PESCANDO NO BODOSAL

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Segunda-feira


Puxa vida, fiquei preocupado com uma informação que recebi, hoje de manhã, quanto ao preço da erva mate em Manaus. Mais preocupado fico porque lá não tem, nem por um preço mais alto, a cerveja de minha predileção! A velha e boa Norteña, cerveja uruguaia que muito aprecio! Estou pensando como fazer para, talvez, levar ao menos umas duas garrafas desse líquido precioso para lá, da próxima vez que viajar. Não sei nem se terei espaço para as roupas em minha mala, pois há outros tantos produtos que pretendo levar... mandolate e torrone, que minha filha adotiva ainda não conhece, mesmo tendo ela viajado para o Rio de Janeiro. Será que nem no Rio têm esses doces?? Nossa, fico tenso com isso... Já não encontrarei de jeito algum caqui chocolate. Bergamota, que por lá chamam de tangerina, até encontrarei, mas muito cara e não haverá da montenegrina. Em compensação, poderei encontrar com mais facilidade, e mais barato, feijão jalo, jabá, farinha uarini, polpas de açaí e cupuaçu... mas será difícil encontrar nata e kesschmier, mesmo nas grandes redes de supermercado. Lembro que em 2006 fiquei bastante feliz, pois havia encontrado, numa grande rede de supermercados local, cuca, dos mais diversos tamanhos e sabores, tal e qual se pode encontrar por aqui, em qualquer boa padaria – que lá chamam panificadora. Ainda tenho pra mim que panificadoras são grandes fábricas de pães e bolos, tipo, sem querer citar marcas, mas obrigatoriamente citando, a Seven Boys! E aquele lugar onde compramos o proverbial pãozinho francês de 50g, é só uma padaria... Afora isso, tenho grandes espectativas para os próximos meses: temo um pouco por esses concursos públicos, realmente, temo que mesmo passando não venha a ser chamado, e tal, mas não importa, vou dar “tudo de si” para passar – de preferência, em primeiro – no concurso do Ministério Público da União, para ser chamado, o mais rápido possível – também de preferência, até o ano que vem – e poder voltar a Manaus sem passagem de volta marcada. Tenho consciência de que provavelmente voltarei a morar em um quartinho, ou kitinete, por algum tempo, em uma cidade onde o único transporte coletivo é o ônibus e as lotações, sei que sentirei muita raiva das empresas de coletivos e muita falta do trem urbano, mas enfim... aqui sinto-me menos feliz e menos em casa, não sei exatamente porque, mas é fato que me sinto mais a vontade no Norte que no Sul; gosto por demais de Porto Alegre, mas Manaus me toca muito mais e é lá que me encontro inteiro. Há dois anos que luto, sem muito sucesso, pra voltar para lá. Isso tem de mudar. Vou sentir falta de algumas coisas comestíveis, como disse acima, da cerveja uruguaia, a não ser que arranje alguém para me enviar regularmente algumas garrafas via Sedex, mas não é nada que se compense de várias outras formas. Tenho até sonhado em estar lá, dia desses sonhei que ligava do meu número de celular, aqui do RS, mas estando eu lá, a uns amigos, para brincar com eles. Minha sobrinha estava lá, divertindo-se à beça com meu pequeno gracejo. Gostaria, realmente, muito, que fosse a visão de mim, e quem sabe dessa minha sobrinha, num futuro bastante próximo. Quem sabe, daqui há uns poucos meses... de preferência!

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