PESCANDO NO BODOSAL

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A Bunda da Piriguete

Um camarada perguntou, dia desses: “o que passa na cabeça de alguém, pra por uma foto da bunda como avatar no perfil?” Bom, era mais ou menos isso, alguma coisa assim. Houveram, até onde pude acompanhar, diversas manifestações... nem tão diversas assim, umas das outras. A maioria concordava que a pinta só fez o que fez para aparecer.
Eu fui pelo lado de fazer graça, insinuei que a pinta talvez tivesse uma cara feia, uma “cara de bunda” e, por isso... mas a resposta que tenho pra tal atitude é: “sei lá, cacete!” Não, não sei mesmo! Às vezes eu mesmo me estranho, acho que antes eu iria na onda, iria com a boiada, mas não tenho mais certas certezas – desculpe a redundância! Ah, sei lá! Não faço a menor ideia de por que diabos uma piriguete – nem sei se é piriguete, apenas presumo que seja – colocaria uma foto da sua região glúteo-lombar como avatar no seu perfil do Face, twitter, Google+, ou seja qual for a rede social! Nem me importo, mas... será só pra aparecer, será?! Só para chamar a atenção, mesmo, será?! Assim, por nada, de graça?! SERÁ?? Não sei, não sei... não creio mais no velho mundinho, tão preto e branco...
Porque, ok, escrevo porque gosto de escrever, escrevo porque às vezes, como agora, tô afim de abordar um assunto, dar minha opinião, coisa e tal. Aí vem a segunda parte: tá, passo o que penso pro papel, e daí?! É pra guardar só pra mim?! Não, é pra expor pras pessoas, pra discutir o assunto, aprofundá-lo, etc. Ok, boa parte das vezes é só pra mostrar o que penso, mostrar que penso! E por isso tenho um blog! Então, sim, eu quero aparecer, de certa forma... mas, de graça?! Foi a pergunta que me fiz, em relação à piriguete lá. Porque, bem, sim, gosto de ver o número de visualizações e de leituras, que recebo em cada texto, gosto de ver a média de 12, 13 leituras por texto, e como posto uns dois textos por semana, mais ou menos... é um bom número, não é!? Fico feliz por isso! Mas não me incomodaria em ter alguns patrocínios, em ganhar algum com isso, em, quem sabe, ser contratado por um grupo de mídia, que nem precisa ser muito grande, nem faço a menor questão de que seja do Eixo do Mal, gosto mais de escrever pras minhas gentes, pro meu lado bagual e pro meu lado perreché... por isso que só imagino se a piriguete pôs a bunda no avatar só pra ver geral falando dela, mesmo, se foi só pra chamar a atenção... não sei... acho que, se foi pra isso, não foi de graça! A gente não tem por hábito fazer algo só para causar... não tem a ver com a gente! Tudo, ou quase tudo, tem um motivo, uma razão. Tudo que se faz é para atingir um objetivo. Mesmo que esse objetivo seja estar na boca do povo, ou seja só a diversão!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pior Que Cães & Gatos

