PESCANDO NO BODOSAL

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Letra e Música


Tenho eu perdido a capacidade de me concentrar em outras coisas, outros pensamentos, planos mais ahn... “concretos”??! Estarei eu obcecado com nostalgias e saudades, de casa, de velhos tempos, tempos mais simples, ou, ao menos na minha visão, mais felizes??! Estarei obcecado com o que “deveria ter sido”, com o que não tive, mas queria ter, mas imaginei, idealizei, planejei... algo que tenho chamado de saudades do que não foi. Sim, eu sei, muita gente já falou disso, talvez não com as mesmas palavras. Alguém disse: “qual a palavra que nunca foi dita?” Enfim, começo a pensar, mesmo, que tenho estado obcecado por aquilo que não foi, tenho sentido saudades do que apenas aconteceu em meus sonhos, ou em meus devaneios tolos a me torturar – parafraseando Zé Ramalho. E tenho desejado e idealizado novos encontros e reencontros, tenho vivido novamente romances platônicos, como com minha atual musa virtual de corpo esbelto, pele morena, longas madeixas negras e sorriso largo... ah, seu sorriso largo, como me encanta!
 Pois ontem essa música estava me calando fundo no peito, essa música, hoje, tem falado-me muito de mim mesmo. Tomo a liberdade de dividir convosco a letra desta melodia:

ACRILIC ON CANVAS (Legião Urbana)

É saudade, então,
E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três
Trabalhei você em luz e sombras!

E era sempre, não foi por mal
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são

Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do teu quarto
Do portão da tua casa
Fiz paleta e cavalete
E com lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça
Da tua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte

E era sempre, não foi por mal
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca mais vai acontecer mais uma vez

E era sempre, sempre o mesmo novamente
A mesma traição

Às vezes é difícil esquecer:
Sinto muito, ela não mora mais aqui”
Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De “amor-perfeito”
E “não-te-esqueças-de-mim”...

*Composição: Dado Villa-lobos, Renato Russo, Renato Rocha, Marcelo Bonfá

É, é, eu sei, é triste... e tenho me sentido assim, também. Queria vencer meu próprio coração, mas enfim... ah, hoje mais cedo, postei aqui o clip da música, também, se lhe agrada Legião Urbana, e estiver afim de ouvir, só clicar no post anterior, ok?

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