Tenho tido uma tempestade dentro de mim, por
esses dias. Uma tempestade que vem e arrasa com tudo, que inunda de lágrimas e
destrói tudo por onde passa. Nos dias que se seguiram, senti-me triste,
abatido, infeliz e sozinho demais... mesmo estando numa casa com mais seis
pessoas. Senti-me isolado, enjeitado, etc. Raiva e depressão tomaram conta dos
meus dias, uma mente triste e mesquinha procurou manter-se em meus pensamentos,
mesmo que de uma forma pouco cristã, fazendo-me esquecer, por vários dias, do
que – e de quem – realmente importava.
Tenho tido duas paixões. Duas paixões as
quais, era minha intenção, quando chegasse, iria procurá-las de todo jeito. Minha
filha, que não é de sangue, mas tenho como se fosse uma filha do coração. Sou
apaixonado, perdidamente, por ela, do jeito que creio certo um pai muito coruja
é apaixonado por seus filhos. Lamento ter perdido quatro anos de convívio, ela
agora já é uma adolescente, tem 14 anos e completará 15 este ano, no mês que
vem.
Não sei se aqui ainda estarei, queria ficar
para seu aniversário, gostaria de dar-lhe algum bom presente, de estar
presente, enfim, queria mesmo ser como um pai para ela... não quero perder mais
quatro ou cinco anos de convívio com minha filha, quero vê-la crescer, quem
sabe ajudá-la, dar-lhe uns toques, ou qualquer coisa assim... isso, presumindo
que minha filhinha ainda me queira pra paizinho do seu coração! Saudades de
quando ela era mais nova, tinha 8, ou 9 anos e dizia que eu era o “pai” de quem
ela mais gostava... dentre os outros todos; desde o pai que ela conheceu,
ex-marido de sua mãe, minha ex-futura sogra, passando pelo seu pai biológico,
seu padrasto – o atual marido de sua mãe – até todos os pretensos substitutos
que meu querido ex-amor tentou, nesses últimos anos, inutilmente, fazer com que
gostassem de sua irmãzinha mais nova, talvez... quem sabe... da mesma forma que
eu gosto – modéstia à parte!
Tive várias paixões platônicas. Mas, ela é
diferente! Ela é info-platônica! Me apaixonei ao vê-la, pela primeira vez, num
fotolog, fiquei encantado pelo seu olhar, seu sorriso, seus longos cabelos... favoritei
o fotolog e, sempre que queria, e podia, ficava lhe admirando, através da foto.
Logo comecei a segui-la nas redes sociais, a ler o que dizia... apaixonei-me
ainda mais! Sem conhecê-la pessoalmente, mas conhecendo algumas opiniões, idéias
e ideais dela... me apaixonei mais um tanto! Até uma essa confusão toda me dar
um nó na cabeça, eu pensava todo o tempo nela, imaginava como seria, como me
sentiria, quando a visse, idealizava e planejava, quem sabe, um encontro... é. Quero,
ainda, encontrá-la. Ainda estou apaixonado. Uma paixão platônica. E as paixões
platônicas não têm obrigação de se realizarem. Não devia sentir ciúmes por uma
garota muito linda, inteligente e espirituosa, que além de tudo escreve muito
bem. Um dia, fui ler um texto recente dela. Ela tem um blog. Comecei a lê-lo
assiduamente. Puxa, e eu também tenho um blog! E ela também tem lido meus
textos com alguma regularidade! Estou mais apaixonado a cada dia! Enfim, o
referido texto... não li até o final. Resolvi que não me dizia respeito. Na
verdade, achei que não ia agüentar lê-lo... bobagem, mas enfim. Ela falava de
um rapaz, de quem gosta, ou por quem tem uma quedinha, aparentemente. Senti uma
pontada de ciúmes. Ora poxa, ela é minha garota virtual!! Deus, que coisa mais
NERD e mais triste de se ler/dizer/ouvir... enfim, ela é minha primeira paixão
info-platônica, é minha musa inspiradora... já cheguei a sonhar com ela... nada
“proibido”, garanto! Num sonho, sonhei com minhas duas paixões, juntas, a meu
lado... sei que é improvável, não sei se não é impossível... mas esperaria
jamais delas desapaixonar-me!


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