PESCANDO NO BODOSAL

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Paralelas #3


Ah, tá!! Cês acham mesmo que aqui pra baixo é que tá bolinho! Juram por suas mãezinhas que no país não há lugar pior que o vosso lar! Teimam em tentar me convencer que só na sua cidade existe desorganização, crescimento desordenado, banditismo, violência, educação deficitária, política de clientelismo, corrupção, etc, etc, etc. Se não acreditam nisso, então estão fingindo que sim!
Tá certo, é mais fácil olhar pro próprio umbigo e perceber melhor os erros quando estão na porta da nossa casa. E fica mais difícil perceber oos problemas do outro olhando de longe, tem coisa que nem com luneta a gente consegue enxergar! Tem caboclo que olha pra cá e acha que vai ver, em todas as cidades, aquela atmosfera “européia” de Gramado e Canela. Sente “invejinha” da estética do frio, acha que aqui não faz verão, ou quer crer, pelo menos, que aqui é uma terra sem males, climatizada permanentemente arejada por um split de 7.000.000.000.000.000.000 BTUs. Desde curuminzinho, aliás, desde piazito que ouço que aqui é “um outro país”... não acredito nisso faz é tempo, porque... não vou me repetir, já falei isso acima! Em tempos mais ingênuos até acreditei nesse papo, pensava “aqui tá ruim, mas ainda é melhor do que lá”. Me consolava com isso, até sofrer uma pequena desilusão e descobrir que não era bem assim. Depois, ao sair para explorar o mundo, fiquei até feliz ao descobrir que aqui não é assim tão diferente daí, dali, de acolá!
Mas ainda falo com gente que tem a tal invejinha do frio. Gente que não leva fé no que digo, que acha que vai chegar aqui e dar de cara com uma cidadezinha dos Alpes suíços, ou com uma Liverpool, com a vantagem de falar a mesma nossa língua. Já tiveram uns cabocos que chegaram por aqui e tiveram a pequena grande decepção de que falei. Eu avisei, não avisei?! Aqui não é “Brazil”, aqui é periferia, também. Aí é província?! Aqui também!! Quer discutir e convencer a problemática?! Ok, borá discutir! Vamos falar do trânsito e transporte, então!! MAS, num próximo texto...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Saudades da Baheea


“I don’t want to stay here, I wanna to go back to Bahia...” Já começava assim a música de Paulo Diniz. Lembro da primeira vez que escutei essa música. Lembro que logo de cara chapei nela, gostei muito dela, queria ouvi-la o tempo todo. Mesmo sendo moleque, mesmo sendo uma canção bem antiguinha, já na época em que ouvi primeiro, que tocava, inclusive numa rádio considerada adulta, ou seja, cuja programação era composta principalmente de flashbacks.
De pelo menos metade das referências eu não tinha o pleno conhecimento, sabia muito pouco sobre o Pasquim, a idéia que tinha era de algo semelhante à revista Chiclete com Banana e ao jornal O Planeta Diário. Da Intelsat sabia o que meu pai me contou e olhe, olhe. De resto, a letra era, pra mim, bastante clara. Mesmo sabendo pouco sobre os anos de chumbo da ditadura militar, sobre a perseguição a políticos, jornalistas e artistas, o exílio, voluntário, ou não, compreendi que a mensagem da canção era sobre saudades. Saudades do Brasil, para quem teve de se ausentar, ou foi buscar fora do país um futuro melhor; saudades da terra onde nasceu, da sua cidade, dos lugares da sua infância, da sua vida... saudades da Bahia.
Quer dizer, não conheço a Bahia, pelo menos não muito, conheço só o que vejo pela TV. O que sei de Salvador, vi nos programas de televisão, fiquei sabendo de ouvir falar... mas, saudade da Bahia, querer voltar para a Bahia, mesmo não sendo o meu lugar, passou a ser sinônimo, para mim, de saudades de casa! Tentei trocar “Bahia” por outros lugares, na letra da música, às vezes em que cantarolava, mas o único que funcionou mais ou menos foi “Floripa”... onde só fui em alguns verões da minha infância, e já fazem uns bons 20 anos que não vou a Florianópolis, portanto, aquilo de que sinto saudades lá já deve ter mudado muito, ou talvez nem exista mais! Hoje não troco mais a letra...
Não conheci a Bahia, ainda, mas conheço muitos artistas de lá, de que gosto, Raul Seixas, Caetano e Gil, e Gal, Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Pitty, Maglore... a tia de uma amiga é baiana, de Salvador, a conheci em Manaus, quando fui conhecer a família dessa amiga, enfim, eram outros tempos... conheci baianos pelo Brasil afora, gosto disso neles, onde quer que vão, divulgam sua terra, sua cultura, são bairristas, como nós gaúchos, como os cariocas, como os paraenses... gosto de quem tem orgulho e se ufana, um pouquinho, da sua terra, das suas origens. Quem não gosta, ou é paulista, ou tem problemas sérios de auto-estima... ah, conheci uma baiana que era cobradora de ônibus da Real Rodovias, na Grande Porto Alegre! Pois é, veja você...
Aliás, quando morei em Manaus, às vezes em que ouvia a música de Paulo Diniz, “I want to go back to Bahia”, para mim soava como “Quero voltar ao pago, sinto saudades do Rio Grande”, sentia falta da leal e valerosa Porto Alegre, Grande Porto Alegre e Vale do Sinos. Não digo saudades de casa, porque... bem, agora, toda vez que escuto essa mesma canção, lembro de Manaus, de Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, rio Negro... porque lá também ficou sendo minha casa. I want to go back home, eu quero voltar ao Amazonas!
Pela internet conheci gente de todo país, várias pessoas da Bahia, por causa disso, digamos que toda vez que escuto Paulo Diniz, sinto uma certa nostalgia da Bahia, mesmo sem conhecê-la... tem uma amiga de Facebook, que conheci pelo twitter com quem cruzei só duas vezes... pensando nela, lembrei dessa canção, ouvindo essa música, me peguei sentindo falta da Bahia, pensando “puxa, como sinto falta da baianinha...”
Nesses dias tenho sentido muita falta dela, Band Folia me fez lembrar dela, fotos de Ivete no jornal da segunda de Carnaval me fizeram pensar nela, vi um documentário na TV Educativa, sobre a evolução dos trios elétricos e blocos carnavalescos de Salvador e isso me fez querer stalkeá-la bem de leve... saudades, muitas! Saudade da Bahia... saudades de ti, baianinha... ah, I want my CPU now! I want to see my baianinha!

