PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Solidão é uma Canoa

Conheço essa música desde moleque, desde piá, já a escutava nas rádios... mas nunca antes ela fez tanto sentido para mim, como começou a fazer recentemente... é, bem recente, não mais que dois anos... sinto como se ela contasse a história dos meus amores, das minhas paixões, das minhas decepções. E não foram poucas... tem dias que uma lágrima furtiva escorre pelo canto do olho ao ouvir essa estrofe: "uma andorinha no céu passou e disse que o amor que eu tinha foi-se embora... ai desacerto que cruza nossas vidas tão normais! É solidão que já vem, é alegria que vai..."
Por vezes sinto como uma coisa boa se estar apaixonado, outras vezes, a solidão é irritante, nos grita aos ouvidos, mostra-nos velhas "fotos" dos amores do passado, das lembranças boas que carregamos, assim como das ruins, que tentamos ignorar, pensando, algumas vezes, em como as coisas seriam, se tivessem corrido diferente, se aquele amor não tivesse se ido. A solidão é uma canoa, mas se o rio está tempestuoso, uma canoa não é a forma mais segura de se viajar.

Ela Está Comprando Uma Escada Para o Céu


Puta que pariu você, Jimmy Page!! Você é um monstro, é meu herói, você toca muito, com certeza é um dos melhores guitarristas, um dos melhores MÚSICOS de todos os tempos!!
Bom, após essa rasgação de seda pra quem não precisa, dedico esta música a um certo alguém, a uma certa garota, que mesmo à distância, mesmo a conhecendo apenas através do que um passarinho azul me conta, tem me apaixonado, tem me encantado cada dia mais.
Ela está comprando para si, uma escada para o céu (stairway to heaven), e espero sinceramente que consiga! Ela terá um futuro sem nuvens, um céu de brigadeiro pela frente, com toda certeza...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Pra Você - Duas Cidades


Escrevo.
Escrevo, escrevo e escrevo.
Escrevo porque gosto,
Escrevo porque não tenho coisa melhor a fazer
Escrevo pra exorcizar os fantasmas,
Escrevo de ansioso,
Escrevo pra acalmar e ajudar a pensar
Escrevo por compulsão...
E hoje, escrevo por compulsão!
Hoje, escrevo por mim
Pelo que sinto, por meus desejos, pelas emoções que sinto,
Toda vez que vejo você.
Hoje escrevo para você
Não importa o quê,
Nem se estou afim, se estou pensando com clareza,
Nem se não sei o que dizer...
Não importa qual o assunto
Eu escrevo pensando em você
Te imagino a ler meus textos
Desejo firmemente que os leia
Desejo dizer aqui, com todas as letras
O teu nome, que chamo todas as noites, antes de dormir
E todas as manhãs, ao acordar,
Teu nome, que incluo em minhas orações,
Toda noite pedindo à Mãe, Nossa Senhora, que te acompanhe, e te abençoe...
Penso em cada texto, pensando se irá lê-lo, se vai te agradar o que aqui escrevo...
Penso em escrever teu nome, deixar às claras o que sinto por você
Deixar bem claro, pra você e pra todo mundo,
O que digo, o que penso, o que sinto
E sinto que, a cada dia, estou mais apaixonado...
Freio a esferográfica, deixo o dedo pairar sobre o teclado
Temo te assustar, temo te expor aos outros,
Como me exponho, não a eles, mas a você!
Somente deixo pistas...
Falo de teus detalhes, daqueles pequenos detalhes
Que me chamam atenção, que me atraíram, que me encantam
Falo da tua grande, imensa, incomensurável beleza (aos meus olhos)
Dos teus olhos, lindos, duas pérolas negras, que me hipnotizam
Dos teus cabelos longos, o próprio Rio Negro, onde quero me perder,
Dos teus lábios e teu sorriso, doce, lindo e delicado,
Da tua pele, agradavelmente morena, enfim...
Atiço a curiosidade de todos, pelo menos os que lêem, penso eu
Na esperança de também atiçar tua curiosidade
De, quem sabe, até te conquistar...
Mas ainda somos dois virtuais, um para o outro!
De que adiantaria, te conquistar,
Agora que não dá?
