PESCANDO NO BODOSAL

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Reage, Batman!!

É uma coisa simplesmente difícil de se entender. Eles dizem que o Inter tem boas “peças de reposição”, pra alguma eventual ausência dos jogadores titulares. Mas o que vejo é que essas “peças”, esses que são considerados reservas imediatos, só mostram alguma qualidade quando entram no decorrer dos jogos, ou seja, quando os titulares estão à disposição do técnico pra jogarem! Eu não sou nenhum “conhecedor” de futebol – nem os ditos conhecedores conhecem o esporte que se propõe comentar – sou torcedor, e de vez em quando, um observador.

E a observação que tenho feito, pelo menos nos últimos jogos fora, em que o Inter tem jogado recheado de reservas e improvisados é periclitante. Pelo menos os dois últimos foram assim: uma bobeada na defesa – que quase nunca é reserva, a de ontem vinha com Nei, Bolívar, Índio e Kléber, por exemplo – um gol, derrota do Internacional. Acaba o jogo. Pura e simplesmente. Você também deve ter notado. Talvez tenha ficado feliz, talvez, como eu, tenha ficado chateado, irritado, até mesmo preocupado. Mas também deve ter notado. O time começa massacrando, chegando com perigo ao gol adversário, dá chute pra fora, chute na trave, chute defendido pelo goleiro, chute que bate no adversário e vai pra escanteio, ou vai pra lateral. Ou então começa tímido, não consegue chegar ao ataque, mas por outro lado, também não leva perigo, consegue segurar o ímpeto do adversário de chegar a sua própria área. Enfim, só que ultimamente, depois que leva o gol, parece que o jogo já acabou. Tomou o gol, terminou o jogo. Pá e pou. Eu não entendo o que se dá na cabeça dos jogadores. Só sei que as aparências indicam isso mesmo: o jogo acaba depois que o Inter leva o gol, nos jogos fora. Pelo menos, nos últimos jogos fora. Parece que o time perde qualquer poder de reação. Lembro de alguns jogos fora, no primeiro turno do campeonato, em que o time saía no prejuízo, mas conseguia reagir, arrancando, no mínimo, um empate, e no máximo, uma virada consagradora. Mas agora que os líderes estão tropeçando nos cadarços das chuteiras, agora que o time tem reais possibilidades de alcançá-los e, quem sabe, vir a ser campeão... resolve também puxar o freio de mão! O time leva o gol e, mesmo que o adversário ofereça chances pra pelo menos empatar, não reage, não aproveita, não tenta também construir as chances. Simplesmente abdica da atacar. Simplesmente parece desinteressado no jogo, desinteressado, por conseguinte, no campeonato. Alguém ali tem que falar com os jogadores. Dizer para reagirem. Ou então para não bobearem, pra não levarem gols bestas. Eles não são freiras, mas alguém tem que dizer pra eles “reage, Batman!”. Do contrário, jogando desse jeito, mesmo o projeto do bicampeonato mundial, em Abu Dhabi, daqui há dois meses, estará comprometido...

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