Falta
pouco, agora... é questão de tempo, é questão
de horas, agora, para a Profecia Maia, seja ela qual for, começar
a se cumprir. É o fim dos tempos, o fim dos dias, o fim de
todas as coisas, o fim do mundo. Estou chateado. É que a gente
se apega a cada coisa... se apega a umas pessoas que nem sei! Olha,
já nem queria mais que terminasse... podia ter ficado um
tempinho a mais. Talvez não tivesse perdido tempo com uns
equívocos, se eu soubesse antes... é triste, mas não
tem mais jeito. O mundo vai acabar!
Sim,
o mundo vai acabar e eu nem encontrei latinhas de refrigerantes com
nossos nomes. Pelo menos nas latinhas poderíamos nos reunir!
Só que não rolou... o mundo vai se acabar e nem assim
vou estar perto de você. O mundo vai se acabar e não vou
mais poder te dedicar músicas no teu mural, como quase toda
manhã. Sinto até falta, me sinto em débito com
você, quem sabe temo até ser esquecido, quando falho um
dia.
O
mundo vai se acabar e não vou poder te convidar para o próximo
Lollapalooza Brasil... nem se tiver grana pra isso! Mesmo que tivesse
condições financeiras, o mundo vai se acabar e não
poderia ir, nem sozinho, nem dando uma passadinha aí, pra ver
se você gostaria de ir comigo.
O
mundo vai se acabar e ainda não criei coragem pra te cutucar
no Face! Tão difícil conciliar desejo e vontade, mesmo
que para uma ousadia tão virtual!
O
mundo vai acabar e tudo o que já imaginei contigo vai ficar só
no campo das ideias, só na lembrança, lá, onde
quer que eu vá... não sei se lá nos
reencontraremos, e se for possível, nem quanto tempo irá
demorar. O mundo vai acabar e jamais teremos tomado um chimarrão
da Chimarruts, por exemplo!
O
mundo vai acabar, sim, e estou muito chateado, porque até hoje
não achei o momento adequado, nem as palavras, nem a maneira
certa de te dizer “Ana, sou completamente apaixonado por você”.
Na minha cabeça eu já te disse isso quase um milhão
de vezes...
Não,
ok, eu sei, tem mais jeito não, agora é meio tarde pra
isso... o mundo vai se acabar e esperei demais. Agora o jeito é
aceitar, me resignar. E pelo menos levar comigo a satisfação
de um dia ter te visto, em ao menos um pouquinho ter conhecido você.

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