PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Uma Vez Tentei Escrever...


Uma vez tentei escrever sobre minhas influências... sabe o que é? Meu sonho, na juventude, era ser escritor... acho que ainda é! Um dia, já gostei de desenhar, criava personagens, super-heróis, a maioria muito tosca, sonhava em um dia ir para a terra das HQs de super-herói, ir para os “States”, quem sabe trabalhar numa das duas grandes do setor, a DC, ou a Marvel, de preferência, a segunda... talvez trabalhar com Stan Lee, saca?! Pra quem não conhece, ele é um tiozinho de cabeça branca, bigode e óculos escuros, que costuma aparecer nos filmes do Homem-Aranha. Sem falar que se trata do próprio criador do aracnídeo escalador de paredes, também dos X-Men, Hulk, Homem de Ferro e Quarteto Fantástico... pois é, quando eu era menino e desenhava meus personagens, lá pela segunda metade dos anos 80, eu queria ser como ele, ou algum dia trabalhar com a lenda viva, com Stan Lee! Coisas de moleque...
Pois, quando comecei a escrever, tempos depois, minha intenção, inicialmente, não era usar isso como terapia. Não era minha pretensão abrir o baú, tirar esqueletos do armário, me demonstrar e me expor, além do que me exponho no pessoal, falar de meus pensamentos, sentimentos, dúvidas, paixões, etc... não era pra fazer tantas revelações, como tenho feito ultimamente. Talvez demonstrar o que penso, minhas opiniões, meus conceitos, sim, isso sim, mas a idéia era de que fosse por intermédio de metáforas e parábolas..., pois, quando comecei a escrever, queria ser contista, romancista, novelista – novela literária, não telenovela – queria mesmo era enveredar pelo caminho da ficção. Lia, tentava me espelhar nos escritores de quem me tornara fã, como Júlio Verne, Conan Doyle, Marion Zimmer Bradley... queria ter o dom desses caras aí, saber contar uma história e prender o leitor, aquela coisa toda. Nem sei, tem gente que diz que gosta do que escrevo, mas é um dos dois ou três leitores contumazes que tenho.
Imaginar histórias, pra mim, até que é fácil... nas viagens mentais que faço – pra quem quiser ler o outro post, “Viagens”, depois entra no arquivo, tá facinho de encontrar – costumo mesmo pensar histórias, personagens, imagino o local onde se desenrola a ação, imagino as cenas, o enredo, enfim... na minha mente, as histórias se desenrolam como num filme, sem os problemas de orçamento e pra formar o elenco, por exemplo. E aí é que tá, assim como um produtor encontra problemas pra filmar a sua história exatamente como a imaginou, por essas contingências supracitadas, encontro também várias dificuldades pra colocar a história, como estava “escrita”, ou “filmada” na minha cabeça, no papel. É complicado... é que, também, tenho um pouco de problema com certos conceitos, como linearidade, cronologia, tempo de narrativa, etc. Costumo ver a história, imaginá-la no todo, desde o início até o fim. Se começo a escrevê-la, é difícil me concentrar no seu começo, quando a minha mente já viajou lá pro meio, ou mesmo pro final, ou ainda mais à frente, pra continuação, ou pra trás, que agora o lance é você contar “como tudo começou”. Tão na fila, pra eu ler, Dragão Vermelho e A Origem do Mal, as continuações reversas – parece que é esse o nome que se dá – de O Silêncio dos Inocentes. Pois é, quando começo a pensar uma história, imagino conjuntamente todas as continuações, desdobramentos, spin-offs, é uma confusão só! Bom seria se tivesse uns eletrodos ligados diretamente num computador programado pra “escrever” cada história que invento! Alguém já deu um jeito de inventar isso daí?!
Esta semana comecei a ler Dois Irmãos, de Milton Hatoum, escritor brasileiro, amazonense, de Manaus. Estou recém no primeiro capítulo, mas já deu pra sentir-me transportado pra dentro da história, pra dentro do lugar onde corre a ação, no caso, a Manaus do pós-guerra, segunda metade dos anos 40... sim, eu já conheço Manaus, talvez seja fácil me transportar pra lá, mas a cidade que conheço é de sessenta anos depois, a que o autor descreve é, praticamente, uma outra! Ou seja... sim, minha opinião é de que o autor já tem a manha de te fazer entrar na sua história, sentir-se parte! Há outros escritores, que com estilos mais ou menos refinados que o de Hatoum, também me causam essa impressão. Dois, eu já mencionei antes, Verne, Zimmer Bradley... mané Stephenie Meyer, tentei ler, uma vez, aquele bagulho que chamam de “saga vampiresca”, não consegui, não me senti transportado pra dentro da tal história. Foi o pior livro que caiu em minhas mãos, e olha que já li O Diário de um Mago!! Pense!! Bueno...
