Domingo
vou ser obrigado a ir votar. Parece que vem chuva, no fim de semana,
pelo que disseram na previsão do tempo. E também, sem
grana, vou pra onde? E fazer o quê!? É, não tem
jeito, não.
Voto
obrigatório é ridículo, num país que se
pretende democrático... sim, só se pretende, que na
verdade o Brasil não é, nem nunca foi democrático.
Democracia plena, cê sabe o que é isso?? Pois é,
também não sei... e como se já não fosse
o bastante sermos obrigados a votar, ainda tem-se para escolher
apenas duas das maiores perebas purulentas na face da terra,
atendendo pelos nomes José Serra e Dilma Rousseff! É
profundamente desestimulante participar de uma “festa da
democracia” como essa.
Com
grana – não somente pra pagar a multa por não votar,
que isso daí é uma merreca, mesmo – eu faria a “festa
da democracia” na praia. Qualquer praia! Com grana, amigo... só
alegrias! Sem grana... é, isso aí que você
pensou. Sinto muito.
Não
decidi ainda o que farei com a porra do meu voto. Não há
mesmo muito o que fazer... por isso, sim, que até fico meio
saudosista dos tempos da cédula de papel, pra votação...
anular o voto era mais engraçado, e você podia protestar
de verdade. Dúvidas de que eu iria colocar o nome de Marina
Silva, Cristovam Buarque, ou Serafim Corrêa, no próximo
domingo? Agora é um tanto chato... não tem teclados
suficientes pra se escrever um nome! Mas é a única
forma de “fugir” de ter que escolher entre essas duas carniças
putrefatas, fétidas do ranço da velha forma de sempre
de fazer política.
Ainda
não sei se é o que farei. Um dia, acreditei naquela
conversa de que, se você anula o voto, estará perdendo a
oportunidade de fazer a diferença. Qualquer diferença.
Acredite, você só “faz a diferença” se seu
candidato ganhar. Você acredita nisso, e todos dizem que assim
é. Ninguém te diz a verdade: o seu voto só faz a
diferença para uma pessoa, a única que deveria
importar, ou seja, você mesmo. Ponto. Qualquer outra coisa que
te disserem não passa de balela. Como diz aquele famoso
engenheiro havaiano: “ouça o que eu digo, não ouça
ninguém!” Quanto a mim, não sei se anularei o voto,
ou se me encaminho ao matadouro, como a maioria, e escolherei entre
um dos dois. Bem, se acabar escolhendo algum deles, seja quem for que
receba meu voto, tenham a certeza, será com muita tristeza e
imenso pesar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário