Aqui,
dentro do meu iglu, estamos protegidos das intempéries que
caem lá fora; nem chuva, nem vento e nem granizo podem invadir
e derrubar essas paredes. O frio, aqui, não entra nem com
nojo, pode fazer cem graus abaixo de zero, pode cair a maior nevasca
do mundo, lá fora, que aqui dentro estaremos seguros e
quentes.
Construí
o meu iglu para me entocar e fugir do frio gélido que me
persegue, me irrita os olhos, congela meu nariz, pés e mãos,
congestiona as vias respiratórias, etc.
Construí
meu iglu para não deixar o frio e as pessoas chatas entrarem,
para o calor e as pessoas que gosto não quererem sair, com
paredes grossas de tijolos pesados e inteiriços, revestidas
com peles de urso polar, de morsa e de lobo. Fiz uma cama enorme, num
quarto espaçoso e ricamente decorado, cheia de almofadas,
travesseiros e cobertores, onde, se você deitar, não
quererá mais levantar! No meio de meu iglu fica a lareira, que
também nos serve de fogão de pedra, à lenha,
coloquei sobre as chamas uma grelha, onde assamos uns bons bifes,
como numa parrilla e uma chaleira começa a chiar, com a água,
que começa a ferver, para um delicioso capuccino, que estará
à sua espera, pra te esquentar, quando você chegar,
sacudindo os casacos, salpicados de flocos de gelo e batendo as
botinhas na soleira da porta. No meu iglu tem um confortável
divã, bem do lado de minha poltrona, onde você pode se
refestelar, colocar os pés pra cima, observar o fogo da
lareira, saborear o café, conversar sobre o frio e as coisas
do dia-a-dia, assistir ao noticiário na tv, escutar uma boa
música, aconchegar a cabecinha em meu ombro e esquecer dos
problemas. No meu iglu posso desfrutar do teu sorriso, da tua risada,
da tua voz, do teu perfume, da tua companhia, chego quase desejar que
o inverno nunca mais vá embora. Um dia, quem sabe...

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