Anos atrás eu já tinha imaginado uns personagens, não exatamente para desenho da Hannah Barbera, ou contos infantis, era mais como As Cobras, do Luiz Fernando Veríssimo. Eram um gato e um cachorro, que, na maioria das vezes, comentariam pequenos fatos do cotidiano. Tinha pensado num título pomposo, algo como: “A Arte Zen de Ser Gato Em Um Mundo Cão”. Mas acabei desistindo, daí ficou sendo “Aquiles & Sansão”, mesmo... é, acho que já tinha essa idéia, depois que morei numa vila onde uma senhora tinha um gato com esse nome, Aquiles, lembrei de um vizinho que tinha dois cães, na minha época de piá, um era o Faraó, o outro Sultão... até era pra ser esse o nome do cão, mas um dia pensei: “E por que não Sansão?!”, então ficou Sansão. Sim, nunca imaginei nos dois começando como inimigos, para depois se tornarem amigos, isso foi idéia de outra pessoa, com quem, um dia, o plano foi dividir a autoria dos textos protagonizados pelos dois. Na minha cabeça, os dois sempre foram amigos. Porque, ao contrário do que a TV, cinema, HQs e toda sorte de besteiras escritas, ditadas pela “tradição”, influenciada pela cultura anglo-americana tentou e tenta, até hoje, nos incutir na mente, sobre a dicotomia do “bem” e do “mal”, de uma pretensa guerra eterna, quase um conflito judaico-islâmico entre os dois animais, já tive comprovações suficientes, desde cedo, da boa convivência entre cães e gatos que, aliás, é o mais comum e natural! Deveria até nos causar inveja, a convivência absolutamente pacífica e civilizada dos bichos! Claro que isso é uma “idéia irracional”, totalmente inconcebível para seres racionais e civilizados, como nós...
E vejam que não vejo muitas razões pra simpatizar com cães! Não que os deteste, às vezes até consigo gostar deles, não da mesma forma como gosto de gatos, mas enfim... é que tive várias razões e aprendi a não confiar inteiramente nos cachorros. Nunca! Uma vez, saía eu do supermercado e passei por um cão solto na rua – porém com coleira, o que pressupõe que ele teria um “dono”. Simplesmente passei, não assobiei, não olhei diretamente, não disse, não fiz nada... só passei! E, por alguma razão, isso foi o que bastou para o animal me atacar, uma razão só dele, imprevisível, impensável, insondável e inexplicável, sob a ótica simplista do instinto animal. Por sorte dele, o cão só mordeu a barra da minha calça, não o calcanhar, escapou de um pontapé e só ouviu os xingões que lhe direcionei, nada mais. Não o marquei, até devo ter passado por ele, outras vezes depois, não quis me vingar... mas, dali em diante, comecei a achar mais prudente estar prevenido. Passei a desconfiar automaticamente dos cães, de qualquer cão!
Pode ser apenas o instinto único, peculiar somente a nossa raça, o da estupidez humana, mas enfim. Não confio nos cães, só um pouco, talvez, enquanto estes são filhotes e não adquiriram certos vícios e maus hábitos inerentes à espécie e que alguns de nós simplesmente não combatemos enquanto temos tempo, mas não acho isso suficiente para justificar qualquer ato de crueldade, ou truculência para com esses animais. Sei que o cara já foi até eliminado do programa, talvez até por conta disso, mas o relato de Dhomini, sobre o cão, do qual teria arrancado os dentes a machadadas só demonstrou o nível da estupidez ao qual um ser humano pode chegar. De uns tempos para cá, começo a pensar que os boatos sobre os avanços evolutivos na nossa espécie foram um tanto exagerados... ok, ele teria sido mordido diversas vezes pelo animal, mas, já da primeira vez em que foi mordido, poderia ter aprendido a não dar mais confiança, a não marcar bobeira na frente daquele cão em especial e de outros, no geral! Poderia saber se defender, sem ser de forma demasiado agressiva! Poderia... mas a estupidez humana às vezes fala mais alto, é fato!
Como eu disse, o instinto mais forte em nós se chama estupidez! Até por falta de um nome pior. O fato mais surreal que comprova a tese se deu na última sexta-feira, em pleno terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Salgado Filho. Funcionários incompetentes, ou mal-intencionados, não se sabe direito, ainda, criaram um clima de instabilidade e quase provocaram pânico nos passageiros, ao observarem um pacote e anunciarem que havia suspeita de bomba. Chegaram ao cúmulo de acionarem a Polícia Militar, que por sua vez acionou o grupo anti-bombas, que, por “questão de segurança”, detonaram o pacote, em vez de inspecioná-lo primeiro, para desencargo de consciência... e só aí foram descobrir que nele havia... um gato! Um gatinho, isso mesmo!! Por pura estupidez, ingênua, ou proposital, viramos piada nacional!
Gato-bomba, gato terrorista, gato suicida, ligado à Hezzboláh, ao ETA, ou Al-Qaeda, teria invadido o aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre! Passamos o ridículo só para alegrar meia dúzia de imbecis que devem odiar gatos! “Mas o gato já estava morto, mesmo!” Sim, eu ouvi esse tipo de “argumento”. CLARO!! Com uma explosão daquelas, é incrível ainda ter sobrado gato pra contar a história! Depois que fizeram a cagada, tinham que dar um jeito de amenizar. Então, a versão oficial ficou sendo a de que “puseram um gatinho morto numa caixa”. Quem pôs e o porquê, pouco importa. Se foi uma brincadeira de mau gosto, os responsáveis simplesmente não serão punidos. Se foi o despreparo dos funcionários do aeroporto, também melhor deixar quieto, vai que o dono do gato dê pela falta e lembre-se de alguma coisa! A única dúvida ficou sendo: como é que se confunde um gato – vivo, ou morto – com uma bomba?? E a única certeza é a de que a estupidez humana, simplesmente, não conhece limites!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Jogo dos 7 Erros

É... a idéia era outra. Tínhamos outro texto pronto, engatilhado, para postar aqui no blog. Como toda tragédia, essa está sob a aura do imprevisto, então tivemos de mudar os planos. É difícil, só se fala nesse assunto, tudo quanto é blog está falando – bem melhor que este, provavelmente – todas grandes redes de mídia já esmiuçaram o incêndio que abalou todo o Rio Grande do Sul, o Brasil e parece que também o mundo, já falaram até além do necessário.
De qualquer forma, um dos pontos principais do outro texto era um pequeno traço, único na nossa espécie, o da estupidez humana, e a tragédia de Santa Maria demonstrou bem essa pequena idéia minha, essa crença na já citada estupidez, pois ela realmente não parece conhecer limites!
É triste. É triste o fim trágico de tantos jovens que foram apenas festejar e se divertir; é triste, foi triste, está sendo triste, doentia, realmente mórbida e perversa a cobertura que as grandes redes midiáticas deram e ainda estão dando ao fato. É o melhor do pior da estupidez humana em rádio, tv e internet. É a falta de tato que vai além da mera gafe e desrespeita a dor das famílias em rede nacional, mas... sempre prestando sua “solidariedade”! O homem do Brasil Urgente e o ex-senador/radialista que o digam...
Triste a sucessão de erros, triste e vergonhoso que uma casa noturna estivesse em pleno funcionamento sem alvará a ser expedido pelo Corpo de Bombeiros, sem respeitar a todas especificações de segurança, com material de isolamento acústico barato e de qualidade duvidosa, com extintores de incêndio vencidos e/ou descarregados, apenas para “dar o migué”, quando viesse bater a fiscalização da Prefeitura... que, por sua vez, permitia a uma casa noturna funcionar sem todos os requisitos e normas de segurança, bem como os alvarás de funcionamento em dia! Triste a falta de inteligência, de bom senso e responsabilidade dos músicos, que faziam, e fizeram, demonstrações e shows pirotécnicos, em um local fechado, o que é expressamente proibido, pondo em risco não só a sua, como as vidas de terceiros, a saber, seus fãs e frequentadores da boate.
Triste e estúpida a atitude sovina e gananciosa dos donos da casa, permitindo ultrapassar a lotação da mesma, tendo em seu estabelecimento apenas uma porta de entrada e saída, não havendo nenhuma saída para emergências como a do último domingo. Triste que tenham instruído seus seguranças a somente deixar as pessoas saírem mediante comprovação do pagamento da comanda, independente da situação. E triste a estupidez tacanha de seguranças mal-preparados, que apenas seguiram ordens sem questionar, que não foram capazes de pensar segundo seu próprio julgamento, que quando viram o pânico começar a se instaurar, não pensaram duas vezes antes de trancar as portas de saída, nem para tentar comunicar-se com os colegas e funcionários no interior da boate, para ao menos inteirar-se do que estava acontecendo.
Triste, muito triste, a gente agora conseguir pensar em mil maneiras de evitar na tragédia, depois dela já ser fato consumado. Muito triste ninguém ter tomado as providências para prevenir e agora ter de buscar remediar, para possíveis casos futuros. Muito triste ler nos jornais, ouvir nas rádios e nos canais de tv o quão estúpidos parte dos envolvidos puderam ser, quando poderiam ter evitado ao menos metade daquelas mortes, quando, com simples gestos, teriam feito uma grande diferença, agora. Quando poderiam ter evitado da gente estar escrevendo este texto. Triste, muito triste, mais uma vez, pessoas fazerem o jogo dos 7 erros de maneira fatal, pra tanta gente, acarretando dor pra tantas famílias, pra, só agora, as começarmos a espertar-nos, despertarmos no meio de um pesadelo super-sensacionalista, para começarmos a questionar quanto aos padrões de conduta em espetáculos, quanto ao uso de pirotecnias em locais fechados – de forma séria – quanto à eficácia das normas de segurança vigentes no país, etc. Podíamos só ter discutido todos os assuntos que foram suscitados no último domingo com bem menos dor no coração. Santa Maria, rogai por nós...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Peculiar...

