PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Brega... E Quem Não É...?!

    Olho para você, vejo os teus olhos, fico um bom tempo a observá-los, hipnotizado, imagino, um dia poder te olhoar nos olhos, provavelmente neles me perder de vez.
   Olho o teu sorriso, simplesmente o sorriso mais lindo de todos, o mais lindo que já vi. Todos os dias que te vejo, vejo o teu sorriso, vejo teus lábios, tua boca, a boca mais perfeita que já vi. Observo-a e desejo beijar teus lábios, tua boca e não parar. Penso em te beijar a cada vez que te vejo, penso em te beijar a cada minuto, a cada instante, acariciar teus cabelos, sonho acordado, a cada vez que te vejo.

 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Outro Em Seu Lugar

Ele andava meio preocupado. Ela deu uma sumida, por um tempo. Logo ficou aliviado, pois ela já retornara e ele pode voltar a stalkeá-la. Mas, algo ali estava diferente, alguma coisa estava errada. Ele voltou a ficar preocupado, não sabia bem o que poderia ser. Antes, até rolava uma interação, a ele não interessava mais ninguém, quando ela desapareceu uns dias, ele se ocupou de outras coisas. Não era só questão de exclusividade, e era, ao mesmo tempo. O que lhe atraía nela não atraía em mais ninguém. Bem, ela o reconhecia assim, ele se aceitou, tipo assim, um stalker só seu, todo seu. E agora, ele desconfiava, já havia outro em seu lugar... andava meio preocupado. Ela deu uma sumida, por um tempo. Logo ficou aliviado, pois ela já retornara e ele pode voltar a stalkeá-la. Mas, algo ali estava diferente, alguma coisa estava errada. Ele voltou a ficar preocupado, não sabia bem o que poderia ser. Antes, até rolava uma interação, a ele não interessava mais ninguém, quando ela desapareceu uns dias, ele se ocupou de outras coisas. Não era só questão de exclusividade, e era, ao mesmo tempo. O que lhe atraía nela não atraía em mais ninguém. Bem, ela o reconhecia assim, ele se aceitou, tipo assim, um stalker só seu, todo seu. E agora, ele desconfiava, já havia outro em seu lugar...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Finados

Os mais antigos levam isso mais a sério e nem pensam muito sobre a origem desses costumes. Um dia e um mês certos para se sentir saudades dos entes queridos. Um dia em que os mais velhos ainda vão aos cemitérios, visitar os túmulos, lembrar de quem já foi; maridos, esposas, pais e mães, irmãos, tios, avós... muitos nem sabem que muito antes de Cristo as pessoas já tinham esse hábito, muitos povos já reservavam um dia no seu calendário para cultuar os seus mortos. O dia de finados, no nosso calendário, coincide com a mesma data em que os antigos romanos veneravam os seus próprios falecidos. Sim, antes do cristianismo, antes mesmo de Jesus de Nazaré vir a este mundo. Enfim, independente da origem da data...
Visitar túmulos e cemitérios não faz muito sentido pra mim. Para outras pessoas, isso parece fazer algum sentido, é assim que fazem para lembrar das pessoas amadas, então tudo bem. Dia de finados é mais um feriado, um dia a mais de descanso. Um dia para dar um passeio, para aproveitar uma praia. Essa era a minha vontade... mas não ir a cemitérios. Só fui até lá uma vez, no dia do enterro do corpo de meu pai. Depois, nunca mais. Ele não está lá, para mim, não é lá que vou encontrá-lo. Está em outro lugar e não é indo ao cemitério que o encontrarei. Não é com data marcada que a saudade vem. É com uma foto antiga, uma música, uma lembrança... como quando eu era menino e ele nos levava a Gramado, Canela, ou Nova Petrópolis, na serra... ou quando íamos a Florianópolis, nas férias de verão... ou quando assistíamos juntos aos episódios de James West, Perdidos no Espaço, Terra de Gigantes, O Túnel do Tempo... se hoje tenho uma certa predileção por séries meio “nerds”, muito disso foi por “culpa” dele!
Meu dia de finados particular é no dia e na hora que for, é quando lembro essas pequenas coisas e sinto falta. É quando penso em como seria minha vida, como estaríamos agora, se ele estivesse aqui conosco até hoje... quando ele aparece em meus sonhos, também. No último de que me lembro, ele me aconselhava de que, se estivesse mesmo certo de estar apaixonado por ela, deveria apostar tudo nisso, deveria investir nesse sentimento, na possível relação. Foi o que entendi... hoje imaginei se ele estaria lá onde quer que esteja, se perguntando afinal o que estou esperando.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