Agora te quero abraçar
Te malinar, beijar teus cabelos, tuas pálpebras, teus lábios,
Quero dizer, no teu ouvido, o teu nome, como a canção
Que não canço de repetir,
Quero dizer-lhe, demonstrar-lhe o quanto te adoro
Quero não te fazer promessas falsas, ou tolas,
Quero só prometer-lhe meu coração,
Quero só segurar tua mão, te aconchegar em meus braços,
Quero em meu ombro repousar tua cabecinha...
Agora, justo agora, que não dá! (E será que um dia dará?)
Escrevo sobre o que quero
Escrevo sobre outros assuntos, pra não ficar sempre na mesma
Escrevo algo que não estou afim, às vezes
Escrevo sobre coisas que talvez não te interessem
Escrevo sobre minha musa, que me inspira e que desejo, e também temo
Que um dia descubra que ela, na verdade, é você!
Eu, hoje, escrevo qualquer coisa, mas hoje,
Eu, hoje, só escrevo pra uma pessoa, e nem é pra mim,
Eu só escrevo pra você...

Numa, eu não nasci
Na outra, eu morei
E como diria Adoniran,
Foi os dias mais feliz da minha vida”...
Uma, eu amo como a uma velha tia,
Ou parente querida,
A outra, foi paixão à primeira vista,
Ainda ao encontrá-la no aeroporto!
Com uma, rolam uns desentendimentos
Com a outra, houveram algumas decepções
Com ambas, rolaram uns estresses, umas mágoas...
Mas a ambas continuando amando demais!
Ontem, eu estava com uma,
Hoje, estou vizinho da outra.
Amo cada uma a seu modo,
Cada uma tem seus pequenos defeitos irritantes,
Cada uma tem seus encantos, tão opostos, tão semelhantes...
Com uma, eu encontro velhas e novas paixões,
Com a outra, também encontro uma paixão, passada de pai pra filho, uma paixão de muitos!
Quando estava com uma, sentia falta da outra.
Agora que estou com a outra, quero voltar pra aquela uma!
Manaus e Porto Alegre, Porto Alegre e Manaus
Minha casa e meu Lar,
Numa, me sinto muito bem,
Na outra, foi onde me encontrei,
Entre as duas, me divido.
Cada uma me “disputa”, com o que cada uma tem de melhor,
Meu lar, ou minha casa?
Porto Alegre, ou Manaus; Manaus, ou Porto Alegre?
Em uma, me sinto bem comigo mesmo,
Na outra me sinto completo, inteiro.
Meus dois amores,
Meus dois sonhos (e também, meus pesadelos),
Meus dois lugares, minhas duas vidas,
Eu me divido em dois,
O gaúcho de nascimento,
O amazonense por opção,
Ambos orgulhosos e assoberbados,
Tronchos e lesos,
Misturando “Rs” carregados com “Ss” chiados,
Juntando gírias chibatas e expressões guascas,
Loucos e apaixonados
Por meus dois lugares, por minhas duas cidades.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Num Mundo Perfeito...


Num mundo perfeito, não seria tão difícil escrever, como o é, algumas vezes. Bom, num mundo perfeito, muita coisa seria bem diferente de como são neste. Num mundo perfeito, conseguiria trabalhar naquilo que gosto, por exemplo, escrevendo. Até agora, isso não passou de um sonho, não tive nenhum retorno, até agora, pelo menos, não financeiro. Sim, têm algumas pessoas que lêem meus textos, que gostam do que escrevo, mesmo quando eu não gosto muito, me incentivam, dizem que devo continuar nesse caminho, coisa e tal. Inclusive, uma amiga, lá de São Paulo, chegou a sugerir que eu devia fazer jornalismo, comunicação, qualquer coisa ligada a isso. É, pois é, quem sabe...
Num mundo perfeito, o clima, nas cidades que não têm praia, nem são em região montanhosa, seria assim: a temperatura mínima não ia baixar de 18, 17... tá, digamos, 15°C! E a temperatura máxima chegaria a 30, 32... 33°C, nos dias com mais sol, e olhe lá, que tá pra lá de bom! Sim, nessas regiões, o clima seria mais primaveril, nem muito calor, nem muito frio. Cidades como Canela, Gramado, Petrópolis, Campos do Jordão, São Joaquim, aí sim, a temperatura poderia chegar abaixo de zero, agora, essa temperatura em Porto Alegre, não faz muito sentido neste mundo, imagine no mundo perfeito... o mesmo vale para Florianópolis, Rio de Janeiro, Santos, Salvador, Recife, Fortaleza... por lá, se a temperatura beirar os 40 graus, é ótimo, na beira do mar, quanto mais calor, melhor! Claro, sem exageros... agora, em Manaus, pra quê fazer 40°C? 33 graus já é um calorzinho suficiente, não precisa subir o termômetro além disso, não!