O que eu acho interessante nessas redes sociais é que, do nada, podem discussões (mais ou menos) profundas e ânimos exaltados, por motivos nem sempre nobres. Por exemplo, ontem alguém postou links sobre e defendeu a implantação de mais ciclovias na cidade. Meio de transporte ecologicamente correto, ajuda a sermos menos sedentários, coisa e tal. Aí, alguém levantou a hipótese de equipar policiais militares e civis com bicicletas. Ronda nos Bairros versão mountain bike! Imagina só, que beleza! Alguém aí não gostou muito. “Minha cidade tem peculiaridades”, disse ele, como quem diz – com um paradoxal orgulho – “minha cidade é bem pior que a tua, minha terra é mais subdesenvolvida que a tua!” E que é ruim para um policial ficar subindo e descendo lomba de magrela, que têm bairros muito grandes para fazer ronda só de bike, que a criminalidade está incrível! e por aí vai.
Isso dá ensejo às paralelas dos pneus n'água das ruas são duas estradas nuas... enfim! Lembro da minha infância, do tempo em que os brigadianos faziam rondas a pé, e em duplas, Pedro e Paulo, como eram chamados, uma referência aos dois apóstolos, pioneiros e pais do cristianismo, mais ou menos como o conhecemos hoje. Ouvi dizer que no Rio de Janeiro chamavam-se Cosme e Damião, por causa do mito dos gêmeos santos. Naqueles tempos, o Centro da cidade já era grande pra caramba, ou seja, Pedro e Paulo andavam muito, andavam pagarai! Teve um tempo em que brigadiano rodando em viatura era raro de se ver. E isso, mesmo na capital do Estado! Tipo, até o início dos anos 90...
Lembro que no entorno do Parque Farroupilha, a brigada fazia a ronda de a cavalo. Quando era moleque, queria ser brigadiano, só pra poder montar a cavalo! Nem me preocupava o pavor de sentar no lombo dum bicho daqueles, só achava bonito! Imagina só, poderia ser como o capitão Théo, toda vez que eu apontasse na Osvaldo Aranha, próximo ao parque, Roberto começaria a cantar: “Esse cara sou eu...”! Bom, naqueles tempos, polícia montada era o ano todo, lá praqueles lados. Não lembro de ter visto mais nenhum, da última vez que fui lá. Acho que, se ainda tiver policial montado, é só na Semana Farroupilha e olhe, olhe... é coisa que não dá pra entender, pode carroça de papeleiro, puxada por um pangaré e guiada por dois meninos trancar a Assis Brasil em horário de pico, mas brigadiano fazer a ronda a cavalo no parque Farroupilha, não!
Hoje, brigadiano não faz mais a ronda a pé, nem só, nem acompanhado, nem no Centro, nem no bairro. Hoje, brigadiano só anda em bando, isso quando anda! Na maioria das vezes, ficam num ponto fixo, quase sempre debaixo das marquises dos prédios, porque, né... sabe como é, o sol!... Pedro e Paulo usavam capacetes brancos, chovesse, ou fizesse sol, no frio do inverno, ou no calor do verão! Agora, brigadiano só usa um boné, da mesma cor da farda... não serve pra proteger do sol, dizem!
E o sol alumia, o sol queima, o sol esquenta. E não sei como foi que a discussão foi desandar nos caminhos do sol e seus malefícios, mas acabou chegando lá! E alguém disse que, em Manaus, não se pode andar sob o sol, porque corre sério risco de contrair câncer de pele automaticamente! Não, em outras cidades, não existe risco algum, quem está em Manacapuru pode ficar tranquilo, não há risco iminente! Nem em Cuiabá, nem em Brasília, nem em Belém do Pará! Só em Manaus, o sol de lá é maior, é mais quente, é mais perigoso que o sol que você pega aí! Eu já andei sob o sol de Manaus, fiquei bem moreno, mas tem dia que sinto que o sol daqui queima mais que o de lá. Sabe quando parece que os raios do sol são lasers, que cortam tua carne, te atravessam, como se fossem microondas, te assam por dentro e por fora? Pois é, bem vindo a Porto Alegre! Eu sei, deve ser só impressão minha. Acho é graça de caboclo reclamar como é ruim andar ao sol do meio-dia em Manaus, mas em Fortaleza quase nem procura sombra, se esparrama na areia da praia, ou caminha é debaixo de sol, mesmo! Não se incomoda nem um pouco ao caminhar sob o sol do Rio de Janeiro, de Salvador, de Florianópolis. E o sol é o mesmo, amigos, torra aqui tanto quanto torra lá! Não é porque você tá em Manaus, que corre mais riscos de ter doenças e câncer de pele do que no resto do Brasil! Não é porque estou em Porto Alegre no momento que não preciso me cuidar, andar ao sol sem passar protetor, nem me hidratar! Aliás, se não tomar os devidos cuidados, a gente tem as mesmas chances de ter queimaduras sérias!
Já vi cabra com queimaduras bem graves, por ter abusado do sol, na praia. Algumas vezes, eu mesmo já fui esse cabra! E não precisou ser em nenhuma praia do Nordeste, nem na Ponta Negra! Foi ali em Tramandaí, mesmo! Se não está subestimando a inteligência alheia, então não superestime o sol de Manaus, nem os males que ele pode causar. Por outro lado, não pode se descuidar, mas não tenha medo de aproveitá-lo, basta não abusar!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Vaquinha Pelo Poder

