O
fim de semana começou tão azul, so blue, so sad... puxa
vida, mesmo com todo aquele sol, na última sexta-feira do mês
de novembro, as ruas andavam tão sombrias, soturnas! Pra onde
quer que a gente olhasse, havia alguma pessoa so blue. É, por
aqui parecia que o fim de semana seria mesmo muito triste! Luiz
Fernando Veríssimo estava melhorando, mas ainda inspirando
cuidados... parece que ainda está, mas agora não
encontra-se mais no CTI! Uma boa notícia, a quem interessar
possa, já em uma segunda-feira. Que, aliás, começou
mais iluminada que de costume, muito ensolarada e quente. E sem nem
mesmo sombras daquelas cores mais tristonhas, depressivas e
taciturnas! Nem parece com segunda-feira, quase!
Parte
dos resultados previstos, os acertei. Lamento apenas que os da
loteria, que eram bem mais interessantes, não consegui
acertar... enfim, pra quem não sabe, ontem foi a última
rodada do campeonato brasileiro 2012. Agora volta o Esquenta na sua
emissora favorita, amigo, alegria, alegria! Sim, verdade, nem tudo
são flores. Ontem houve transmissão ao vivo de alguns
clássicos, como no caso do gre-Nal. O último do
viadeiro da Azenha. Aquele em que a torcida tricolina daria um
fias... digo, um espetáculo maravilhoso e o time “elitizado”
do bairro Azenha, em Porto Alegre, iria golear o seu maior rival, o
gigante do bairro Praia de Belas, Internacional! Como sempre, eles
esqueceram de combinar com os colorados! E isso que eles tiveram uma
força toda especial do seu 12º jogador, que entrou em
campo, fazendo um verdadeiro estrago no jogo, teve nome e sobrenome.
“Rá!! Era o torcedor!!” Não, não... era o
juiz, mesmo, Heber Roberto Lopes!
E
a você que não esteve no estádio, não
assistiu ao jogo nem pelo rádio, nem mesmo pelo pay-per-view
e, portanto, não está entendendo que negócio é
esse de possível interdição de estádio do
grêmio, mal começando a se preparar para inaugurar a tal
arena, de expulsão do técnico tricolino, etc?! O que
foi que aconteceu?! E a história essa do rojão, que
deixou surdo o preparador físico do Inter, e o quebra-quebra
provocado por Saimon, jogador gremista, que achou de atacar o técnico
interino (INTERINO, veja bem!!) colorado, já depois dos 45
minutos do 2º tempo, quando o juiz já tinha dado cinco
minutos de acréscimo?! É, ninguém falou a
respeito disso, não até hoje, ontem parecia estar
proibido, nos programas esportivos locais, citar esses “pequenos
percalços” do jogo. Todas as presepadas provocadas pelo time
so blue antes, durante e depois do jogo foram temporariamente
esquecidas e, quando alguém insistia em falar de algum
problema, debitava na conta do técnico interino, ou então,
do árbitro, seo Heber. Hoje é que lembraram de falar
dos “torcedores” vândalos, que depredaram o estádio
e atiraram rojões em direção de torcedores e
comissão técnica do Internacional, até porque
programas de repercussão nacional, como o Fantástico,
mostraram as imagens. Aí, não tinha como negar, dizer
que tudo havia sido perfeito, que o tricolino é um torcedor
cordial e civilizado, etc. Nem que o técnico tricolino não
é destemperado – para dizer o mínimo. Quanto ao
árbitro, todos seus erros foram editados e seu único
acerto – apitar o fim do jogo depois de quase seis minutos de
violências e provocações dos jogadores e comissão
técnica gremistas contra os colorados – foi interpretado,
sabe lá Deus como, sendo o único erro. É normal
por aqui, não se preocupe, não se apavore, não
sinta-se culpado(a), a crônica jornalística esportiva do
sul do Brasil tem apenas um lado e distorce, ou omite os fatos,
conforme as suas “necessidades”. De qualquer forma: o campeonato
já acabou, a festa que eles quiseram fazer na despedida do
“olímpico” foi estragada, por eles mesmo e pelo Clube
Atlético, em Belo Horizonte.
Pois
então, a noite não teve mais rojão nenhum
espocando no ouvido de ninguém e o amanhecer foi mais
colorido. O novembro terminou mais sombrio e melancólico, mas
parece que, até o fim do mundo, o dezembro será quente,
alegre e florido. É o que parece!

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