Te
vi, teus cabelos, teu sorriso doce, teu olhar parecia me chamar.
Estavas tão bela quanto nunca, tão linda como sempre.
Meus
passos, incertos, meu olhar, um pouco receoso de teus amigos, um
certo medo de aproximar-me... até que me vi frente a frente
contigo, olhando teus olhos serenos, um sorriso tímido e
encantado nos lábios, sem saber o que dizer.
Meu
coração subitamente encheu-se de ti, as pessoas ao
redor, agora, pareciam fantasmas, ou éramos nós, que
estávamos em outra dimensão, envoltos por uma névoa
e uma luz próprias, só nossas, que surgiam da minha
camisa, de teu vestido, imaculadamente brancos.
Ao
olhar nos teus olhos e sorrir pra teu sorriso, ouvi uma música
antiga tocar. Tu foste quem tomou a iniciativa, me perguntaste se
queria te tirar para dançar. Te disse que não sabia
dançar, mas me prontifiquei de imediato.
Riste
do meu jeito, delicadamente pousaste as mãos em meus ombros,
com os pés descalços, delicadamente pisaste em meus
sapatos. Com as mãos, te aparei pelas costas, te segurei
delicadamente, com apenas um olhar e o mais lindo sorriso, indicaste
como começar e então te conduzi, rodopiamos no salão
e parecíamos flutuar e girar, um na órbita do outro, ao
som melodioso da bela música.


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