PESCANDO NO BODOSAL

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

GRAND FINALE - Matrinxa's Season Finale


O grande final. Final de ano também é final de um ciclo... mas não é dele que vou falar. Estou procurando o final perfeito, o Grand Finale, para o encerramento da temporada 2011, no blog. Pensando bem, em nenhum dos blogs que já tive, nem mesmo aqueles do tempo do “blig”, que muita gente nem vai lembrar, nunca tive a preocupação de escrever um “grand finale”, um “season finale”, uma espécie de episódio de encerramento de temporada, como nos seriados de tv. Então... por que agora?!
Ainda mais hoje, em que poderia deixar como está, com os dois textos postados, que, modéstia à parte, foram os melhores que escrevi, este ano. Pra não dizer ##da! Então, por que, né? Acho que tem a ver com um dos textos deste último mês do ano. Sim, em boa parte deles, eu falo do que me vai no coração, alguém – muito especial – já disse que me revelo demais, através dos meus textos. Sim, eu sei, acho que é uma forma de compensar minha timidez e meu jeito mais fechado... que pretendo mudar, e isso faz é tempo! Acho que quero que o blog faça parte das mudanças que pretendo operar, em minha vida, em mim mesmo. Que seja como um símbolo.
A primeira mudança foi só no nome, que era “Marrapah”, alusão a uma expressão bem amazonense, que me remete a Manaus, terra que tanto amo, onde já por duas vezes tentei ficar, porque sinto como se fosse meu lar, meu chão... a quem perguntar, ou interessar possa, não, não nasci no Amazonas, até onde sei, também não tenho nenhum parente, nem mesmo distante, nascido, ou radicado ali, ou pelo Norte do país. Se isso conta, parece que o avô do meu pai era paraibano... mas enfim, não importa, não agora. Acho que minha ligação é mais espiritual, mesmo, não encontrei explicação melhor, até hoje, desculpem.
Enfim, o nome atual remete ao mar, à praia, que também é uma de minhas paixões. Também, nos últimos dias, se tornou referência, para a atual fase da minha vida... parece que não havia “voado” tão alto, até hoje, tanto que , quando minhas “asas” foram cortadas, ou danificadas, acabei caindo no meio do mar, me perdendo, muito além da arrebentação, de onde as ondas arrebentam, antes de chegarem à praia. A gente sabe que, na vida real, é muito difícil, pra não dizer impossível, você chegar à beirada da praia, vindo a nado de muito além da rebentação... mas enfim, cá estou.
Pensando nas mudanças que pretendo, pensando nas pessoas que me ajudaram a ter essa tomada de consciência, no finzinho do ano, etc. É um novo ciclo que irá se começar. Quando voltar, a proposta será outra, outro o ano. Este é o encerramento de um ano que, a cada dia que passa, gosto mais e mais. Foram tantos bons acontecimentos e momentos! Pelo menos três pessoas, conheci pessoalmente, que, mais do que marcar em minha vida, acho que serão insubstituíveis! 2011 foi um bom ano, não tenho mais dúvidas. Acho que foi o ano em que mais amadureci! Este ano merece ser encerrado com uma chave de ouro: este Grand Finale!

O Último Réveillon de Nossas Vidas


Agora falta pouco! Só mais dois dias e termina 2011! Mais um ano, mais um ciclo que se encerra, para outro começar. E aí... e então?! Já fez sua revisão de como foi este ano pra você? Já tomou suas resoluções, já traçou seus planos perfeitos para o próximo ano, que está para começar?! Sim, eu sei, já falamos sobre isso antes, até antecipamos – eu, pelo menos – as resoluções e retrospectivas! Já revisei meu ano, os erros e os acertos, fiz o que queria fazer, viajei para casa, e de lá tive de vir embora, novamente, conheci pessoas que foram divisores de águas na minha vida, pessoas a quem quero muito por perto, bem perto. Aprendi velhas lições, nas quais peguei recuperação, diversas vezes – pelo menos, ACHO que aprendi. Tracei pequenos planos e projetos para o ano que está chegando, alguns outros para os próximos. Alguns, acho que podem ser abertos: retomar os estudos, fazer academia, modificar ligeiramente alguns hábitos alimentares, voltar para casa... o lugar a que chamo de casa! Ou me mudar pra outra cidade, ainda estou pensando.
Outras, prefiro guardar pra mim. Espero, sinceramente, cumprir com boa parte das metas que estabeleci ainda no ano que vem. Tenho pensado seriamente em arriscar todas as fichas, ou quase, em projetos de altíssimo risco, no jogo da vida. Porque não é que eu acredite que este possa ser o último réveillon de nossas vidas, mas... vai que seja?! E se o mundo acaba, mesmo, antes do próximo...?!
Já tiveram tantas profecias referentes ao fim do mundo, que era pra não ter mais nem baratas, na face da Terra! Eu lembro que tinha gente que dizia que a Terra ia acabar quando o cometa Halley passasse! Eu tinha nove anos, na época... o cometa passou – dizem, que ver, ninguém viu direito – e nada aconteceu... enfim, até agora, viemos dando sorte. Não acredito nessa tal profecia, atribuída aos maias, de que em dezembro de 2012 tudo se acabe, mas acho até uma boa arriscarmos um pouco mais e fazermos o melhor, para que o ano que vem realmente seja melhor que este, realmente valha a pena!
Não lembro qual foi o autor de livros de auto-ajuda que disse isso, mas tem uma frase que é mais ou menos assim: “agora que você vai morrer, o que é que você pretende fazer?” Quer dizer: já que todos morreremos, hoje, ou amanhã, algum dia, o que é que vamos fazer com o tempo que nos resta, até lá? Pois, todos podemos morrer, na finaleira do ano que vem... e já que esta pode ser a última virada de ano, vamos aproveitá-la da melhor forma possível!
Se não pudermos abraçar alguém, na noite do dia 31, podemos ligar-lhe, tentar falar com a pessoa, desejar-lhe feliz 2012. Não perder tempo com bobagens, dizer que ama alguém, sem grilos sobre o “amor de verdade”, diga isso até mesmo a um amigo, ou amiga! Amizade também é amor, lembre-se sempre disso! Trace planos, mesmo os mais mirabolantes, e tente cumpri-los, não desista dos sonhos! Nem todo sonho é só um sonho... se é, foi porque você não fez tanta questão assim de realizá-lo! Não tenha medo de parecer bobo(a), não tenha medo de dizer o que quer dizer, não pense que é melhor adiar este, ou aquele projeto.
Já que este pode ser o último réveillon de nossas vidas... não tenhamos medo de arriscarmos algumas novas atitudes, algumas mudanças de padrão e de rotina! Vai que...