Esse nosso Congresso Nacional, olha... não tá fácil, não! Não têm mais pudor nenhum, cara! Essa nossa classe política... anda muito descarada, é safada e já nem disfarça mais! Não que eu acredite que fosse muito melhor antes, talvez a gente só não tivesse tido ainda a oportunidade de observá-los mais de perto, por tantos ângulos, como hoje em dia.
Tanto que não me surpreendeu nem um pouco um grupo de afiliados ao Partido dos Trabalhadores organizar uma festinha, um evento, a fim de arrecadar entre os correligionários dinheiro para ajudar a pagar a multa aplicada aos ditos mensaleiros do partido. Ouvi um comunicador de uma rádio jovem daqui especular se tal “juventude petista” (grupo ao qual foi atribuída a organização do evento) acreditaria, realmente, na alegação de inocência dos seus caciques. No, no lo creo, eles provavelmente acreditam mais é na validade de ações como compra de votos da base aliada, como parte importante do projeto de poder do partido, pouco importando se são consideradas ilícitas, ou não. É fato, como qualquer outro membro de qualquer outra agremiação política, os petistas provaram o gostinho de governar o país, se lambuzaram e não querem mais largar! Eles farão tudo ao seu alcance para permanecer no poder, vão vender muito caro, para o país, a sua saída.
Quem está na chuva é pra se queimar, já disse o grande filósofo e eterno dirigente do clube do coração de vossa majestade, o Imperador Luís Inácio I, quem está no Partido dos Trabalhadores também tem que sujar as mãos. Quem está em partido por ideologia, hoje, é minoria e é considerada como idiota, ingênua. A juventude petista até pode ser jovem, mas não é ingênua, não estão nessa por crer que ainda há uma ideologia por trás do projeto político do partido, ou por crer na inocência de seus caciques, estão nessa pura e simplesmente pelo projeto de poder de Luís Inácio, José Dirceu, Genoíno, Marta Suplicy e outros. Apoiarão os seus caciques, aconteça o que acontecer, lutarão para mantê-los no poder, sem pudor nenhum! E vão passar por cima de você, como passaram por cima da ética, se acharem necessário.

O Senador Radialista

Se você sente como se só conseguisse produzir alguma coisa no seu dia se estivesse com a cabeça quente, se pra sentir-se ágil e produtivo, precisa ouvir o ex-senador radialista, na rádio Farroupilha AM, de Porto Alegre! Sim, é sério... não tem como você não sair de casa estressado. Sintoniza lá: a partir das 7 horas da manhã (horário de Brasília, 5 horas, no horário de Manaus, pelo menos até o fim do horário de verão)! Sim, dá pra sintonizar via internet, como fazemos aqui, quando se quer escutar o Garotinho, na Difusora de Manaus. Se você o acha insuportável, é porque ainda não escutou o ex-senador lançando suas porcarias às pérolas!
Numa manhã, semanas atrás, o ex-senador repercutia uma notícia da página policial do jornal, um homem teria sido morto a tiros por seguranças de uma boate, no Centro da capital gaúcha. Incrível a capacidade desse sujeito de repercutir um caso desses, escabroso, mas nada incomum, como se fosse o primeiro, como se jamais tivesse visto coisa igual. Sim, ok, o caso tinha um agravante, o homem fora morto na frente da esposa e do filho, de 13 anos de idade. O ex-senador deu importância demasiada a alguns aspectos da notícia e, convenientemente, esqueceu-se de outros. Fingiu surpresa ao saber que no centro da cidade possa existir boates que funcionem como pontos de prostituição e encontros casuais, fingiu verdadeira indignação por um “pai de família” ser morto da forma que foi. Mas não demonstrou nenhum espanto por um pai de família, justamente, levar a família a uma dessas boates em plena madrugada! Levar um menino a um lugar desses deve ser bastante justificável, aos olhos do senhor ex-senador! E no seu discurso moralista, como não podia deixar de ser, tinha que sobrar pro lado das prostitutas! Não é incrível, mas é inaceitável que ainda haja gente que endosse as barbaridades que esse ser fale, em rede quase estadual, logo pela manhã!
Imagine acordar logo de manhã cedo, ouvindo o ex-senador noticiar que um ladrão teve 95% do corpo queimado ao tentar roubar fios de cobre de rede elétrica e dizer que o meliante “bem que poderia morrer...”, logo depois falar em valorizar a vida humana, pedir ajuda para uma criança que sofre de doença rara, falar que crê em anjos! Consegue perceber a contradição? É irritante, não é? Se um ex-senador tem a capacidade de desejar a morte de um ser humano, só porque ele roubava fios de cobre, o que será que deseja a Marcos Valério, José Dirceu, Paulo Maluf, Carlinhos Cachoeira...? Ou será que ESSE tipo de bandidos é diferente...?! E como pode alguém, em sã consciência, desejar a morte de um outro ser humano e dizer que valoriza a vida humana?! É incompreensível que dêem um microfone pra alguém dizer esse tipo de coisa, de segunda a sábado, logo de manhã cedo. Mais que incompreensível, é inaceitável! Se você precisa sentir um pouco de raiva todas as manhãs, pra “funcionar direito”, eu lhe indico o programa do ex-senador para escutar. Mas evite que crianças o escutem. Eu não daria nunca a ele um microfone para que continue prestando o seu desserviço à sociedade. E um ex-senador da República deveria ter mais bom senso, ao usar um canal de comunicação para difundir ideias... não sei, só acho!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Aquiles & Sansão: Valentes, ou Idiotas?!