Num mundo perfeito, a gente não frearia as palavras, não pensaria antes de falar, não precisaria. Diríamos sempre o que pensamos e o que sentimos... mas aí, também, ninguém se magoaria, ou se ofenderia com isso, nem haveria ninguém querendo agredir a gente com palavras. Sabe o que dizem, né, que uma palavra pode machucar mais que cem pedras. Pois um dia, passava eu, apressado, pela frente da catedral da Universal, na avenida Constantino Nery, quando fui abordado, e convidado a assistir a um culto. Procurei ser educado, o mais que pude, para recusar o convite, dizendo que numa próxima, quem sabe... e nisso, uma obreira disse: “que Deus te abençoe!”, num tom bastante raivoso, acho até que com um certo brilho de ódio no olhar! Foi a primeira vez que vi alguém querendo me agredir com uma benção! É, mas num mundo perfeito não haveria intolerância religiosa, de nenhum tipo.
Num mundo perfeito, o prefeito não bateria boca com moradores de áreas de risco, todo cidadão teria, garantida, a oportunidade de morar dignamente. Num mundo perfeito, você não teria que sair da terra onde nasceu para buscar oportunidades numa outra região, aparentemente mais desenvolvida. Você só sairia da sua cidade, do seu Estado, da sua região por vontade própria, por motivos apenas pessoais, pra se ter uma outra experiência, pra se encontrar no mundo, pra buscar aventuras, enfim, pelo motivo que você considere válido. Consequentemente, nesse mundo perfeito não haveria xenofobia!
Num mundo perfeito, o transporte coletivo seria eficiente e confortável, você não teria que enfrentar ônibus, micro, trem, ou metrô superlotado, atrasado, inseguro, sucateado. O motorista, motorneiro, maquinista, cobrador e trocador seriam bem treinados, bem remunerados, bem educados e bem-humorados. A integração entre as linhas funcionaria com pontualidade, você não perderia mais que uns dez minutos num terminal, ou estação, até chegar a sua outra condução. É claro que assim, muita gente que opta por utilizar veículo particular iria optar pelo coletivo! Mas enfim, isso só num mundo perfeito, mesmo...
Onde mais a política não nos causaria tanta vergonha e desgosto, se não num mundo perfeito?! Onde o administrador, municipal, estadual, ou federal trabalharia pelo povo e para o povo, como eles dizem nas propagandas oficiais e no horário eleitoral. Num mundo perfeito, por exemplo, o congresso brasileiro realmente defenderia os interesses da população, que elegeu seus representantes, os parlamentares iriam seguir o exemplo dos congressistas suecos, iriam à capital federal única e exclusivamente para servir, e bem, a sua comunidade, o seu Estado, a sua região e, principalmente, o seu país. Num mundo perfeito, um deputado, ou senador, teria plena consciência do dever e dispensaria qualquer luxo, ou regalia. Se as coisas ainda não são assim, é porque este ainda não é o mundo perfeito. Sinto muito...
Num mundo perfeito, o exterior das pessoa não seria mais valorizado que o interior... até porque, por dentro, as pessoas não seriam assim tão feias! A gente não se enganaria com as aparências, porque no mundo perfeito, as pessoas não teriam medo de demonstrar quem são, não iriam querer aparentar o que não são! A beleza interior estaria mais aparente, se refletiria na aparência externa de cada “serumano”. Mas infelizmente, não estamos no mundo perfeito!
No mundo perfeito, seria mais fácil se dividir em duas cidades. Talvez desse pra morar seis meses em cada uma, ou pelo menos ir a uma delas, uma, duas vezes ao ano, quem sabe uma vez... por mês! Não, perfeito mesmo seria já haver um sistema de teletransporte, você poderia morar em Recife, trabalhar em Curitiba, quem sabe passar os finais de semana em Bonito – MT... quem sabe!? Ah, mas não é esse o caso, nesse mundinho imperfeito...