Every Single Night


À noite apago a luz, deito na cama e preguiçosamente espero o sono vir. Em meio à escuridão, deixo o rádio ligado, mas não presto atenção na música que toca. Os olhos estão abertos, fixando o teto, em meio ao breu, observando o nada, fitando muito além, além do nada, além do mundo, além de mim.
Estou sozinho, pensando na vida, e isso não é novidade, minha cara. Penso em como foi meu dia, nos textos que gostaria de escrever, nas ideias em dupla, que nem sei se algum dia irão ganhar o papel... penso em pequenas ideias, planos, intenções, traçando um, ou vários possíveis futuros, lembro algumas coisas agradáveis e outras nem tanto, do passado. Então recolho as coisas mentalmente espalhadas pela cama, pelo quarto e começo a pensar em você.

Enfim, canso de mirar o teto, fecho os olhos, fito para dentro de mim mesmo e penso em você. Tenho a sensação no peito, difícil de definir, não sei se é boa, ou se é ruim, um sorriso bobo se desenha em meus lábios. Imagino, visualizo você aqui, comigo... seja aqui onde aqui for. Não estou dormindo, mas não estou mais em mim, não estou neste mundo, estou num lugar muito melhor, pois estou com você ao meu lado.
Te vejo olhando para mim, com teu olhar cândido, teu sorriso meigo e doce, que me faz esquecer as raivas, mágoas e frustrações, que seria capaz de desarmar o arsenal nuclear do mundo todo; teus cabelos soltos, suavemente emoldurando teu belo rosto moreno. O sorriso besta se alarga, mecho-me devagar, para que não desapareça, recitando teu nome, te chamando por um apelido que nem lembro se fui eu quem criou. Você parece dizer-me num sussurro: “sim, estou aqui”. Conversamos por horas a fio, até a mais alta noite, até o sono chegar, se abancar, me levar à terra dos sonhos, mais tranquilo, mesmo momentaneamente sendo separado de você.
De manhã acordo como se tivesse você aconchegada em meus braços, quase sinto meus dedos enrolarem-se em teus cabelos. O sorriso bobo ainda está lá. Pareço olhar pra você, visualizo tua cabeça pousada em meu peito, sinto a respiração ritmada, enquanto você dormita como uma gata, aninhada bem perto de mim, por vezes sou capaz de sentir teus cabelos roçando em meu rosto. É difícil não rolar uma lágrima, nesses momentos. Penso então em como será o dia, repasso o que tenho para fazer, reviso aquilo que planejei, faço uma oração, deixo-me entregar um pouco mais à preguiça e à imaginação, “quem sabe”, eu penso, desejo, “você também está aqui, estamos nós dois...” reafirmo meu amor, com a alma leve, como se te dissesse olhos nos olhos. Reafirmo também a fé em um dia, em que estaremos, realmente, juntos, quando abro os olhos e me preparo para levantar, banhar-me, vestir-me, tomar café, escovar os dentes, calçar sapatos e sair para mais um dia de trabalho, me entregar a essa rotina, que você foi uma das pessoas que me ensinaram a valorizar.
Antes disso tudo, me despeço de você, de nosso mundinho secreto, particular, beijo teus cabelos, tuas pálpebras, teus lábios, suavemente, para não te acordar – ou não assustar. Te deixo dormindo, aí, separada de mim por kilômetros e pelo fuso horário. Sei que logo mais a noite chega e nos encontraremos, de novo. Só em minha mente, ou realmente, num mundo particular, num mundo de sonhos, talvez nossa própria Nárnia, onde nos encontramos, ao menos, em espírito, não sei... sei apenas que, tendo você, não me sinto mais tão sozinho.



