estava “debaixo do meu nariz”, como se diz?! Jesus!!!
Tinha vontade de escrever, hoje. Não tive lugar,
nem idéia, nem nada, pra escrever. Tinha vontade de colocar no papel algumas idéias,
sobre alguns textos ficcionais que tenho em mente há tempos. Tinha idéias a respeito
dessas idéias, que agora meio que modificaram-se.
Como este texto, que comecei quando estava meio
down, agora estou... abalado! Abalado com idéias mil, com essas novas possibilidades,
com mais do mesmo e por aí vai. Jesus!! Hoje, o texto não terá muito sentido...
por isso gosto de pensar e escrever no papel, pra depois passar para o editor de
textos, e depois para o blog. Enfim, nem sempre é possível. Penso... será que posto
este texto?! Talvez tenha sido um tanto explícito em algumas informações... tenso,
estou tenso!! Tenso e abalado... emoções à flor da pele, estranhas, como sempre,
estranho como sou!
Shopping Center.
Me encheram tanto a paciência falando da suprema maravilha que deveria ser o
tal do Shopping Manauara... que quarta-feira resolvi conferir qualé quié. Oh!
Surpresa!! O Shopping Manauara é... um shopping! Ok, tem uma decoração
interessante, mais que isso, busca diferenciar-se dos outros shoppings da
cidade e o seu mote está na decoração, que procura ser o mais autenticamente
amazônica possível. E também nas placas informativas e na sinalização, um tanto
quanto confusas.
Enfim. Cá estou.
Dei uma olhada na tal megalivraria. Gostei, eu gosto de ler, gosto de livros,
de revistas também. Gostei. Mas não me empolgo tanto assim com megalivrarias,
megalojas, megaisso, megaquilo. Me interessam muito mais os produtos que lá são
vendidos. Ah, e o serviço, também! Na megalivraria encontrei vários livros de
fotos e biografias dos Beatles, Stones, um maceta sobre John Lennon... claro
que me empolgaram! E me entristecem também... porque sei que não posso comprar
todos e levá-los pra casa, como gostaria. Poderia aproveitar que agora estou
com algum tempo sobrando pra ler. Enfim, o que fazer...?
Mudando de saco
pra mala: toda vez que vou ao Centro, espero encontrá-la. Imagino, até,
esbarrar por acaso com ela, com minha musa, minha paixão platônica e
internautica, na próxima esquina. Só imagino... até agora não tenho sequer
certeza de que a vi, somente acredito tê-la visto, descendo a rua Barroso,
naquele dia. Na quarta-feira pela manhã, sei lá por quê, pensei ter sido
surpreendido por ela, num lugar que não esperava vê-la. Mas o fato, na
realidade, é que desejo vê-la em toda parte, por isso pensei vê-la novamente,
não sei por quê, subindo a avenida Tancredo Neves em direção ao Mindu.
Pareceu-me, num primeiro momento, vê-la naquela moça alta de cabelos negros,
com uma franja que lhe escondia um pouco os olhos, pele morena, corpo
escultural, sorriso bonito, quase insinuante... de quê?? Não sei dizer...
apenas sei que a vi naquela bela moça, que por mim passou, subindo a Tancredo
Neves, naquela manhã. Assim como a vi, ou presumo tê-la visto descendo a rua
Barroso, naquela outra manhã... julguei tê-la visto... ou a vi?? E agora? Como
saber? Gostaria de encontrá-la, como nos meus sonhos... mas já ficaria contente
em vê-la e ser visto. É, também gostaria de ser reconhecido...