Gosto de histórias de vampiros, e essa saga aí que tá na moda meio que me fez desgostar. Ainda tô pra ler Drácula, que foi o livro que deu origem a toda literatura – de ficção – vampiresca. E da literatura contemporânea, o melhor nome, pelo menos pra mim, ainda é Anne Rice, a criadora do vampiro Lestat, a autora do best seller Entrevista com o Vampiro, que até virou filme, nos anos 90, com Brad Pitt e Tom Cruise, como Lestat.
Mas esse negócio de escrever ficção... não sei por que não consigo passar pro papel tudo o que imagino. Ano passado foi o último conto que escrevi, um conto porno-erótico, meio de terror, com um final “surpreendente”! E só. Há uns dois anos, acho, o melhor conto longo, ou micro-novela que já escrevi até hoje, não era exatamente uma ficção. O que lhe conferia um quê de ficção eram a mudança de alguns pequenos detalhes e a troca dos nomes das personagens, pois esse conto, ou novela, seja lá como for chamar, era, na verdade, baseado na minha própria experiência, era sobre as minhas desventuras com a primeira grande paixão da minha vida, quer dizer... era um conto autobiográfico, o que acontece com o personagem, mudando alguns detalhes, foi o que realmente aconteceu comigo mesmo, de fato, dos véra. Até pensei em republicar aquela história, mas talvez melhor não... o conto fora escrito, como que para exorcizar alguns traumas que sofrera com tal experiência, do insucesso, das mágoas, etc. E o que passou, passou. Chega de remoer velhos erros e desenganos, principalmente erros alheios. Se você diz que perdoou a pessoa, haja como se tivesse perdoado mesmo! Continuo a gostar da criatura, não como antes, não da mesma forma. Estou aproveitando o coleguismo que ficou.
E desde então, não tenho conseguido escrever nada em prosa que não seja falando de mim mesmo, de algo que gosto, de alguém que me interessa, de minhas impressões, opiniões, emoções, situações, sensações, sentimentos, fatos, ou imaginações. Dia desses pensei, se não devia desistir de, algum dia, quem sabe, ser romancista, novelista, ou qualquer outro ista... se não devia continuar escrevendo só sobre mim, os sentimentos, as pessoas, continuar fazendo essa terapia psicológica por meio da escrita, para os outros lerem. Que afinal, é fato que por aqui me abro e me exponho demais, acho eu, me torno mais vulnerável, talvez. Também me preocupo com isso. Bom, alguém já disse que pra ser-se escritor, que a gente tem que perder a paz de espírito... bom, era mais ou menos assim, ou eu entendi errado! Enquanto isso, continuarei escrevendo... esperando, algum dia, conseguir conciliar os textos “do fundo do meu ser” com os da minha imaginação marromenos fértil. Já que respostas pra esses questionamentos não tô encontrando mesmo, esquentar pra que!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sonhos Perturbadores, Fantasmas, Preocupações e Succubus


Às vezes me pergunto do por quê levar meu caderno de rascunhos para casa... não que faltem idéias, mas sim que me falte um lugar descente para escrever, que me falte paciência e me sobre preguiça... não que não queira escrever... é que quando morava sozinho, não tinha problema nenhum com isso! Não tinha ninguém querendo usar a mesa da cozinha, na hora que eu tinha para escrever, por exemplo. Até gosto de entrar madrugada escrevendo, mas quando estou sem sono e, de preferência, num final de semana! E, além disso, por esses dias...
Parece que, depois de sentir-me tão inspirado e profícuo, cheio de idéias e escrevendo bem pacas – é, de vez em quando eu me iludo – numa bela segunda-feira... quer dizer... numa simpática segunda-feira, em que consegui escrever dois posts de vereda, depois de escrever todas aquelas sentimentalidades – ou barbaridades, se preferir – românticas, para quem não sei direito quem é, nem sabe direito quem sou, que não sei se entenderia todas minhas mensagens subliminares, escritas nas entrelinhas, mas que também temia por ela ser descoberto, que se soubesse a bela mulher de doce sorriso desses meus últimos textos no blog... ou achasse ser, sem sê-lo, o que provocaria, com toda certeza, uma tremenda confusão, como num filme da Sessão da Tarde... não tenho conseguido escrever, não me sinto tão inspirado, seu sorriso continua admirável, porém também tem me constrangido. Sim, é bem estranho!