Os campeonatos estaduais já começaram. Alegria, acabou o marasmo na televisão, nas tardes de sábado e domingo! Agora tem futebol pra gente assistir, novamente! Mas... acompanhar os campeonatos estaduais não tá mole não. É cada joguinho mais complicado que o outro... galera está recém voltando das férias, os times grandes não colocam pra jogar suas estrelas, etc. Acompanhar o Gauchão, nesse começo de temporada, fica bastante complicado! Ainda mais pela tv a cabo! Em pay-per-view!! Em outro Estado que não o Rio Grande do Sul, então!!! Imagine assistir a um joguinho ruim como aquele Inter x Passo Fundo do último sábado, que acabou empatado em um gol pra cada lado, na sua tv, em um sobrado na avenida Alexandre Magno, pleno Parque Dez, no meio de Manaus! Walter sentiu-se amargamente arrependido de ter pago por um jogo tão ruim! Poderia ter economizado pra fazer qualquer outra coisa, pra uma viagem de fim de semana a Presidente Figueiredo, talvez, ou pra um jogo mais interessante, da Copa do Brasil, ou do Brasileirão, quem sabe!
Já estava quase dormindo no sofá em frente à tv, quando ouviu ao lado um risinho, de certa forma cínico. Olhou de repente, desperto, para o lado. “O quê, qual foi a graça??”, inquiriu. Conhecia bem aquela risadinha de Andressa. Olhou para a tv e sentiu o rosto esquentar, o sangue subir por seu pescoço, os olhos pestanejaram, ardentes. Levantou-se incrédulo no que seus olhos viam e vociferou, as mãos encrespadas estendidas na direção do aparelho de televisão: “WHAT A PORRA IS THIS??” Andressa riu-se novamente, logo pigarreando, ante o olhar furibundo do marido, disse, num tom tímido de voz: “Eles estão certos, o cara foi bastante coraj...” não conseguiu terminar! “MUITO O QUÊ?! MUITO O QUÊÊÊ???”, gritou mais alto ele, visivelmente transtornado. “MUITO CARA DE PAU, MUITO BABACA, MUITO SEM NOÇÃO!! ISSO SIM, ESSE NOJENTO FOI!! O QUÊ QUE ELE TINHA QUE TÁ FAZENDO ALI, O QUÊ, ME DIZ, O QUÊ??” A moça pediu-lhe calma, mas o estrago já estava feito, ele desligou a tv impetuosamente, atirou o controle para cima, encerrando a conversa: “LARGUEI!!”, esbravejou, levantando-se do sofá e ruidosamente deixando a sala. Chegando na soleira da porta da varanda, olhou para o cão e o gato, parados a sua frente. Um começou a abanar o rabo, a boca aberta, a língua para fora, o outro passou chispando por seus pés, aparentemente assustado, escondendo-se embaixo do carro, na garagem ao lado. Acompanhando o gato com o olhar, Walter abrandou o cenho, suspirou, sorriu e abanou a cabeça negativamente.
Mais tarde, os ânimos já acalmados, o casal saiu com o carro, iam ao Manauara; um cineminha, uns chopps, um jantarzinho maneiro, pra desopilar, sem falar uma palavra sobre futebol! Se fosse necessário, Walter iria relembrar Andressa daquela final entre Vitória e Bahia de Feira, arriscando estragar também o seu humor e todo o resto do final de semana. Os bichos, por sua vez, ficaram observando, dali do fundo da garagem, o carro saindo e Walter descendo do carro, pra fechar o portão e trancá-lo.
Os 'seromanos' se estressam mesmo por causa de futebol!”, comentou Sansão, algo surpreso.
Te falei, cara!”, replicou Aquiles. “Por causa desse tal de futebol, eles até se matam uns aos outros, é sério! Lembra daquele caso, ano passado, no Egito, parece que foi...?!”
Sim, mas... por que o Walter brigou com a mamãe?!”, perguntou o cachorro, choroso e confuso.
Coisas desse futebol, Sansão”, explicou Aquiles. “As pessoas perdem a noção das coisas por causa dele. Esquecem de amores, amizades, põe o dito cujo acima de todo o resto. Isso, nem hoje, nem nunca que a gente vai entender, Sansão.”
Mas parece que a mamãe falou de um tal 'seromano' corajoso, uma hora, ali...”, replicou o cão. “Que será que ela quis dizer com isso...?”
Vou te dizer como eu entendi”, começou Aquiles. “Um sujeito foi lá para o estádio com a camisa do maior rival pra ver o jogo do Internacional... só que o jogo não era contra o seu time! Era contra um outro! Entendeu?!”
Puxa! Então, o cara foi mesmo muito corajoso, cê não acha não?!”, surpreendeu-se o cachorro, com os olhos esbugalhados, tentando imaginar a cena.
Foi nada!”, retrucou Aquiles, abanando as orelhas e piscando os olhos com ar sonolento. “Essa é apenas a típica e conhecida nossa estupidez humana! Eles gostam de demonstrar que são ousados, fazendo coisas idiotas e sem sentido, só para aparecer, provocar os inimigos e correr riscos desnecessários. Os humanos não têm o instinto de sobrevivência que a gente tem. Por exemplo: sou capaz de apostar com você que, pra salvar uma criança presa num prédio em chamas, aquele cara não iria mexer nem um músculo!”
É, eu acredito em você, mas... a tv disse que aquele cara era muito corajoso, que o que tinha feito era uma verdadeira façanha!”
Aquiles riu-se.
Sim, sim, Sansão, a tv é bem capaz de dizer algo do tipo, quando lhe interessa! Os humanos acreditam que ela só quer lhes entreter, mas a motivação real dela é manipular a cabeça deles! Tipo: 'compre isso', 'coma aquilo', 'essa ração é uma droga, mas seu cão vai adorar!'...”
Você está querendo dizer o que com isso, Aquiles?”
Ora, Sansão, é bastante óbvio, não é?! A televisão também torce, ela também escolhe lados! Veja nas novelas, nos reality shows, nos telejornais... no futebol também não é diferente!”
Você quer dizer, então, que a tv sabe que o cara estava agindo errado e que, assim mesmo, apoiou seu comportamento só porque ele torcia contra esse Inter?”
Exatamente! Se ela não tivesse lado, diria o fato puro e simples: aquele não era um valente, era apenas um idiota, arriscando-se sem motivo algum só para provocar uns torcedores de um outro time, num joguinho que não deveria lhe interessar!”
E se fosse o contrário...?”
Ora, eles diriam exatamente o que te falei, que um colorado foi lá provocar os adversários, foi lá tumultuar um jogo que não tem nada a ver com o seu time! O que, de fato, seria verdade! Entendeu?”
Ahn... acho que sim... a tv também é passional, então...” concluiu o cão.
Sim, é! Ela também escolhe um lado, meu amigo! E manipula informações, se isso lhe for útil!”
E se tiver sido só uma brincadeira...?”
Então, Sansão, os humanos estão demonstrando o que eu já sabia: eles não sabem brincar!”