Foram quase quatro anos. Quatro longos anos
sem os ver, recebendo notícias esparsas e, às vezes, desencontradas, sobre os
entes queridos que por aqui foram deixados. Durante todo esse tempo, esteve
pensando sempre com carinho e muitas saudades naqueles que deixou, nos bons
amigos, na quase família que aparentemente tinha necessitado deixar para trás,
por motivos além da sua vontade, que não o permitiram por aqui ficar,
permanecer, fincar pé, criar raiz. Tudo isso era o que ele queria. Nada disso
deu certo. Então, ele voltou para lá de onde veio. Deixou uma porção de coisas
inacabadas por aqui. Prometeu a ele mesmo, e a essas pessoas, que voltaria
muito em breve, nem que fosse pra fazer uma visita.
Durante os quatro anos, que lhe pareceram
quatro séculos, lhe perguntavam, sempre que podiam, quando ele viria. Quando é
mesmo que ele voltaria, que talvez viesse tentar a sorte na terra onde se
sentiu acolhido, onde sentiu que estava em casa. Pareciam
sentir a mesma saudade que sentia por eles. A matriarca, a pessoa que o
acolhera antes como se fosse um filho, quase, chegou a dizer-lhe que já havia
um quarto à sua espera, que ele poderia se hospedar em sua casa, que não se
preocupasse com onde ficar nem com que comer, que isso tudo seria arranjado.
Quando viesse, pelo que lhe diziam, com seu
canto de sereias, iria ter que se preocupar apenas em ter dinheiro para se
locomover, até mesmo, quem sabe, fazer viagens curtas, conhecer lugares, ver
pontos turísticos que não pôde se ver na oportunidade anterior, mesmo quando estava
por aqui, morando.
Vontade era o que ele mais tinha para
retornar aqui, o que lhe faltava era condição e oportunidade. Nem se preocupou,
realmente, em guardar dinheiro para alimentar-se e ter onde ficar, mas tentava,
com muito custo, guardar dinheiro para suas voltas pela cidade e para a
passagem. Afinal, lhe disseram que era tudo do que precisava. Que não teria
limite de tempo para ficar – obviamente dentro de um período de tempo razoável,
nem tão curto que mal dê pra se verem e se falarem, nem tão longo que pareça
que veio para morar.
Então, surgiu a tal oportunidade, e ele teve
condições de, enfim, vir para cá. Deu todos os detalhes de como seria essa sua
nova vinda, explicou que essa era a oportunidade que surgira, que não haveria
outra tão cedo. Eles lhe pareceram surpresos. Depois de quase quatro séculos
longe daqui, ele “já” estava vindo?? Pois é, estava vindo, mas não podemos
dizer que era já. Quatro anos não são “já”. Não é como se você fosse viajar
para o litoral, num feriado prolongado, pra voltar na segunda-feira.
Tiveram quase quatro anos para se prepararem
para o seu retorno. Eles disseram, diversas vezes, que estavam até
preparando-se para isso. Que não haveria como pegá-los de surpresa, a não ser,
óbvio, se viesse sem avisá-los. Mas ele os avisou, com pelo menos um mês de
antecedência, avisou-lhes sobre todos os detalhes, quanto tempo precisaria
ficar e tudo o mais. Afinal de contas, não teria nenhum motivo para se
preocupar, eles lhe encheram tanto os ouvidos, perguntando-lhe, quase lhe pedindo
para que viesse, que quando aqui chegasse, encontraria tudo mais ou menos
organizado e uma boa recepção.
Então, quando ele chega, parece que,
realmente, não passou tanto tempo para eles quanto para si. Para ele, foi há
quatro anos atrás que ele partiu, com um aperto no peito. Para eles, parecia
que ele tinha saído na semana passada. Apenas uma viagem curta. Parece que ele
apenas pegara a balsa e atravessara o rio, para resolver uns negócios em Iranduba. Nada de
mais. O tal quartinho de despejo que lhe seria destinado não estava pronto
coisa alguma. A recepção não foi tão calorosa quanto era de se esperar, as
pessoas que, lhe diziam, não estavam muito interessadas no seu retorno,
pareceram, de certa forma, felizes por estar de volta, e quem parecia tão
interessado em seu retorno, demonstrou-se bastante contrariado.
