Semana
passada encontrei um velho amigo. Velho mesmo, nos conhecemos há
vários anos, ainda no ensino fundamental. Nos conhecemos no
século passado! Fazia um ano, um pouco mais, ou um pouco
menos, que não nos víamos. Parecia que não fazia
mais de uma semana!
Meu
velho amigo me contou as novidades. Saiu da ruim em que estava, agora
não anda mais tão revoltado com a vida e com o mundo.
Encontrou conforto na casa espírita, aceitou de vez Jesus na
sua vida. “Ai, puxa, que coisa mais piegas, parece até
evangélico falando...” Pois é, mas... ah, que seja!
Meu
velho amigo está mais antenado com o que acontece no mundo,
está nas redes sociais, tem tuírer, tem perfil no
Feisse. Está estudando a doutrina espírita, está
mais ligado em como as coisas funcionam, por aqui.
Pois,
comentando sobre os rumos da política, dessa atual “guerra
santa” do deputado federal, pastor Marco Feliciano contra
homossexuais, homoafetivos, travestis, transsexuais, mulheres e
pessoas de cor, do destaque que a grande mídia está
dando a ele – desviando o foco dos mensaleiros, mas enfim.
Aí
nos veio à mente algo que ouvi/li no espiritismo, sobre
espíritos que encarnam neste mundo, pessoas que, com ideias
equivocadas, maldosas, talvez, vêm para o nosso bem, para
ajudar a humanidade a progredir, mental e espiritualmente. Napoleão
e Hitler são exemplos de males que vieram para o bem da
humanidade. O escândalo e a vergonha dos campos de concentração
serviriam para abrir nossos olhos contra o racismo e a hipocrisia,
chocando-nos com o impacto dos campos de genocídio e
extermínio, onde milhares de judeus foram jogados. Até
então, judeus, ciganos, negros e outros eram apartados da
sociedade e certos crimes contra eles eram ignorados, ou tidos como
naturais.
Hoje,
no Brasil, o deputado pastor Feliciano e outros que, como ele, usam a
mídia para difundir suas ideias equivocadas, estão, de
alguma maneira, provocando reações, questionamentos e
reflexões, a respeito de espiritualidade, religiosidade,
sexualidade, afetividade, etc. As pessoas estão, bem, ou mal,
se questionando sobre tudo isso. Se perguntando, o que isso tudo
influi na vida de cada um, qual a sua posição sobre
gays, casamento entre pessoas do mesmo sexo, se isso muda alguma
coisa em relação a si mesmos, ou não... buscando
ter uma opinião a respeito! De certa forma, talvez, Marco
Feliciano pode estar fazendo um bem, que nem mesmo ele suspeite.
Talvez, só talvez, esteja dando uma contribuição,
mesmo que pequena, mesmo que ao inverso da sua real intenção,
para que progridamos um pouco mais, como espécie humana...
isso, claro, só o futuro poderá dizer.

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