Não
falta tempo para ele escrever. Não lhe falta tempo para
planejar! Ele quer muito, ele deseja, tão fortemente quanto
possa se desejar algo, “voltar para casa”, voltar ao Norte. Ele é
teimoso, você sabe, você o entende melhor do que pensa,
melhor do que gostaria de admitir! Ele simplesmente não
desistiu, pretende tentar de novo. Tantas vezes quantas forem
necessárias! A teimosia, e algo mais, o movem a querer sempre
voltar e tentar outra vez. Bem, sim, a situação anda
bem difícil, ultimamente, as coisas sempre tendem a piorar,
muito, antes de começarem a melhorar. Não têm lhe
faltado ideias, não tem lhe faltado vontade, o que tem lhe
faltado é foco, concentração!
É
muita distração. Consciente e inconscientemente. Antes,
ele se orgulhava de ter tanta inspiração, de ser tão
prolífico, de escrever uma média de quinze textos por
mês, algo em torno disso... você se lembra?! Óbvio
que sim! Sim, ele chegou a te culpar, sim, mas não pelos teus
motivos! Ok, um equívoco até que aceitável, pela
imagem que se criou dele, pela culpa e frustração que
se pode sentir, por essas coisas do coração, etc. Só
que, ele chegou a crer que a fonte havia secado, que não teria
mais insights, não conseguiria mais inspirar-se, como antes,
quando sentia-se inspirado por sua musa, com quem teria esgotado
todas as boas idéias, toda a poesia... mas não era nada
disso! Enfim, e nada do que você havia pensado, também!
Preocupações,
algumas reais, outras mesquinhas, a situação,
aparentemente sem solução alguma, uma certa preguiça,
um certo desânimo com a vida, o desejo e a vontade, como um
“gostaria de...”, sem direção, desfocado,
sufocando-o, deixando-o sem a concentração necessária,
para seus escritos, para traçar os planos, trabalhar as
idéias, projetar os próximos passos, atos, ações;
as distrações e pequenas irritações, com
pequenos equívocos e atitudes, suas e de outros, são
desculpas para tirá-lo da direção que pretende
seguir.
Interessante
como uma certa mudança de foco lhe deixa mais atenta, mas é
bom, você percebe certas pequenas idéias que pra ele não
são grandes atitudes, são apenas pequenas mudanças
que ele faz sem nem se dar conta. Pois a atitude que ele está
procurando mudar é essa falta de concentração,
essa sua falta de foco, quase natural nele... ele sempre soube que
era preciso. Não é só a atitude, a visão
que tem de mudar, trata-se de manter o foco, cuidar apenas para fazer
os desvios e atalhos certos, saber lidar com uma certa margem de
erro, que sempre existe, com a qual não sabemos trabalhar –
só diremos isto: você também não sabe! Tem
que aprender, sim, a saber que terá, fatalmente, algumas
falhas, uma margem de erro com a qual tem que se contar. O foco
servirá para que possa adequar seus planos, entre outras
coisas, a essa margem de erro. Ele precisa, muito, manter o foco no
que realmente importa.

Nenhum comentário:
Postar um comentário