PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Por Helena

Helena era a personificação de toda beleza, toda formosura, toda sensualidade das mulheres numa pessoa só. Segundo Homero, era a mulher mais lindo do mundo conhecido, que nem era tão grande assim... ainda segundo ele, foi por causa dela que os gregos entraram em guerra contra Tróia. Desconfio que fosse uma personagem fictícia, criada pelo poeta Homero, não necessariamente histórica, de fato. Homero romanceou um pouco o fato histórico, sobre a guerra de Tróia, que os historiadores hoje dizem poder mesmo ter ocorrido. Escavações encontraram ruínas da cidade, uns 20, 30 anos atrás. Homero acrescentou alguns personagens mitológicos, folclóricos e fictícios na sua obra, como o próprio Páris, que representava o mito do homem irresistível e sedutor... muito antes de Don Juan! Helena era, por assim dizer, a mãe dos helenos, como os gregos se autodenominavam. Homero talvez tenha usado a personagem Helena como uma alegoria dos gregos chegando à Ásia – continente onde se situava a cidade-estado de Tróia – levando, assim, “Helena”, ou melhor, a “civilização” aos povos “bárbaros” daquela região. Ou não! Sei lá, é puro achismo meu, é só especulação.
De qualquer forma, Helena, bem como a Guerra de Tróia e seus outros personagens ficaram impressos até hoje no imaginário popular. A literatura, o teatro, o cinema, a música, a TV, todos revisitaram o assunto uma pá de vezes. Helena de Tróia é tipo a mulher perfeita, que todas as mulheres querem ser e todos os homens desejam encontrar, a verdadeira mulher ideal. Obviamente, ela terá a forma que você imagina que seja a ideal!
Seu nome se tornou bastante comum, há milhões de Helenas e Helenos mundo afora, com todas as suas variações: Helen, Elena, Elaine, Eliana, Eliane... até tive um affair com uma Elen, uma vez, há vários anos. Calma, somos somente bons amigos, agora. Por um tempo até pensei que ela pudesse vir a ser a minha “Helena de Tróia”. Quando a conheci pessoalmente e tivemos nosso enrosco, vi que não era. Aceitei depois de um tempo, também não fui seu Páris. Como com uma pessoa, que pensei ser minha musa, subiu pra cabeça e... enfim, deixa quieto!
Seu nome não é Helena, mesmo assim, para mim, é como se fosse, acho-a a mulher mais linda do Universo. Ela é bela, sim, até no nome, ela é bela! Acho que a beleza da “Helena” está além do que os olhos veem, penso que sua beleza pode ser sentida, não está apenas numa embalagem bonita. São pequenas coisas que percebemos, outras tantas que não notamos com o nosso consciente, mas que nos encantam, de alguma forma. Seus gostos, suas ideias, seus ideais, sua espirituosidade, isso também pode compor a beleza de “Helena”. Não, ela é, sim, muito bonita, acho-a linda, amo seu olhar, seu sorriso, seus cabelos, sua pele, sua cor. Gosto de stalkeá-la um pouquinho, saber um pouco dela, ver suas fotos. Não tenho certeza absoluta de que ela seja minha “Helena”, nem convicção de que sou seu “Páris”. Gostaria muito de sê-lo! Sou xonado por ela, gosto de observá-la pela janelinha, sonhando acordado, lhe “namorando”, distante... sonhando lhe fazer as vontades, fazer algo por ela, desejando correr pra ver minha “Helena”.

Vou, vou vivendo
Sempre sempre correndo
Corro contra chuva, contra o vento
Pra dar tempo de te ver
Helena, Helena, Helena

Vou, vou, vou andando numa estrada encontrar
Minha amada lá no fim dessa estrada
Há uma pedra na beira da praia
Helena, Helena, Helena
Canção Por Helena” - Ludov

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Tarcísio Para Reeleição... agora pode??

