PESCANDO NO BODOSAL

terça-feira, 24 de julho de 2012

Caderno Aberto


O caderno aberto sobre a mesa, à espera de uma luz, de uma ideia, ou inspiração para escrever alguma coisa, qualquer coisa, sobre qualquer assunto, até mesmo sobre assunto nenhum!
A mente vaga, lenta, vagarosamente, em busca de certas palavras que possam soar como certas, procurando novas formas de dizer todas as coisas que já disse e queria dizer, as coisas por onde divaga o pensamento.
Uma semana passou-se, com a mente espraiada em todas as direções, perdida em meio a tantas distrações, ideias indo e vindo, sobre assuntos tão diversos, estórias imaginadas num átimo de segundo, para logo depois serem esquecidas; outras que iam e vinham, intermitentemente, voltando quando os assuntos eram os do coração...
Uma semana tentando escrever, de uma forma bela, o sentimento por causa de sua ausência, procurando a forma mais poética de dizer que, quando não a vejo, é como se o dia não tivesse valido, como se estivesse incompleto. Horas a fio pensando na melhor maneira de dizer que aquela música sempre me traz a sua lembrança... ou como, às vezes, basta uma curtida, ou uma palavra sua, para melhorar meu estado de espírito, vislumbrar seu belo e indefectível sorriso para as nuvens negras serem sopradas para longe e começar a sorrir também... que acordo no meio da noite de um domingo qualquer e me pergunto se estará num daqueles seus passeios tardios, a procura de um lanche... tentando imaginar, ainda, uma maneira tão maneira quanto a daquela banda de te dizer o quanto gostaria que fosse a minha pequena!
E aí, mais um dia termina, o caderno ainda aberto sobre a mesa, nenhuma linha, nenhum pensamento posto no papel, nenhum sentimento esmiuçado. As ideias vêm, vão, voltam e vão-se novamente... então desisto, deixo para amanhã, quem sabe...? Hoje, novamente, não consigo, nada vai sair.

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