O
caderno aberto sobre a mesa, à espera de uma luz, de uma
ideia, ou inspiração para escrever alguma coisa,
qualquer coisa, sobre qualquer assunto, até mesmo sobre
assunto nenhum!
A
mente vaga, lenta, vagarosamente, em busca de certas palavras que
possam soar como certas, procurando novas formas de dizer todas as
coisas que já disse e queria dizer, as coisas por onde divaga
o pensamento.
Uma
semana passou-se, com a mente espraiada em todas as direções,
perdida em meio a tantas distrações, ideias indo e
vindo, sobre assuntos tão diversos, estórias imaginadas
num átimo de segundo, para logo depois serem esquecidas;
outras que iam e vinham, intermitentemente, voltando quando os
assuntos eram os do coração...
Uma
semana tentando escrever, de uma forma bela, o sentimento por causa
de sua ausência, procurando a forma mais poética de
dizer que, quando não a vejo, é como se o dia não
tivesse valido, como se estivesse incompleto. Horas a fio pensando na
melhor maneira de dizer que aquela música sempre me traz a sua
lembrança... ou como, às vezes, basta uma curtida, ou
uma palavra sua, para melhorar meu estado de espírito,
vislumbrar seu belo e indefectível sorriso para as nuvens
negras serem sopradas para longe e começar a sorrir também...
que acordo no meio da noite de um domingo qualquer e me pergunto se
estará num daqueles seus passeios tardios, a procura de um
lanche... tentando imaginar, ainda, uma maneira tão maneira
quanto a daquela banda de te dizer o quanto gostaria que fosse a
minha pequena!
E
aí, mais um dia termina, o caderno ainda aberto sobre a mesa,
nenhuma linha, nenhum pensamento posto no papel, nenhum sentimento
esmiuçado. As ideias vêm, vão, voltam e vão-se
novamente... então desisto, deixo para amanhã, quem
sabe...? Hoje, novamente, não consigo, nada vai sair.


Nenhum comentário:
Postar um comentário