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Por Helena

Helena era a personificação de toda beleza, toda formosura, toda sensualidade das mulheres numa pessoa só. Segundo Homero, era a mulher mais lindo do mundo conhecido, que nem era tão grande assim... ainda segundo ele, foi por causa dela que os gregos entraram em guerra contra Tróia. Desconfio que fosse uma personagem fictícia, criada pelo poeta Homero, não necessariamente histórica, de fato. Homero romanceou um pouco o fato histórico, sobre a guerra de Tróia, que os historiadores hoje dizem poder mesmo ter ocorrido. Escavações encontraram ruínas da cidade, uns 20, 30 anos atrás. Homero acrescentou alguns personagens mitológicos, folclóricos e fictícios na sua obra, como o próprio Páris, que representava o mito do homem irresistível e sedutor... muito antes de Don Juan! Helena era, por assim dizer, a mãe dos helenos, como os gregos se autodenominavam. Homero talvez tenha usado a personagem Helena como uma alegoria dos gregos chegando à Ásia – continente onde se situava a cidade-estado de Tróia – levando, assim, “Helena”, ou melhor, a “civilização” aos povos “bárbaros” daquela região. Ou não! Sei lá, é puro achismo meu, é só especulação.
De qualquer forma, Helena, bem como a Guerra de Tróia e seus outros personagens ficaram impressos até hoje no imaginário popular. A literatura, o teatro, o cinema, a música, a TV, todos revisitaram o assunto uma pá de vezes. Helena de Tróia é tipo a mulher perfeita, que todas as mulheres querem ser e todos os homens desejam encontrar, a verdadeira mulher ideal. Obviamente, ela terá a forma que você imagina que seja a ideal!
Seu nome se tornou bastante comum, há milhões de Helenas e Helenos mundo afora, com todas as suas variações: Helen, Elena, Elaine, Eliana, Eliane... até tive um affair com uma Elen, uma vez, há vários anos. Calma, somos somente bons amigos, agora. Por um tempo até pensei que ela pudesse vir a ser a minha “Helena de Tróia”. Quando a conheci pessoalmente e tivemos nosso enrosco, vi que não era. Aceitei depois de um tempo, também não fui seu Páris. Como com uma pessoa, que pensei ser minha musa, subiu pra cabeça e... enfim, deixa quieto!
Seu nome não é Helena, mesmo assim, para mim, é como se fosse, acho-a a mulher mais linda do Universo. Ela é bela, sim, até no nome, ela é bela! Acho que a beleza da “Helena” está além do que os olhos veem, penso que sua beleza pode ser sentida, não está apenas numa embalagem bonita. São pequenas coisas que percebemos, outras tantas que não notamos com o nosso consciente, mas que nos encantam, de alguma forma. Seus gostos, suas ideias, seus ideais, sua espirituosidade, isso também pode compor a beleza de “Helena”. Não, ela é, sim, muito bonita, acho-a linda, amo seu olhar, seu sorriso, seus cabelos, sua pele, sua cor. Gosto de stalkeá-la um pouquinho, saber um pouco dela, ver suas fotos. Não tenho certeza absoluta de que ela seja minha “Helena”, nem convicção de que sou seu “Páris”. Gostaria muito de sê-lo! Sou xonado por ela, gosto de observá-la pela janelinha, sonhando acordado, lhe “namorando”, distante... sonhando lhe fazer as vontades, fazer algo por ela, desejando correr pra ver minha “Helena”.