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Revelações do Coração


Hoje acordei na madrugada, agitado, peguei o celular, para ver as horas, eram 5h46min. da manhã. É essa a hora que tenho acordado, já há uns quatro dias. Nunca um sono tranquilo, sempre a agitação interior. Não que isso seja ruim, tenho medo do risco de ficar abestado com tal postura, mas estou tentando aprender com alguém a ver mais o lado bom das coisas. Essa agitação toda, dentro de mim, é para sacudir, mesmo, as estruturas, tirar a poeira e as teias de aranha, revolver a terra, para plantar novas sementes. Quebrar velhos maus hábitos, repetitivos, viciados, certos pensamentos equivocados, atitudes equivocadas... renovar ares.
Na quinta-feira, a agitação dentro de mim foi bem maior. Acordei no mesmo horário de hoje, sentindo algo, uma força, uma gama de emoções e sentimentos se fundindo. Desatei a chorar, um choro diferente dos últimos dias, um choro quase eufórico. Senti uma necessidade estranha de agradecer ao Criador, por este ano, pelas pessoas que fazem parte da minha vida, por tudo o que aprendi e ganhei, até aqui. Sim, é loucura e sim, foi uma parada muito séria, parecia uma força muito maior que minha própria vontade. Não sei explicar. Sei que foi uma abertura de consciência, um grande momento de lucidez, uma... revelação!
Lembrei, então, de um sonho que havia tido, no fim de semana passado, ou no anterior... de repente, ficaram claros os mínimos detalhes, de cenário, personagens, a conversa. Repeti, no sonho, padrões que há anos vinham me ferindo, sem que eu admitisse, pior que isso, vinham ferindo meus amores, também, em maior, ou menor grau. Sei o que poderão dizer, mas hoje, pra mim, está bem claro, isso, não é mais figura de retórica: a amizade é, também, amor, não é só o sentimento dos apaixonados que é amor... algumas vezes, nem é, trata-se somente de encantamento. Foi por todos esses amores que me senti compelido a agradecer, na manhã de quinta-feira... pois é, e nem era manhã de Natal! Vai entender... enfim!
Bem, pois, lembrando do sonho, mais os pensamentos, que então me vieram, ao acordar, foi-me revelado o que sempre foi óbvio, mas que havia passado desapercebido, seja porque não estava conseguindo ver claramente o que estava a um palmo do nariz, seja porque não quisesse ver, mesmo... o sofrimento e a revolta pela solidão, porque as pessoas não sabem pelo que estou passando – assim pensei, diversas vezes – porque preferem não me dar atenção pra darem a outros menos votados, etc. Porque da depressão, porque sou um sujeito triste, que não importa o que diga, nem o que faça, as pessoas insistem em dar-me muito menos do que estou disposto a dar de mim... e por aí vai!
Desconfio que tentei conquistar as pessoas fazendo com que sentissem pena de mim... fato é que, “papo de coitadinho” só dá certo em “música” do Latino! Posar de sofredor e de looser, se fosse há uns cinco anos, e eu tivesse uns 15 de idade, talvez desse certo... afinal, eu seria um emo!
Sei que há outras atitudes em mim completamente, ou bastante equivocadas... quando me encantei por minha musa, quando começava a me apaixonar, pensei que me bastaria, algum dia, vê-la passar, o que, efetivamente, veio a acontecer. Eu disse a mim mesmo que, viesse como viesse, seria muito mais do que eu esperava... mas acabei voltando a alguns velhos hábitos viciados, os quais já de outras vezes havia prometido a mim mesmo não repetir.
O apego excessivo, o lamento pela falta dela aqui, comigo, ou de mim por lá, perto dela, o sofrimento por sua suposta falta de atenção, a sensação de que me estavam sendo tirados os direitos a fazer-lhe as pequenas homenagens, os textos e versos que gosto tanto de escrever, inspirando-me nela, a ouvir sua voz... tudo ilusão criada pelo ego. A sensação de posse, isso é cruel, se ela ficou mesmo estranha, como imaginei tantas vezes, é porque eu estava estranho, primeiro, incorrendo em erros que cometo desde sempre. Não somos donos de ninguém, e vice-versa. Não precisamos da outra pessoa para viver. Sim, eu sei, eu quero sentir que tenho minha importância, na vida das pessoas de quem gosto, mas sou como aquele meme de internet, “você está fazendo isso errado!”. A angústia da necessidade de saber cada passo seu, travestida de preocupação e zelo sinceros por minha paixão... sim, sim, você já deve estar lembrando de tudo isso, perdoe-me! Não importa se “agora não adianta mais”, peço-lhe, perdoe-me!
Continuo lhe querendo, continuo perdidamente apaixonado, após a tempestade e série de insigts... estou procurando tomar consciência de algumas coisas, estou sabendo que posso mudar minha atitude, minha postura, que se vivi solitário, até hoje, forever alone, já deveria ter aprendido a viver bem comigo mesmo, sem medo da solidão! Tá, eu acho que a encontrei, ou reencontrei, mas vivi sem ela até hoje, porque, de repente, em pouco mais de dois meses longe, acho que vou morrer?! Não... a analogia da síndrome de abstinência era tão clara e eu simplesmente não vi... tenho que aprender várias coisas, agora sei o que é ter preocupação sincera por ela, pois está “voando” muito alto, como eu também estava, mas tenho de me conscientizar que não tenho muito a fazer, a respeito disso, ela também precisa crescer, andar de bicicleta sem rodinhas.
Sei que aquilo que quero, talvez não se concretize, talvez não adiante esperar... mas não será perda de tempo... isso ainda dói, de vez em quando, mas não tenho por que perder tempo lastimando. Tenho ideias, tenho em minha mente, talvez um ideal, talvez uma certeza, não sei, ainda... algo que me faz acreditar... mas que, lá no fundo, eu sei, ouço a voz da alma me falar, só se tornará possível, após ter aprendido o que teimei tanto em não aprender, até aqui. Por um lado, como disse, ainda a quero, ainda estou apaixonado, sim, tem dia que dói, tem dia que é gostoso, esse gostar... sim, eu lhe amo, não há mais dúvidas, agora, eu sei... gostar e querer, sem pressão, sem lamentações pela ausência, ou presumida falta de atenção, sem reclamar que não a tenho... ora, essa, quem disse?! Quem falou?? Eu a tenho, a trago aqui, comigo, sim... no meu coração, eu trago muita gente, pessoas, até, com quem só falei uma vez, na vida, outras com quem não falo há anos, mas que se tornaram importantes, de alguma maneira, nessa minha vidinha. Sou grato por essa revelação, sou mais grato às pessoas que tornaram essa tomada de consciência possível, que tornam mais agradável a caminhada, que espero também eu tornar mais doces seus caminhos... estou aprendendo com cada um dos meus amores! Sou humildemente grato.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Que Eu Quero de Natal


