Às
vezes me pergunto do por quê levar meu caderno de rascunhos
para casa... não que faltem idéias, mas sim que me
falte um lugar descente para escrever, que me falte paciência e
me sobre preguiça... não que não queira
escrever... é que quando morava sozinho, não tinha
problema nenhum com isso! Não tinha ninguém querendo
usar a mesa da cozinha, na hora que eu tinha para escrever, por
exemplo. Até gosto de entrar madrugada escrevendo, mas quando
estou sem sono e, de preferência, num final de semana! E, além
disso, por esses dias...
Parece
que, depois de sentir-me tão inspirado e profícuo,
cheio de idéias e escrevendo bem pacas – é, de vez em
quando eu me iludo – numa bela segunda-feira... quer dizer... numa
simpática segunda-feira, em que consegui escrever dois posts
de vereda, depois de escrever todas aquelas sentimentalidades – ou
barbaridades, se preferir – românticas, para quem não
sei direito quem é, nem sabe direito quem sou, que não
sei se entenderia todas minhas mensagens subliminares, escritas nas
entrelinhas, mas que também temia por ela ser descoberto, que
se soubesse a bela mulher de doce sorriso desses meus últimos
textos no blog... ou achasse ser, sem sê-lo, o que provocaria,
com toda certeza, uma tremenda confusão, como num filme da
Sessão da Tarde... não tenho conseguido escrever, não
me sinto tão inspirado, seu sorriso continua admirável,
porém também tem me constrangido. Sim, é bem
estranho!
Da
noite de segunda é que comecei a sofrer desses males, como se
fosse errado, até, nutrir alguma paixão, mesmo que
platônica, por ela, viver mais um amor improvável,
impossível e imaginário. Os sonhos que tenho tido como
que têm reforçado isso, ou talvez apenas me perturbado
mais do que o habitual... e trazido algumas dúvidas e
questionamentos, que não são exatamente novos. E
ressuscitado alguns velhos fantasmas que, após alguns vários
anos, insistem em me assombrar, quando eu absolutamente não os
quero por perto! Um desses fantasmas me infligira muita dor, num
passado recente, por várias vezes fez doer meu peito, como se
o coração dali fosse, a cada dia, arrancado aos poucos,
e agora fica me rondando, como que para evitar que eu pense nela, nos
seus olhos e no seu sorriso. É, esse fantasma em particular
consegue ser bastante cruel, não há como duvidar disso.
Tenho
acordado no meio das madrugadas, sobressaltado e os sonhos têm
sido um tanto pesados, têm me provocado estranhos pensamentos e
questionamentos. Tem sido difícil empreender minhas viagens
noturnas. Começo a suspeitar que deva buscar o auxílio
da Mãe... noite dessas sonhei com três amigos a quem não
via há muito tempo. Coisa de anos, no caso de dois deles.
Esses dois estavam razoavelmente bem, no sonho, trabalhando, seguindo
suas vidas, felizes, ao menos pareciam. Quanto ao terceiro, muito
pelo contrário, estava muito mal. Noites depois desse sonho um
tanto perturbador, o vejo, à noite, no centro da cidade, podre
de bêbado e parecendo ter saído daquele mesmo sonho que
eu tivera, algumas noites antes: calvície bastante
pronunciada, roupas esfarrapadas e sujas, parecendo praticamente um
mendigo, exatamente como no sonho. Ouço-o dizer, ainda, que
anda ouvindo vozes. Pois no sonho, ele vinha a mim tendo ao redor
péssimas companhias. Seriam aquelas criaturas sinistras as
donas das tais vozes, aquelas que lhe têm feito companhia,
ultimamente? A crer nisso, não é um pensamento
realmente perturbador??
Esta
noite, algumas súcubus é que me fizeram companhia em
meus sonhos irrequietos, que pouco auxiliam-me a repousar. Mas também
tive um sonho que, sinceramente, gostaria bem mais de ver realizado!
Já estava sendo marcada a data da partida, comprando-se as
passagens, fazendo a viagem, que espero, ainda este ano consiga,
revendo pessoas queridas, a minha quase-família, beber um Baré
em lata... sim, espero que, pelo menos esse sonho se realize! Tenho
trabalhado pra isso... não?!


Sempre gosto dos seus textos, sao bem proximos do seu pensamento, as vezes parece que conversa comigo.Tbm tenho sonhos estranhos, as vezes com pessoas que nao vejo a tempos, e dias depois encontro essa pessoal por mero acaso, da medo as vezes do poder dos meus sonhos!
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