Da noite de segunda é que comecei a sofrer desses males, como se fosse errado, até, nutrir alguma paixão, mesmo que platônica, por ela, viver mais um amor improvável, impossível e imaginário. Os sonhos que tenho tido como que têm reforçado isso, ou talvez apenas me perturbado mais do que o habitual... e trazido algumas dúvidas e questionamentos, que não são exatamente novos. E ressuscitado alguns velhos fantasmas que, após alguns vários anos, insistem em me assombrar, quando eu absolutamente não os quero por perto! Um desses fantasmas me infligira muita dor, num passado recente, por várias vezes fez doer meu peito, como se o coração dali fosse, a cada dia, arrancado aos poucos, e agora fica me rondando, como que para evitar que eu pense nela, nos seus olhos e no seu sorriso. É, esse fantasma em particular consegue ser bastante cruel, não há como duvidar disso.
Tenho acordado no meio das madrugadas, sobressaltado e os sonhos têm sido um tanto pesados, têm me provocado estranhos pensamentos e questionamentos. Tem sido difícil empreender minhas viagens noturnas. Começo a suspeitar que deva buscar o auxílio da Mãe... noite dessas sonhei com três amigos a quem não via há muito tempo. Coisa de anos, no caso de dois deles. Esses dois estavam razoavelmente bem, no sonho, trabalhando, seguindo suas vidas, felizes, ao menos pareciam. Quanto ao terceiro, muito pelo contrário, estava muito mal. Noites depois desse sonho um tanto perturbador, o vejo, à noite, no centro da cidade, podre de bêbado e parecendo ter saído daquele mesmo sonho que eu tivera, algumas noites antes: calvície bastante pronunciada, roupas esfarrapadas e sujas, parecendo praticamente um mendigo, exatamente como no sonho. Ouço-o dizer, ainda, que anda ouvindo vozes. Pois no sonho, ele vinha a mim tendo ao redor péssimas companhias. Seriam aquelas criaturas sinistras as donas das tais vozes, aquelas que lhe têm feito companhia, ultimamente? A crer nisso, não é um pensamento realmente perturbador??
Esta noite, algumas súcubus é que me fizeram companhia em meus sonhos irrequietos, que pouco auxiliam-me a repousar. Mas também tive um sonho que, sinceramente, gostaria bem mais de ver realizado! Já estava sendo marcada a data da partida, comprando-se as passagens, fazendo a viagem, que espero, ainda este ano consiga, revendo pessoas queridas, a minha quase-família, beber um Baré em lata... sim, espero que, pelo menos esse sonho se realize! Tenho trabalhado pra isso... não?!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Weezer - Buddy Holly

We don't care about that!


Mais uma música que me faz romantizar, sonhar, viajar nas idéias e num ideal de vida... bem, não sou um megafera em inglês, não sei falar, nem entender com total fluência, e tals... esse é meu irmão mais velho que é! Eu apenas sei o básico e tenho um nível de compreensão aceitável, principalmente pra compreender as músicas de que gosto. Não é exatamente a música, neste caso, que me faz romantizar, sabe, se trata mais propriamente de uma parte de estrofe da canção:
Woo-hoo, but you know, I'm yours/ Woo-hoo, and I know you're mine/ Woo-hoo, and that's for all time!”
E toda vez que escuto essa música, eu penso nela... mesmo que já estivesse pensando antes, nesse momento o pensamento praticamente vai até ela, sinto-me noutra época e ao lado dela! Vou tentar ser mais direto, quem sabe se ela não está, agora mesmo, lendo-me, lendo meu texto...? Ah, eu gostaria... toda vez que escuto essa exata estrofe dessa deliciosa cançãozinha nostálgica da banda Weezer, chamada “Buddy Holly”, que era um dos precursores do rock n' roll, lá nos anos 50 do século passado, eu penso em você, imagino cantar baixinho no pé do seu ouvidinho, só pra você: que você sabe que sou só seu, e eu sei que você é minha menininha, e que isso é tudo que nos importa, no momento!
