Há dias, sei lá... há quase um mês sem escrever
sequer um texto. Não contei nem as peripécias da viagem até aqui pelas quais
passei. Não tenho me sentido mesmo tão inspirado a escrever. Tenho me sentido é
preso, triste, deprimido... quase arrependido. Será que estou na depressão pré-aniversário??
É, pode até ser.
Há tempos que não faço isso também, escrever
diretamente num editor de textos, tenho me acostumado a escrever num caderno,
pra depois passar a limpo e postar no blog. Não consegui mesmo colocar a cabeça
pra funcionar, pra escrever com a caneta, depois de todo tempo estudando, mais
preocupado em passar no concurso público para os Correios que em qualquer outra
coisa.
Amanheci ontem às 5 horas da manhã, pra dar tempo
de tomar um banho e merendar decentemente, pra então pegar o ônibus até o colégio
Sólon de Lucena, no bairro Chapada, aqui em Manaus, pra fazer a primeira prova
do dia. Cheguei de volta à casa onde estou cumprindo prisão domiciliar após as
8h da noite, mesmo tendo acabado minha segunda prova, numa escola do bairro
Cidade Nova, na zona Leste, perto das 18 horas. Praticamente cruzei a cidade
pra prestar as duas provas do concurso dos Correios. E agora... bem, agora que
a fase das provas objetivas passou... o que faço?! Que faço com meu tempo
livre?! Vim com tantas idéias na cabeça e agora acho que das coisas a que me
propus, quando viajei até aqui, apenas uma vou acabar tendo feito, que foi esse
bendito concurso, no qual, espero sinceramente ter passado.
Não sei por quê, tenho ainda a sensação de que as
desventuras ocorridas na viagem até aqui foram um sinal... um sinal um tanto
quanto funesto. Bom, havia programado um vôo sem conexão, apenas escalas –
quatro escalas, ao todo – até aqui. Havia comprado um trecho para sair de lá,
do aeroporto Salgado Filho, às 7h53min. e chegar ainda aqui no mesmo dia, de
preferência, no meio da tarde, como estava previsto. Acordei às 4 horas da
madrugada de uma quarta-feira fria, com temperatura de, pelo menos, uns 12°C , peguei um táxi até o
aeroporto, chegando lá quase duas horas antes do horário do vôo, na intenção de
chegar a tempo para check-in, embarque e etc. Assim que chego, descubro que o
meu vôo, sem conexões, só escalas, fora cancelado. Chegara ao aeroporto sob uma
pesada serração. Fui consultar o guichê da empresa aérea, pra saber o que seria
feito de mim, se seria recolocado em algum outro vôo. Sim, havia sido
recolocado, num vôo com conexão, duas, na verdade. Um vôo para o aeroporto de
Guarulhos, para dali pegar um outro vôo para Cuiabá, para, aí então, pegar um vôo
para o meu destino pretendido, o aeroporto Eduardo Gomes, aqui próximo de onde
estou. Ok, iria chegar ainda no horário que pretendia, no meio da tarde, a
chegada estava programada para as 15h50min.
Qual o quê! Novo imprevisto, novo atraso, o vôo
que deveria partir para a cidade paulista às 8h04min acabou saindo do aeroporto
Salgado Filho quase duas horas depois do programado, como resultado perdi as
duas conexões que faria. Por quê?! Porque o aeroporto de Guarulhos também
esteve fechado por quase toda manhã, por conta da maldita serração. Fui
novamente recolocado, agora num vôo direto, do aeroporto paulista para o de
Manaus, às 21h30min. Fui chegar um dia depois do programado, no começo da madrugada,
por volta de 1h30min!
No tempo em que fiquei no aeroporto de Guarulhos,
esperando para embarcar no vôo da noite até aqui, senti-me realmente inclinado
em pegar um vôo de volta ao Salgado Filho, que partiria uma hora antes, mais ou
menos. Tive uma sensação ruim, de que aquelas tribulações todas nos aeroportos
eram um sinal, de que a viagem não seria nem perto do que eu imaginava e
esperava, que talvez nem devesse ter vindo. Sei lá, parece que algo estava me
preparando para a recepção que teria... não da cidade... graças a Deus, a
cidade não mergulhou no caos, como eu temia. Quanto às pessoas... bem... não têm
sido as que deixei da última vez que estive aqui. E isso não é muito bom,
quando terei de conviver com essas pessoas por um bom tempo, ainda, caso tenha
passado na fase objetiva das provas.
Até o momento... o melhor foi ter encontrado uma
velha amizade, no sábado passado, e, creio, ter visto minha paixão platointernética,
passando pela rua Barroso, no Centro da cidade, na sexta-feira. Presumo que era
ela. E ela estava linda. E senti vontade de correr atrás dela, quem sabe abordá-la
na rua mesmo, dizer-lhe... o quê?? “Sabe o matrinxã, do twitter? Pois é, sou
eu, prazer...” É, pensei nisso, sim! Loucura, não? Bom... vamos ver as cenas
dos próximos capítulos!






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