A Lei da Ficha Limpa funciona! As eleições foram anuladas num município aqui perto, porque havia um candidato impossibilitado, por conta da nova lei. Apesar dele estar inelegível, foi votado por mais de 50% dos eleitores, o que acarretou a anulação do último pleito da cidade. “Isso foi bem numa cidade do Norte, né? Se não foi no Norte, foi no Nordeste!” Sim, isto mesmo, é de uma cidade do Nordeste que estamos falando... nordeste do Rio Grande do Sul! “Incrível!”, dirão alguns. Não, amigo, isso não é incrível, isso é Brasil, mesmo!
O prefeito atual do município de Novo Hamburgo, no vale do Rio dos Sinos, Tarcísio Zimmermann (PT-RS) era candidato à reeleição, mesmo o TSE dando a entender que sua candidatura fora indeferida. O outro candidato era Paulo Kopschina (PMDB-RS) – que também deveria ter sua candidatura indeferida, só por causa desse sobrenome ridículo. Enfim, Kopschina fez pouco mais de 45% dos votos no município.
Por ter obtido a maioria dos votos, mesmo estando impedido de se reeleger, por irregularidades que o enquadravam na Lei da Ficha Limpa, Zimmermann provocou a anulação das eleições de outubro passado.
Hoje saiu uma matéria no maior jornal do RS, Zero Hora, sobre Novo Hamburgo, e outros municípios do Estado, onde haverão novas eleições, agora em março próximo. E quem seriam os candidatos da “nova” eleição na cidade? Um é o segundo colocado nas eleições invalidadas anteriormente, Paulo Kopschina, o outro... o atual prefeito, impedido pela Lei de candidatar-se, Tarcísio Zimmermann! “Ah, tá... COMO ASSIM??!” Pois é, pois é... pelo entendimento da legislação eleitoral, por ter sido o pivô da anulação do pleito de outubro de 2012, que causou a necessidade deste novo pleito, de março de 2013, Tarcísio não poderia estar candidato nesta nova eleição. O que mudou?! Não estará mais enquadrado na nova lei, não estará, portanto, impedido de candidatar-se agora?! Então, pra quê uma nova eleição, não era mais fácil validar a anterior e empossá-lo como prefeito reeleito, pura e simplesmente?! E, acaso a candidatura mantendo a ilegalidade, alcançando ele novamente a maioria dos votos, não arrisca a anular também esta segunda eleição, causando mais uma terceira, provocando, assim, ainda mais gasto de dinheiro de nossos impostos?! E, em continuando a candidatura do petista ilegal, pode o TRE, o TSE, ou qualquer outro orgão competente, se omitir e deixar o pleito correr, sem forçar que o prefeito atual retire sua candidatura? O TRE vai contar que metade dos eleitores de Novo Hamburgo mude de idéia e de voto, ou que o próprio prefeito renuncie a sua candidatura? Contar com a sorte, sei lá, não é o melhor caminho... contar com o bom senso dos políticos até que é válido, mas se o atual prefeito já tumultuou a eleição anterior, quem garante que não quererá tumultuar também esta? Na falta de bom senso dos candidatos, a Justiça bem que podia fazer a parte dela...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Hoje Eu Só Queria...

Hoje eu só queria... queria que amanhecesse no domingo, de novo, em vez de mais uma manhã de segunda-feira. Hoje eu só queria que demorasse um pouco mais para chegar às 7 horas da manhã... tipo, mais uns dois dias! Hoje eu só queria poder dormir até o meio-dia, como nos tempos em que minha única preocupação eram os estudos, nos tempos de escola, quando a rotina de acordar cedo, de segunda a sexta-feira, só voltaria após o Carnaval. Hoje eu só queria ficar mais tempo na cama, deitado, pensando em você! Hoje eu só queria dormir até mais tarde... de conchinha, com você! Hoje eu só queria umas férias... hoje eu só queria que ainda fosse a tarde do último sábado, e eu sentado, ali, debaixo daquela árvore, na prainha do Gasômetro, observando as pessoas passando pra lá e pra cá, fazendo caminhada, correndo, andando de bicicleta, de skate, ou patins; ouvindo as águas do Guaíba batendo suavemente nas pedras, relaxando ao som do vento que sopra entre as folhas e galhos. Hoje eu só queria estar de viagem marcada para uma praia qualquer do litoral gaúcho, ou do Rio de Janeiro, ou do Nordeste, ou mesmo para Presidente Figueiredo! Hoje eu só queria uma rede pra deitar, sombra, água de coco e a brisa do mar. Hoje eu só queria isso, hoje eu só queria compartilhar tudo isso com você... nada de mais, que não convém abusar!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Xonei

Olhei tua foto do último réveillon, no Face. Só curti, mas não disse nada. Por vergonha, por timidez, por não ter nada pra dizer, na hora... olhei tua foto e fiquei olhando, abobado. Te admirando. Te namorando. Fiquei xonado. Xonei! Xonei em você, e xonei, e xonei, e xonei de novo, e xonei outra vez, renovando a paixão que já vinha trazendo! Xonei em Submarines, xonei em Hush Sound, xonei em Ludov, curti Maglore. Xonei porque me apaixonei pelas músicas, pelas letras, mas xonei mesmo porque as conheci com você! Tô xonado, faz um tempo que tô xonado, faz mais de ano que tô xonado, sou sem jeito pra falar, tô há tempos pra falar, já cansei de imaginar como seria a reação, e tudo o mais. Não sei como falar que xonei em você mais uma vez.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ruptura

