Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Brega... E Quem Não É...?!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Outro Em Seu Lugar
Ele andava meio preocupado. Ela deu uma
sumida, por um tempo. Logo ficou aliviado, pois ela já retornara e ele
pode voltar a stalkeá-la. Mas, algo ali estava diferente, alguma coisa
estava errada. Ele voltou a ficar preocupado, não sabia bem o que
poderia ser. Antes, até rolava uma interação, a ele não interessava mais
ninguém, quando ela desapareceu uns dias, ele se ocupou de outras
coisas. Não era só questão de exclusividade, e era, ao mesmo tempo. O
que lhe atraía nela não atraía em mais ninguém. Bem, ela o reconhecia
assim, ele se aceitou, tipo assim, um stalker só seu, todo seu. E agora,
ele desconfiava, já havia outro em seu lugar... andava meio preocupado. Ela deu uma
sumida, por um tempo. Logo ficou aliviado, pois ela já retornara e ele
pode voltar a stalkeá-la. Mas, algo ali estava diferente, alguma coisa
estava errada. Ele voltou a ficar preocupado, não sabia bem o que
poderia ser. Antes, até rolava uma interação, a ele não interessava mais
ninguém, quando ela desapareceu uns dias, ele se ocupou de outras
coisas. Não era só questão de exclusividade, e era, ao mesmo tempo. O
que lhe atraía nela não atraía em mais ninguém. Bem, ela o reconhecia
assim, ele se aceitou, tipo assim, um stalker só seu, todo seu. E agora,
ele desconfiava, já havia outro em seu lugar...
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Finados
Os
mais antigos levam isso mais a sério e nem pensam muito sobre
a origem desses costumes. Um dia e um mês certos para se sentir
saudades dos entes queridos. Um dia em que os mais velhos ainda vão
aos cemitérios, visitar os túmulos, lembrar de quem já
foi; maridos, esposas, pais e mães, irmãos, tios,
avós... muitos nem sabem que muito antes de Cristo as pessoas
já tinham esse hábito, muitos povos já
reservavam um dia no seu calendário para cultuar os seus
mortos. O dia de finados, no nosso calendário, coincide com a
mesma data em que os antigos romanos veneravam os seus próprios
falecidos. Sim, antes do cristianismo, antes mesmo de Jesus de Nazaré
vir a este mundo. Enfim, independente da origem da data...
Visitar
túmulos e cemitérios não faz muito sentido pra
mim. Para outras pessoas, isso parece fazer algum sentido, é
assim que fazem para lembrar das pessoas amadas, então tudo
bem. Dia de finados é mais um feriado, um dia a mais de
descanso. Um dia para dar um passeio, para aproveitar uma praia. Essa
era a minha vontade... mas não ir a cemitérios. Só
fui até lá uma vez, no dia do enterro do corpo de meu
pai. Depois, nunca mais. Ele não está lá, para
mim, não é lá que vou encontrá-lo. Está
em outro lugar e não é indo ao cemitério que o
encontrarei. Não é com data marcada que a saudade vem.
É com uma foto antiga, uma música, uma lembrança...
como quando eu era menino e ele nos levava a Gramado, Canela, ou Nova
Petrópolis, na serra... ou quando íamos a
Florianópolis, nas férias de verão... ou quando
assistíamos juntos aos episódios de James West,
Perdidos no Espaço, Terra de Gigantes, O Túnel do
Tempo... se hoje tenho uma certa predileção por séries
meio “nerds”, muito disso foi por “culpa” dele!
Meu
dia de finados particular é no dia e na hora que for, é
quando lembro essas pequenas coisas e sinto falta. É quando
penso em como seria minha vida, como estaríamos agora, se ele
estivesse aqui conosco até hoje... quando ele aparece em meus
sonhos, também. No último de que me lembro, ele me
aconselhava de que, se estivesse mesmo certo de estar apaixonado por
ela, deveria apostar tudo nisso, deveria investir nesse sentimento,
na possível relação. Foi o que entendi... hoje
imaginei se ele estaria lá onde quer que esteja, se
perguntando afinal o que estou esperando.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
2º Tempo
O
sistema está errado. Os problemas estão aí, são
graves e não estão sendo atacados. No congresso,
acharam de oficializar a semana de “trabalho” de três dias.
E você, pra ganhar uns dois salários mínimos, tem
uma semana de trabalho de seis dias... e só um domingo por
mês!
A
educação, a saúde, a ascensão social só
se percebem quando o governo muda o sistema de avaliação.
Você muda o governo, espera que o governo novo seja um sistema
novo, que vá implantar mudanças de fato. Não
raro, você se decepciona. Nas próximas eleições,
também não raro, você opta por retornar ao
antigo, na esperança de que a época em que a coisa não
era melhor, mas parecia menos pior. Raramente o antigo não
resolve fuleirar, chutar o balde e se locupletar demais, governando
de menos.
Não
adianta, o sistema está errado. O certo mesmo é
desistir, não se importar mais com o sistema, a política,
essa classe dos políticos. Pouco importa em quem se vota,
mesmo renovando continua tudo na mesma. Os políticos jovens
não são mais confiáveis do que os antigos, quem
se envolve nesse mundo não é sério. Não
conheço ninguém sério envolvido com política!
Tanto faz se engajar em campanha, aliás, só mediamente
pagamento, ou um empreguinho, algo assim... só assim pra essa
gente fazer algo por você, só em ano de eleição
mesmo! Na verdade, o melhor é até anular o voto! Já
que, pouco importa... o teu voto não vai fazer a menor
diferença, não vai trazer nenhuma melhoria, nenhuma
mudança. Futuro não tem, o sistema está errado e
nunca vai mudar! Certo?!