2º Tempo

O sistema está errado. Os problemas estão aí, são graves e não estão sendo atacados. No congresso, acharam de oficializar a semana de “trabalho” de três dias. E você, pra ganhar uns dois salários mínimos, tem uma semana de trabalho de seis dias... e só um domingo por mês!
A educação, a saúde, a ascensão social só se percebem quando o governo muda o sistema de avaliação. Você muda o governo, espera que o governo novo seja um sistema novo, que vá implantar mudanças de fato. Não raro, você se decepciona. Nas próximas eleições, também não raro, você opta por retornar ao antigo, na esperança de que a época em que a coisa não era melhor, mas parecia menos pior. Raramente o antigo não resolve fuleirar, chutar o balde e se locupletar demais, governando de menos.
Não adianta, o sistema está errado. O certo mesmo é desistir, não se importar mais com o sistema, a política, essa classe dos políticos. Pouco importa em quem se vota, mesmo renovando continua tudo na mesma. Os políticos jovens não são mais confiáveis do que os antigos, quem se envolve nesse mundo não é sério. Não conheço ninguém sério envolvido com política! Tanto faz se engajar em campanha, aliás, só mediamente pagamento, ou um empreguinho, algo assim... só assim pra essa gente fazer algo por você, só em ano de eleição mesmo! Na verdade, o melhor é até anular o voto! Já que, pouco importa... o teu voto não vai fazer a menor diferença, não vai trazer nenhuma melhoria, nenhuma mudança. Futuro não tem, o sistema está errado e nunca vai mudar! Certo?!
Hoje nem o voto nulo tem o mesmo valor, não tem mais aquele “gramur”. Tendo nascido no interior, ainda tive a oportunidade de conhecer as cédulas de papel para votação. No tempo da cédula, o voto nulo era mais criativo, era uma forma de protesto, contra o sistema, contra os governantes e os políticos, contra a sociedade e a situação da cidade, do Estado, do país, até mesmo do mundo! Nos anos 80, no Rio de Janeiro, quem estava decepcionado com a política, mesmo no período de reabertura política, votou Tião, um chimpanzé do zoológico, para a prefeitura municipal carioca. Você podia votar em Jesus Cristo, para endireitar o Brasil, se não quisesse escolher um dos quase trinta candidatos à presidência, em 1989, dentre os quais estavam Collor, Lula, Maluf e Ulisses Guimarães.
O voto nulo não tem mais charme e isso foi a única coisa que a urna eletrônica estragou, nas eleições. De qualquer forma, continua tendo, sim, o seu valor, como verdadeiro protesto quando você sabe, no íntimo, que os candidatos que nos são apresentados não são o que de melhor, naquele momento, ou para aquele cargo, ou para sua cidade, sua comunidade, etc. Não me venham com aquela onda do voto útil, além de ser obrigado a votar, você tem que escolher o “menos pior”, ou o “mais palatável” entre dois ou mais políticos simplesmente intragáveis. Você não é obrigado a escolher “ o que tem”, independente da sua vontade, da sua consciência. Se nenhum candidato lhe representa, não escolha nenhum, simples assim!
Porém, o voto nulo não deve ser banalizado, não deve ser utilizado sem parcimônia, ou critério. Já banalizaram o tal voto “útil”, não precisa ocorrer também com o nulo. Ainda há pessoas sérias e interessadas, buscando fazer algo, buscando melhorar a situação do seu bairro, sua cidade, seu povo, sua comunidade. Sim, são poucos, mas eles estão aí, procurando bem, a gente encontra, sejam eles jovens, tentando entrar para a vida pública, ou alguns da antiga, que ainda lutam dentro do sistema, para modificá-lo, ou usá-lo em favor do povo. Em se encontrando um desses, sentindo que nos deparamos com um desses, é sensato dar-lhes um voto de confiança. Não esperar para ver o que dirão as pesquisas, não aceitar sem questionar os argumentos em defesa do “voto útil”, para eleger “quem tem mais chances”, ou usando e abusando do voto nulo, sem um mínimo de critério. Se no segundo turno, no segundo tempo do jogo eleitoral não estiver mais aquele bom candidato dentro do pleito, bom, aí ou se escolhe um que se assemelhe a ele, ou, não havendo nenhum que você identifique, que mereça o seu voto de confiança, usa-se do voto nulo, que é melhor do que o “voto útil”, dado sem convicção, sem razão, sem critério, sem parcimônia. Usado apenas para não deixar se eleger um desafeto, na maioria das vezes. O problema é eleger alguém que, em tese, não é da mesma corrente ideológica, mas na prática se assemelha bastante a quem não queremos ver no poder.
É interessante saber quando a gente pode, ou deve usar o voto nulo e quando podemos escolher um candidato engajado e afim de jogo. Quem sabe, elegendo os esforçados, acabamos por conseguir mudar o sistema!?