De repente, todos os problemas, de todas as
ordens, parecem ter se acumulado até agora, para explodirem justamente neste
momento, agora que ele está por aqui. Todas as contendas familiares, todos os
problemas de saúde possíveis e imagináveis, todo stress de meses antes dele
chegar, tinha que explodir justo agora, tudo ao mesmo tempo! O calor tinha que
aumentar justo agora, quando o ventilador pifa! O celular velho de guerra tinha
que acabar justo neste momento, não podia ter “falecido” assim que ele voltasse
para lá de onde veio!
Eles tinham que lhe pegar para ser seu muro
das lamentações, para ouvir calado suas reclamações, algumas delas dirigidas
diretamente a ele, como se ele fosse o problema, o motivo pelo qual tudo está
acontecendo. Chegam a reclamar uma pretensa falta de transparência dele, alegam
que não teria dito tudo, não teria avisado com suficiente antecedência. Ele
começa a sentir-se um intruso, não um hóspede – como lhe disseram que seria!
Ele tenta ao máximo não se intrometer em certos assuntos que não lhe dizem
respeito. Ele é quem tem alimentado a todos ali, ele é quem tem cuidado da
casa, para os queridos amigos, para a “quase-família” fazer seus passeios, sem
ele, sem o hóspede, sem o pretenso turista!
É difícil para ele, crer que não foi um
grande erro, acreditar no que lhe fora dito antes de vir até aqui. É mais
difícil crer que, se tudo der errado, ele um dia voltará, se mesmo quererá
voltar. É impossível crer que não saibam receber um hóspede em sua casa!
Eles sabem que não teriam que comprar
alimentos, nem artigos de limpeza, para seu uso, forçosamente tendo que
dividi-los com seus anfitriões. Eles sabem perfeitamente que não teriam que, mesmo
a contragosto, se envolver na rotina e nos problemas da casa alheia. Eles sabem
que sua privacidade seria respeitada da melhor maneira possível, que sua rotina
seria diferente, que ninguém lhes imporia a sua própria rotina. Mas, então por quê
esse tratamento tão inamistoso? Não estão convencendo que aqui é uma terra ruim,
onde só graça a má-vontade e pessoas ignorantes. Estão convencendo que eles é que
são assim! Eles é que recebem a qualquer um, parente, ou amigo, como intruso, não
como hóspede.
Estou aqui, pensando num texto. Aqui, do
alto do terceiro andar, olhando para a Djalma Batista, assistindo ao Sol sumir
por detrás das espessas nuvens, e ao movimento crescente dos carros, motos, ônibus,
microônibus e pessoas que arriscam-se a atravessar a avenida movimentada,
quando, há poucos metros daqui, há uma passarela. Aqui, agora, há esses janelões,
por onde observo o movimento da rua, a vida da cidade que “incrivelmente”
amamos. Não sou um grande fã de shopping centers. Não fosse pelo ar refrigerado
aqui de dentro, que nos protege do calor manauense, que nem tem sido assim tão
cruel quanto ainda posso me lembrar e pelas janelas de vidro levemente
escurecido, que nos protege dos raios de sol, que por vezes lá fora parecem
cortar-nos e trespassar nossa carne como se fosse um laser, não teria motivo
algum pra entrar num shopping. Nos shopping centers, como nos aeroportos, e
rodoviárias, tudo o que você encontra ali é mais caro que nas lojas que ficam
fora desses estabelecimentos. Sim, sou pobre, mas não é o lado financeiro que
se torna preponderante aqui.
