PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Com tristeza e com pesar




Domingo vou ser obrigado a ir votar. Parece que vem chuva, no fim de semana, pelo que disseram na previsão do tempo. E também, sem grana, vou pra onde? E fazer o quê!? É, não tem jeito, não.
Voto obrigatório é ridículo, num país que se pretende democrático... sim, só se pretende, que na verdade o Brasil não é, nem nunca foi democrático. Democracia plena, cê sabe o que é isso?? Pois é, também não sei... e como se já não fosse o bastante sermos obrigados a votar, ainda tem-se para escolher apenas duas das maiores perebas purulentas na face da terra, atendendo pelos nomes José Serra e Dilma Rousseff! É profundamente desestimulante participar de uma “festa da democracia” como essa.
Com grana – não somente pra pagar a multa por não votar, que isso daí é uma merreca, mesmo – eu faria a “festa da democracia” na praia. Qualquer praia! Com grana, amigo... só alegrias! Sem grana... é, isso aí que você pensou. Sinto muito.
Não decidi ainda o que farei com a porra do meu voto. Não há mesmo muito o que fazer... por isso, sim, que até fico meio saudosista dos tempos da cédula de papel, pra votação... anular o voto era mais engraçado, e você podia protestar de verdade. Dúvidas de que eu iria colocar o nome de Marina Silva, Cristovam Buarque, ou Serafim Corrêa, no próximo domingo? Agora é um tanto chato... não tem teclados suficientes pra se escrever um nome! Mas é a única forma de “fugir” de ter que escolher entre essas duas carniças putrefatas, fétidas do ranço da velha forma de sempre de fazer política.
Ainda não sei se é o que farei. Um dia, acreditei naquela conversa de que, se você anula o voto, estará perdendo a oportunidade de fazer a diferença. Qualquer diferença. Acredite, você só “faz a diferença” se seu candidato ganhar. Você acredita nisso, e todos dizem que assim é. Ninguém te diz a verdade: o seu voto só faz a diferença para uma pessoa, a única que deveria importar, ou seja, você mesmo. Ponto. Qualquer outra coisa que te disserem não passa de balela. Como diz aquele famoso engenheiro havaiano: “ouça o que eu digo, não ouça ninguém!” Quanto a mim, não sei se anularei o voto, ou se me encaminho ao matadouro, como a maioria, e escolherei entre um dos dois. Bem, se acabar escolhendo algum deles, seja quem for que receba meu voto, tenham a certeza, será com muita tristeza e imenso pesar.

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