Vou, vou vivendo
Sempre sempre correndo
Corro contra chuva, contra o vento
Pra dar tempo de te ver
Helena, Helena, Helena

Vou, vou, vou andando numa estrada encontrar
Minha amada lá no fim dessa estrada
Há uma pedra na beira da praia
Helena, Helena, Helena
Canção Por Helena” - Ludov

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Tarcísio Para Reeleição... agora pode??

A Lei da Ficha Limpa funciona! As eleições foram anuladas num município aqui perto, porque havia um candidato impossibilitado, por conta da nova lei. Apesar dele estar inelegível, foi votado por mais de 50% dos eleitores, o que acarretou a anulação do último pleito da cidade. “Isso foi bem numa cidade do Norte, né? Se não foi no Norte, foi no Nordeste!” Sim, isto mesmo, é de uma cidade do Nordeste que estamos falando... nordeste do Rio Grande do Sul! “Incrível!”, dirão alguns. Não, amigo, isso não é incrível, isso é Brasil, mesmo!
O prefeito atual do município de Novo Hamburgo, no vale do Rio dos Sinos, Tarcísio Zimmermann (PT-RS) era candidato à reeleição, mesmo o TSE dando a entender que sua candidatura fora indeferida. O outro candidato era Paulo Kopschina (PMDB-RS) – que também deveria ter sua candidatura indeferida, só por causa desse sobrenome ridículo. Enfim, Kopschina fez pouco mais de 45% dos votos no município.
Por ter obtido a maioria dos votos, mesmo estando impedido de se reeleger, por irregularidades que o enquadravam na Lei da Ficha Limpa, Zimmermann provocou a anulação das eleições de outubro passado.
Hoje saiu uma matéria no maior jornal do RS, Zero Hora, sobre Novo Hamburgo, e outros municípios do Estado, onde haverão novas eleições, agora em março próximo. E quem seriam os candidatos da “nova” eleição na cidade? Um é o segundo colocado nas eleições invalidadas anteriormente, Paulo Kopschina, o outro... o atual prefeito, impedido pela Lei de candidatar-se, Tarcísio Zimmermann! “Ah, tá... COMO ASSIM??!” Pois é, pois é... pelo entendimento da legislação eleitoral, por ter sido o pivô da anulação do pleito de outubro de 2012, que causou a necessidade deste novo pleito, de março de 2013, Tarcísio não poderia estar candidato nesta nova eleição. O que mudou?! Não estará mais enquadrado na nova lei, não estará, portanto, impedido de candidatar-se agora?! Então, pra quê uma nova eleição, não era mais fácil validar a anterior e empossá-lo como prefeito reeleito, pura e simplesmente?! E, acaso a candidatura mantendo a ilegalidade, alcançando ele novamente a maioria dos votos, não arrisca a anular também esta segunda eleição, causando mais uma terceira, provocando, assim, ainda mais gasto de dinheiro de nossos impostos?! E, em continuando a candidatura do petista ilegal, pode o TRE, o TSE, ou qualquer outro orgão competente, se omitir e deixar o pleito correr, sem forçar que o prefeito atual retire sua candidatura? O TRE vai contar que metade dos eleitores de Novo Hamburgo mude de idéia e de voto, ou que o próprio prefeito renuncie a sua candidatura? Contar com a sorte, sei lá, não é o melhor caminho... contar com o bom senso dos políticos até que é válido, mas se o atual prefeito já tumultuou a eleição anterior, quem garante que não quererá tumultuar também esta? Na falta de bom senso dos candidatos, a Justiça bem que podia fazer a parte dela...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Hoje Eu Só Queria...

Hoje eu só queria... queria que amanhecesse no domingo, de novo, em vez de mais uma manhã de segunda-feira. Hoje eu só queria que demorasse um pouco mais para chegar às 7 horas da manhã... tipo, mais uns dois dias! Hoje eu só queria poder dormir até o meio-dia, como nos tempos em que minha única preocupação eram os estudos, nos tempos de escola, quando a rotina de acordar cedo, de segunda a sexta-feira, só voltaria após o Carnaval. Hoje eu só queria ficar mais tempo na cama, deitado, pensando em você! Hoje eu só queria dormir até mais tarde... de conchinha, com você! Hoje eu só queria umas férias... hoje eu só queria que ainda fosse a tarde do último sábado, e eu sentado, ali, debaixo daquela árvore, na prainha do Gasômetro, observando as pessoas passando pra lá e pra cá, fazendo caminhada, correndo, andando de bicicleta, de skate, ou patins; ouvindo as águas do Guaíba batendo suavemente nas pedras, relaxando ao som do vento que sopra entre as folhas e galhos. Hoje eu só queria estar de viagem marcada para uma praia qualquer do litoral gaúcho, ou do Rio de Janeiro, ou do Nordeste, ou mesmo para Presidente Figueiredo! Hoje eu só queria uma rede pra deitar, sombra, água de coco e a brisa do mar. Hoje eu só queria isso, hoje eu só queria compartilhar tudo isso com você... nada de mais, que não convém abusar!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Xonei