Não sou do bom tipo de turista. Sim, claro,
gosto de ver os monumentos históricos da cidade, conheci o Teatro Amazonas, a
igreja de São Sebastião, o Largo, com seus casarios antigos... gosto dali,
gostava quando haviam as seções de cinema ao ar livre, no Largo, nas noites de
sábado. Parece que não há mais essas seções, pelo menos, foi o que ouvi dizer.Já
visitei, algumas vezes, a praia da Ponta Negra. Como morador, já que por aqui
vivi uns bons quatro anos, e como turista. Mas definitivamente, não sou um bom
turista. O bom turista não faz compras na rua Marechal Deodoro, conhecida como “rua
do bate-palmas”. O bom turista não vai desacompanhado ao Educandos, nem pede um
Baré em lata, naqueles bares da orla daquele bairro. Poderiam até ficar por
ali, observando e admirando os pequenos barcos, flutuantes e balsas que cruzam
o rio Negro, ou apenas ficam por ali.
Bons turistas não se embrenham, a qualquer
hora do dia, pelas ruas repletas de hoteizinhos, daqueles onde paga-se, em média,
R$ 15,00 por duas ou três horas de “diversão”, não passeiam despreocupados pelo
Rodway, nem chegam perto da Cadeia Pública, na avenida 7 de Setembro. O bom
turista não pega ônibus para os bairros, sobretudo em horário de pico. O bom
turista não passeia mais pela Zona Franca, nem compra DVD por R$ 2,00, 3 por R$
5,00, 6 por R$ 10,00. Nem faz idéia de que isso exista. O bom turista gosta de
caminhar, mas lhe pergunte se ele vai do Parque Dez ao Plaza Shopping a pé, pra
economizar R$ 2,25 da passagem de ônibus!
Enfim, creio já estar provado e comprovado
que não sou, de modo algum, um bom turista. Não acho graça em seguir o
cronograma dos pacotes de viagens, em ir pra um hotel de selva e me embrenhar
no mato, pra dizer que conheci a Amazônia. Isso tudo eu já vejo pela tevê,
encontro na internet, leio no jornal... gosto de andar pela cidade, fazer meu
próprio roteiro, meus próprios passeios, atravessar o rio no jatinho, pra pegar
um ônibus até Iranduba – dá pra contar nos dedos os turistas que fizeram essa
viagenzinha agradável até a cidadezinha do outro lado do rio Negro, não dá? Gosto
de ser turista na minha própria cidade, em Porto Alegre sou
assim, em Manaus não poderia ser diferente, aqui é minha cidade, também, creio
conhecê-la bem, pelo menos melhor do que um bom turista pode, ou quer conhecer.
Gosto de andar pela minha cidade, como
turista, até cansar de bater perna, para aí sim me esconder no shopping, como
faz todo mundo, para agora sentar-me à mesa para escrever este pequeno texto,
beber um guaraná tubaína (e lembrar por que não me agrada tanto esta marca) e
observar a cidade através dos janelões, que antigamente não existiam, porque
este shopping era uma horrenda caixa amarela. Estou até começando a simpatizar
com este shopping center! Estiver por aqui, me procure! Vou estar por um bom
tempo curtindo a vidinha manauara!
Há dias, sei lá... há quase um mês sem escrever
sequer um texto. Não contei nem as peripécias da viagem até aqui pelas quais
passei. Não tenho me sentido mesmo tão inspirado a escrever. Tenho me sentido é
preso, triste, deprimido... quase arrependido. Será que estou na depressão pré-aniversário??
É, pode até ser.
Há tempos que não faço isso também, escrever
diretamente num editor de textos, tenho me acostumado a escrever num caderno,
pra depois passar a limpo e postar no blog. Não consegui mesmo colocar a cabeça
pra funcionar, pra escrever com a caneta, depois de todo tempo estudando, mais
preocupado em passar no concurso público para os Correios que em qualquer outra
coisa.