Neste Natal, eu quero... será que estarei pedindo muito ao bom velhinho?! Neste Natal eu só quero que o Natal passe bem, que a família se reúna à mesa, que as picuinhas sejam deixadas de lado. Não quero celular novo, nem perfume caro, nem tênis de marca. Quero os presentes de valor incalculável e verdadeiramente duradouros: o abraço da família, o riso alto da princesinha linda do tio, saracoteando pela casa, o olhar pidão da nossa cachorrinha, os gatinhos enroscando-se em nossos tornozelos, aquela mensagem dos colegas que estão distantes, de amigos, dos meus amores; mensagens e, quem sabe, ouvir suas vozes, poder desejar-lhes um feliz Natal também...
Neste Natal, só quero a alegria tomando conta dos corações, a generosidade sendo expressada, todos sentindo-se irmanados por uma força que devia reger cada um dos nossos gestos, não só no Natal, mas em todas as datas, em todas situações: o Amor! Neste Natal, quero, eu mesmo, ter o espírito da caridade em mim, para estender a mão para quem quer que a venha a pedir!
Neste Natal, quero que o desejo de cada pessoa, os pedidos de meus amores sejam concedidos, que vivam e tenham a plenitude do Natal em suas casas, dentro de si. Quero que o bom velhinho lhes leve presentes inestimáveis e inesquecíveis, inclusive os que estarei mandando por ele! Neste Natal, como numa música da Luciana Mello, só quero que tudo termine muito bem... e você, o que quer para este Natal?


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Eu Sei Que é Amor


Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova
Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui
Agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir
Embora
Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
Eu peço somente
O que eu puder dar (2x)
Porque eu sei que é amor
Sei que cada palavra importa
Porque eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta
Mesmo sem porquê eu te trago aqui
O amor está aqui
Comigo
Mesmo sem porquê eu te levo assim
O amor está em mim
Mais vivo
Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
Eu peço somente
O que eu puder dar (4x)
Porque eu sei que é amor
Porque eu sei que é amor
Porque eu sei que é amor...
(Titãs)

Não, realmente, a carência de afeto e a abstinência de você não são amor. Tampouco é o medo de te machucar, ou o desejo de ser tão necessário a você quanto te tornou para mim. Isso não é amor... não são aqueles pequenos filmes projetados em meu pensamento, em minha imaginação, romantização, ou sei lá o quê. Não é esse desejo de te agradar de qualquer jeito, não são minhas teses e dramatizações feitas pra te convencer a qualquer custo que somente eu posso te fazer feliz. Não é a ilusão de que, com você, estou completo... é, ilusão... o que me fará completo, sempre serei eu mesmo. Meu ying e meu yang, juntos, pois o amor só pode ser sentido quando se já está completo, se parte de mim gosta muito do que faz comigo e outra parte quer mais... isso não pode ser amor! Cada um dá o que pode, cada um dará mais de si quando for o momento. Acreditar piamente nisso, é amor!
E sim, mesmo sabendo definir melhor o que NÃO é amor, sei que te amo, sei que o que sinto é Amor. O amor é um não sei quê, que me remete a você, sem necessidade de retorno. A saudade, as lembranças que me trazem algo de bom, teus gestos e tuas palavras... não, não o desespero por saber de você, mas uma certa ocupação útil de minha mente e meu coração com a sementinha que tenho de você, de todos meus amores, que desabrochem em belas flores, que transformem o velho pântano de sentimentos caóticos em um lindo jardim. As pequenas mágoas não são amor, nem provas de amor por você. Meu amor não se prova, não se comprova, apenas se sente, se demonstra. Amar, do jeito que for, permite que se manifeste o amor do outro, livremente, pois o amor só entende a liberdade. As mágoas são manifestações de um ego que precisa, principalmente, ser melhor controlado. Para não confundir sentimento de posse com amor.
Teu sorriso, o brilho do teu olhar, tua alegria, seja qual for o motivo, levo aonde vou, sempre comigo. É o que tenho de você. O que tenho por você, tirante toda paixão extremada e sensações estremecidas, é o Amor. Por ele, sinto que quero você, por ele, sinto ainda mais que quero tua felicidade, acima de qualquer outro desejo pessoal. O Amor nos sintoniza, de uma forma que a paixão, humana, carnal, anestesiante, não consegue tão bem. Todos os dias em que acordo com um sorriso nos lábios, sem qualquer explicação, ou uma paz indefinível, isso é Amor. Todas as noites em que lembro de agradecer aos Céus por todos que tenho, fazendo parte da minha vida, e eu das suas – e isso inclui você – eu sei que isso é Amor.
Porque sei que é amor o que sinto, sei que me importa o que realmente interessa: você leve, livre, bem, venha como vier, ou nem venha. Porque sei que é amor, sei, no fundo, bem lá no fundo, que nossos pequenos erros e receios não têm a importância que nós demos. Porque sei que é amor, sei que, não importa se perto, ou longe, se ficar dez anos sem te ver, ou se nos falarmos amanhã, o Amor vai estar aqui comigo, vai estar com você, também. Porque sei que é amor, agradeço o que tivemos, não me preocupo com o amanhã (não mais), o que tiver de ser, será, independente do meu desejo, ou do teu. Importa que hoje é mais um dia que passa, com meu coração preenchido desse sentimento, desse Amor, que com ele, levo você dentro de mim! Porque o que nos move – a todos – é o Amor!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Voltar a Remar


