PESCANDO NO BODOSAL

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Primeiro Dia


Noite de réveillon caseira, com a família, sem sair de casa, sem sair do bairro, sem sair. Um pouco de solidão, mas nada que impedisse a alegria, o desejo e a fé em um novo ano melhor que o que passou. Não estava exatamente onde queria, não foi-se, tampouco, onde gostaria, quem sabe, ver os fogos espocando, quem sabe uns shows, uns bons drinks... de qualquer forma, não deixou-se de ter alguma diversão, mesmo aguentando mais um show da virada da Globo, na televisão. Ainda assim, as esperanças de não ver aquilo outra vez, na próxima festa da virada de ano, foram renovadas.
Pouco mais de uma hora depois, a família já havia se recolhido, cansados de festejar, daquele nosso jeito, todos já haviam se desejado feliz ano e foram ao berço, para descansar, para o amanhecer do primeiro dia do ano de 2012. Enquanto Morfeus nos levava para a terra do sono e dos sonhos, ouvia-se, ao longe, alguns fogos ainda sendo queimados, os risos e a música de outras festas, em outras casas da rua.
O primeiro amanhecer do ano chegou, com nuvens carregadas, chuvas torrenciais, raios, trovões e... frio, em pleno verão, frio! Na madrugada, as festas ainda estavam frescas na memória e o pensamento voou além da rebentação, no afã de ver e abraçar pessoas queridas que estavam longe, há kilômetros de distância, até em outro fuso horário. Os sonhos, então, foram influenciados pela virada. Dois sonhos. Dois lugares, duas festas de réveillon, duas queimas de fogos... e duas pessoas diferentes! Uma aflição, de vários dias, voltou à tona, bem forte, na primeira manhã. O desenrolar, o cenário, dos sonhos, eram parecidos, a festa, a queima de fogos, todo mundo alegre, etc. O desfecho, também, semelhante. As pessoas é que mudavam. Um estranho sentimento de culpa tomou conta... a paixão e o encantamento se engalfinhavam, dentro do peito. E no meio, alguém sentindo-se meio canalha. E assim começou 2012! 



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