Desejos de Viajar


Estava sentado, pensando... pescando, ou pescoçando seriam os termos mais corretos. Sem o computador para dispersar-lhe as idéias, no entanto, falta-lhe o som, a música, as discografias de Tim Maia e Marisa Monte. Não, o silêncio não lhe incomoda, não, às vezes a ausência de som lhe traz a doce paz, mas é isso mesmo, a doce paz é boa para dormir, quando não se pode, o silêncio só traz o tédio, o marasmo, as idéias não se movimentam e fica-se sonolento, os olhos ardem, como se tivesse passado uma noite mal-dormida...
Até gostaria de escrever, mas as idéias estão dormentes, elas também se encontram sonolentas, tediosas e entediadas. Os bocejos se prolongam, os olhos pesam como se as pálpebras fossem de chumbo. Desejava estar em casa, dormir a tarde toda, deitado no colchão, sob as cobertas, estirado, só o som do ventilador soprando o silêncio. Olhando o calendário dependurado na parede, admirando a foto da praia de Ipanema, desejou estar lá, ao sol do Rio de Janeiro, jogadão numa esteira, sob uma barraca de praia, óculos escuros, havaianas enterradas na areia fofa, ressonando à beira mar, a brisa, as ondas, a maresia.
Queria não estar sentado a uma escrivaninha, preferia até mesmo estar num diminuto acento de avião, preferia estar sacolejando dentro de um ônibus pela Estrada do Mar, tostando só o lado direito do rosto ao sol e recebendo o vento da estrada nos olhos. Estaria parado, mas em movimento! Neste momento, aliás, desejaria é estar parado deitado em uma rede em Jericoacoara! Não, ainda não conhece essa praia, o que não impede de desejar umas longas férias por lá! Neste momento, o que se quer é dar asas ao seu lado nômade, ao seu “eu” cigano. Viajar, estar andando, até mesmo por seu habitat, as ruas esburacadas da Zona Lerte, as vielas de chão de tábuas nos rif-rafs da vida, pois já começou a sentir falta disso. Caminhar, subindo e descendo lomba, andando pelas ruas de comércio popular e as de má fama do Centro Histórico, com aqueles prédios decadentes e mal cuidados, de portinhas estreitas que se abrem para corredores escuros e muito suspeitos. Nem o mais destemido mochileiro andaria por onde ele já andou, isso é para turistas andarilhos, verdadeiros ciganos, nômades, que não têm destino, que não se preocupam com hora e lugar para parar!
Seu desejo é conhecer novos lugares, respirar novos ares, quem sabe rever lugares aos quais não vai há anos, andar por onde seus pés jamais pisaram, ou pelo menos não pisam desde que era piá, seria bem melhor que ficar aqui, sentado, sonolento, dormitando. Viajando, novos pensamentos poderiam surgir, refrigerar sua mente, uns bons sentimentos podiam se regenerar... era melhor caminhar, andar, sem destino, sem rumo, sem esperar o coletivo passar. Neste momento gostaria, muito mesmo, é de viajar!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dia de Valentino!