Chove em meu coração
Chovem mágoas acumuladas
Mágoas atrozes
Perdi meu Norte?!
Não sei...
Perdi o rumo, perdi o prumo
A luz do meu farol
Eu já não a vejo mais
O vento parou de soprar
As velas do meu barco
Em meio às trevas
Sem saber onde estou
Nem mais o quê que eu sou
Se subo, ou se desço o rio.
Cadê Yára, que tava aqui?!
Onde está a chama,
Para onde é que foi minha musa?!
Meu barco vazio
Num mar de tristezas e de solidão
Sinto a escuridão
Se aproximar
E envolver toda embarcação
Envolvendo meu corpo
Se alojando em meu coração.
Cachoeira de lágrimas
Verte, amarga, de mim
Nada vejo,
Nem a ribeira, nem o banzeiro
Estou perdido...
Aniquilado!?
Ainda não!!”
Ouço uma vozinha distante
Lá ao longe, em meio às trevas,
Uma luz mortiça,
Um pequeno lampião,
Um amigo oculto na escuridão
Deixada onde antes estava ela,
Minha Yára, a musa que me acompanhava.
Só via o brancor do sorriso
Estranhamente confiante
Do novo pequeno amigo,
Trazendo a sua lanterna
De chama frágil e com
Sua luz fraca, mortiça.
Levantei-me lentamente,
Sem nem enxergar direito
Sem saber horizonte
Reaprumei o barquinho
Retirei as velas
Peguei meu remo
E o empurrei contra a água
Fria e negra do rio
Rumando para onde apontava
Com a fraca luz de lampião
O novo amigo:
É para lá”, disse ele, firme,
Tomando conta do leme.
Vamos nos aligeirar, capitão,
Que ainda dá tempo
De a gente alcançar!
A guerra não foi perdida!”



Coração de Osga


Fiz retrospectivas, fiz resoluções... não esperei, agora vou ter que mudar algumas, ou esperar para ver... só estava esperando o que o Natal iria me trazer. Ontem vi alguma coisa, algo que me trouxe um novo fôlego, para viver um pouco mais este ano. Perdi o sono, perdi um tempo, aqui, do mesmo jeito de agora, escrevendo... tentando escrever, melhor dizendo. A mente e o coração partiram, carreira desabalada, do Sul ao Norte, em questão de segundos. Só duas alternativas, uma imensa espectativa: ou teria o melhor presente de todos os tempos, ou o ano estaria liquidado ante meus olhos, definitivamente, de forma tão lúgubre.
Dia desses, você estava viajando para o Planalto Central, para a Capital Federal. Fiquei preocupado, o que é natural, ao menos para mim. Às pessoas que se quer bem, não se quer que recaia qualquer mal. Ao mesmo tempo, e isso eu não contei, porque “bobagem”, poderiam dizer... me orgulhava por você, por minha musa, a mais linda dentre todas, estava em Brasília a trabalho, me alegrava o seu progresso, nesse seu trabalho.
Por que pensar em minha musa tem que te trazer tanto mal-estar? Por que não pode ficar contente por ter alguém que lhe quer bem, não importando a distância, te ama, se preocupa e – infantil, ele – gostaria até de te proteger? Esse é o cara alegre e legal em mim, que está sempre disposto a te fazer sorrir, com quem você sabe que pode contar, na hora que precisar... ELE é o mesmo cara que pensa o tempo todo em sua musa. “Pensa demais!!”. Quando eu estou triste, ELE te procura, acreditando que possa nos dar o ombro amigo, que ele nunca te negou. Sua maior preocupação, até parece que você não sabe, era fazer jus a você! Merecer o direito a tê-la como sua única musa, sua grande inspiração! O caboclo versador que tem, ou tinha, a ambição de ser teu poeta oficial e favorito, a escrever suas odes, divinamente inspirado pelos sentimentos sublimes, trazidos por sua bela musa. ELE é o palhaço otimista que às vezes até me irrita... ele foi o idiota que quase acreditou que o belo texto talvez fosse pra ele! Era justo ele quem dizia amenizar tua falta em sua vida, pensando em você, sentindo, dentro de si, tua presença, imaginando teu sorriso que lhe é tão caro, teu olhar, que é seu precioso, querendo o absurdo, ter você nos braços, chegando ao delírio máximo de imaginar-nos, os dois, a caminhar lado a lado, já bem velhinhos, à beira do grande rio.
Você gosta mesmo do abestado risonho que conheceu? Ele está louco pra estar aí, rindo pra você, o menino nerd, abestalhado com a vida, admirando tuas belas madeixas, querendo tocá-la, mas com receio de quebrá-la, que desvanecesse na névoa, de desfazer o encanto! Quer saber onde ele está?! Por que, se você teme justamente que ele queira estar a teu lado, te fazendo sorrir, rindo com você, fazendo companhia, sendo feliz em te fazer feliz?! O idiota acha mesmo que poderia te fazer feliz...
O idiota risonho que você disse sentir falta, lembrava-se muito da última noite em que vocês se falaram por telefone. Ele lembrava daquela historinha, a qual você mencionou, dizendo que nas noites em que faltava luz, tua mãe contava. O crianção ficara, realmente, absolutamente encantado pela historinha da princesa e a lagartixa, no lugar do sapo. Como uma criança besta de tão ingênua, com um sorriso sonhador, ele desejou ser a tal da lagartixa, pior, ele decidiu que seria a tal osga encantada, que um dia te mostraria, ou seria descoberto por sua linda musa, que de certeza era a sua doce princesa!
Nas noites do último final de semana, quando dessa tua viagem, sonhamos encontrar você. Não é nada para se preocupar, nós nos comportamos, nos sonhos, eu e ele... conversei sério contigo, mas não estou lembrado do que você falou a ele, só sei que ele amanheceu radiante, mais tranquilo, alegre, sorrindo pras paredes... só sentindo-se um pouco preocupado com o comprimento do meu cabelo.
Aí, a conversa leve, na tarde de segunda-feira, você ainda em Brasília, ele achou que tínhamos ganho o dia, a semana... e, por esta semana, nossa maior preocupação era a mais ridícula possível... “oh, mas é complicado, dá medo!” sim, eu sou o irônico de quem você não gosta. Continuando: estávamos puramente preocupados com nossa falta de idéias, nossa dificuldade para escrever! O bobo só sabe romancear com você, queria escrever algo, na esperança vã de te agradar. O versador pávulo queria escrever algo belo, um poema mais bonito e mais delicado que aquela coisa cafona que enviamos pra você, outro dia, algo que realmente fosse agradável aos olhos e falasse alto ao coração, algo que, para ele, realmente tivesse a cara e a voz da sua musa amada e idolatrada... ele foi quem de primeiro se encantou pelo texto que lemos. Ele que ficou embevecido, tenho minhas dúvidas de que qualquer outro pudesse também ficar assim. Ele ficou encabulado, porque queria saber fazer algo tão belo pra você. ELE, o idiota, ficou cogitando, imaginando, torcendo, quase crendo, que fosse dele que estivessem falando... sério, cá pra nós... tem certeza que gosta dele??!
Eu já sabia que não era... sempre soube... como?!? Nunca é!! Não me surpreendo nem um pouco. A tua osga é que acusou o golpe, ele não sabe viver tranquilo com a tal da realidade, que eu e você entendemos bem! Eu, talvez mais, não sou ingênuo, não sorrio, desconfio das pessoas, desconfio do mundo, não tenho fé alguma que nada de bom possa advir dessa terra de vicissitudes. Amargo?! Realista, com certeza... não romantizo as pessoas. Sei bem do que elas são capazes, do que podem nos negar, mesmo que não precisem.
O osga, tão suave com as palavras, tão suave com você, que quer te agradar, que ama teu sorriso e transborda de alegria com teu riso sincero, ele não está aqui. Se estiver em algum lugar, será com sua musa, onde quer que você a tenha escondido. Por que o quer por perto, se julgou ver em outro aquilo que ele te deu de graça?? Sabe por que não o vê em mim?? Porque ele vai estar sempre ao lado de sua musa. Eu já te falei quem é ela! É perto dela que você vai encontrá-lo! Muito preocupado com ela... com medo, por ela... um pouco triste, porque ela passou tantas vezes perto dele e não o viu... não viu motivo em acreditar, não viu motivo em querer ter para si o que ele vem lhe dando desde sempre. Ele, ainda assim, está ao lado da sua princesa, solícito, como cão carente, desejoso de atenção, sempre pronto pra quando tiver de contar com ele, de verdade, ou... enfim! O seu sorriso, não espere vê-lo, dando tempo ao tempo, esperando poeira baixar, se acostumar com a idéia, “porque, né...”, ou o que for. Sua positividade está concentrada em apenas uma coisa. O sorriso do lagartixa, o amigão legal e bobão, você só vai ver quando estiver pronta.