Bobo, piegas, cafona... sim, sim, eu sei que é exatamente assim que lhe soam tais palavras, é como me soam também... mas eu gostaria, e além disso, o que fazer?! Tudo com o que sonho da vida é ter alguém, e a ela também me dar, mesmo que por um único momento, que valeria por uma eternidade, ou por uma vida... seria como uma vida em um dia, com você. Ou uma vida que pareceria apenas um dia, talvez! Sem se importar com o que os outros pensam, como diz a canção! É!!
O que considero ideal, muita gente, muitos homens, e também mulheres, podem considerar apenas simplório, romântico, sonhador, apartado do mundo real. Mas é o meu ideal, apenas sermos você e eu, te aconchegar no meio do meu abraço e o seu calor aquecendo meu coração. E bem... isso é tudo o que importa, por agora!

Amor, Romantismo, Definições e Uma boa música...


Hoje pela manhã acordei no auge de minha loucura. Novamente, depois de um longo tempo sem fazê-lo, viajei ao velho lugar imaginário, onde consigo encontrar a minha pequena, de doce e largo sorriso que tanto amo admirar. Só nesse lugar mesmo, para conseguir estar com ela, juntos, nós dois, em detrimento da distância que nos separa, e do fato de, fora da grande teia da internet, sermos, um para o outro, perfeitos estranhos... pensei nela aninhada entre meus braços, seus cabelos longos e sedosos, roçando meu rosto, sua cabeça descansando em meu ombro, sua respiração soprando suavemente em meu peito... enfim, cê sabe, todas aquelas imagens românticas que já estão, de alguma forma, projetadas em nossas mentes, no nosso subconsciente.
Só Deus sabe o quanto sinto a falta de ter alguém, um amorzinho, aconchegado no meio do meu abraço. Só Deus sabe como gostaria de ter minha musa internética, assim, aconchegada! Forever alone... mas paciência! Quem sabe, algum dia, o meu velho lugar e a companhia não sejam mais construídos e projetados no imaginário, sejam mesmo reais...
Aí que é engraçado como há momentos em que alguma coisa na tv, no rádio, no mp3, no celular de alguém, etc, alguma música, AQUELA música, a música certa, no momento certo, potencializa na gente certos estados de espírito... pois hoje, na hora em que me levanto para arrumar-me e vir ao escritório, me deparo com um clipe, apenas um clipe, muito antigo, do ex-beatle John Lennon. Uma música linda, imagens também lindas, bem feitas, mas que tocaram o coração, que até fizeram meus olhos ficarem ligeiramente úmidos... letra simples e rima fácil, veja só:
Love is real, real is love/ Love is feeling, feeling love/ Love is wanting to be loved/ Love is touch, touch is love/ Love is reaching, reaching love/ Love is asking to be loved/ Love is you, you and me/ Love is knowing we can be/ Love is free, free is love/ Love is living, living love/ Love is needing to be loved”
Define bem o amor. Quer dizer, define bem, também, o amor! O que atrapalha não são as palavras, é essa tal de definição. Meia dúzia de frases, ou palavras, se não forem bem usadas, não definem muita coisa sobre as coisas mais mundanas, o que dizer, então, de algo, de um sentimento tão profundo e tão amplo como é o amor! Falando em definições, semana passada, li um texto primoroso, em um blog, sobre o tempo do amor, o tempo do amar, etc. E achei de deixar minha contribuição, decidi deixar um comentário, dando a minha humilde opinião a respeito! Ao ver a resposta automática para o recebimento do meu comentário, tive um pequeno estalo e achei eu também uma definição, que não é grande coisa, mas enfim, foi algo que me ocorreu: O amor é um comentário a um texto em um blog... às vezes, está só esperando moderação!” Enfim, é só mais uma definição... que também ajuda a entender esse sublime sentimento... quer dizer, pelo menos me ajudou a entender um pouco melhor! Na verdade, é mais como uma metáfora... do sentir amor, do sentir-se amar, algo, alguém, principalmente alguém, e ter-se, ou não, a correspondência desse sentimento devotado.
Enfim! As definições são estanques, mas não os sentimentos. O amor não é estanque! E me dou ao direito de, de vez em quando, ficar sentimental, notar-me mais sentimental do que o normal. E a música de John Lennon, bem como a minha doce musa de lindo sorriso, me ajudou, hoje, a potencializar o sentimentalismo e as sensações benéficas do meu romantismo – mesmo platônico – e deixar de lado o velho mau-humor de segundas-feiras. Só pensei que devia lhes agradecer, onde o nobre cantor e minha doce paixão da rede estiverem!