Hoje
nem o voto nulo tem o mesmo valor, não tem mais aquele
“gramur”. Tendo nascido no interior, ainda tive a oportunidade de
conhecer as cédulas de papel para votação. No
tempo da cédula, o voto nulo era mais criativo, era uma forma
de protesto, contra o sistema, contra os governantes e os políticos,
contra a sociedade e a situação da cidade, do Estado,
do país, até mesmo do mundo! Nos anos 80, no Rio de
Janeiro, quem estava decepcionado com a política, mesmo no
período de reabertura política, votou Tião, um
chimpanzé do zoológico, para a prefeitura municipal
carioca. Você podia votar em Jesus Cristo, para endireitar o
Brasil, se não quisesse escolher um dos quase trinta
candidatos à presidência, em 1989, dentre os quais
estavam Collor, Lula, Maluf e Ulisses Guimarães.
O
voto nulo não tem mais charme e isso foi a única coisa
que a urna eletrônica estragou, nas eleições. De
qualquer forma, continua tendo, sim, o seu valor, como verdadeiro
protesto quando você sabe, no íntimo, que os candidatos
que nos são apresentados não são o que de
melhor, naquele momento, ou para aquele cargo, ou para sua cidade,
sua comunidade, etc. Não me venham com aquela onda do voto
útil, além de ser obrigado a votar, você tem que
escolher o “menos pior”, ou o “mais palatável” entre
dois ou mais políticos simplesmente intragáveis. Você
não é obrigado a escolher “ o que tem”,
independente da sua vontade, da sua consciência. Se nenhum
candidato lhe representa, não escolha nenhum, simples assim!
Porém,
o voto nulo não deve ser banalizado, não deve ser
utilizado sem parcimônia, ou critério. Já
banalizaram o tal voto “útil”, não precisa ocorrer
também com o nulo. Ainda há pessoas sérias e
interessadas, buscando fazer algo, buscando melhorar a situação
do seu bairro, sua cidade, seu povo, sua comunidade. Sim, são
poucos, mas eles estão aí, procurando bem, a gente
encontra, sejam eles jovens, tentando entrar para a vida pública,
ou alguns da antiga, que ainda lutam dentro do sistema, para
modificá-lo, ou usá-lo em favor do povo. Em se
encontrando um desses, sentindo que nos deparamos com um desses, é
sensato dar-lhes um voto de confiança. Não esperar para
ver o que dirão as pesquisas, não aceitar sem
questionar os argumentos em defesa do “voto útil”, para
eleger “quem tem mais chances”, ou usando e abusando do voto
nulo, sem um mínimo de critério. Se no segundo turno,
no segundo tempo do jogo eleitoral não estiver mais aquele bom
candidato dentro do pleito, bom, aí ou se escolhe um que se
assemelhe a ele, ou, não havendo nenhum que você
identifique, que mereça o seu voto de confiança, usa-se
do voto nulo, que é melhor do que o “voto útil”,
dado sem convicção, sem razão, sem critério,
sem parcimônia. Usado apenas para não deixar se eleger
um desafeto, na maioria das vezes. O problema é eleger alguém
que, em tese, não é da mesma corrente ideológica,
mas na prática se assemelha bastante a quem não
queremos ver no poder.
É
interessante saber quando a gente pode, ou deve usar o voto nulo e
quando podemos escolher um candidato engajado e afim de jogo. Quem
sabe, elegendo os esforçados, acabamos por conseguir mudar o
sistema!?
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Tamo Junto
Aquele
momento em que você sente um aperto no peito. Em que você
quer muito ter a palavra certa e quanto mais pensa, mais fica sem
saber o que dizer. Em que gostaria muito mesmo de saber o que fazer,
ter como ajudar, mas sente-se com as mãos atadas. Exasperador,
não? A outra pessoa com problemas e você não sabe
o que fazer para ajudar. Não tem como ajudar. E isso é
desesperador... eu sei! Ninguém gosta de deixar os que se
gosta na mão. E é com essa impressão que a gente
fica.
Tem
pessoas por quem eu faria qualquer coisa, a quem daria tudo, se me
fosse permitido. Há pessoas por quem simplesmente morreria,
por quem daria minha vida, há pessoas por quem esqueço
meus próprios problemas e me concentro para descobrir uma
forma de resolver os seus. Fico frustrado quando vejo que não
tenho condição alguma de ajudar; temo atrapalhar, mais
do que auxiliar. Sinto-me mal por querer fazer algo pela pessoa e não
saber como, nem o quê.
A
tristeza do outro me entristece também, independente do
motivo, de se estar distante, ou do que for. Não sei o quanto
uma pessoa ficou mal por conta de determinada situação,
sei que ela está mal e isso me faz mal também. Como se
a chateação, a frustração, a tristeza,
fosse minha, como se o lance chato tivesse sido comigo... ou talvez
me sinta responsável, de alguma forma, pela chateação
alheia. O seu desespero me desespera! Querer ter como ajudar, seja do
jeito que for, querer fazer alguma coisa, qualquer coisa, pela
pessoa, que possa salvar-lhe o dia e frustrar-se porque apenas
melhorar um pouquinho só o seu humor não nos basta.
Quem nunca? Talvez sofra de alguma síndrome, da necessidade de
ser o herói de alguém, de ser o salvador da sua
pátria... ou alguma coisa assim. Não necessariamente
querer o reconhecimento, apenas querer demais, por gostar demais
dessa pessoa, ser, como disse, o seu herói, salvá-la
das enrascadas, não deixar seu dia azedar, essas coisas. O seu
problema talvez nem seja meu problema, mas acaba se tornando. Não
é apenas uma expressão, dita da boca pra fora, quando
se trata de quem queremos bem.
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