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

+ Resoluções de Fim de Ano


Já andei começando a falar, no fim de semana, teve até alguém por aí perguntando se já não estava na hora das retrospectivas. Sim, já está na hora, com certeza, estamos em dezembro, então, sim, já está na época das retrospectivas! Tem gente que já está fazendo suas listas do que teve de melhor e de pior, neste ano de 2011. Mentalmente, já fiz a minha retrospectiva pessoal, até porque falta bem pouco para terminar o ano, agora, e salvo algo muito extraordinário, tipo a queda de um meteoro, nada de mais irá acontecer, por agora... ou posso estar enganado! Então, é, já fiz meu balanço do ano e, com a soma dos prós e dos contras, dá pra concluir que 2011 poderia ter sido melhor... mas até que não foi tão mal assim! Foi bem, sim, foi um ano bom.
A partir daí, vamos projetando 2012! Também já tenho feito isso, antecipando as resoluções de final de ano, em vez de esperar até o dia 31. No fundo, nunca prestei muita atenção nisso, é que, pelo que pude observar, as pessoas têm por hábito fazer um tipo de lista de intenções, ou de promessas, meio abstratas, talvez por isso mesmo, que não acabam cumprindo. Tipo “ter mais paciência, voltar a estudar, fazer uma dieta, arranjar – ou mudar de – emprego”, etc. Não é o meu caso, já disse que nunca dei muita importância pra isso, mas pela observação e pesquisa científicas – huhuhu – percebi que pra maioria das pessoas, essas resoluções são mesmo como uma carta de intenções, como as dos políticos, pode até ser que se cumpra – pela metade – alguns daqueles objetivos, mas a maior parte vai se empurrando com a barriga pra, quem sabe, incluir na lsita de resoluções do fim do ano que vem!
Por isso que nunca fui de fazer essas listinhas, nem me interessei. Porém, este ano, decidi inovar e tomar algumas resoluções, mais como decisões, mesmo. As poucas resoluções que tomei, no ano passado, para cumprir agora, em 2011, deram certo, de qualquer maneira, porque, de uma certa forma, foram ideias fixas, não sendo muito bem planejadas. Outra coisa na qual não acredito é a máxima de que, se não foi, é porque não era pra ser... se for mesmo verdade, então nunca nada dará certo, na vida! Então, bem... consegui cumprir com umas decisões de fim de ano, mesmo sendo mais ideias fixas do que algo planejado e friamente calculado, que nem Chapolin Colorado. Portanto, este final de ano, resolvi levar mais a sério essa coisa de tradição de ano novo, resolvi ser um pouco mais ambicioso e fazer minha pequena lista de resoluções, projetando, planejando 2012 dentro das decisões, intenções e, quem sabe, pequenas ideias fixas... quem sabe, planejando o que for possível planejar e entregando o resto à Providência, não dê um pouco mais certo? Em dezembro do ano que vem, a gente volta a falar aqui e vê como se saiu.

