PESCANDO NO BODOSAL

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Guerra no Rio


A guerra no Rio tá bombando! Essa é a nova onda do verão! Em todos os canais de tevê só se fala em outra coisa! Então, ora bolas, deixa eu falar também! Tá todo mundo se afundando, deixa eu me afundar um pouquinho, também!
Na verdade, não tenho muito o que falar a respeito. Nem sei se vou falar tanto assim sobre. Queria escrever é outra coisa, mas aquilo que eu escreveria, sim, teria que ser mais elaborado. Um pequeno texto sobre a crise do Rio de Janeiro não precisa. Não vou me aprofundar no assunto, não vou discorrer sobre os problemas.
Ontem à noite, tava vendo a cobertura da guerra do Rio, pelo jornalístico, depois do jogo. Lembrei de minha família manauara. Me ligaram no outro domingo, aí me contaram que tavam em dúvida, se iam para o Rio, pra passar a virada de ano, ou se vinham para Porto Alegre. Falta mais de mês pro reveillon, mas os cariocas já estão fazendo o show de fogos, todas as noites. Logo me lembrei deles e mandei-lhes uma mensagem de celular, pra acompanharem a queima de carros em Copacabana da televisão, lá em casa!
O problema do Rio é o mesmo de boa parte do país. Não se engane, o que está acontecendo no Rio, agora, neste momento, essa guerra civil, sem tréguas, entre o poder público e os criminosos, em maior parcela o tráfico de dorgas, Manolo, é a mesma que você mesmo já presenciou, na sua cidade, só que, talvez, em menor escala! O problema do Rio é o mesmo de Manaus, de Porto Alegre, de São Paulo, de Florianópolis, de Salvador, de Brasília... o governo, que é eleito por nós todos, é negligente, o Estado é desestruturado, mal-planejado, mal-aparelhado... a população não é assistida, não tem segurança, não tem educação, não tem saúde. Ouvi a presidente Dilma, ontem, na tevê, falando em dar “mais oportunidades”... e como ela pretende fazer isso? Como pretende erradicar a miséria e oferecer oportunidades de progresso? Aliás, o partido da presidente é meio avesso a esse negócio de “progresso”, “mérito”, “empreendedorismo”, “livre iniciativa”... e, em comum com os governos anteriores? Em comum com seus opositores? O descaso com a educação! A melhor forma de criar oportunidades pra população é essa! Ou você acha que a galera dos morros cariocas não sabe disso? É claro que sabe! Pode me chamar de ingênuo, mas acredito, sim, que a imensa maioria daquela gente queria ter acesso a uma boa escola, a uma boa educação, de boa qualidade... tipo a que receberam os filhos do presidente molusco, quando foram lá pra Europa!
Complicado é o problema do tráfico. As dorgas são um pobrema qui paresse num ter solussão! Todo mundo, quer dizer, todas as classes têm sua parcela de culpa no crescimento do poder do tráfico. Todas as classes MESMO!! O poder público, o governo e o Estado têm sua parcela de culpa. Mas eu diria que é pequena, em relação a nossa própria culpa, da própria sociedade! No Rio, pelo menos essa é a visão que se tem, que nos é passada, há uns trinta, quarenta anos, que algumas drogas não são assim tão perigosas, que não há mal nenhum em se fumar um baseadinho a toa. Considerando que o excesso no uso do álcool e do tabaco também são prejudiciais, ok, concordo que seja meio hipócrita querer combater a maconha da forma que se combate. Porém, o traficante que vende maconha, não vende só maconha, vende drogas mais pesadas, vende o crack, a cocaína, a heroína, a pasta-base e uma tal de merla, que dizem ser pior que o crack... e o crack, Manolo, é uma dorga cruel, das de mais difícil recuperação que tem!
Muito artista global e não-global, muito magistrado, professor, cantor sertanejo, blogueiro, jornalista, padre, pastor, bispo, usa tóchicu... muitos sustentam o tráfico. E são os mesmos que ficam estarrecidos com a escalada da violência no Rio, com a guerra civil e o clima de terror que tomaram conta da cidade... e que vêm tomando conta do Estado, do país! É sério o que eu falei! Não parece... mas é sério! O bagulho tá islâmico, D2!
O problema do Rio é muito complexo. E não é só do Rio. Posso concordar que lá, a situação foi degringolando e agora tá meio tarde pra se atacar um problema de cada vez. Agora, no Rio, todos os problemas, todos os flancos, têm de ser atacados ao mesmo tempo. O que, com certeza, comprometeria a eficácia na resolução dos problemas. Mas penso que não tem como pensar de outra maneira! Não tem outra forma de se agir! Infelizmente! O pior, neste momento, é não agir. Ou agir em apenas um problema! Isso vale para o Rio, agora, e a continuar dessa maneira, sem valorizar a educação, sem aparelhar o Estado, muito em breve, vai valer pra todo país, de Norte a Sul. E, pelo que tudo indica... putz! Falei a mim mesmo que não iria me aprofundar nisso daí! Tô começando a ficar deprimido... vou lá fumar unzinho, depois eu volto!

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