Em verdade, eu tenho minha idéia de um mundo perfeito, você tem a sua, ambas provavelmente se assemelham, se unem, até, em diversos pontos, mas cada um considerará que o seu ideal de mundo é que é o melhor. Mas, no mundo perfeito, nem haveria esse tipo de discussão. Na verdade, se a gente estivesse num mundo perfeito, nem se cogitaria pensar em como seria um mundo perfeito, não é verdade...? Pois então... quem sabe se não estamos, realmente, no mundo perfeito?! Pois é sabido que somos nós, os seres imperfeitos, cheios de dúvidas, de descrenças, de temores, de conceitos, de preconceitos... então, o nosso mundo, o mundo que fazemos pra nós não é imperfeito, nós que somos! Será...? Bom, enquanto penso nisso... até mais ver!

Por que não o Aeromóvel?!


Em 1979, um ex-funcionário da Varig, de nome Oskar Coester, começava a testar uma criação sua, uma espécie de veículo leve sobre trilhos que, parece, viria a ser uma das soluções para problemas como o trânsito, locomoção e transporte coletivo, problemas esses que já começavam a dar as caras, na Porto Alegre do fim dos anos 70 e começo dos 80. O aeromóvel, criação do engenheiro brasileiro, gaúcho de Pelotas (sem brincadeira) parecia ser um futuro possível para o transporte coletivo; rápido, ágil, leve, confortável. Cada trem do aeromóvel teria a capacidade de levar até 150 passageiros em cada viagem.
Os testes de Coester, com as primeiras viagens do seu protótipo do aeromóvel, visavam à implantação, num primeiro momento, de uma linha-piloto, que ligaria parte do centro da cidade à zona sul. A evolução natural seria de, a primeira linha do aeromóvel ser implantada, depois, com o tempo, estendida por todo o Centro de Porto Alegre, interligando-o a terminais de integração com as linhas de ônibus, que levariam aos bairros mais distantes, e à linha 1 do metrô, implementado a partir de 1986, ligando a capital do Estado à região metropolitana.
Obviamente, as linhas de ônibus não entupiriam a região central da cidade, mais do que já está, restando aos engenheiros de tráfego resolver o problema com os veículos como os automóveis e as motocicletas. Quanto aos passageiros que usam os coletivos que saem da avenida Borges de Medeiros e do terminal Parobé, ao lado do Mercado Público, utilizariam um meio de transporte mais eficiente, pontual e confortável.
No futuro, ou seja, agora, nos nossos dias, provavelmente o aeromóvel já estaria funcionando, ou em fase de implantação em diversas capitais e cidades de outros Estados, Brasil afora, seguramente no Distrito Federal. Hoje, provavelmente esse novo modelo de transporte já estaria sendo exportado para o Mercosul, Estados Unidos e Europa. Um veículo relativamente barato, inclusive no custo de implementação, eficiente, rápido, leve, ecologicamente correto e, o melhor de tudo: criado aqui no Brasil, por um brasileiro! Uma tecnologia criada, estudada e desenvolvida por aqui mesmo! Pela lógica, o projeto deveria ter decolado... se fosse em outro país, provavelmente assim seria... afinal, por que não decolou?!
Bom, segundo dizem, no início dos anos 80, o Ministério dos Transportes desistiu do projeto. Arquivou o acordo e a implantação da linha-piloto do aeromóvel foi cancelada, o inventor do veículo terminou a primeira parte da linha, que jamais foi terminada, na avenida Loureiro da Silva, em frente à antiga Usina do Gasômetro, tirando do seu próprio bolso, por assim dizer, mais por teimosia que por outra coisa. Mas, fora algum fator técnico, alguma questão financeira, que impedira de o projeto ser tocado em frente?! Nada... foi o velho problema de sempre: questões de política! Acha que é só na sua cidade, no seu Estado que tem politicagem? Não, amigo, isso é um mal que aflige todo nosso país...