Mania de Super-Homem


Noite escura
A chuva cai
Enquanto cruzo as cidades
Numa pequena viagem
De regresso
Pensando no longo vôo
Também de regresso
Que fazes
Como se, correndo,
Bem depressa,
Pudesse também
Alçar vôo e,
De alguma forma,
Assegurar teu retorno
Seguro
Ao lar

sábado, 10 de dezembro de 2011

Resoluções


Este texto já estava caindo de maduro, porque, né... Dezembro, último mês de 2011, dia 10, só mais 21 dias para começarmos mais um ano, mais um ciclo de fins e recomeços. Não por acaso, estou aqui, escrevendo isto, em um sábado, pleno fim de semana.
Conforme aproxima-se o final do ano, começam a espocar as listas do que aconteceu de mais importante no ano que está acabando, quem foram os artistas revelados, quantos ministros caíram, quantos famosos desencarnaram, etc. Todo ano é assim, a gente reclama, mas se um ano desses não sair uma dessas listas e retrospectivas, vamos sentir falta, até vamos achar que este fim de ano não foi tão animado quanto o anterior, enfim... é assim, por isso certas coisas são chamadas de tradição! Ok, mas não estamos falando disso agora!
Como manda a tradição, muita gente também faz sua própria retrospectiva, pessoal, fazendo uma espécie de balanço do ano que passou, das conquistas e perdas, de onde se conclui se o ano foi, ou não, bom. Após o balanço do fim de ano, como reza a tradição, costuma-se projetar o ano que está por vir. Você sabe, as tão faladas resoluções de fim de ano, que alguém chegou a comparar com promessa de político em campanha eleitoral, onde nem metade a gente acaba cumprindo.
Eu, particularmente, acho que não cumpri com minhas resoluções de fim de ano porque, enfim... nunca fui muito “católico”, como costumam dizer os mais velhos, nesse negócio de “resoluções”. Nunca fiz promessas a mim mesmo, pelo menos, não na forma tradicional, das resoluções de final de ano. Sou até meio contrafeito a essa tradição em particular. A única resolução que cumpri, até hoje, foi uma a qual já tinha tomado decisão lá pela metade do ano passado. Fui além do tempo esperado, ao cumpri-la. Muita coisa aconteceu além do esperado, muita coisa deixou de acontecer, porque, enfim... não creio que sempre seja, forçosamente, porque “não era pra ser”. Balela de livro de auto-ajuda. E que também não vem ao caso, no momento!
Bom, de qualquer forma, voltando a essa resolução que, digamos, deu certo, apesar dos pesares... os pesares só ocorreram porque a resolução é apenas isso, uma decisão, uma ideia fixa: você vai comprar um carro, ou uma motocicleta, vai passar no concurso público, ou no vestibular, vai fazer uma viagem, vai abrir teu próprio negócio, etc. Tá, ok, mas você vê isso como um fim em si e aí, o que acontece depois, foge ao controle, o que às vezes pode trazer surpresas agradáveis, mas costuma trazer dissabores! Foi assim que passei por poucas e boas. Você chegou ao fim pretendido, mas não pensou o que faria, quando lá chegasse. Não é que não era pra ser, é que a gente não planejou melhor, não avaliou melhor a situação. Poderia, sim, ter sido, mas não fiquemos nos martirizando por isso.
O ano de 2011 está acabando, agora estamos pensando 2012, e os próximos, caso não se confirme o fim do mundo... já temos nossas resoluções, nossas prioridades. Só não estou, aqui, as elencando, mas as temos! Traçando os planos que nos faltaram, até o momento. Assim, temos melhores chances de as surpresas serem mais agradáveis. Tivemos bastante sobressaltos em 2011, não que 2012 será um ano mais tranquilo, mas certamente mais planejado. Ou não! Bora ver, bora ver...



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Realmente Perigoso


Que loucura! Ou talvez não...?! É extremamente perigoso, e pode até não ser, estar a cada dia mais apaixonado por minha musa. A uma certa distância, é uma grande loucura, se bem que, dita pela pessoa certa, a insanidade passa a ser só questão de opinião...
Já foi dito, e eu admito, tenho pensado demais em minha musa. Acho que sim, pode-se dizer que me inspiro muito nela... agrada-me inspirar-me nela, admirá-la, admirar seus gestos, suas palavras. Penso nela boa parte do tempo, penso em seu olhar, em seu sorriso, oro por ela, agradeço ao Criador e peço ao Mestre que a abençoe.
Como se ela pudesse me ouvir, desejo-lhe boa noite e bom descanso, ao fim do dia, da mesma forma, desejo-lhe um bom despertar e uma manhã agradável, no começo do dia. Lhe falo das minhas pequenas coisas, como foi o dia, etc, pouco antes de dormir. Lembrar as nossas velhas conversas é bom, mas já não é o bastante, então falo com ela, como se estivesse aqui, comigo, a meu lado, junto de mim... sim, é, eu sei, é estranho, mas de alguma forma, me faz bem; melhor isso do que pensar na solidão, no vazio da sua ausência, na falta de um afago, um carinho, um afeto, quando não é qualquer um que acalmará meu coração... só o seu... enfim, talvez esteja errado em dedicar-me assim, a essa admiração por minha musa, dar-lhe essa importância, manter-me tão centrado nela, como um satélite, permanentemente atraído pela órbita gravitacional de uma estrela... quem sabe isso nem é errado...?!

