PESCANDO NO BODOSAL

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dias sem Dormir e a Paz no Teu Sorriso


Dias seguidos com problemas para dormir. Na madrugada, pensamentos caóticos... alguma depressão me leva a tempos atrás, no lugar onde hoje ainda queria estar. Saudades do que se foi, e do que não foi, também! O resultado cruel é que tenho levantado todas as manhãs – pelo menos nos últimos meses – como um zumbi, os olhos ardendo, a cabeça grogue, uma tentativa consciente de manter a atitude e o pensamento positivos, porém em vão; procuro não sucumbir à profunda tristeza e ao desespero, procuro repensar velhos planos, em idéias para textos, contos, etc. Tento escrever, tento pensar em você, tento me acalmar... e tem sido bem difícil. Tem sido mais complicado ainda passá-las para o papel, traduzir em palavras... sim, papel! Para o editor de texto e, posteriormente, para o blog, só vai a versão editada, melhorada – ou não!
Será que as coisas do coração estão mesmo confusas? Serão, realmente, confusas?! Não sei, não sei... sinto as dores do corpo físico, por vezes, roubando-me a atenção, sinto os sentimentos recalcados, de tempos em tempos indo e voltando, como socos no meu coração; dúvidas e incertezas me assaltando na calada da noite, arrancando-me o sono reparador, deixando-me inquieto, as memórias fragmentadas de sonhos perturbadores. Sinto a falta de pessoas muito queridas, cuja distância impede de estar em constante contato. Sinto, não sei bem porquê, estar perdendo alguns momentos muito importantes. Sinto a vontade de verter as lágrimas de pena por minha própria sensação de inutilidade e minha própria fraqueza, minha garganta, então, arde, arranha e se fecha.
Porém, quando vejo você, quando te vejo sorrir, a confusão e as dúvidas se afastam de mim, mesmo que momentaneamente... sinto que consigo esquecer, por um instante, que seja, os problemas, consigo pensar melhor, mais positivamente. Teu sorriso é como voltar a um porto seguro, há muito escondido por entre brumas. Ver você, apenas te ver, me traz uma paz e uma quietude ao coração, que normalmente não consegue calar as minhas aflições sozinho. Você afugenta de perto de mim a tristeza, a incerteza e a solidão... e sequer nos conhecemos direito, ainda! Não estou preocupado em definir o que sinto por você, ou com você por perto, não é confusão, e se não for amor, defina como quiser, talvez como loucura... pessoalmente prefiro ela à confusão e à incerteza!

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