Amanheci ontem às 5 horas da manhã, pra dar tempo
de tomar um banho e merendar decentemente, pra então pegar o ônibus até o colégio
Sólon de Lucena, no bairro Chapada, aqui em Manaus, pra fazer a primeira prova
do dia. Cheguei de volta à casa onde estou cumprindo prisão domiciliar após as
8h da noite, mesmo tendo acabado minha segunda prova, numa escola do bairro
Cidade Nova, na zona Leste, perto das 18 horas. Praticamente cruzei a cidade
pra prestar as duas provas do concurso dos Correios. E agora... bem, agora que
a fase das provas objetivas passou... o que faço?! Que faço com meu tempo
livre?! Vim com tantas idéias na cabeça e agora acho que das coisas a que me
propus, quando viajei até aqui, apenas uma vou acabar tendo feito, que foi esse
bendito concurso, no qual, espero sinceramente ter passado.
Não sei por quê, tenho ainda a sensação de que as
desventuras ocorridas na viagem até aqui foram um sinal... um sinal um tanto
quanto funesto. Bom, havia programado um vôo sem conexão, apenas escalas –
quatro escalas, ao todo – até aqui. Havia comprado um trecho para sair de lá,
do aeroporto Salgado Filho, às 7h53min. e chegar ainda aqui no mesmo dia, de
preferência, no meio da tarde, como estava previsto. Acordei às 4 horas da
madrugada de uma quarta-feira fria, com temperatura de, pelo menos, uns 12°C, peguei um táxi até o
aeroporto, chegando lá quase duas horas antes do horário do vôo, na intenção de
chegar a tempo para check-in, embarque e etc. Assim que chego, descubro que o
meu vôo, sem conexões, só escalas, fora cancelado. Chegara ao aeroporto sob uma
pesada serração. Fui consultar o guichê da empresa aérea, pra saber o que seria
feito de mim, se seria recolocado em algum outro vôo. Sim, havia sido
recolocado, num vôo com conexão, duas, na verdade. Um vôo para o aeroporto de
Guarulhos, para dali pegar um outro vôo para Cuiabá, para, aí então, pegar um vôo
para o meu destino pretendido, o aeroporto Eduardo Gomes, aqui próximo de onde
estou. Ok, iria chegar ainda no horário que pretendia, no meio da tarde, a
chegada estava programada para as 15h50min.
Qual o quê! Novo imprevisto, novo atraso, o vôo
que deveria partir para a cidade paulista às 8h04min acabou saindo do aeroporto
Salgado Filho quase duas horas depois do programado, como resultado perdi as
duas conexões que faria. Por quê?! Porque o aeroporto de Guarulhos também
esteve fechado por quase toda manhã, por conta da maldita serração. Fui
novamente recolocado, agora num vôo direto, do aeroporto paulista para o de
Manaus, às 21h30min. Fui chegar um dia depois do programado, no começo da madrugada,
por volta de 1h30min!
No tempo em que fiquei no aeroporto de Guarulhos,
esperando para embarcar no vôo da noite até aqui, senti-me realmente inclinado
em pegar um vôo de volta ao Salgado Filho, que partiria uma hora antes, mais ou
menos. Tive uma sensação ruim, de que aquelas tribulações todas nos aeroportos
eram um sinal, de que a viagem não seria nem perto do que eu imaginava e
esperava, que talvez nem devesse ter vindo. Sei lá, parece que algo estava me
preparando para a recepção que teria... não da cidade... graças a Deus, a
cidade não mergulhou no caos, como eu temia. Quanto às pessoas... bem... não têm
sido as que deixei da última vez que estive aqui. E isso não é muito bom,
quando terei de conviver com essas pessoas por um bom tempo, ainda, caso tenha
passado na fase objetiva das provas.
Até o momento... o melhor foi ter encontrado uma
velha amizade, no sábado passado, e, creio, ter visto minha paixão platointernética,
passando pela rua Barroso, no Centro da cidade, na sexta-feira. Presumo que era
ela. E ela estava linda. E senti vontade de correr atrás dela, quem sabe abordá-la
na rua mesmo, dizer-lhe... o quê?? “Sabe o matrinxã, do twitter? Pois é, sou
eu, prazer...” É, pensei nisso, sim! Loucura, não? Bom... vamos ver as cenas
dos próximos capítulos!