De certa forma, isso ameniza a distância, sinto-me mais próximo, como se tivéssemos alguma ligação real, um elo mais forte, dos que só podem existir entre a musa e seu versador... sinto-me mais ou menos como o cara da letra de uma música de Belle and Sebastian... mas enfim, que seja, é o que temos para o momento... quem disse que não sei ser realista?! Fora a brincadeira, se é leseira, já pedi, aqui, licença para lesar, se não é leseira, então é real, pra mim É mesmo real, minha musa é real, está em minha mente, em meu coração e em minha vida! Se o sentimento é real, ou abstrato, se é certo, ou errado... isso é só “se”, não interessa muito cogitar. Se tal sentimento é amor, se isso é amar, enfim... seja como for, é o que sinto, então, sim, é real! Perigoso, talvez, mas real!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Só Você


Antigamente se acreditava que as musas eram espíritos, entidades femininas que inspiravam artistas, escritores, poetas, enfim, por aí vai. O poeta, ou o músico, não eram quem escolhia suas musas, elas elegiam seus favoritos e lhes sopravam as inspirações para suas obras.
Até hoje, só tinha usado da minha imaginação para escrever meus próprios pobres textos e criar personagens ainda mais fracos. Tive paixões e paixonites, tive meus momentos de empolgação semi-adolescente... mas nunca meu coração havia se agitado por uma musa, antes! “Oh, mas essas mulheres... ela não vai me acreditar, tão mais fácil aceitar os velhos estereótipos...” sim, sim, eu sei, eu entendo. Só o que não entendo são os estereótipos: não me identifico nem com metade. Whatever! Não importa!
Ultimamente, não tenho me sentido muito inspirado... e a culpa não é da minha musa. Isso me lembra um comercial de tv... enfim, não tenho, nunca tive, outras musas. As outras paixões estão lá atrás, no passado, e estão para minha musa como a água para o vinho. Eu é que não estou assim tão diferente, penso muito em minha musa, o tempo todo, praticamente. Me incomoda a possibilidade de pensar que possam haver outras “musas”... pior se achasse bom que houvessem outras, penso eu!
Talvez se preocupe em ser essa única musa, talvez nem lhe dê nada, tipo: “tanto faz como tanto fez”. Procuro não pensar muito a frente, não tentar prever o que pode pensar, não me preocupar tanto... em lhe machucar com a manifestação de meus sentimentos, ou não me magoar com a aparente indiferença. Enfim, nunca é fácil... quero fazer jus, quero ser o seu versador oficial. Não importa o quanto eu ache uma moça que veja na rua bonita, sempre penso que não chega aos pés da mais linda mulher que conheço, que por acaso, é minha musa. É, sim, eu sei... nesses dias, tinha sentido-me muito sozinho – ainda sinto-me, acho – em forte depressão. Pensar que queria um carinho, era só o seu, que desejava sentir. Somente em seus braços, conseguiria sentir-me aquecido, nessas noites frias que vêm fazendo, o seu colo é o único onde poderia descansar minha cabeça e minha mente. É leseira, eu sei, é bobagem, mas disso já falei em outro texto. Deixe eu ser leso, por favor! Penso apenas em seus olhos, no seu sorriso... penso se ainda consigo fazê-la sorrir, penso até que gostaria de, talvez – oh, leso versador sem noção – fazer seus olhos brilharem. Desejo tolo, mas e daí, ser o esteio nos seus momentos difíceis, o ombro onde chorar e desabafar, o abraço onde se aconchegar, o colo onde descansar sua bela cabecinha... enfim! Eu reconheço, sou leso, deixa eu ser! Não entendo, não, as explicações, por que não poderia ser eu, mas não importa agora, o que importa é só uma coisa, apenas uma: há uma musa que me inspira ideias e sentimentos, uma musa em meu coração, e ela é só você!

É TUDO BOBAGEM!


Bobagens... é tudo bobagem! Não passa de uma grande besteira! Hoje, é tudo assim, bobagens sem sentido e sem motivo! Ultimamente, você só tem pensado, feito e dito besteira! Tem se irritado, se machucado e se chateado por pouca coisa. É tudo bobagem! Você tem dado importância demais para pequenas coisas, você tem dado importância demais a quem não te dá a mesma, a uma vida que você absolutamente não influencia, você tem perdido tempo requerendo presença e atenção de alguém para quem não fazer tanta falta assim... ora, que bobagem estamos dizendo!
Você se apega a bobagens mistificadoras, acredita ter ligação especial com uma pessoa só porque, numa tarde, deu uma dentro e achou estar sintonizado de uma forma sobrenatural... besteira, jovem! Você procura explicações psicológicas profundas para os sonhos que tem à noite, acredita que os sonhos por vezes sejam portais para outras dimensões, para o passado, para o futuro, crê realmente conversar com pessoas que nem estão mais por aqui... que besteira! Pior mesmo é você cogitar que talvez tenha lhe prometido antes que iriam se reencontrar e que isso enfim aconteceu só agora, neste ano! Bom, isso provavelmente é mesmo uma grande bobagem...
Você tem sofrido por bobagem, tem incomodado com bobagem e aquelas pequenas besteiras que a faziam sorrir, você não tem conseguido mais fazer. Você tem sentido falta das pequenas bobagens, das suas conversas no largo, ou por telefone, ou pelo messenger do facebook, quando elas eram mais leves... ou as sms que eram trocadas loucamente, antes e agora são mensagens retóricas... essas eram bobagens assumidas, pelo menos! São as pequenas bobagens que ainda te fazem sorrir, ou crer que pode ser, ou enfim... são aquelas pequenas bobagens que gostamos de relembrar, mesmo às vezes, num dia em que estamos particularmente sensíveis, nos fazem chorar de saudade. Ah, as pequenas bobagens... nos apegamos a elas porque, enfim não são grandes coisas, realidade verdadeira, ou qualquer coisa assim que fazem a gente até achar esta existência interessante. São as pequenas coisas que nos chamam a atenção, são as pequenas besteiras que fazem essa nossa vida valer a pena. Difícil não dar importância exagerada a certas bobagens, mas podemos tentar...