Faltando 360 dias para o próximo Réveillon e a galera ainda falando em Ano Novo, Vida Nova. Galera fala em fim e começo de ciclos, mas não fazendo, efetivamente, essa mudança. Os únicos ciclos que se vêm por aí são os mesmos de sempre, primeiros entramos na vibe do Natal, todo mundo pensando na festa, na ceia, em trocar presentes, fazer amigo oculto, dar uma porcaria qualquer de lembrancinha para o(a) colega, com o(a) qual não se dá muito bem, depois reclamar que um(a) outro(a) colega nos faça a mesma “gentileza”. Depois seguem-se as outras vibes: Ano Novo, vida nova, sequer nos lembramos das nossas resoluções e promessas do réveillon anterior, lembramos de umas poucas, que não cumprimos, ou cumprimos só pela metade, não pesamos nem os prós, nem os contras, apenas concluímos, os mais otimistas, que “apesar dos pesares”, o ano foi bom, cumprimos com parte de nossas metas, de uma forma, ou de outra. Os mais pessimistas, obviamente, concluímos que o ano que finda foi péssimo, fizemos bem menos do que poderíamos, ou deveríamos ter feito, etc – não se engane, o pessimista não é o que se desculpa para si, mas sim o que cria grandes espectativas, que quando não se cumprem, desculpam-se aos outros, que além disso têm absoluta certeza de que são maus e talvez mereçam o pior, mas o mundo é cruel, que é cada um por si e Deus contra todos.
Você mesma, chegou esses dias, falou, falou, fez o balancete do último ano sob uma ótica benevolente, falou em planos, decidiu, por sua conta e risco, que foi bem, que o ano foi bom, que cumpriu metas, ou parte delas, falou no velho novo fator em sua vida, em novas espectativas, não muito diferentes das antigas, etc. Com o olhar de quem vê de fora, perceberia que cê só tá na vibe do réveillon! Ano começando, coisa e tal, você é um tanto ou quanto controladinha demais, planeja tudinho, se algo sair só um pouco do esquema, some do seu campo de visão, no fim do ano, mas na hora, é um terrível sinal! Nem se deu conta de que seu Ano Novo começou como no início do ano anterior, havia um “novo desafio”, havia um “novo fator de balançar o coração”, nada muito diferente deste início de 2013. Desculpe, não vimos assim, grandes mudanças, só as pequenas vibes de sempre – nas quais também já estivemos inseridos. Sacumé, daqui há uns dias, uma semana, no máximo, a vibe é a do carnaval, uns sonham com a Bahia, outros com o Rio de Janeiro, outros ainda com um lugar bem longe e os mais bem mal-humorados com um fim apocalíptico para essa folia toda. Você sabe, toda vibe de carnaval, sonho com o Carnaboi. Depois é a Páscoa, amigo doce, muito chocolate, garotada se empanturrando de doces, muito Sonrisal e sal de frutas, depois. Depois temos as vibes do Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Copa das Confederações (ou qualquer grande evento esportivo), e assim por diante, até o próximo Réveillon. É a vida, é assim, com a maioria! Valorizamos demais as pequenas mudanças, quase nunca planejadas, por isso vemos tão bem nossas pequenas grandes realizações e os outros não as veem.
Eu não vi grande realização alguma no ano que passou. De minha parte, eu digo. Realmente não fiz, desculpem, sinceramente! Das promessas que eu me fiz, nenhuma cumpri, das resoluções, nenhuma confirmou. Foi um ano ruim, foi um ano difícil... foi o fim do mundo! Essa foi minha pequena realização em 2012. Uma mudança de postura diante das situações, dos fatos, das coisas, dos relacionamentos, da política, da espiritualidade, da vida, enfim! Uma espécie de movimento de ruptura. Romper com algumas ideias que me atrasaram, romper com algumas pré-ocupações que me tiraram o sono, romper com certos hábitos recorrentes de procrastinar a vida, romper com certos hábitos recorrentes de procrastinar a vida, romper com um relacionamento que para mim é de um jeito, e para a outra, de um outro jeito diferente? Ou romper com a inquietação e a chateação que isso provoca? Ainda não sei... rompi com esse tipo de ocupação.
Não preciso de um fim do mundo no sentido literal. Entrei na vibe por uma opção minha, não por um medo supersticioso e irracional. Eu decidi fazer a ruptura com os velhos hábitos, com minha velha forma de pensar, aproveitei a data para romper com o velho mundo, causar o Armagedon no meu velho mundo. Meu ano novo começou já no dia 22 de dezembro de 2012. Não quer dizer que estou mais adiantado, de forma alguma! Essa foi a maior realização em mim, no ano que passou, e eu tenho a plena consciência do quanto ela é pequena! Essa é uma das resoluções para este ano que está começando. Para este novo mundo. Pra mim, é um novo mundo. Quero continuar a ruptura com todas velharias, quero começar algo novo, dentro de mim. Se é certo, ou errado, o tempo dirá. A estrada nova é longa e falta só ser pavimentada.