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tamo Junto

Aquele momento em que você sente um aperto no peito. Em que você quer muito ter a palavra certa e quanto mais pensa, mais fica sem saber o que dizer. Em que gostaria muito mesmo de saber o que fazer, ter como ajudar, mas sente-se com as mãos atadas. Exasperador, não? A outra pessoa com problemas e você não sabe o que fazer para ajudar. Não tem como ajudar. E isso é desesperador... eu sei! Ninguém gosta de deixar os que se gosta na mão. E é com essa impressão que a gente fica.
Tem pessoas por quem eu faria qualquer coisa, a quem daria tudo, se me fosse permitido. Há pessoas por quem simplesmente morreria, por quem daria minha vida, há pessoas por quem esqueço meus próprios problemas e me concentro para descobrir uma forma de resolver os seus. Fico frustrado quando vejo que não tenho condição alguma de ajudar; temo atrapalhar, mais do que auxiliar. Sinto-me mal por querer fazer algo pela pessoa e não saber como, nem o quê.
A tristeza do outro me entristece também, independente do motivo, de se estar distante, ou do que for. Não sei o quanto uma pessoa ficou mal por conta de determinada situação, sei que ela está mal e isso me faz mal também. Como se a chateação, a frustração, a tristeza, fosse minha, como se o lance chato tivesse sido comigo... ou talvez me sinta responsável, de alguma forma, pela chateação alheia. O seu desespero me desespera! Querer ter como ajudar, seja do jeito que for, querer fazer alguma coisa, qualquer coisa, pela pessoa, que possa salvar-lhe o dia e frustrar-se porque apenas melhorar um pouquinho só o seu humor não nos basta. Quem nunca? Talvez sofra de alguma síndrome, da necessidade de ser o herói de alguém, de ser o salvador da sua pátria... ou alguma coisa assim. Não necessariamente querer o reconhecimento, apenas querer demais, por gostar demais dessa pessoa, ser, como disse, o seu herói, salvá-la das enrascadas, não deixar seu dia azedar, essas coisas. O seu problema talvez nem seja meu problema, mas acaba se tornando. Não é apenas uma expressão, dita da boca pra fora, quando se trata de quem queremos bem.