Hoje,
no rádio, o cara da previsão falou tudo aquilo que eu
mais queria ouvir! Na verdade, não o que eu queria, mas o que
já esperava ouvir: um tal de “ciclone extratropical” tinha
saído do Estado, e o sol e o calor iriam voltar, hoje a
temperatura chegaria à máxima de 30°C. Nossa, que
calorão! Nisso, pelo menos, não erraram. Não fui
lá fora depois que voltei do almoço, mas pelo suador
que tô tomando, aqui dentro do prédio decadente que
esquenta no verão e congela no inverno, onde trabalho,
provavelmente essa é a temperatura que faz lá fora.
Quanto ao resto, bom, parecia que o minino do tempo ia acertar,
amanheceu com algumas nuvens, mas logo o sol apareceu por entre elas,
iluminando e queimando a pele como se eu estivesse dentro de um forno
de microondas.
Pois
quando saio para o almoço, o céu está novamente
nublado, sopra um ventinho bacaneinha e fica aquele jeitão de
que pode chover a qualquer momento. E chove! Por sorte, só
depois que volto do almoço. Não é sempre... acho
que até vou jogar na mega sena, porque, vai que... né!?
Embora
o sol, a chuva torrencial, depois o sol de novo, hoje meu caminho de
casa para o trabalho foi pavimentado por flores, lindas flores,
perfumadas flores, alegres e cheias de vida flores. Algumas, sim,
poucas, sim, me pareceram murchas, tristonhas e sem viço...
bonitas flores, ainda assim.
Gosto
muito de flores, gosto de passar por um caminho todo florido, meus
olhos passeiam por ele, meu olhar se prende nas flores que mais me
atraem, me volto para admirá-las melhor, guardá-las na
memória, nos seus mínimos detalhes.
De
todas as cores, das pequenas, das grandes, solitárias, ou em
ramalhetes, amo as flores. Gosto muito daquelas florzinhas
silvestres, que brotam naturalmente por entre a grama, dum lado e
doutro de uma estrada, às vezes esticando suas pétalas
e folhas para receber e aproveitar ao máximo os raios de sol.
Gostei
de ver, uma profusão de flores, de todas as cores; lilases,
orquídeas, Narcisos, Violetas, Rosas, Margaridas... de casa
até o trabalho, as vi, nas ruas, na plataforma da estação,
no metrô de superfície – que eu chamo de trem! Lindas
e adoráveis flores, tão lindas eram as flores que senti
vontade de comê-las. Já no trem, tive a felicidade de
vir cercado delas, uma bela e alta flor, um pouco murchinha, com um
jeito de entediada, do meu outro lado via uma linda florzinha que
tinha um singelo cãozinho tatuado em seu tornozelo direito. O
quê... de que tipo de flores você pensou que eu estivesse
falando?? É lógico que estou falando das mais belas
flores que Deus achou por bem colocar no meio de sua Criação!
Pela
tela do meu desktop também, todos os dias, me extasia,
deixando-se colorir com várias flores, de todos os lugares,
algumas conheço, outras só vejo, de relance, numa ou
noutra notícia, ou página, pinçada daqui, ou
dali. Muitas florzinhas que me alegram o dia, que me fazem sorrir, e
até dar boas gaitadas, flores que me dizem coisas
interessantes, dão boas dicas, filosofam e me fazem pensar,
por vezes me instigam, me provocam e me suscitam algumas dúvidas,
propõem novos conceitos e paradigmas.
Dentre
elas todas, há uma florzinha que não me canso nunca de
admirar, de aqui ressaltar essa minha predileção, que
quando não aparece, deixa meu dia menos colorido e agradável.
Adoro-a imensamente, adoro seu sorriso, quando a vejo meio tristonha
e murcha, por dentro murcho um pouco também. É, não
adiantaria muita coisa, se pudesse estar no mesmo jardim onde essa
florzinha amazônica está... sim, bobagem minha pensar
que poderia cultivá-la, cuidá-la, com todo carinho e
afeto, nem sei se algum dia terei a oportunidade. Ainda ontem
imaginei-me colocando uma pequena flor, branca e dourada, nos cabelos
de ébano da minha flor, e ela sorrindo pra mim. Nessas horas
sinto-me um adolescente. Pois é, um tolo romântico
aborrecente, que adora flores, que já se machucou nos espinhos
de algumas delas, não só uma, mas várias vezes –
com uma ou outra, TODAS as vezes! – mas que jamais deixa de gostar
das flores, que sempre quer ter alguma pra plantar em seu jardim e
cultivá-la, com todo amor e carinho! Ou pra ganhar o direito
de acessar o seu hábitat e poder admirá-la em toda sua
formosura!
Talvez
cruze com ela, pelos caminhos da vida, talvez possa vê-la, quem
sabe, troque uma ou duas palavras... este ano, espero, quero, posso,
devo, mereço, preciso... estarei nas proximidades. Quem sabe,
quem sabe, até lá, veremos...




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