Sem computador, já há mais de uma semana, me perco nas datas, mas não me perco dela! Sou de veneta! Ou não sou...? Nem sei... sei que há uns tempos um só dia dos namorados já era demais pra mim, não tinha, não achava, não queria motivos para comemorá-lo... ainda mais depois de um 12 de Junho em que nada foi bem como eu esperava.
Agora, por isso digo que devo ser de lua, de veneta, acho muito tri Dia dos Namorados, claro que sei que é uma data mais comercial do que romântica, mas acho que o romantismo vem da pessoa, não necessariamente da data. E eu sou um cara romântico, modéstia à parte! É, sim, você também acha isso, eu sei... também te gosto, mas... você entende, não é!?
Pois, acho muito tri um Dia dos Namorados, acho pai d’égua DOIS Dias dos Namorados no ano, e saber que hoje é o dia dos namorados americano, Valentine’s Day, é chibata no balde! Ok, não tenho por quê comemorar o Valentine’s Day, ou quem sabe tenha, talvez não tenha nem com quem, mas, sei lá, gosto muito, fico feliz por haver um dia especial para comemorar o amor.
E nem me lembrava! Lembrei da morena, Helena, kriptonita, enfim, das trocentas músicas que (quase) sempre escuto e me lembram ela... há dias que estou sem computador, sem internet, sem contato, por isso tenho sentido muito sua falta... mas, por estar sem internet, não fazia nem idéia que hoje seria o dia de pensar e lembrar-me dela com um carinho especial, romancear e sorrir feito bobo! Só fui lembrar quando ouvi no rádio o comunicador falar que hoje é Valentine’s Day, ou, como ele também disse, Dia Mundial do Amor! Malditos yankees, tentam sempre impor sua cultura para os outros povos, mas... dia do amor, quem não irá gostar?! Pois, gostei disso... senti uma alegria quase infantil. Ao ser lembrado de que dia é hoje, lembrei dela, pensei nela, toda toda, sempre sempre, toda linda!
Um dia, talvez, quem sabe, algum dia, eu comemore novamente... mas já estou feliz por hoje ser um dia para comemorar com o coração, namorá-la aqui dentro, lembrá-la com carinho. Fico feliz por haver duas oportunidades neste ano para celebrar o amor! Ou pelo menos para lembrar da paixão.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Você É Música



Sabe, eu fico pensando, pensando... que gostaria de me inspirar, de traduzir as emoções e os sentimentos em palavras, de falar de amor, de escrever um belo poema, ou um texto romântico e dedicá-lo a você! Eu tento, eu começo, mas me frustro, pois não consigo. Aí, então, eu penso, o que estaria acontecendo comigo?! Será que já gastei todo meu vernáculo vernacular e não consigo mais pensar na coisa certa a se dizer?! Será que todas as boas idéias românticas já se foram, será que minhas últimas inspirações já se foram, ficaram para trás, com as musas de outros carnabois?!
Senti-me até um tanto grilado, fiquei preocupado: serei eu o problema?! Ou será você?? Será que não estou tão apaixonado quanto julgo estar?! Terei sido envenenado por um medo irracional, estarei eu racionalizando o que não é raciocinado, e assim me esforçando pra não me envolver?! Ou pior, mesmo com todo esforço, não estou tão envolvido assim?! Que será, que será!??
Não consigo ficar horas a fio visualizando a idéia de nós dois juntos, abraçados, etc, consigo, sim, imaginar, você e eu, momentos românticos, como naquele sonho, coisa e tal... não consigo é te visualizar o tempo todo em meus braços, mesmo quando penso que gostaria, muito, do teu abraço, que queria, ainda mais, te abraçar. Não sei porquê, pensei também, talvez não sejam os sentimentos o problema, talvez não seja o meu modo de gostar que esteja diferente, talvez a diferença esteja em você. Talvez esteja eu mais tranqüilo, pode ser, quem sabe!? Estaria eu mais consciente e consciencioso de meus sentimentos por você, de como me fazes sentir (bem)? Quem sabe... gosto quando apenas curtes algo que escrevo, ou que posto, na rede social... todo santo dia, tem uma música qualquer que ouço e me lembra você, e isso me faz sorrir, no outro dia, penso em postar o vídeo com aquela música no teu mural. Algumas músicas, elas até me dão alguma inspiração, às vezes sai algum texto sobre você, sobre meus sentimentos, despertos pela música que me faz pensar em você... talvez você não seja tanto prosa, mas sim mais música em minha vida.
Curto quando você posta novas fotos, fico um bom tempo lhe admirando, daí, às vezes me ocorre alguma coisa a dizer... e daí sorrio de orelha a orelha, quando você curte meu comentário e me responde! Porque, sim, há umas pequenas coisas, há só pequenas idealizações, mas elas não estão mais tão importantes, ou interessantes... quanto à realidade, bem, estamos um tanto distantes, mas gosto de te ver on-line, gosto de ficar admirando teu sorriso, gosto demais de ser teu stalker... e já faz algum tempo, por esses dias estou sem computador e já começo a sentir saudades. Pois é, difícil explicar, de uma forma, ahn... romântica! E talvez deva mesmo ser assim. O que sinto por você, o que sinto com você, é mais fácil traduzir com uma música, porque você, acho que não é, mesmo, prosa, você é música!