Pois, por questões bem mais políticas que técnicas, o metrô fora implantado na região metropolitana de Porto Alegre, cortando e modificando a cara das cidades, como já disse, a partir de 1986. Nesse mesmo ano, uma delegação do governo da Indonésia visitou Porto Alegre, a fim de estudar o tal de aeromóvel, que sabe-se lá porquê, o governo brasileiro esnobou, pra comprar uns trens japoneses usados, que estavam sendo substituídos por um modelo mais moderno, lá por Osaka, Kioto, ou sei lá onde. Tinham a intenção de levar esse novo tipo de veículo leve sobre trilhos para seu país, e instalar uma linha no centro da sua capital, Jacarta. Ouvi dizer, depois os governos de Taiwan, Coréia do Sul, teriam conhecido o NOSSO aeromóvel e também teriam se interessado em reproduzir o modelo em suas respectivas cidades. Hoje o trem, que segundo seu inventor, segue o princípio do barco a vela, emborcado, uma criação inovadora de um brasileiro, que poderia estar beneficiando o transporte por aqui mesmo, nas nossas cidades, está lá, do outro lado do mundo, beneficiando quase 500 mil passageiros/dia, do outro lado do mundo, em Jacarta!
Agora, só agora, mais de 30 anos depois, as administrações municipal, estadual e federal, visando “melhorar” o que sequer seria cogitado melhorar, não fosse a próxima copa do mundo de futebol sediada aqui, no nosso país, resolveram desencavar dois projetos: o “tal do aeromóvel” de Oskar Coester, e a já anacrônica linha 2 do metrô de Porto Alegre, do qual, aliás, ouço falar desde que inauguraram a linha 1, há mais de 20 anos.
Desta vez, o projeto do aeromóvel, pasmem, está mais adiantado que o do metrô... é que o prefeito da capital gaúcha renunciou ao cargo para ser candidato ao governo do Estado, ficando no seu lugar o vice, que tem maior trânsito com os atuais governos estadual e federal, afinal, né, já foi do mesmo partido, e tal... ou seja! Enfim, quanto ao projeto do aeromóvel, trata-se da idéia de se implantar duas linhas, a primeira ligando a estação do metrô ao terminal 1 do aeroporto internacional Salgado Filho; uma segunda seria implantada na cidade universitária, ligando o campus da PUC-RS ao hospital universitário, e esse à avenida Ipiranga. Sim, sem dúvida, isso tudo é muito interessante...
Não que seja contrário, agora, não que deixe de saudar a iniciativa dos governos atuais em “ressuscitar” o aeromóvel, que aliás, já cria eu, jamais o veria andar, quem sabe até andar num desses, a não ser que fosse pra Indonésia. Mas não há como não questionar: por que só agora?! Pra que esperar 30 anos, ou mais, pra tirar esse projeto do papel? Por que não incluir também, nesse novo projeto, o projeto piloto?! Talvez, a linha-piloto pudesse desafogar bastante o trânsito, do Centro até a zona Sul, quem sabe estendendo-a até a Mauá, ou até o Largo Vespasiano Veppo, ao lado da estação rodoviária... quem sabe?!
Enfim, mas agora parece que vai, então oremos. Quanto ao metrô, acho que é um projeto datado, que há 15, ou 20 anos, até seria uma boa saída pra Porto Alegre, mas agora, neste momento, essa iniciativa já está por demais atrasada, teria que modificar demais boa parte da cidade, o gasto não compensaria, pois o problema do trânsito só seria agravado, inclusive depois da conclusão e inauguração! É o que tudo indica, amigo... acho que, se o aeromóvel fosse inventado por um americano, japonês, chinês, em vez de por um brasileiro, a história teria sido bem outra, já estaríamos utilizando esse tipo de transporte há horas!
Engraçado, de repente a direção da Trensurb S/A insistir em implantar uma linha de metrô em Porto Alegre agora, quando no ano passado, já haviam descartado completamente a idéia. E o pior é a prefeitura da capital, ou mesmo o governo estadual, não estudarem outras alternativas, que pra outras cidades, outras regiões, seriam ótimas alternativas, como o BRT – Bus Rapid Transit – ou o VLT, e o próprio aeromóvel. Pois aqui também, seria uma boa alternativa, sim, senhores! Bora ver direitinho isso daí! Aqui e lá também, na cidade-sede amazônica da Copa do Mundo, em vez de estudar o ônibus gigante chinês, que nem eles sabem se vai dar certo, ou esse tal de monotrilho, que tal estudar as outras alternativas? O aeromóvel tá lá em Jacarta, senhor prefeito, aproveita que cê vai buscar muamba em Xangai, dá uma passadinha na Indonésia e vê o que um brasileiro foi capaz de inventar!