Olhei tua foto do último réveillon, no Face. Só curti, mas não disse nada. Por vergonha, por timidez, por não ter nada pra dizer, na hora... olhei tua foto e fiquei olhando, abobado. Te admirando. Te namorando. Fiquei xonado. Xonei! Xonei em você, e xonei, e xonei, e xonei de novo, e xonei outra vez, renovando a paixão que já vinha trazendo! Xonei em Submarines, xonei em Hush Sound, xonei em Ludov, curti Maglore. Xonei porque me apaixonei pelas músicas, pelas letras, mas xonei mesmo porque as conheci com você! Tô xonado, faz um tempo que tô xonado, faz mais de ano que tô xonado, sou sem jeito pra falar, tô há tempos pra falar, já cansei de imaginar como seria a reação, e tudo o mais. Não sei como falar que xonei em você mais uma vez.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ruptura

Faltando 360 dias para o próximo Réveillon e a galera ainda falando em Ano Novo, Vida Nova. Galera fala em fim e começo de ciclos, mas não fazendo, efetivamente, essa mudança. Os únicos ciclos que se vêm por aí são os mesmos de sempre, primeiros entramos na vibe do Natal, todo mundo pensando na festa, na ceia, em trocar presentes, fazer amigo oculto, dar uma porcaria qualquer de lembrancinha para o(a) colega, com o(a) qual não se dá muito bem, depois reclamar que um(a) outro(a) colega nos faça a mesma “gentileza”. Depois seguem-se as outras vibes: Ano Novo, vida nova, sequer nos lembramos das nossas resoluções e promessas do réveillon anterior, lembramos de umas poucas, que não cumprimos, ou cumprimos só pela metade, não pesamos nem os prós, nem os contras, apenas concluímos, os mais otimistas, que “apesar dos pesares”, o ano foi bom, cumprimos com parte de nossas metas, de uma forma, ou de outra. Os mais pessimistas, obviamente, concluímos que o ano que finda foi péssimo, fizemos bem menos do que poderíamos, ou deveríamos ter feito, etc – não se engane, o pessimista não é o que se desculpa para si, mas sim o que cria grandes espectativas, que quando não se cumprem, desculpam-se aos outros, que além disso têm absoluta certeza de que são maus e talvez mereçam o pior, mas o mundo é cruel, que é cada um por si e Deus contra todos.
Você mesma, chegou esses dias, falou, falou, fez o balancete do último ano sob uma ótica benevolente, falou em planos, decidiu, por sua conta e risco, que foi bem, que o ano foi bom, que cumpriu metas, ou parte delas, falou no velho novo fator em sua vida, em novas espectativas, não muito diferentes das antigas, etc. Com o olhar de quem vê de fora, perceberia que cê só tá na vibe do réveillon! Ano começando, coisa e tal, você é um tanto ou quanto controladinha demais, planeja tudinho, se algo sair só um pouco do esquema, some do seu campo de visão, no fim do ano, mas na hora, é um terrível sinal! Nem se deu conta de que seu Ano Novo começou como no início do ano anterior, havia um “novo desafio”, havia um “novo fator de balançar o coração”, nada muito diferente deste início de 2013. Desculpe, não vimos assim, grandes mudanças, só as pequenas vibes de sempre – nas quais também já estivemos inseridos. Sacumé, daqui há uns dias, uma semana, no máximo, a vibe é a do carnaval, uns sonham com a Bahia, outros com o Rio de Janeiro, outros ainda com um lugar bem longe e os mais bem mal-humorados com um fim apocalíptico para essa folia toda. Você sabe, toda vibe de carnaval, sonho com o Carnaboi. Depois é a Páscoa, amigo doce, muito chocolate, garotada se empanturrando de doces, muito Sonrisal e sal de frutas, depois. Depois temos as vibes do Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Copa das Confederações (ou qualquer grande evento esportivo), e assim por diante, até o próximo Réveillon. É a vida, é assim, com a maioria! Valorizamos demais as pequenas mudanças, quase nunca planejadas, por isso vemos tão bem nossas pequenas grandes realizações e os outros não as veem.
Eu não vi grande realização alguma no ano que passou. De minha parte, eu digo. Realmente não fiz, desculpem, sinceramente! Das promessas que eu me fiz, nenhuma cumpri, das resoluções, nenhuma confirmou. Foi um ano ruim, foi um ano difícil... foi o fim do mundo! Essa foi minha pequena realização em 2012. Uma mudança de postura diante das situações, dos fatos, das coisas, dos relacionamentos, da política, da espiritualidade, da vida, enfim! Uma espécie de movimento de ruptura. Romper com algumas ideias que me atrasaram, romper com algumas pré-ocupações que me tiraram o sono, romper com certos hábitos recorrentes de procrastinar a vida, romper com certos hábitos recorrentes de procrastinar a vida, romper com um relacionamento que para mim é de um jeito, e para a outra, de um outro jeito diferente? Ou romper com a inquietação e a chateação que isso provoca? Ainda não sei... rompi com esse tipo de ocupação.
Não preciso de um fim do mundo no sentido literal. Entrei na vibe por uma opção minha, não por um medo supersticioso e irracional. Eu decidi fazer a ruptura com os velhos hábitos, com minha velha forma de pensar, aproveitei a data para romper com o velho mundo, causar o Armagedon no meu velho mundo. Meu ano novo começou já no dia 22 de dezembro de 2012. Não quer dizer que estou mais adiantado, de forma alguma! Essa foi a maior realização em mim, no ano que passou, e eu tenho a plena consciência do quanto ela é pequena! Essa é uma das resoluções para este ano que está começando. Para este novo mundo. Pra mim, é um novo mundo. Quero continuar a ruptura com todas velharias, quero começar algo novo, dentro de mim. Se é certo, ou errado, o tempo dirá. A estrada nova é longa e falta só ser pavimentada.